Jornadas sobre património imaterial em Alcochete, 13 e 14 Nov. 2009

November 10, 2009 by Ana Carvalho

VIII Jornadas do Centro de Tradições Populares Portuguesas “Prof. Manuel Viegas Guerreiro”, nos dias 13 e 14 de Nov. 2009

Local: Biblioteca Municipal de Alcochete
A entrada é livre, mas é necessário inscrição prévia (212348652)

As VIII Jornadas do Centro de Tradições Populares Portuguesas “Prof. Manuel Viegas Guerreiro” realizam-se em Alcochete, no âmbito do Acordo de Cooperação estabelecido entre esta Unidade de I&D e a Câmara Municipal de Alcochete, reflectindo a preocupação de ambas as entidades com a preservação do Património Cultural Imaterial, cuja recolha, investigação e sustentabilidade são hoje uma prioridade para os organismos nacionais e internacionais, merecendo o apoio da UNESCO e tendo Portugal já ratificado a Convenção para a sua salvaguarda.

Assim, a Câmara Municipal de Alcochete, consciente da riqueza cultural do seu Concelho, deseja conservar este património para as gerações futuras, tendo vindo a desenvolver o projecto Plano das Memórias do Concelho de Alcochete.

O Centro de Tradições Populares Portuguesas, por sua vez, constitui de há muito um espaço de reflexão e de investigação científica nos domínios multidisciplinares da Literatura Oral e Tradicional, das Tradições Populares Portuguesas, da Etnografia, da Linguística e do Imaginário Cultural.

Estas Jornadas pretendem ser um espaço de partilha. Por isso, o seu programa é abrangente, dele constando diversas comunicações que abordam questões ligadas à recolha, conservação e estudo do Património Imaterial.

Programa:

Dia 13 de Novembro
9h30 Recepção e entrega de documentação
10h00 Sessão de abertura

Luís Miguel Carraça Franco
Presidente da Câmara Municipal de Alcochete
João David Pinto-Correia
Coordenador Científico do Centro de Tradições Populares Portuguesas
Formalização do protocolo entre a CMA e o CTPP

Primeiro painel
10h40 Maria de Lourdes Cidraes
As lendas históricas: memória e reinvenção
11h00 Pausa para café
11h20 Cristina Vinagre Alves
Memórias de Alcochete, no tempo dos nossos avós
11h40 Paulo Lima
Arquivo do Património Imaterial do Alentejo: Estratégias de Inventário
12h00 Cíntia Mendes
O trabalho e a música, de trabalhador rural a solista
12h20 Debate

Almoço livre

Segundo painel
14h30 Francisco Melo Ferreira e Carlos Patrício Memória, Percepção e Identidade
14h50 Cláudia Diogo
Ficção e Realidade em histórias pessoais de Monchique
15h10 Thierry Proença dos Santos
Discursos da dor da perda em anúncios necrológicos da imprensa madeirense
15h30 Debate
15h50 Pausa para café
Terceiro painel
16h10 Iolanda Nunes e Rute Nunes
Testemunhos de recolhas da Literatura Oral e Tradicional em Alcochete
16h30 Sónia Ferreira
Memória e Trabalho quotidianos operários durante a II Guerra Mundial
16h50 Debate
17h10 Sessão de encerramento
Susana Custódio
Vereadora do Pelouro de Cultura e Identidade Local da Câmara Municipal de Alcochete

Dia 14 de Novembro

09h30-12h30 Workshop
Ana Morão, Lina Santos Mendonça e Teresa Amaral
Questões de teoria e prática nas recolhas de Literatura Oral e Tradicional

Livro: “Museus, Património e Identidade”

November 10, 2009 by Ana Carvalho

image

Museus, Património e IdentidadeEdição/
Autor: Fernando Magalhães
Edição: Profedições, 2007
Descrição física: 96 p.
ISBN: 9789728562168

Sinopse

Museus, Património e Identidade é um livro que pretende contribuir para uma compreensão abrangente destes três conceitos e para a relação que mantêm entre si. Ao longo da obra, o autor, investigador na área do património e da identidade, coloca as questões fundamentais da antropologia contemporânea na análise dos factos culturais, em tensão entre tradição e modernidade, e articula a teoria e a prática das questões ligadas ao património e à identidade (in http://www.wook.pt/)

Revista electrónica “Museologia e Patrimônio”

November 9, 2009 by Ana Carvalho

revista electronica

“No Mundo dos Museus” destaca o lançamento do 2.º número da Revista Museologia e Patrimônio. A revista foi criada no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio, desenvolvido em associação pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e o Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), no Brasil.

Trata-se de uma revista académica, com sistema de avaliação a cargo de um Corpo Editorial integrado por especialistas de diferentes países. Aceita contribuições inéditas nos seguintes idiomas: português, espanhol, inglês e francês. Salvo exceções, os artigos submetidos serão editados nos idiomas de origem.

Foram publicados até ao momento dois números, o primeiro em 2008 e em 2009 saiu o segundo (http://revistamuseologiaepatrimonio.mast.br/)

Por cá também fazia falta espaços similares onde disponibilizar artigos que reflictam a investigação que se vai fazendo na área dos museus e património.

