Sobre a jornada de trabalho « categorização de casas-museu »

Jornada de Trabalho « Categorização de Casas-Museu »
Paço dos Duques de Bragança (Guimarães)
1 de Fev. 2010

Sobre a jornada de trabalho “Categorização das Casas-Museu”, que se realizou no passado dia 1 de Fevereiro de 2010, algumas notas.

António Ponte, director do Paço dos Duques de Bragança e anfitrião deste encontro começou por dar as boas-vindas a todos os participantes. Seguiu-se Maria de Jesus Monge, que contextualizou esta iniciativa, enquadrando o trabalho que o DEMHIST, comité do ICOM para as casas-museu e casas históricas tem desenvolvido desde a sua génese até hoje, decorridos cerca de 10 anos de actividade. Este comité tem trabalhado muito sobre o conceito de casa-museu e as especificidades desta tipologia no universo museológico, que é francamente diverso e assimétrico, seja à escala nacional ou internacional. Mais do que nunca, é importante questionar e reflectir sobre quais são hoje os desafios das casas-museu, desde a missão, a sua pertinência até à sua sustentabilidade. Maria de Jesus Monge fez uma breve retrospectiva sobre as primeiras tentativas de definir as casas-museu até ao projecto internacional de categorização das casas-museu do DEMHIST. Este projecto baseia-se num inquérito, criado pela italiana Rosana Pavoni que pretende aferir um conjunto válido de categorias. Neste inquérito participaram poucas instituições portuguesas, daí a necessidade de se reflectir sobre este instrumento de trabalho e a sua aplicabilidade à realidade portuguesa.

Como Elsa Rodrigues referiu, até ao momento, o DEMHIST criou um conjunto de 11 categorias, traduzidas para o português nos seguintes termos:

– Casas de Personalidades
– Casas de Coleccionadores
– Casas de Beleza
– Casas de Eventos Históricos
– Casa de Sociedade Local
– Casas Ancestrais
– Casas de Poder
– Casas Clericais
– Casas Modestas
– Casas para Museus
– Salas de Época

Da discussão surgiram algumas conclusões:

Algumas das categorias não se ajustam à realidade portuguesa. Por outro lado, foi sugerido que não fossem criadas demasiadas categorias. No que diz respeito ao caso português seria benéfico se se aferisse com mais aprofundamento qual o tecido museológico em termos de casas-museu existentes e criar uma lista com o apoio da Rede Portuguesa de Museus e Instituto dos Museus e da Conservação. Foi proposto um novo encontro em Lisboa, sendo a Casa-Museu Anastácio Gonçalves a instituição de acolhimento, para a partir da lista referida se reflectir sobre uma possível categorização. Para além disso, referiu-se a importância de dar maior visibilidade às casas-museu através da publicação de artigos relacionados com esta temática numa revista já existente. Finalmente, foi sugerida a criação de um blogue, como espaço de encontro dos profissionais que trabalham nesta área e como plataforma de discussão, tendo António Ponte assumido a responsabilidade de criar o site.

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4 Réponses to “Sobre a jornada de trabalho « categorização de casas-museu »”

  1. António Ponte Says:

    Estamos a converter as intervenções e o resultado dos grupos d etrabalho em texto e publicaremos em breve o blog, juntamnet com a bibliografia.

  2. Maria de Jesus Monge Says:

    Para quem se interessa por esta temática, o próximo encontro internacional realiza-se em Brno, na República Checa, de 21 a 24 de Abril próximos. Para mais informações p.f. http://www.moravska-galerie.cz/en.

    • Ana Carvalho Says:

      É muito importante que Portugal se faça representar pelo maior número de profissionais nos encontros do DEMHIST, já que tem um número bastante expressivo de Casas-Museu!De qualquer forma, tenho a certeza que a Maria de Jesus Monje irá representar bem a nossa comunidade. Saudações museológicas,
      Ana Carvalho

  3. André de Soure Dores Says:

    As deslocações a encontros nacionais e sobretudo aos internacionais nem sempre são fáceis, sobretudo do ponto de vista dos encargos financeiros. Daí a importância da atribuição de bolsas como fez o ICOM para promover a participação de jovens profissionais de museus na próxima assembleia geral e encontro dos comités internacionais (entre eles o DEMHIST claro) em Shangai. Vários contributos, entre eles trabalhos de mestrado pela sua profundidade por exemplo, são importantes e espero vir a dá-los também. Doutoramentos sobre a temática são também desejáveis e virão não tenho dúvidas. De qualquer forma o tempo de investigação e de maturação de ideias nem sempre coincide com o tempo dos debates em questão e aí o papel destes encontros de reflexão e debate. Têm também a vantagem de poderem fazer a articulação entre saber académico/ científico e as práticas e experiências museológicas que sustentarão uma versão final da categorização. Agradeço por isso, e nestas duas vertentes que refiro, os contributos e trabalho de Maria de Jesus Monge e António Ponte em particular. E também à Ana claro por dar eco desta iniciativa que acompanhei indirectamente e à distância. Reitero a minha disponibilidade para colaboração naquilo que estiver ao meu alcance.

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