Archive for the ‘Books’ Category

Ensaios e práticas em museologia

septembre 8, 2011

Ensaios e práticas em museologia: 01
Org.: Alice Semedo e Patricia Costa
Edição: Universidade do Porto/Faculdade de Letras /Departamento de Ciências e Técnicas do Património
Descrição física: 325 p.
ISBN: 978-972-8932-82-4
Ano: 2011

A Universidade do Porto (com a org. de Alice Semedo e Patrícia Costa) acaba de publicar em formato digital “Ensaios e práticas em museologia: 01”, um conjunto bastante diverso de artigos desenvolvidos a partir de teses de mestrado (e doutoramento), na sua maioria produzidas entre 2008 e 2009. São 14 artigos, quase todos fruto de dissertações realizadas na Universidade do Porto, excepção feita aos artigos de Giles Teixeira (Leicester Museum Studies), Joana Damasceno (Universidade de Coimbra), Ana Carvalho (Universidade de Évora) e ainda, de duas contribuições espanholas: Amaia Arriaga (Universid Pública de Navarra) e Luz Gilabert (Universidad Murcia).

Conforme se refere na apresentação da publicação:

“O volume que agora se apresenta teve como principal motivação a divulgação de alguns estudos de museus já apresentados durante o I Seminário de Investigação em Museologia para os Países de Língua Portuguesa e Espanhola (Porto 2010), em formato de Poster, e que merecem, no nosso entender, uma melhor divulgação. A maior parte destes estudos foram realizados no âmbito das dissertações do Curso de Mestrado em Museologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, entre 2008 e 2009. Incluem-se, ainda, neste volume, alguns artigos que partem de dissertações de mestrado ou de doutoramento apresentadas noutras universidades e que apoiam esta construção de um campo profundamente inter-disciplinar. Os diferentes textos mostram bem a diversidade dos tópicos de investigação em museologia e, no seu conjunto, materializam diversas visões e orientações da museologia contemporânea, gizando não só um território de profissionais-em-acção mas promovendo, igualmente, espaços reflexivos e de discussão crítica. »

Artigos:

A importância da documentação e gestão das colecções na qualidade e certificação dos museus, Alexandre Matos

Investigar en educación museística: analizando las concepciones de arte e interpretación de la galería Tate Britain, Amaia Arriaga

Profissionais de educação em museus: caso de estudo na cidade do Porto, Ana Bárbara da Silva Magalhães Veríssimo de Barros

Os Museus e o Património Cultural Imaterial. Algumas considerações, Ana R. Carvalho

Museus de ciências físicas e tecnológicas: contributos para a gestão das suas colecções, Carlos Alberto Loureiro

Museu Militar de Bragança – fundação, Emília Nogueiro

Museusicologia: o lugar da música no museu de arte, Giles Teixeira

As salinas de Alcochete: um património a musealizar, Maria Dulce de Oliveira Marques

Ser turista num museu: especificidades de um público, Helena Dinamene Baltazar

Museus para o povo português: O Museu de Arte Popular e o discurso etnográfico do Estado Novo, Joana Damasceno

La política museística municipal en el contexto español : la Red de Museos del Ayuntamiento de Murcia, Luz Gilabert

Os museus e o ensino industrial: percursos e colecções, Patrícia Costa

A heurística do objecto médico, Sónia Castro Faria

Museus Inclusivos: realidade ou utopia? Sónia Santos

O documento está disponível na íntegra aqui: http://ler.letras.up.pt/site/default.aspx?qry=id03id1356id2411&sum=sim

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Lançamento de livro: « O Sagrado no Museu »

avril 29, 2011

« O Sagrado no Museu »
Autora: Maria Isabel Roque
Editora: Universidade Católica Editora (UCEditora)
Índice

Amanhã, dia 30 de Abril será lançado o livro « O Sagrado no Museu » na feira do Livro de Lisboa. Não conheço ainda o livro, mas julgo que todas as publicações são bem-vindas para animar o panorama editorial sobre museus e museologia.

Pelas 16h00 (até às 19h00), no pavilhão C18 (do lado direito de quem sobre o Parque Eduardo VII). A autora estará presente para uma sessão de autógrafos.

Sobre a obra:

Através da análise da musealização de objectos do culto católico em contexto português, este estudo aborda a forma como o museu refere o sagrado: como exprime o pensamento imaterial e os sentimentos religiosos e como são referenciados os objectos litúrgicos e devocionais numa apresentação museológica.

A prevalência do valor artístico ou do conteúdo religioso implica uma diferenças no programa museográfico: no museu de arte, as alfaias litúrgicas integram-se de acordo com as respectivas tipologias materiais ou estilísticas; nos tesouros eclesiásticos e museu de religião, este espólio tende a organizar-se de acordo com a funcionalidade litúrgica ou simbolismo religioso.