Revista no1 museologia

Vol. 1, No 1 (2008)
Sumário

Artigos

Itinerários epistemológicos da instituição e constituição da Informação em Arte no campo interdisciplinar da Museologia e da Ciência da Informação – Lena Vania Pinheiro

Patrimônio, conservação e comunicação Interferências da arquitetura do espaço tombado e da conservação do patrimônio exposto na concepção e montagem de exposição temporária no MAST – Marcus Granato, Antonio Carlos de Souza Martins, Luciene Pereira da Veiga

Herança cultural (re)interpretada ou a memória social e a instituição museu Releitura e reflexões – Diana Farjalla Correia Lima

Discurso religioso e patrimônio intangível guarani mbyá – Luiz Borges

O museu, a palavra, o retrato e o mito – Tereza Scheiner

Jesuit Reducciones in the Context of UNESCO World Heritage -Hildegard Vieregg

Comunicação e informação de museus na Internet e o visitante virtual – Rosane Carvalho

Araújo Porto Alegre e o patrimônio arquitetônico do Rio De Janeiro – Nireu Cavalcanti

Revisitando

Sobre o tema “Museologia – ciência ou apenas trabalho prático?” (1980) – Zbynek Stránský

Conferências
PPG-PMUS Inaugural Address – Alissandra Cummins
Museos y patrimonio universal: una mirada desde la Interdisciplinariedad – Amalia Castelli

Relatos de Experiências
Chinese museums’ tradition and changes – Su Donghai
A revitalização do Parque Zoobotânico do Museu Goeldi: em busca de uma nova relação com o público – Nelson Sanjad

Resenha
Um antropólogo de volta aos museus – Moema Vergara

Resumos/Abstracts
Quando o Museu abre portas e janelas. O reencontro com o humano no Museu contemporâneo – Bruno César Brulon Soares

Em direção à Museologia latino-americana: o papel do ICOFOM LAM no fortalecimento da Museologia como campo disciplinar – Luciana Menezes de Carvalho

A patrimonialização de material genético brasileiro: o estudo de caso da coleção de fungos filamentosos do Instituto Oswaldo Cruz – Roberta Nobre da Câmara

O objeto da museologia: a via conceitual aberta por Zbynek Zbyslav Stránský – Anaildo Bernardo Baraçal

Espaços em Processo de Representação: Praça Floriano Peixoto e Ilha dos Museus – Lucia Helena dos Santos Torres

Faces e interfaces na “poesia das coisas”: exposições museológicas sob o olhar interdisciplinar da Ciência da Informação e da Museologia – Julia Nolasco Leitão de Moraes

Revista no2 museologia

Vol. 2, No 1 (2009)
Sumário

Artigos

Da manchete à notinha de canto: os furtos do patrimônio público, a privatização dos acervos do cidadão/From the headline to the left bottom corner note: the theft of public assets, the privatization of the citizens’ collections – Beatriz Kushnir

Patrimônio industrial: lugares de trabalho, lugares de memória/The industrial heritage: places of work, places of memory – Maria Leticia Mazzucchi Ferreira

Para uma pedagogia do museu: algumas reflexões/For a museum pedagogy: some reflexions- Maria Amelia de Souza Reis, Maria do Rosário Pinheiro

O patrimônio da ciência: importância para a pesquisa/Scientific heritage: its relevance for the research – Marta C. Lourenço

Políticas públicas, políticas culturais e museu no Brasil / Public policies, cultural policies and museums in Brazil – Nilson Alves de Moraes

Ecomuseums in Italy. Concepts and practices / Ecomuseus na Itália. Conceitos e práticas – Maurizio Maggi

Revisitando
A pesquisa no museu e sobre o museu / Possibilities and Limits of Scientific Research typical for the museums – Vinos Sofka

Conferências
Things + Ideas + Musealization = Heritage: A Museological Approach / Coisas + Idéias + Musealização = Patrimônio: Uma Abordagem Museológica – Martin R. Schärer

Resenha

Museus como espaços de produção científica e educação do olhar – Alex Varela

Resumos/Abstracts
Museus de Ciências e Tecnologia no Brasil: uma história da museologia entre as décadas de 1950-1970 / Museums of sciences and technology in Brazil: a history of museology between the decades of 1950 and 1970 – Maria Esther Alvarez Valente

Do Monumento ao Fragmento: o jardim de passados do Museu Casa de Rui Barbosa / From Monument to Fragment: the many pasts of the Garden of Museu Casa de Rui Barbosa – Ana Cristina de Oliveira Sampaio

Espaço Construído: o Museu e suas exposições / Created Space: museums and their exhibitions – Elisa Guimarães Ennes

Sala do Artista Popular: Tradição, Identidade e Mercado / Gallery of the Popular Artist: tradition, identity, market – Luiz César dos Santos Baía

O Museu como Vereda Fértil: a Museologia no Museu de Arte Contemporânea / Museum as Fertile Path: Museology at the Museum of Contemporary Art – Tatiana Gonçalves Martins

Seminário de Etnomusicologia,7 Nov. 09

November 6, 2009 by Ana Carvalho

SEMINÁRIO DE ETNOMUSICOLOGIA
Museu Nacional Soares dos Reis
Porto, 7 de Novembro de 2009

A Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia (SPAE) e o Instituto de Etnomusicologia da Universidade Nova de Lisboa, em colaboração com o Museu Nacional Soares dos Reis, vai organizar no Sábado 7 de Novembro de 2009, um Seminário de Etnomusicologia, seguido de uma Conferência da Prof.ª Salwa Castelo Branco, presidente do referido Instituto, intitulada:

“Etnomusicologia: percurso histórico e tendências actuais”.

O Seminário decorrerá no Museu Nacional Soares dos Reis, Porto, e terá um número limitado de participantes (30), sendo obrigatória a respectiva inscrição prévia para antonio.huet@gmail.com, o mais urgentemente possível.

Programa

10h00 – Recepção dos participantes

10h30 – 13h00 – Seminário de Etnomusicologia

Maria do Rosário Pestana “A Comissão de Etnografia e História do Douro Litoral: etnografia, museologia e performance musical na construção do Douro Litoral”

Susana Sardo “Situar as Memórias – Novas formas de encontro com a tradição no quadro dos Ranchos Folclóricos em Portugal”

Maria de São José Corte-Real “Música e Educação numa Perspectiva Etnomusicológica”

João Soeiro de Carvalho “A experiência transcultural na música: Relatividade e Alteridade”

Jorge Castro Ribeiro “Batuku sta na moda: dinâmicas transnacionais da música cabo-verdiana”

13h00 – 14h30 – Interrupção para almoço.

14h30 – 16h00 – Seminário de Etnomusicologia: Debate e Conclusões.

16h00- 16h30 – Pausa Café

16h30 – 18h00 – Conferência seguida de Debate. Aberta ao público.

