Fotografias do Museu do Oriente

O jornal público apresenta algumas imagens do Museu do Oriente para nos aguçar o apetite. Ora veja em:
http://static.publico.clix.pt/docs/cultura/museuoriente/index.html

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2 Réponses to “Fotografias do Museu do Oriente”

  1. pedro mota Says:

    O Museu do Oriente abriu finalmente as portas, depois de anos de sucessivos adiamentos e de muita expectativa criada, cumprindo um sonho de 20 anos, nas palavras do presidente da Fundação Oriente.

    Tem sido sem dúvida um sucesso de público, nestes primeiros dias de abertura, com milhares de pessoas a ocorrerem ao « bodo aos pobres », que são os dias de entrada gratuita.

    A mesma estratégia tinha sido já utilizada no Museu Berardo, porque agora a medida do sucesso e da maior ou menor qualidade dos equipamentos culturais parece medir-se única e exclusivamente pelo número de visitantes, tanto do agrado dos media.

    No entanto, convém reflectir um pouco para além dos números e ter uma visão crítica e desapaixonada.

    O Museu do Oriente, sem dúvida um equipamento que impressiona pelas dimensões e arrojo, abriu as portas com graves e inexplicáveis deficiências.

    Na exposição dedicada à presença portuguesa no Oriente, foi impossível encontrar uma única tabela com informação sobre as peças expostas. Com uma iluminação escassa e extremamente deficiente, uma disposição de peças em vitrine que roça o amadorismo, um discurso museológico confuso e uma quase total ausência de informação, a não indicação da proveniência das peças, sendo que muitas não pertencem ao MO, e os textos de parede com um português em muitos casos mal estruturado, deixa uma triste imagem de um museu que se pretende assumir como o paradigma de modernidade no panorama museológico nacional.

    Para piorar as coisas, o descuido na apresentação é total. Vitrines riscadas e sujas, com um ar de desmazelo que só se encontra nos mais degradados museus de província, bem como áreas de exposição, vazias e na penumbra, que parecem mais um centro comercial prestes a fechar portas por falência, do que museu recém inaugurado e com meios financeiros excepcionais, não fosse a Fundação Oriente uma das 20 fundações europeias com mais recursos financeiros.

    No piso 2, a exposição Deuses da Ásia, embora interessante, enferma dos mesmos problemas. Apesar de ter já alguma informação, mesmo que parca, não foi possível encontrar uma única datação, talvez por não se assumir que muitas das peças expostas terão no máximo 5 ou 10 anos e que se podem adquirir ainda em qualquer loja de rua, numa viagem a cada um dos países representados.

    Sem dúvida interessante, é uma exposição que faria mais sentido numa expo 98, que num museu de referência.

    Resta a programação, que nestes primeiros tempos parece ser bastante interessante e ambiciosa, o que é de louvar. Espera-se que assim se mantenha.

    Voltando aos muitos milhares de visitantes, o que lhes ficará desta primeira, e talvez única, visita ao Museu do Oriente? O sentimento de terem participado numa festa, num acontecimento raro em Portugal, o deslumbramento perante peças que raramente têm oportunidade de ver e uma experienciação meramente estética, porque de informação e partilha de conhecimento, zero!

    Esperava-se muito mais!

  2. Susana D. Says:

    O Museu do Oriente abriu finalmente as portas. Uma festa que durou 3 dias com 5 visitas guiadas a cada um dos pisos, ao longo do dia e um vasto leque de actividades superlotadas acompanhadas de rasgados elogios que ao longo dos dias se foram ouvindo nos corredores e de que há resgisto escritos.

    Penso que há aspectos a melhorar, sem dúvida. E será do interesse do museu criticas que permitam ir de encontro aos interesses do público. Não obstante, julgo que alguns (e ainda bem que são poucos!) portugueses insistem numa mentalidade triste e tacanha. Não é uma mentalidade de provincia porque não quero rotular aqui nem pessoas nem instituições, muito menos regiões.

    Quanto ao resto, « estudos públicos » empiricos e outras coisas do estilo, pergunto-me se a inveja não será uma das componentes desta tal mentalidade nada caracteristica de um povo ousado e aventureiro, como se « conta » numa parte do museu.

    E já que falamos de Deuses: que Shiva, Vishnu e Brahma acompanhem o Museu do Oriente!

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