O museu actual preocupa-se com a recontextualização do objecto em relação à anterior função sagrada, começando a considerar, tanto o contexto, a função e o significado, quanto os seus aspectos formais e históricos.

A arquitectura e o equipamento museográfico constituem a primeira estratégia para anunciar o significado do objecto, mas é a documentação textual que o apresenta ao visitante. A informação é sintética na proximidade da exposição, tornando-se mais profusa à medida que se afasta do percurso, acompanhando o visitante para lá do museu.

Neste aspecto, as novas tecnologias permitem ligar o espólio aos mais diversos campos do conhecimento: o museu pode providenciar-lhe toda a gama de significados. O estudo do objecto religioso encontra aqui uma vantagem crescente, ao permitir a sua apropriação sem risco de o profanar.

Sobre a autora:

Maria Isabel Roque, Doutora em História pela Universidade Lusíada com a tese Musealização do sagrado: Práticas museológicas em torno de objectos do culto católico. Integrou os comissariados das exposições Encontro de Culturas (Lisboa, 1994; Vaticano, 1996), Fons Vitae (Pavilhão da Santa Sé na Expo’98) e 500 Anos das Misericórdias Portuguesas (Lisboa, 2000). Integrou o grupo de trabalho para a versão portuguesa do Thesaurus: Vocabulário de objectos do culto católico. Lecciona Museologia e Património arquitectónico e móvel na Universidade Católica Portuguesa e História da Arte no Instituto Superior de Línguas e Administração. É investigadora no Centro de Investigação em Património da Universidade Lusíada. Autora de Altar cristão: evolução até à Reforma Católica. Lisboa: Universidade Lusíada, 2004.

Fonte: informação cedida pela editora

Livro: « El programa arquitectónico: la arquitectura del museo vista desde dentro »

mars 21, 2011

« El programa arquitectónico: la arquitectura del museo vista desde dentro » é uma publicação do ministério da cultura espanhol. Tem como ponto de partida um curso sobre o tema realizado em 2008 em Buenos Aires, mas que ultrapassa em grande medida o formato de actas do encontro.

O livro estrutura-se a partir de três partes principais. A primeira parte, « Arquitectura y Museologia », introduz o tema com três artigos centrais. Segue-se « Arquitectura de Museos Y Programación », que contempa um conjunto de dez artigos de vários profissionais espanhóis. A terceira parte, « Arquitectra, Museos Y Planificación: una visión desde LatinoAmérica, inclui diversos estudos de caso. A obra apresenta ainda como epílogo, as primeiras conclusões de um estudo que está a ser realizado pela « Subdirección General de Museos Estatales » sobre as características dos edifícios da tutela da « Dirección General de Bellas Srtes y Bienes Culturales » do ministério da cultura espanhol (n.º, n.º por museo, categoria, estado do desenvolvimento das obras, antiguidade, utilização original, áreas funcionais, etc.).

À semelhança de « Criterios para la elaboración del Plan Museológico » (ministério da cultura espanhol, 2005) que divulgámos aqui, também esta publicação está inteiramente disponível para leitura e download:
http://www.calameo.com/read/000075335e6061f55a3a5

Lançamento livro sobre património imaterial

février 24, 2011

Património Imaterial do Douro – Narrações Orais, Vol. 2
Autor: Alexandre Parafita
Âncora Editora
ISBN: 9789727803040
23,00 euros (à venda nas principais livrarias)

O segundo volume de “Património Imaterial do Douro – Narrações Orais” é hoje lançado na Fnac, em Lisboa (Centro Comercial Vasco da Gama), pelas 18h30. A apresentação cabe a Amadeu Ferreira, Presidente da Associação de Língua Mirandesa e Vice-Presidente da Comissão do Mercado e Valores Imobiliários (CMVM). O evento conta com a presença de Pedro Passos Coelho, líder do PSD.

Sobre a obra:

Como motor de uma nova energia em prol da cultura imaterial dos povos, através da salvaguarda do seu património, a UNESCO tem vindo a desafiar os Estados e as instituições a agirem com celeridade e com critério.

Com celeridade, para resgatar a tempo o potencial dos «tesouros vivos» portadores naturais deste património, numa altura em que os avanços da modernidade e das tecnologias eliminam, irremediavelmente, os contextos e os rituais a que o património imaterial está associado; com critério, para garantir a qualidade e a genuinidade do espólio protegido e a sua relação efectiva com a identidade e memória cultural dos povos, abrigando-o de ousadas manipulações e aculturações.

É neste quadro que toma forma o Plano de Inventariação do Património Imaterial do Douro, do qual a presente obra é apenas uma face visível. Neste volume apresenta-se uma vasta recolha e compilação das narrações orais dos concelhos de Carrazeda de Ansiães e Vila Flor, acompanhada de um estudo teórico-metodológico e interpretativo.