Salwa Castelo-Branco “Etnomusicologia: percurso histórico e tendências actuais”

18h00 -18h30 – Porto de Honra. Momento musical. Encerramento.

Resumos da Comunicações

“A Comissão de Etnografia e História do Douro Litoral: etnografia, museologia e performance musical na construção do Douro Litoral”.

Maria do Rosário Pestana

INET-MD – Universidade de Aveiro

A Comissão de Etnografia e História do Douro Litoral foi um órgão da Junta de Província do Douro Litoral em actividade entre 1937 e 1959. Apesar do âmbito regional desta instituição, a Comissão desenvolveu uma actividade singular no panorama nacional no que se refere ao levantamento etnográfico e histórico-arqueológico da província e à sua imediata divulgação através de um boletim e de uma linha editorial criados para esse efeito, fundou um museu, um arquivo e patrocinou um rancho folclórico e um coro feminino. Essa actividade foi, num primeiro plano, uma resposta à estratégia política de divisão do território nacional e de criação de órgãos diferenciados (e não diferenciadores) implementada pelo Estado. Numa região cujas fronteiras não eram coincidentes com áreas geográficas e humanas prévias, que, nas palavras de um dos seus mentores ‘não o era’, esperar-se-ia a participação na composição de um cenário nacional, num processo de objectificação cultural de âmbito nacional, tal como estava previsto no articulado da Lei. Todavia, a Comissão conseguiu criar um espaço de autonomia e promover formas diferenciadas de pensar e exprimir o seu património. O Douro Litoral, uma realidade inventada e contingente, foi a base territorial da construção de uma identidade provincial efectivada na leitura dos textos, na vivência do percurso expositivo museológico ou na participação em performances musicais.

Nesta comunicação, tendo presente estudos actuais em torno de processos de construção de identidades e de reconfiguração da sociedade através da performance musical, irei debater as seguintes questões: Quem foram os agentes desse processo? Porquê e como foi implementado? Que legado foi constituído?

Irei também discutir o interesse do estudo articulado de práticas etnográficas, editoriais, museológicas e musicais, na crítica ao paradigma essencialista que sustentou a construção de narrativas históricas lineares e legitimou a vivência, ainda que imaginária, de identidades de base territorial.

“Situar as Memórias

Novas formas de encontro com a tradição no quadro dos RF em Portugal”

Susana Sardo

INET-MD – Universidade de Aveiro

O último quartel do século XIX constitui a referência central para a construção do repertório que a grande maioria dos agrupamentos folclóricos em Portugal procura representar. A escolha deste período prende-se com diversos factores mas sobretudo com a consciência segundo a qual os testemunhos orais destas tradições, guardiães da memória, estariam acessíveis na altura de formação dos próprios agrupamentos. Recuar no tempo em termos de recolha de tradição seria tão possível quanto mais idosos fossem os testemunhos orais disponíveis. Durante todo o século XX, a construção do repertório dos agrupamentos folclóricos foi constituída basicamente através da recolha junto de elementos que não faziam parte dos grupos. A consciência de que não só o modelo de apresentação pública do folclore se está a esgotar mas também que essas memórias se situam agora numa espécie de “quarta mão”, sendo a maioria dos elementos dos grupos folclóricos hoje constituídos por jovens com referentes musicais muito diferentes daqueles que representam, os dirigentes dos grupos tentam procurar novas formas de situar a tradição recriando-a em contextos internos levando os mais novos a passar pela experiência de vivência quase em regime de “internato” folclórico. Esta comunicação constitui um momento de reflexão sobre este novo processo a partir de um exemplo vivido em 2005 na região das Terras de Santa Maria.

” Música e Educação numa Perspectiva Etnomusicológica”

Maria de São José Corte-Real

INET-MD – Universidade Nova de Lisboa

Num momento de reorganização especial do sistema educativo em Portugal, como na Europa e no mundo, sublinho a pertinência da perspectiva etnomusicológica na relação entre a música e a educação. Partindo da observação do que considero ser Etnomusicologia, e tendo em conta tendências recentes das teorias do conhecimento e da comunicação, aponto linhas nas quais a perspectiva etnomusicológica pode beneficiar extraordinariamente a relação entre a música e a educação tanto no ensino genérico como no ensino especializado da música. Ilustrando a minha participação na construção desta perspectiva darei conta de alguns aspectos da minha investigação e acção recentes neste domínio.

” A experiência transcultural na música: Relatividade e Alteridade”

João Soeiro de Carvalho

INET- MD- Universidade Nova de Lisboa

A consciência da alteridade, ideia fundamental no processo operativo da Etnomusicologia, deu-se quando indivíduos de diferentes grupos humanos tiveram a oportunidade de experimentar realidades sónicas provenientes de outros grupos. Este processo desenvolveu-se com as viagens, com as invenções tecnológicas, e sofreu uma enorme aceleração ao longo do séc. XX. Nesta comunicação, o autor apresenta e comenta alguns factos fundamentais no processo da tomada de consciência da alteridade musical, e reflecte sobre a sua importância para a disciplina da Etnomusicologia – numa perspectiva diacrónica.

“Batuku sta na moda: dinâmicas transnacionais da música cabo-verdiana”

Jorge Castro Ribeiro

INET-MD – Universidade de Aveiro

A publicação com enorme sucesso do cd Miss Perfumado (1992) da cantora cabo-verdiana Cesária Évora marcou definitivamente a entrada da música cabo-verdiana no circuito internacional da chamada world music. Depois desta cantora outros artistas entraram em cena, como Tito Paris, Mayra Andrade ou Lura, consolidando a música cabo-verdiana como uma realidade incontornável a nível global.

Na verdade, muito antes desse sucesso, já a música popular cabo-verdiana era uma realidade transnacional de forte impacte, no âmbito da rede das comunidades emigradas da diáspora cabo-verdiana. Uma rede estruturada em músicos e repertórios que circulavam internacionalmente definindo um dos mais significativos elementos da identidade cabo-verdiana.

