« Conservação e Restauro de Obras-Primas da Arte Portuguesa »

francisco-venegas-maria-madalena.jpg

Francisco Venegas, ?-1594
Santa Maria Madalena
c. 1590, óleo sobre tela, 207 x 134 cm
Igreja da Graça, Lisboa

Assistimos à conferência proferida pelo Prof. Vitor Serrão que decorreu após o lançamento da revista Artis.

A conferência surgiu no âmbito do « II Curso Livre de História da Arte » da Faculdade de Letras de Lisboa e encerrou o curso. Revelou-se de especial interesse para conservadores-restauradores, como para historiadores de arte e mais interessados.

« Renovar », « Repintar », « Retocar »: estratégias do pintor-restaurador em Portugal desde o Renascimento ao Romantismo, foi o mote que deu início à belissima comunicação do Prof. Vitor Serrão.

A Conservação e Restauro, enquanto actividade estruturada e com base científica é um fenómeno contemporâneo. No entanto, o restauro é uma actividade muito antiga, salvaguardando as devidas diferenças para o que hoje se entende como Conservação e Restauro.

A análise das fontes documentais revelam que existem informações suficientes para contar a história do restauro desde o séc. XVI ao séc. XIX. É possível conhecer quais as terminologias usadas e que ao longo do tempo descreveram esta actividade, como eram feitos os restauros e quem os fazia.

A documentação permite também conhecer quem eram estes « restauradores » de outros tempos. E que muitos dos pintores de cavalete eram também « pintores-restauradores », desde pintores mais modestos aos mais consagrados. Dos pintores mais conhecidos, destacam-se nomes como Venegas, André Reinoso, Francisco Vieira Lusitanos, Pedro Alexandrino e muitos outros.

Falou-se das tão conhecidas receitas setecentistas (que hoje arrepiam qualquer conservador-restaurador), do pioneirismo dos métodos de João Couto e do extensa lista de termos encontrados para designar a actividade de restaurar:

« renovar », « repintar », « retocar », « emendas », « arranjos », « retoques », « concertos », « avivar », « aljmpar », « lavar », »reformar », « pintar, lavar e retocar », « retoque da pintura antga », « restaurar »…

O debate que se seguiu à comunicação, entre várias coisas, permitiu perceber que é desejável que se estabeleça um consenso sobre as terminologias utilizadas na Conservação e Restauro. É urgente a normalização da lingagem. Evitaria muitos equívocos na comunicação entre os vários profissionais ligados ao património, sejam historiadores de arte, conservadores-restauradores, museólogos, técnicos de património e outros.
Sabemos que noutros países isso já é ponto assente. Porque não « deitamos mãos à obra »?
Fica o repto!

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