Sobre o seminário anual do GAM: Público sénior nos museus

Seminário do GAM, 22 Março 2010
Fundação Calouste Gulbenkian

Sobre o seminário anual do Grupo para a Acessibilidade nos Museus (GAM): “Público sénior nos museus”, que teve lugar no passado dia 22 de Março na Fundação Calouste Gulbenkian, eis algumas impressões.

– Este é um público negligenciado nos museus, seja cá, seja lá fora.

– Mas afinal, porque é que colocamos esta questão? Porque devem os museus preocupar-se mais com o público sénior. Na verdade os museus devem preocupar-se com públicos de todas as idades. Bom, mais do que isso, há um facto concreto incontestável na nossa sociedade. Temos populações cada vez mais envelhecidas. Há que criar uma oferta nos museus que vá de encontro a esta realidade, que vá de encontro às necessidades e expectativas deste público.

Alguns malentendidos ou estereótipos devem ser desfeitos:

– Não subestimar o público sénior. O público sénior tem muito para oferecer, muitas destas pessoas interessam-se pela cultura e estão disponíveis para a aprendizagem

– Não se pode olhar este público de forma uniforme, há muitas diferenças e “nuances” nesta mole de pessoas. Heterogeneidade é palavra-chave.

Que problemas enfrentam estes públicos ao entrar no museu?

Em primeiro lugar existe um problema de acessibilidade física, social e interpretativa. E, depois, é preciso reconhecer que não existe uma oferta significativa nos museus para envolver estes públicos.

O que ter em conta no trabalho dos museus com o público sénior?

– É fundamental conhecer o perfil sociológico do público sénior das comunidades onde os museus se inserem. E por outro lado, consultá-los para saber do que precisam, quais as suas expectativas.
– É preciso mapear, perceber o trabalho desenvolvido por outras instituições e trabalhar com elas, nomeadamente na área da saúde. “Networking” é palavra-chave neste domínio.
– Como disse a Maria Vlachou, os museus não devem assumir papéis que não são os seus, daí a necessidade de trabalhar com quem sabe mais sobre o trabalho social com estas comunidades. Neste contexto, é também preciso conhecer as boas práticas.
– A formação é também um aspecto fundamental neste trabalho, temos que estar treinados para lidar com estas populações.
– Criar uma oferta nos museus para este público pode significar um leque alargado de actividades nos museus, desde logo as visitas guiadas, mas também cursos, workshops, conferências, entre outras. Por outro lado, o voluntariado assume-se claramente como um instrumento importante para captar este público para colaborar com os museus.

Sobre a questão da acessibilidade sugere-se a consulta do blogue de Pedro Homem de Gouveia, conferencista neste seminário: http://acessibilidade-portugal.blogspot.com/

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