Esse sucesso internacional, contudo, apenas veio conferir novas dinâmicas à produção e consumo da música cabo-verdiana, promovendo não só o seu reforço tanto a nível nacional e internacional, como também proporcionando novos desenvolvimentos dos vários géneros musicais. De certa maneira a divulgação internacional da música cabo-verdiana catalizou o interesse pela cultura do país e contribuiu decisivamente para o incremento do turismo, com consequências na economia cabo-verdiana. Por essa razão a música tornou-se numa realidade de valor acrescentado para o país, o que, por um lado fomentou as suas dinâmicas de produção e consumo e, por outro lado, reforçou o seu papel simbólico no campo da cultura. Neste quadro deu-se ao nível transnacional uma interessante inovação nos repertórios, na estética e conteúdos da música e também uma modificação nas atribuições sociais e simbólicas da música.

Os processos que estão por trás destas dinâmicas constituem tópicos de interesse da actual etnomusicologia, nomeadamente a dimensão transnacional da música e a inovação musical na sociedade contemporânea globalizada. “Batuku sta na moda” (“Batuque está na moda”) é o refrão de uma das canções de Lura (“Batuku” publicada no cd Di korpo ku alma, 2005) que reflecte precisamente a maneira como estas dinâmicas são vistas pela comunidade cabo-verdiana.

Nesta comunicação caracterizam-se algumas destas dinâmicas e problematizam-se as múltiplas dimensões e contradições que acompanham a música cabo-verdiana e as suas transformações nas últimas duas décadas.

Organização e coordenação do evento: Henrique Gomes de Araújo, Vice-Presidente da direcção da SPAE, devidamente mandatado para o efeito pela direcção e pela Assembleia Geral.

Agradece-se a colaboração prestada pelo nosso sócio António Alberto Huet de Bacelar Gonçalves.

Dados da Ficha de Inscrição
Nome:
Profissão:
Instituição:
Contacto(s):
E-mail:

Fonte: email Vítor Oliveira Jorge (Presidente da direcção da SPAE)

Tertúlia sobre património imaterial

November 5, 2009 by Ana Carvalho

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Tertúlia “Património Material e Imaterial: Identidade de um povo”
Fundação Eugénio de Almeida
4 de Novembro de 2009

“A globalização e a transformação social criam, por um lado, condições para o diálogo entre as comunidades, promovendo uma maior reflexão e sensibilização para as questões do património; por outro lado, podem aumentar os riscos da sua deterioração, desaparecimento e eventual destruição.

Envolver as comunidades, as instituições locais e nacionais, numa abordagem multidisciplinar e transversal, é fundamental para a manutenção e salvaguarda do património cultural de um povo.

Apesar das convenções internacionais relativas ao património material e imaterial, estará efectivamente assegurada a sua preservação? Que legado deixamos às gerações vindouras?”

Foi com estas palavras que ontem (04/11/2009) teve início mais uma tertúlia na cafetaria da Fundação Eugénio de Almeida. Uma conversa informal em torno de alguns convidados que pretendeu reflectir sobre o património material e imaterial.

O interesse que parece suscitar o património imaterial começa a reflectir-se cada vez mais na realização de encontros e conferências, decorrente de um maior enfoque da comunicação social sobre este património. Naturalmente este interesse, cada vez mais visível em Portugal, deve-se à Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial (2003), que o Estado português ratificou e que entrou em vigor no nosso país em Agosto de 2008.

A conversa começou por questionar o papel das Convenções e se de facto podem assegurar que o património seja preservado. Efectivamente, como sublinhou a Dra. Clara Bertrand Cabral, só por si as Convenções não resolvem os problemas da preservação do património. É dos Estados-Partes a responsabilidade de implementar este documento normativo (Convenção 2003), que contém recomendações e orientações para actuar, mas que cada país deverá interpretar e adaptar à sua realidade. Portugal já assumiu o compromisso de implementar políticas de salvaguarda do património imaterial, consciente de que este tem sido um património claramente negligenciado. A forma como o Estado português conduzir esta questão será determinante para contribuir ou não para a preservação deste património. Tornar conhecida a Convenção 2003 e os princípios que advoga poderá ser essencial para uma maior consciencialização dos problemas que afectam o património imaterial e uma maior mobilização das comunidades para a sua salvaguarda.

Como bem lembrou o Prof. Jorge Rodrigues, o conceito de património cultural tem vindo a incorporar cada vez mais “patrimónios” e que reflecte, porventura, uma maior necessidade de protecção e maior responsabilização, não apenas dos órgãos governamentais, que detêm a tutela de grande parte do património cultural, mas exige também por parte dos cidadãos maior envolvimento nestas questões. Como referiu o Prof. Rodrigues, Portugal e a maior parte dos países do Sul partilham de uma noção de património que delega a responsabilidade de resolver os problemas do património para o Estado. Mas esta é uma situação que terá que ser inevitavelmente contrariada, pois não é exequível.
O Prof. Jorge Rodrigues é responsável em Portugal pelo programa HERITY (http://www.herity.pt/), uma organização dedicada à gestão de qualidade do património cultural.
“L’idea di HERITY nasce nel 1994 su iniziativa del DRI e dalla constatazione dell’esigenza che occorre amministrare al meglio il nostro capitale di beni culturali, nei quali risiede la memoria collettiva dell’Umanità e la storia di ogni essere umano o sua aggregazione nel tempo. Oggi, questo patrimonio riveste anche importanza strategica dal punto di vista dello sviluppo economico e del raggiungimento di una migliore comprensione reciproca fra i popoli; in altre parole le condizioni per la pace.” (in site http://www.herity.it/)

O Dr. José Nascimento (director da Direcção Regional de Cultura do Alentejo) falou de um projecto-piloto que está a ser implementado no domínio do imaterial, que terá começado por um mapeamento cultural que permitiu identificar algumas manifestações deste património para serem objecto de planos de salvaguarda, desde logo o cante alentejano, a viola campaniça, o cantar de improviso, entre outras.