Esta edição resulta de uma parceria entre a Âncora Editora e o Museu do Douro.

Sobre o autor:

Alexandre Parafita, natural de Sabrosa, é doutorado em Cultura Portuguesa e mestre em Ciências da Comunicação. Tem vasta experiência no jornalismo, na docência, na investigação e no ensaísmo. É responsável pelo sector de Comunicação Institucional e vice-presidente do Observatório da Literatura Infanto-Juvenil da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

É igualmente professor convidado do Instituto Politécnico de Bragança (Pólo de Mirandela) e investigador integrado do Centro de Tradições Populares Portuguesas da Universidade de Lisboa, nas áreas da mitologia e da literatura oral tradicional, tendo vindo a realizar estudos e pesquisas que lhe permitiram resgatar mais de um milhar de textos inéditos em risco de se perderem na memória oral. Actualmente, faz parte da equipa de investigação incumbida de realizar o «Arquivo e Catálogo do Corpus Lendário Português», no âmbito da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

É autor de várias dezenas de livros nos domínios da literatura infantil e juvenil e da literatura oral tradicional. A sua obra faz parte do Plano Nacional de Leitura, integra manuais escolares de vários níveis de ensino e é bibliografia obrigatória em cursos de licenciatura e mestrado em escolas superiores e universidades.

Fonte: informação cedida pela editora

Livro: Os viajantes e o ‘livro dos museus’

décembre 9, 2010

Os viajantes e o ‘livro dos museus’
Autor: João Brigola
Edição: Porto, Dafne Editora, 2010.
ISBN: 978-989-8217-10-3.
p.v.p. 17,17 euros (www.dafne.com.pt)

É hoje (9 de Dezembro) o lançamento do livro Os viajantes e o ‘livro dos museus’, da autoria de João Brigola. O livro será apresentado por Maria Luísa Cabral na Biblioteca Pública de Évora, pelas 17h30. Esta é uma publicação da Dafne Editora e do Centro de História de Arte e Investigação Artística (CHAIA) da Universidade de Évora.

Sobre o livro:

Ao longo dos séculos XVIII e XIX, numerosos viajantes estrangeiros relataram as suas visitas às colecções e museus de Portugal. Este livro recolhe e sistematiza esses textos, escritos quase sempre em língua inglesa, francesa ou castelhana, por homens que se ocupavam com as artes da guerra, a escrita, a diplomacia ou a erudição naturalista.

Esta antologia ajuda a fixar, com maior nitidez, a ideia que temos vindo a construir dos primeiros museus portugueses, caracterizando a integração dos jardins e dos edifícios na paisagem urbana, a dimensão das áreas de exposição, as propriedades físicas dos espécimes, os métodos de classificação e de exibição, a importância das colecções e sua função didáctica, os discursos científicos adoptados, a competência e o desempenho profissional dos responsáveis, a ligação entre o funcionamento dos museus e a situação política do país.

Através dos olhares, muitas vezes excêntricos, quase sempre preconceituosos e cruéis, por vezes judiciosos e certeiros, obtém-se um retrato da cultura setecentista e oitocentista que, dada a natureza multidisciplinar dos textos – da literatura, da história, da crítica de arte, da ciência e da antropologia – se oferece à descoberta da paisagem museológica portuguesa.

Sobre o autor:

João Carlos Pires Brigola (Lisboa, 1955). Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1977) e doutorado em História/Museologia pela Universidade de Évora (2001). Autor do livro Colecções, gabinetes e museus em Portugal no séc. XVIII (FCG-FCT,2003). É professor na Universidade de Évora e na Universidade Nova de Lisboa e Director do Instituto Português de Museus

………

Mais informações:
http://www.dafne.com.pt
Dafne Editora / André Tavares / dafne@dafne.com.pt / 222005579

Livro: La fabrique du patrimoine:«De la cathédrale à la petite cuillère»

novembre 9, 2010

La fabrique du patrimoine:«De la cathédrale à la petite cuillère»
Autora:Nathalie Heinich
Edição: Editions MSH, 2009
Collection Ethnologie de la France
ISBN-10 2-7351-1264-0
ISBN-13 978-2-7351-1264-7

