« Novas tecnologias para o património »: resumo das comunicações

Divulgamos aqui os comentários de Genoveva Oliveria relativamente ao colóquio subordinado ao tema das novas tecnologias para o património, que se realizou no passado dia 28 de Novembro, na Nazaré. Os conteúdos aqui divulgados foram retirados da rede social Museologia.Porto.

Comentário por
GENOVEVA OLIVEIRA

Resumos das comunicações

Painel I – Comunicar o património
Moderador: Célia Quico, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

Célia Quico | Introdução ao tema “Novas tecnologias para o património”

As formas de comunicação e divulgação da Nazaré evoluíram significativamente desde os princípios do século XX, quando os postais, a fotografia e o cinema levaram as gentes e as paisagens desta vila piscatória a todas as partes do mundo. Nos dias de hoje, a Internet aportou novas possibilidades comunicativas, a uma escala planetária e a uma velocidade sem precedentes.

Algumas “tendências emergentes” assumem-se como soluções facilitadas pelas novas tecnologias para interpretar e comunicar o património, tais como a realidade virtual, a realidade aumentada ou o GPS.

A exibição do pequeno documentário “Existe na Nazaré uma das últimas culturas comunitárias tradicionais da Europa?”, realizado pela autora no âmbito do seu doutoramento em Ciências da Comunicação (2008) exemplificou a importância dos audiovisuais e da Internet (You Tube) na divulgação do património da Nazaré, um meio acessível a todos os indivíduos, em geral, e às instituições culturais, em particular, para fazer chegar a sua mensagem a um público cada vez mais diversificado.

ANTÓNIO RODRIGUES, Director do Centro de Competência “Entre Mar e Serra” e do Centro de Formação da Rede de Cooperação e Aprendizagem | As TIC na promoção de interactividade nos espaços museológicos

António Rodrigues referiu que o Património deve ser valorizado como um recurso educativo estratégico no âmbito da Formação Contínua de Professores.

A tecnologia é uma ferramenta actual para conhecer o passado, mas deve ser encarada como um meio para o conhecimento e não como a informação em si mesma. Salientou a importância da inovação tecnológica em instituições tão distintas como escolas, museus, bibliotecas, mas, ao apostarmos em novas tecnologias, importa saber como vamos assegurar o futuro: formação inicial e formação permanente dos funcionários ou pessoas envolvidas e constante renovação das tecnologias é uma questão fundamental. É igualmente importante assegurar quem são as chefias e as estruturas hierárquicas que decidem estas mesmas tecnologias e os seus mecanismos, de forma a assegurar a sua manutenção/formação de forma célere.

Resta a questão de saber se, de facto, recorremos às mais avançadas tecnologias do nosso tempo para divulgar o património. De uma breve análise da realidade dos sites dos museus portugueses, concluiu-se que, na sua generalidade, estes meramente reproduzem o que já existe em papel, não explorando todas as novas possibilidades oferecidas pela Internet (ao nível da marcação e preparação de visitas, inscrições nas actividades de extensão cultural, visitas virtuais, campos interactivos com os visitantes, auscultação das suas opiniões e interesses, etc.). Sendo indiscutíveis os benefícios de um site, é vital que ele reflicta a dinâmica do Museu.

Os museus devem desenvolver conteúdos multimédia que facilitem a interactividade que as suas colecções não autorizam, por princípios de conservação e segurança. Projectos como o concebido para a Animação Multimédia do Moinho do Papel, em fase de instalação em Leiria, convidam à participação do público na descoberta de mais informação sobre o espaço visitado e alertam para a necessidade de formação da equipa do Museu responsável pela sua manutenção e apresentação junto dos visitantes.

GENOVEVA OLIVEIRA e JOSÉ MANUEL MANTEIGAS, Criadora da “Rota de Arquitectura Korrodi” e Coordenador do Projecto “Go” | Património construído georeferenciado. O exemplo da arquitectura de Korrodi

Genoveva Oliveira e José Manteigas apontam-nos para uma nova forma de observar o património arquitectónico com o exemplo de Ernesto Korrodi. Através de um sistema de percursos georeferenciados é possível traçar percursos a nível nacional, valorizando as diversas formas de património. Observamos imagens do património de Korrodi a nível nacional, do norte ao sul do país e podemos assistir a um desses percursos georeferenciados na cidade de Leiria observando os edifícios mais emblemáticos de Korrodi.

Genoveva Oliveira frisou a importância da investigação científica contínua para a execução de um projecto de gestão de património.

JOÃO MARECO, Director do Centro de interpretação da Batalha de Aljubarrota | Batalha de Aljubarrota, da Idade Média ao Multimídia

João Mareco transportou-nos para um mundo da tecnologia e como um Centro de Interpretação como o de São Jorge, com poucos vestígios arqueológicos, pode ser observado e admirado sob o olhar da multimédia. O Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota (CIBA) resultou da transformação do antigo Museu Militar, num processo de recuperação e valorização do campo de São Jorge, iniciado em 2002. Partindo da premissa da inexistência de espólio, mas contando com a riqueza dos pormenores das lendas criadas em torno da Batalha de Aljubarrota e com o espaço onde pressupostamente esta teve o seu campo de acção, o novo discurso do CIBA apostou no conceito de edutainment, onde se pretende educar através do entretenimento e do lúdico. Neste objectivo, as novas tecnologias foram determinantes para o “contar de uma história”.

Um levantamento arqueológico e um trabalho de investigação exaustivo forneceram o conteúdo científico das soluções multimédia apresentadas ao público nas várias áreas do CIBA, desde barras cronológicas, áudio-guias aos filmes-documentários que recriam as cenas do conflito medieval. João Mareco frisou também a necessidade de estar sempre a reavaliar e a oferecer algo novo ao público, não descurando a investigação subjacente por detrás de todo o projecto.

(Fonte: http://museologiaporto.ning.com/)

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