Os temas abordados foram sendo variados ao longo da noite, recaindo sobretudo para aspectos ligados ao património cultural na sua vertente material, o que de certo modo reflecte que abordar a salvaguarda do património imaterial é ainda um terreno pouco conhecido nos termos que a Convenção defende. A subjectividade do tema e a ausência de uma política cultural neste domínio em Portugal nas últimas décadas ajuda à falta de enquadramento nesta área. Porém, embora se tenha dito nesta tertúlia que neste domínio terá que se partir do zero, creio que a realidade está longe de ser tão pessimista. Afinal, não podemos menosprezar que há um enormíssimo trabalho no domínio da antropologia e etnografia que tem sido feito por investigadores e académicos que têm documentado e estudado muito do nosso património imaterial. Poderiam ser citados inúmeros nomes, mas logo à memória vêm-me os nomes de Giacometti e Lopes Graça.

Tertúlia “Património Material e Imaterial: Identidade de um povo”

November 4, 2009 by Ana Carvalho

tertulia

“Património Material e Imaterial: Identidade de um povo” é o tema da tertúlia que decorre hoje na Fundação Eugénio de Almeida.

À conversa irão estar:

José Nascimento, Director Regional de Cultura do Alentejo
Clara Bertrand Cabral, Responsável pelo Sector da Cultura na Comissão Nacional da UNESCO
Jorge Rodrigues, Historiador de Arte e Coordenador do proframa HERITY em Portugal
Artur Goulart, Coordenador Científico do Inventário Artístico da Arquidiocese de Évora
Constança Andrade, Museóloga

Fórum Eugénio de Almeida
4 de Novembro
21h30
Entrada livre (condicionada a 35 pessoas, máx.)

Rua Vasco da Gama, 13, 700-941 Évora
Tlf: 351 266748 350

Passeios guiados “SOS” Azulejo

November 3, 2009 by Ana Carvalho

PASSEIOS GUIADOS ‘SOS AZULEJO’
1º Passeio-7 Novembro, 15,30h.
Hospital de S. José, Lisboa
Visita guiada por José Meco

INSCRIÇÃO GRATUITA MAS OBRIGATÓRIA para telef 21 9844232 ou museu.pj@pj.pt – Boletim Inscrição

O ‘Projecto SOS Azulejo’ anunciou uma nova actividade: passeios guiados pelos maiores especialistas a locais com património azulejar português de particular interesse, locais esses por vezes pouco conhecidos e/ou não muito acessíveis, e/ou em risco.

Os passeios decorrerão num sábado de cada mês, às 15.30h. Datas e locais já confirmados:
- 7 de Novembro – Hospital de S. José
- 5 de Dezembro – Hospital de Sta Marta.

O 1º conjunto temático destes passeios é dedicado ao ‘Circuito dos Hospitais de Lisboa’. Seguir-se-ão em 2010 e ainda em Lisboa, o ‘Circuito de Palácios’, o ‘Circuito de Conventos’, e circuitos pelos Bairros Históricos, em datas a anunciar.

As visitas serão guiadas pelos maiores especialistas em azulejaria portuguesa, estando já confirmadas as participações de: Vítor Veríssimo Serrão, José Meco, Ana Paula Rebelo Correia, Rosário Salema de Carvalho e Susana Flor.

Para a feliz prossecução dos ‘Passeios SOS Azulejo’, o ‘Projecto SOS Azulejo’ agradece a colaboração das seguintes instituições:

- ‘Rede Temática de Estudos de Azulejaria e Cerâmica João Miguel Santos Simões’, Centro de História de Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa;
- Unidades de Projecto dos Bairros Históricos, Câmara Municipal de Lisboa;
- Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central. EPE.

Simpósio Conservação e Restauro de Talha e Escultura, 26-17 Nov. 2009

November 2, 2009 by Ana Carvalho

Simpósio - FICHA DE INSCRIÇÃO

A Universidade Portucalense Infante D. Henrique, através da sua Licenciatura em Conservação e Restauro do Património, organiza
nos próximos dias de 26 e 27 do mês de Novembro de 2009, um Simpósio subordinado ao tema “Conservação e Restauro de Talha e Escultura – Preservar o Passado, Garantir o Futuro”.

Para saber mais consulte o site www.upt.pt (em destaques), ou através do Centro de Conservação e Restauro da UPT – 225572706, bem como pelos emails: ccr@upt.pt ou mfms@upt.pt

As inscrições podem ser realizadas on-line no site da UPT (www.upt.pt – ver destaques) ou por correio através do envio da ficha de inscrição anexa para:

Centro de Conservação e Restauro da Universidade Portucalense
A/C Profa. Doutora Fátima Matos Silva
Rua Dr. António Bernardino de Almeida, n.º 541/619 | 4200-072 PORTO

Tese: “Dar Voz às Pedras. Musealização Musealização do Conjunto Patrimonial do Mileu (Guarda)”

October 30, 2009 by Ana Carvalho

tese

Dar Voz às Pedras. Musealização Musealização do Conjunto Patrimonial do Mileu (Guarda)
Autora: Maria Alcina Cameijo
Orientador: Prof. Doutor José d’Encarnação
Arguente: Prof. Doutor João Luís da Inês Vaz (Universidade Católica, polo de Viseu)
Presidiu ao júri a Prof. Doutora Irene Vaquinhas (directora do Mestrado)
Mestrado em Museologia e Património Cultural (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)
Ano: 2009.

Nota: Tese defendida a 26 de Outubro de 2009

Fonte: Lista Museum

XIX Jornadas sobre a Função Social do Museu, Paços de Ferreira, 13-15 Nov. 2009

October 29, 2009 by Ana Carvalho

O Trabalho como Património Museológico será o tema geral das XIX Jornadas Sobre a Função Social do Museu, a terem lugar em Paços de Ferreira entre 13 e 15 de Novembro de 2009, sob organização do MINOM e Câmara Municipal de Paços de Ferreira.