Résumé

Par quelles opérations un édifice ou un objet se trouve-t-il intégré au corpus du patrimoine ? Quelles sont les étapes de la « chaîne patrimoniale », depuis le premier regard jusqu’à l’éventuelle obtention du statut juridique de « monument historique »? Quels sont les critères mis en oeuvre par les chercheurs de l’Inventaire pour décider que tel château, telle ferme, tel tableau d’église possède ou non une valeur patrimoniale ? Quels émotions animent les mobilisations des profanes en faveur des biens à préserver? Et finalement, sur quelles valeurs fondamentales repose la notion même de patrimoine?
Telles sont les questions auxquelles répond de livre, à partir d’enquêtes au plus près du terrain. Car c’est dans le détail des procédures, des propos enregistrés, des scènes et des gestes observés que l’on peut réellement comprendre comment – c’est-à-dire pourquoi – les limites du patrimoine n’ont cessé, en une génération, de s’étendre, englobant désormais non seulement la « cathédrale » mais aussi la « petite cuillère » – selon les mots d’André Chastel définissant le service de l’Inventaire -, voire, tout récemment, la borne Michelin.
Appliquant à la question patrimoniale les méthodes de la sociologie pragmatique, cette étude s’inscrit dans la perspective d’une sociologie des valeurs, tentant d’élucider ce qu’on entend aujourd’hui dans notre société par l’ancienneté, l’authenticité, la singularité ou la beauté – et ce qu’on en attend.

Sommaire:
Avant-propos

Introduction : L’inflation patrimoniale

Des monuments au patrimoine – Extensions – Internationalisation – Le culte moderne du patrimoine – Des façons de définir le patrimoine – Questions de méthode

I LA CHAÎNE PATRIMONIALE

1. L’organisation de la chaîne
Une ferme menacée – Protection immatérielle – Protection matérielle – Entre science et administration

2. L’entrée dans la chaîne: le travail de l’expertise
La mise en fiche – La pluralité des compétences – Une CRPS

3. L’entrée dans la chaîne: le travail de l’émotion
De l’émotion à la mobilisation – De la sensibilisation au militantisme – Indignation et maintien à l’identique

4. Épines patrimoniales : des biens communs mal partagés
Invisibilité – Conflits de propriété – Querelles d’experts et maintien à l’identique – La place de l’Inventaire

II LE SERVICE DE L’INVENTAIRE

5. Généalogie d’une administration
L’invention de l’Inventaire – Du fantasme initial à la réalité des pratiques – De la mission à l’administration – De l’ancien au récent – Des monuments historiques au nouveau patrimoine – Du spectaculaire au structurel – De l’esthétique aux sciences humaines – Du lourd au complexe – De l’exhaustivité de l’enquête à l’exhaustivité de l’archive – Une chimère à trois têtes – Mission impossible ? – Du réalisme au nominalisme

6. La construction d’un regard collectif
La notion de regard collectif – Le travail du regard – Sur le terrain – De la vision à la représentation – Localiser, dater, décrire, illustrer – Au bureau – Les cadres sociaux du regard

7. Le rapport aux valeurs
Prescription, évaluation, description – Le problème de l’évaluation – Le problème de la prescription – Les valeurs et leurs critères

III LES CRITÈRES DE PATRIMONIALISATION

8. Critères prescrits univoques
Cohérent avec la procédure – Documenté vs non documenté – Daté vs non daté – Ancien vs récent – Vrai vs faux, original vs copie – Bon état vs mauvais état – Authentique vs dénaturé

9. Critères prescrits ambivalents
Décoré/pas décoré – Rare/nombreux – Original/banal – Hétérogène/homogène – Unique/typique, exceptionnel/sériel

10. Critères latents
Accessible vs inaccessible – Vulnérable vs protégé – Vernaculaire/savant, modeste/monumental – Fonction/forme – Typologique/urbanistique – Local/global – Personnel vs impersonnel

11. Critère proscrit : la beauté
Beau vs laid – Entre interdit et marginalité – Euphémisations – Marginalisations – Le beau esthète et le beau scientifique

12. Axiologie du patrimoine
Prises, critères, valeurs – Ancienneté – Authenticité – Rareté – Significativité – Beauté – Des valeurs aux registres de valeurs – Des valeurs aux régimes de qualification

CONCLUSION : L’ADMINISTRATION DE L’AUTHENTICITÉ

Un patrimoine en voie de « désartification » – Une mine d’authenticité – Du patrimoine à la fonction patrimoniale

Épilogue : Vers une sociologie des valeurs

Sharon Macdonald no Instituto de Ciências Sociais (ICS)

novembre 3, 2010

A iniciativa “Livros lá fora”, promovida pelo Instituto de Ciências Sociais (ICS) organiza uma sessão no próximo dia 5 de Novembro de 2010 sobre a obra “Heritage and identity: engagement and demission in the contemporary world: Routlegde” (ed. Marta Anico e Elsa Peralta), publicada em 2009 pela Routlegde. Sharon Macdonald, Professora de Antropologia Social da Universidade de Manchester e sobejamente conhecida como editora da obra “A Companion to Museum Studies” (2006) será a comentadora convidada.