Estas Jornadas, abertas à participação tanto de utentes como de profissionais de museus, propõem-se ser um espaço de troca de experiências e técnicas e de reflexão colectiva sobre as finalidades da museologia e da museografia. Os debates em grupos de trabalho incidirão sobre os temas específicos “Patrimónios do Trabalho”, “Memórias do Trabalho” e “Economuseologia”.

MINOM – MOVIMENTO INTERNACIONAL PARA UMA NOVA MUSEOLOGIA
MUSEU DO MÓVEL – Paços de Ferreira
MUSEU ARQUEOLÓGICO DA CITÂNIA DE SANFINS – Paços de Ferreira
CÂMARA MUNICIPAL DE PAÇOS DE FERREIRA

Programa e Ficha de Inscrição

Secretariado
Tel. 255 963 643
e-mail: macs-servicoeducativo@gmail.com

Workshop “Conservação de Património e Museus no Contexto Autárquico”, 24 Nov. 2009

October 28, 2009 by Ana Carvalho

Cartaz Cons e Rest Pat Contexto Autarquico web

Workshop Conservação de Património e Museus no Contexto Autárquico
Ecomuseu Municipal do Seixal, 24 de Novembro de 2009

O Workshop ‘Conservação de Património e Museus no Contexto Autárquico’ pretende dar lugar a uma reflexão crítica e uma partilha de experiências sobre o vasto campo de responsabilidades e de actuação das autarquias no que concerne a conservação do património cultural, móvel e imóvel.

Em tal quadro de análise, qual o papel dos museus, uma vez que é frequente atribuir-lhes competências e objectivos para que não têm nem recursos, nem planos de acção, nem profissionais habilitados ou com formações actualizadas? Qual a importância da investigação, face aos requisitos, funções e potencialidades da conservação do património? Que parcerias são necessárias e possíveis, no actual contexto institucional e científico, para o desenvolvimento da conservação e do papel das autarquias neste campo?

Defendendo e acreditando na implementação de novas/inovadoras/melhores formas de actuação nas autarquias, pretende-se apresentar e discutir uma proposta de estratégia integrada e integradora de gestão de competências e recursos no sentido de promover boas e dinâmicas práticas de protecção sustentada do património, num âmbito de decisão local, tendo uma visão global do património e da sua conservação.

Realizada no Dia Nacional da Cultura Científica, esta iniciativa pretende ainda chamar a atenção para a necessidade de articular as estratégias de desenvolvimento da conservação e a investigação necessária ao aprofundamento e à eficácia das duas práticas.

Local:
Ecomuseu Municipal do Seixal
Núcleo do Moinho de Maré de Corroios
Rua do Rouxinol, Corroios

Máximo 25 participantes.
Inscrições até 9 de Novembro

Inscrições, submissão de comunicações e programa preliminar: www.icom-portugal.org

Informações:
info@icom-portugal.org
ecomuseu@cm-seixal.pt

Organização: Ecomuseu Municipal do Seixal e ICOM-PT

Palestra “A conservação de fotografias em espólios de arquitectura: as colecções de Manuel Laginha e Frederico George”, 28 Out. 2009

October 27, 2009 by Ana Carvalho

O Departamento de Informação, Biblioteca e Arquivos do IHRU – Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana vem por este meio convidá-lo a assistir à Palestra SIPA “A conservação de fotografias em espólios de arquitectura: as colecções de Manuel Laginha e Frederico George”, a proferir por Élia Roldão e Ana Coelho, no Forte de Sacavém, dia 28 de Outubro, quarta-feira, pelas 15:00 horas. A entrada é livre.

Mais informação:
http://www.portaldahabitacao.pt/pt/portal/lista_noticias.jsp

Colóquio “Património Cultural: Ir Mais Além”, 20 Nov. 2009

October 27, 2009 by Ana Carvalho

Patrimonio ir mais alem

No próximo dia 20 de Novembro de 2009 irá realizar-se o colóquio “Património Cultural: Ir Mais Além”, na Fundação Calouste Gulbenkian.

O colóquio está organizado em três temas:

Tema 1: Património e nova cultura do desenvolvimento: uso sustentável dos recursos, prosperidade local e benefícios colectivos.

Tema 2: Património e gestão da mudança: valores para uma Europa das diversidades

Tema 3: Responsabilidade partilhada, parcerias e participação: o património, factor de envolvimento democrático

Consulte o Programa

A inscrição até 13 de Novembro. A entrada é livre.

Inscrições: Centro Nacional de Cultura tel. 213 466 722
email: crgomes@cnc.pt
Informações: Centro Nacional de Cultura tel. 213 466 722
email: crgomes@cnc.pt
IGESPAR – DIED tel: 213614336 email: died@igespar.pt

Tese: “A Indústria Portuguesa de moldes para plásticos – História, Património e Musealização”

September 28, 2009 by Ana Carvalho

Livro antigo

A Indústria Portuguesa de moldes para plásticos – História, Património e Musealização
Autor: Nuno Miguel Duarte Gomes
Orientador: Prof. Doutor José Maria Amado Mendes
Mestrado em Museologia e Património Cultural (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)
Ano: 2005

Pode fazer o download da tese aqui.

Nota: Agradecemos ao autor da tese por nos ter enviado esta informação e a sua disponibilidade para tornar a dissertação acessível a todos.

“A Arqueologia e o Património Cultural”

September 23, 2009 by Ana Carvalho

Estão disponíveis os resumos das intervenções realizadas à volta do tema “A Arqueologia e o Património Cultural”, discussão que teve ugar no passado dia 17 de Setembro de 2009 em Lisboa.

Pode encontrar a informação no blogue da Associação dos Arqueólogos Portugueses:

http://atribunadocarmo.wordpress.com/

Conferência: “Segurança do Património: Prevenção e Protecção de Riscos”, 29 Set. 09

September 22, 2009 by Ana Carvalho

A Agência INOVA|CultDigest organiza em Lisboa, no dia 29 de Setembro, a conferência “Segurança do Património: Prevenção e Protecção de Riscos”.

Sobre o tema:

Os responsáveis por edifícios, colecções e instituições de interesse cultural e artístico vêem-se confrontados com a necessidade e obrigação legal de garantir a sua protecção e segurança face a um cada vez mais difícil e complexo somatório de riscos e imponderáveis. Esta tarefa é ainda mais problemática quando se tratam de equipamentos abertos ao público, tanto pela maior dificuldade de controlo como, e especialmente, porque a segurança dos próprios visitantes passa também a ser um imperativo da instituição e uma obrigação dos seus responsáveis.

Fenómenos como incêndios, inundações, roubos, furtos, vandalismo ou catástrofes naturais são ameaças cada vez mais reais, para os nossos museus, palácios, bibliotecas, arquivos e outros equipamentos onde são salvaguardados bens culturais.

Recentemente a legislação portuguesa, reflectindo exigências Europeias comuns, foi consideravelmente alterada, existindo agora um enquadramento específico para um vasto conjunto de actividades culturais, o que traduz, acrescidas responsabilidades para as instituições e seus responsáveis no campo da responsabilidade civil e criminal.

Se esta nova era implica, assim, um acréscimo de ameaças ao nosso património cultural, também nos fornece novas possibilidades, novos modos e modelos de as combater, quer ao nível da prevenção quer ao nível da resposta.

OBJECTIVOS

Fornecer e sistematizar informação e conhecimentos sobre a temática da prevenção e protecção de riscos no património cultural, nomeadamente:
- Prevenção de riscos naturais;
- Prevenção de riscos humanos e sociais;
- Respostas a ocorrências: sistemas, recursos humanos e metodologias;
- Os planos de segurança e os planos de emergência;
- Enquadramento legal e institucional existente em Portugal;
- Projectos nacionais e internacionais relevantes.

DESTINATÁRIOS

Responsáveis e técnicos interessados nas questões de prevenção e protecção de bens e pessoas em instituições artísticas e culturais, entre outras, museus, palácios, monumentos, igrejas, conventos, bibliotecas, arquivos, salas de exposições, teatros, auditórios e complexos multi-usos. Responsáveis e técnicos dos pelouros da cultura e segurança das autarquias. Proprietários de bens culturais e coleccionadores. Outros profissionais da cultura com competência e necessidade de obter conhecimentos mais completos e actuais sobre estas problemáticas.

PROGRAMA *

09.00 – 09.30
Recepção dos participantes.

09.30-09.45
Início dos trabalhos: apresentação da Conferência.

09.45h – 11.00h – 1º. Painel
Segurança Contra Intrusão, Furto e Terrorismo. Enquadramento Legal e Institucional. A Prevenção de Riscos
Moderador: Nuno Andrade – Guarda Nacional Republicana/Arquivo Histórico, Biblioteca e Museu
Orador: João Oliveira – Secção de Obras de Arte da PJ
Orador: Nelson Santos Ribeiro – Divisão de Investigação Criminal da PSP

11.00h – 11.30h – Pausa para café

11.30h – 13.00h – 2º. Painel
Segurança Contra Incêndios. Enquadramento Legal e Institucional. Nova Legislação. A Elaboração de Planos de Emergência e Contingência
Moderadora: Cristina Castro Lopo – MC | IGESPAR
Orador: Alberto Silveira – ISLA
Oradora: Filomena Ferreira – Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa – RSB

13.00h -14.30h – Pausa para almoço

14.30h -16.00h – 3º. Painel
Projectos e Organizações – Prevenção e Protecção de Riscos no Património Nacional e Internacional
Moderadora: Silvana Bessone – Museu Nacional dos Coches
Oradora: Leonor Sá – Museu e Arquivos Históricos da PJ
Oradora: Isabel Raposo Magalhães – MC | IMC

16.00h – 16.30h – Pausa para café

16.30h – 18.00h – 4º. Painel: Debate
A Realidade da Prevenção e Protecção de Riscos em Portugal
Moderador: Henrique Vicêncio – Unidade de Riscos e Alerta | Autoridade Nacional da Protecção Civil
Oradores:
- Alfredo Esberard – Unidade Nacional Contra o Terrorismo | PJ
- António Francisco Carvalho Paixão – GIPS | GNR
- Ricardo Garcia – Instituto de Seguros de Portugal – ISP
- António Malheiro – Associação Nacional de Empresas de Roubo e Fogo – AESIRF

* Este programa poderá sofrer alterações.

DATA E LOCAL

29 de Setembro, das 9:30 às 18:00, no Jardim de Inverno do São Luiz Teatro Municipal, Lisboa.

INSCRIÇÕES

O preço por participante é € 50,00, documentação e certificado de participação.
Para os Membros da Rede CultDigest o preço da inscrição é € 40,00.

As inscrições estão limitadas à capacidade da sala.

O pagamento deverá ser efectuado até ao dia 24 de Setembro, através de transferência bancária para a conta com o NIB 00 350 651 00531 241 130 57 ou por cheque emitido à ordem de Agência INOVA. Em qualquer das opções de pagamento, a inscrição deverá ser paga até ao início da conferência.

MAIS INFORMAÇÕES:

Para mais informações, contactar Susana Ataíde Mendes pelo telefone 222 085 228, por fax 222 085 274, ou por e-mail cultdigest@cultdigest.pt

Informação ICOM.PT, n.º 6 (Set-Nov. 2009)

September 21, 2009 by Ana Carvalho

Pode encontrar na página do ICOM-Portugal (http://www.icom-portugal.org/) o novo número do Boletim INFORMAÇÃO ICOM.PT (Série II, nº 6, Set-Nov 2009).

A coordenação deste boletim é de Maria Vlachou, a quem devem ser dirigidos comentários, sugestões, ou temas a abordar em próximos números (mariavlachou.pt@gmail.com).