5 de Novembro 2010
Local: ICS, sala de aula 3, pelas 17h00

Apresentação do livro:
http://www.ics.ul.pt/rdonweb-recursos/events/2010-10/llf-intro-elsaperalta.pdf

Mais informações: http://www.ics.ul.pt

Livro: « Heritage and identity: engagement and demission in the contemporary world”

octobre 29, 2010

Heritage and identity: engagement and demission in the contemporary world
Editores: Marta Anico; Elsa Peralta
ISBN: 978-0-415-45336-3
Série: Museum Meanings
Edição: Routledge, 2009

Summary:

Heritage and Identity explores the complex ways in which heritage actively contributes to the construction and representation of identities in contemporary societies, providing a comprehensive account of the diverse conceptions of heritage and identity across different continents and cultures.

This collection of thought-provoking articles from experts in the field captures the richness and diversity of the interlinked themes of heritage and identity. Heritage is more than a simple legacy from the past, and incorporates all elements, past and present, that have the ability to represent particular identities in the public sphere.

The editors introduce and discuss a wide range of interconne
cted topics, including multiculturalism and globalization, local and regional identity, urban heritage, difficult memories, conceptions of history, ethnic representations, repatriation, ownership, controversy, contestation, and ethics and social responsibility.

The volume places empirical data within a theoretical and analytical framework and presents an interdisciplinary approach to the study of the representation of the past, invaluable for anyone interested in heritage and museum studies.

Table of Contents:

Part 1: Place and Identity  1. What Role Can Digital Heritage Play in the Re-imagining of National Identities? England and its Icons 2. Locating Art: The Display and Construction of Place Identity in Art Galleries 3. Place, Local Distinctiveness and Local Identity: Ecomuseum Approaches in Europe and Asia 4. Representing Identities at Local Municipal Museums: Cultural Forums or Identity Bunkers? 5. Heritage According to Scale Part 2: Remembering and Forgetting  6.Unsettling Memories: Intervention and Controversy Over Difficult Public Heritage 7. Public Silences, Private Voices: Memory Games in a Maritime Heritage Complex 8. The Banalization and the Contestation of Memory in Postcommunist Poland 9. A Landscape of Memories: Layers of Meaning in a Dublin Park Part 3: Domination and Contestation  10. Labor and Leisure at Monticello: Or Representing Race Instead of Class at an Inadvertent White Identity Shrine 11. The Ancient City Walls of Great Benin: Colonialism, Urban Heritage and Cultural Identity in Contemporary Nigeria 12. The Past in the Present: Towards a Politics of Care at the National Trust of Australia -WA 13. Yoruba Identity and Western Museums: Ethnic Pride and Artistic Representations

(in http://www.informaworld.com/)

Lançamento de livro: « Coleções científicas de instituições luso-brasileiras: Patrimônio a ser Descoberto »

octobre 14, 2010

Também no próximo dia 21 de Outubro, no Museu de Ciência, pelas 18 h, será lançado o livro: « Coleções científicas de instituições luso-brasileiras: Patrimônio a ser Descoberto » (ed. M. Granato e M.C. Lourenço), MAST/MCT, Rio de Janeiro, 2010.

A apresentação será feita por João Caraça, da Fundação Calouste Gulbenkian.

Conteúdos do livro:

Patrimônio Científico do Brasil e de Portugal: uma introdução Marcus Granato e Marta C. Lourenço

La Cultura Material de la Ciencia en España: historia, estado actual yproyectos de futuro José Ramón Bertomeu Sánchez, Mar Cuenca Lorente, Antonio García Belmar e Josep Simon Castel

O Museu de Astronomia e Ciências Afins e suas Coleções Marcus Granato e Claudia Penha dos Santos

O Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas da UFOP e suas Coleções Gilson A. Nunes, Mercedes Estela Rainho, Edson F. de Rezende, Antonio Luciano Gandini, Maria Paula Delicio, Carlos Augusto Jotta e Felipe E.
Hoffman

O Museu da Escola de Farmácia da UFOP
Victor Vieira Godoy

O Museu Dinâmico de Ciência e Tecnologia da UFJF: trajetórias e temporalidades dos acervos Paulo de Melo Noronha Filho e Patrícia Muniz Mendes

Museu da Farmácia Lucas M. Amaral. Faculdade de Farmácia e Bioquímica da Universidade Federal de Juiz de Fora Lucas Marques do Amaral

O Museu da Escola Politécnica da UFRJ e sua Coleção Heloi José F. Moreira, Dirlene S. Diorio, Marli da Cruz Pardal e Zeugmar F.
da Silva

O Conjunto de Objetos de Ensino do Colégio Pedro II Marcela de Almeida Ferreira, Marcus Granato, Zenilda F. Brasil e Alexandre Calvão