Conteúdos:

01 EDITORIAL
02 ARTIGO IDENTIDADE VISUAL: A imporância da personalidade na promoção do museu
16 OPINIÕES: Pagar ou não pagar? Será essa a questão?
19 NOVOS, RECENTES E RENOVADOS Museu de Évora
22 ENTREVISTA COM… Pedro Boléo
24 IN MEMORIAM Irisalva Moita (1924 – 2009)
26 NOTÍCIAS ICOM
27 Novas publicações
28 Calendário de iniciativas

Fonte: Lista de discussão MUSEUM

Tese: “Um museu no limbo: estudo da colecção de arados do Museu Etnográfico Dr. Louzã Henriques”

September 16, 2009 by Ana Carvalho

Livro antigo

Um museu no limbo: estudo da colecção de arados do Museu Etnográfico Dr. Louzã Henriques
Autor: Ana Carina Moedas Valadas
Orientador: Brian Juan O’ Neill
Tese de Mestrado (ISCTE)
Ano: 2008

Resumo:
Este trabalho tem como objectos centrais uma colecção etnográfica e o seu coleccionador. A colecção se encontra exposta no Museu Etnográfico Dr. Louzã Henriques – Núcleo de Investigação do Ecomuseu da Serra da Lousã. A este projecto dedico um capítulo da dissertação, onde exponho as bases do projecto, o plano de trabalhos, e a situação actual, que está muito aquém do que estava programado. Tratando-se de um estudo de uma colecção de etnografia agrícola, fiz uma contextualização histórica do tipo de objectos que estudei, dado que restringi o estudo à colecção de arados. Depois de feita essa contextualização, dediquei-me ao estudo da colecção, procurando saber a sua origem, descrevendo-a, e recolhendo toda a informação disponível acerca de cada peça. De facto, não existem muitas informações, sendo essa uma das falhas deste museu, o que me levou a uma reflexão acerca da museologia em Portugal, da forma como as pessoas se relacionam com os objectos, e mais concretamente acerca da existência deste museu e daquilo que precisa mudar para que de futuro possa de facto ser um lugar de memória. Concluo que apesar do excelente trabalho de recolha a nível da variabilidade de artefactos, o trabalho deste museu está longe do que seria desejável. Dado o facto de a maioria das informações sobre os objectos estar perdida, ainda é possível fazer um bom trabalho, devendo para isso concluir-se a inventariação, e elaborar, para as novas peças que entram no museu, uma investigação sólida.

Abstract:
This work deals primarily with a collection of ethnographic objects and its collector. The collection is on display in the Dr. Henriques Louzã Ethnographic Museum – a research centre within the Serra da Lousã Eco-museum. One chapter of the thesis is devoted to this project, where I explain the basis of the project, the work schedule, and its current situation, which is far short of what was originally planned. Due to the nature of the collection as a form of agricultural ethnography, and because the thesis is restricted to the analysis of the collection of ploughs, I elaborate a historical contextualization of the type of objects under study. Following this contextualization, I dedicate attention to a description of the collection, looking into its origin and gathering all available information about each object. Indeed, not much information actually exists, this being one of the failures of this museum; this led me to reflect about museology in general in Portugal, the way people relate to objects, and more specifically about the existence of this museum and what changes are needed in the future, so that it may indeed become a memorial. I conclude that, despite the excellent results obtained in collecting a wide variety of artefacts, the work of this museum falls far short of what would be desirable. Given the fact that most of the information about these objects is lost, it is still possible to improve the situation considerably, ideally via conclusion of the inventory as well as solid research on any new pieces entering the museum.

A tese está disponível na íntegra no Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal:
https://repositorio.iscte.pt/handle/10071/1014

Ciclo de Conversas em Rede: “Colecções de arqueologia em rede”, 1 Out. 09

September 15, 2009 by Ana Carvalho

conversas em rede

Ciclo de Conversas
Museus em Rede
Maio – Outubro de 2009

3. Colecções de arqueologia em rede
Património arqueológico nos museus: parcerias e responsabilidades

Luís Raposo (MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA)
Isabel Silva (MUSEU D. DIOGO DE SOUSA)
Luiz Oosterbeek (MUSEU DE ARTE PRÉ-HISTÓRICA E DO SAGRADO DO VALE DO TEJO)
José Carlos Oliveira (MUSEU REGIONAL DE BEJA).
Moderação: José d´Encarnação (UNIVERSIDADE DE COIMBRA)

1 de Outubro de 2009 | 15h00 | MUSEU D. DIOGO DE SOUSA

Destinatários: Profissionais de museus, investigadores e estudantes.

Participação gratuita. Inscrição prévia.

Nº de participantes limitado ao nº de lugares disponíveis.

Mais informações:
IMC/Divisão de Credenciação e Qualificação de Museus
Tel.: 21 361 74 90 | info@rpmuseus-pt.org

Eis o programa e ficha de inscrição:

Programa Ciclo de Conversas MUSEUS EM REDE 2009

Ficha Inscrição 3. Colecções de arqueologia em rede

Seminário Novas Tecnologias em Museus, 1-2 Out. 09

September 14, 2009 by Ana Carvalho

O Museu da Presidência da República e a Câmara Municipal de Santarém realizam, nos próximos dias 1 e 2 de Outubro, no Auditório da Casa do Brasil (Santarém), o Seminário Novas Tecnologias em Museus.

Conhecer, pensar e debater a utilização das novas tecnologias nos museus nacionais é o propósito deste encontro que decorre no âmbito das Jornadas Europeias do Património e conta com a participação de museólogos, responsáveis por equipamentos e empresas que trabalham na área da tecnologia digital.

Para além das sessões expositivas, o Seminário inclui, no seu programa, visitas à Casa Museu Anselmo Braancamp Freire, ao Núcleo Museológico de Arte e Arqueologia S. João de Alporão, ao Nucleo Museológico do Tempo e ao Centro de Interpretação Urbi Scalabis.

Programa, Ficha de inscrição, Cartaz e outras informações em:
http://www.museu.presidencia.pt/
http://www.cm-santarem.pt

Informações e Inscrições
Serviço de Património Cultural da Câmara Municipal de Santarém
243 304 453 / 243 304 491
patrimonio.museus@cm-santarem.pt

Fonte: lista de discussão Museum