Os Instrumentos Antigos do Laboratório de Física da Escola Estadual Bento de Abreu de Araraquara (SP) Maria Cristina de Senzi Zancul

O Gabinete de Física da Universidade de Coimbra Ermelinda R. Antunes e Catarina Pires

O Museu da Ciência da Universidade de Coimbra: valorização de um patrimônio científico secular Catarina P. Pires e Gilberto G. Pereira

O Museu de Ciência da Universidade do Porto e suas Coleções Marisa L. Monteiro, Luis M. Bernardo e José M. Araújo

O Museu da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e suas Coleções Susana Medina

O Museu do Instituto Superior de Engenharia do Porto: o ensino industrial e o saber fazer Patrícia Carla Costa e José Carlos Barros de Oliveira

O Museu de Ciência da Universidade de Lisboa. Patrimônio, Coleções e Pesquisa Marta C. Lourenço

As Coleções do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa: a coleção do Museu de Física Catarina A. da Rosa Leal e António Manuel Casaca

Estudos e Gestão de Coleções Museológicas: práticas de formação e investigação Alice Semedo

Lançamento de livro: « Turismo Cultural, Territórios & Identidades

septembre 24, 2010

No próximo dia 27 de Setembro 2010 (Dia Mundial do Turismo) será apresentado o livro « Turismo Cultural, Territórios & Identidades ».

A organização do livro é da responsabilidade de organização de Maria da Graça Mouga Poças Santos e a edição é do CIID – Centro de Investigação Identidade(s) e Diversidade(s) do Instituto Politécnico de Leiria em conjunto com as Edições Afrontamento.

O lançamento terá lugar na FNAC do LeiriaShopping, pelas 18h30. A apresentação será feita pelo Professor Doutor João Luís Fernandes (CEGOT – FLUC).

SINOPSE:
Na óptica que se privilegiou, ao organizar o Congresso Turismo Cultural, Territórios & Identidades, cujo output agora se publica, o binómio Cultura/Património (recurso turístico a ser estudado) surge não só como factor de atracção de turistas, mas também como referência de identidade e de identificação dos territórios e dos que nestes habitam.

De facto, o património, pelas suas características arquitectónicas e artísticas, pelas qualidades paisagísticas que apresente ou pela dimensão histórica e simbólica de que se revista, surge como um importante activo no quadro dos recursos turísticos de uma região ou de um país.
Daqui transparece que a inserção do património na actividade e na experiência turísticas tem vindo a evoluir no sentido de passar de uma situação em que os visitantes apenas se limitavam a ver, mais ou menos rapidamente, um monumento inserido nos itinerários habituais (turismo de massas), para uma maior exigência no sentido da compreensão dos lugares visitados (turismo cultural) e de preservação do património artístico e arquitectónico.

Livro: « Colecções e museus de geologia: missão e gestão »

juin 28, 2010

Colecções e museus de geologia: missão e gestão
Collections and museums of geology: mission and statement

Editores: José M. Brandão, Pedro M. Callapez, Octávio Mateus, Paulo Castro
Edição: Museu Mineralógico e Geológico da Universidade de Coimbra (MMGUC) e Cento de Estudos de História e Filosofia da Ciência (CEHFCi)
Descrição física: 393 p.
Ano: 2010
ISBN: 978-989-96564-0-6

Esta publicação reúne grande parte das comunicações apresentadas na conferência internacional: “Colecções e museus de Geociências: missão e gestão”, que decorreu nos dias 5 e 6 de Junho de 2009 no Museu de Ciência da Universidade de Coimbra. São um total de 49 artigos organizados a partir de dois temas: “História, organização e papel científico” e “Interpretação, divulgação e educação em Geociências. O prefácio da obra é da responsabilidade de Maria Margaret Lopes (CEHFCi). A grande maioria dos artigos estão escritos em português e são acompanhados de resumo em inglês.

“(…) esta obra marcará uma etapa decisiva no progresso do conhecimento e das sensibilidades sobre este importante domínio do saber, sublinhando, a necessidade do seu aprofundamento noutras direcções e da cooperação, em rede, dos investigadores e instituições que trabalham nos domínios da produção, apresentação e divulgação das Ciências da Terra.” (editores)

“As ciências geológicas e paleontológicas se constituíram e continuam se organizando na articulação de logísticas que envolvem desde trabalhos de campo, mecanismos de coleta, aquisição e armazenamento de coleções, representações em mapas, até processamento de dados, simulações e modelagens de situações inacessíveis, através de aparatos cada vez mais sofisticados. Mobilizando uma série de recursos das mais diversas ordens, acumulando um conjunto de inscrições, estruturando práticas em que se manipulam desde cadernetas de campo a poderosos plotters ou imagens de satélite, as ciências geológicas, envolvendo suas dimensões de espacialidades e temporalidades próprias, geraram por todo o mundo um património cultural in situ ou tornado móvel, inestimável. Tal patrimônio criou seus desafios específicos, que começaram a ser enfrentados com êxito pela Conferência internacional colecções e museus de geociências: missão e gestão” (…). (Maria Margaret Lopes)

Actas do 1.º Encontro de História do Alentejo Litoral

février 2, 2010

Do 1.º Encontro de História do Alentejo Litoral, realizado em Sines, a 18 e 19 de Outubro de 2008, foram publicadas as actas (edição do Centro Cultural Emmerico Nunes). Destacamos um artigo no âmbito da museologia: “A constituição dos Museus Sineenses e as preocupações museológicas da época…”, de Maria Mota Almeida.

Veja o Índice

Tese é publicada: « A Casa da Luz… Património Industrial da Senhora do Desterro, Serra da Estrela »

janvier 14, 2010

Uma tese de mestrado (Mestrado em Museologia da Faculdade de Letras de Coimbra) deu origem à seguinte publicação:

A Casa da Luz… Património Industrial da Senhora do Desterro, Serra da Estrela
Autor: João Orlindo Marques
Edição: Município de Seia e EDP Produção

O livro conta a história da Central Hidroeléctrica da Senhora
do Desterro (Seia), que completou um século de existência.

Pubicações: Revista Museologia.pt n.º 3 e as actas do ciclo de colóquios « Museus e Património Imaterial: agentes, fronteiras, identidades »

décembre 8, 2009

No próximo dia 10 de Dezembro terá lugar o lançamento das novas edições do IMC: Revista Museologia.pt (n.º 3) e Museus e Património Imaterial: agentes, fronteiras, identidades.

A sessão será presidida pelo Prof. Doutor João Carlos Brigola, Director do IMC, e terá lugar no Auditório do Museu de Arte Antiga, pelas 18h00.

A apresentação pública das obras será efectuada, respectivamente, pela Prof. Doutora Natália Correia Guedes e pela Prof. Doutora Maria Cardeira da Silva (FCSH / UNL).

A sessão contará com a presença do Dr. Paulo M. Ramos, Presidente do Conselho de Administração da Softlimits, S.A., entidade responsável pela co-edição de Museus e Património Imaterial.

Constituindo o periódico de referência a nível nacional para a área da Museologia, o novo número da Revista Museologia.pt tem como tema central o dossiê “Museus e Inovação Tecnológica”. Este volume inclui ainda as rubricas “Projectos e Experiências”, “Exposições”, “História e Memórias” e “Internacional”, contando com a colaboração de 30 autores.

A publicação « Museus e Património Imaterial. Agentes, Fronteiras |Identidades » inclui as actas do Ciclo de seis Colóquios realizados pelo IMC em 2008 dedicados a este tema. São apresentados textos de 33 autores nas áreas da Museologia, Antropologia, Economia Agrária e Sociologia Rural, Etnomusicologia, Direito e Património.

Conteúdos:

Apresentação 9

Introdução 15

1. Máscaras Portuguesas: autenticidade e reinvenção
A Transição Rural e o Património 33
Fernando Oliveira Baptista

Máscaras e Mudança Social no Nordeste Trasmontano 43
Paula Godinho

Quando a Máscara Esconde uma Mulher 51
Miguel Vale de Almeida

Documentar o Intangível: a experiência das máscaras 61
Catarina Alves Costa

Máscaras, Performances e Turismo 69
Paulo Raposo

Percursos entre Festas 81
João Leal

Antepassados, Rituais e Máscaras: relações materiais e imateriais 91
Clara Saraiva

2. Inventário, Protecção, Representatividade
Artes do Efémero 101
José Carlos Alvarez

O Efémero, o Imaterial e a Moda 111
Madalena Braz Teixeira

Percursos do Património Imaterial nas Colecções do Museu da Música 117
Maria Helena Trindade

A Convenção da UNESCO: inventários e salvaguarda 125
Clara Bertrand Cabral

Aspectos Jurídicos do Património Cultural Imaterial 141
João Martins Claro

3. Memória, Identidade e Projecto
Um Museu para a Luz e para o Alqueva 155
Maria João Lança

Pesquisa e Recolha Etnográfica: o caso da Aldeia da Luz 167
Clara Saraiva

Imagens e Sons para o Museu da Luz 179
Catarina Mourão

Arquivos Sonoros e Audiovisuais no Século XXI 187
Salwa El-Shawan Castelo-Branco

Programa para a Salvaguarda do Património Imaterial do Alentejo: apresentação 197
Paulo Lima

Museu da Ruralidade (Entradas, Castro Verde): evocar o passado e construir a memória do futuro 203
Miguel Rego

Museus e Património Imaterial: práticas em museus da RPM 211
Cláudia Jorge Freire

4. Saberes e Técnicas: entre o registo e a transmissão
E se elas nunca tivessem existido? Reflexões sobre a importância das Colecções de Ensino e Investigação nas Universidades 225
Marta C. Lourenço

π < ACT: do Programa Interministerial de Tratamento e Divulgação do Património (π ) ao Arquivo Científico Tropical 235
Maria da Conceição Lopes Casanova

Técnicas Populares e sua Aprendizagem: o caso da Etnomatemática 247
Darlinda Moreira

O Museu Anima-se: vozes e rostos dos operários 255
Rogério Abreu e Laura Scheidecker Domingues

Herança de um Meio Técnico e Valorização de um Capital de Saber-Fazer: da pólvora à vitalidade do Património Industrial em Vale de Milhaços 265
Graça Filipe, Fátima Sabino e Fátima Veríssimo

5. Terrenos Portugueses: o que fazem os antropólogos?
Introdução: imaterialidade e imaginação – novos mapas das culturas como recurso e como poder 279
Maria Cardeira da Silva

O Património Imaterial e a Antropologia Portuguesa: uma perspectiva histórica 289
João Leal

Retrato do Antropólogo no Terreno, enquanto Patrimonializador Relutante 297
Jean-Yves Durand

Plantas, Direitos e Cultura: a Antropologia e a patrimonialização das concepções, conhecimentos e práticas relativos à natureza 305
Amélia Frazão-Moreira

Respeito e Salvaguarda: reflexões a partir de uma experiência no terreno da música rap de finais dos 90’s 321
Teresa Fradique

A (I)materialidade do Som: Antropologia e sonoridades 337
Filipe Reis

6. Museus Globais: colecções etnográficas e multiculturalidade
Sobre a Voz e o Lugar do Museu 355
Joaquim Pais de Brito

Stewardship, Community and Intangible Cultural Heritage in Canada 371
Andrea Laforet

Notas Biográficas 389

Lançamento do livro: « Artes de Cura e Espanta-Males – Espólio de Medicina recolhido por Michel Giacometti”, 5 Dez. 09

décembre 4, 2009

No próximo dia 5 de Dezembro realiza-se uma sessão de lançamento do livro “Artes de Cura e Espanta-Males – Espólio de Medicina recolhido por Michel Giacometti”. A obra foi coordenada por Ana Gomes de Almeida, Ana Paula Guimarães e Miguel Magalhães. O evento terá lugar no Museu do Trabalho Michel Giacometti, pelas 15h00.

Museu do Trabalho Michel Giacometti
Largo Defensores da República
2910-470 Setúbal
Tel+351 265 537 880
Fax +351 265 537 889
museu.trabalho@mun.setubal.pt
museutrabalho@iol.pt
http://www.mun-setubal.pt/MuseuTrabalho
GPS Google Earth: 38º31′23.84”N 8º53′11.30ºW

Sobre o livro:

Residente ainda hoje no Museu da Música Portuguesa, este notável espólio – recolhido por Michel Giacometti, organizado em 5500 fichas de doenças – foi, pelo entusiasmo e trabalho de Miguel Magalhães, Ana Paula Guimarães e Ana Gomes de Almeida, preparado, classificado e exposto perante olhares de médicos especialistas, poetas, artistas, investigadores, professores; afinal, gente com vontade de conhecer e comentar, como impulsivamente lhe apetecesse, os textos de rezas, ladainhas, provérbios, orações (frequentemente com ervas, às vezes através de pedras ou animais) para recuperar males de, por exemplo, tensão arterial, hemorróidas, gangrena, brotoeja, raquitismo, halitose, anorexia, leucorreia, anemia, coqueluche, nefrite, ciática, apoplexia, doenças dos olhos, tumores, epistaxis, fracturas, fogagem, bronquite, insónias, cãibras, blenorragia, picadas de abelhas, hemorragias, piolhos, afrontas, espigas das unhas…
Mezinhas para curar mazelas? Artes de cura e espanta-grandes-males? Ao leitor apetecerá decerto envolver-se nestas receitas desaconselhadas hoje em dia, mas concebidas, porventura, há milhares de anos e transmitidas de geração em geração, manifestando secretas crenças relativas ao corpo e à doença.

Fonte: email Museu do Trabalho

Lançamento do livro “Memória e Artifício: Matéria do Património II”, 4 Dez. 09

décembre 3, 2009

No próximo dia 4 de Dezembro irá decorrer o lançamento do livro “Memória e Artifício: Matéria do Património II”. O evento tem lugar na Sala de Convívio da Sociedade Sociedade de Geografia de Lisboa, pelas 18h30.

O Prof. Doutor Manuel Maria Carrilho, Embaixador de Portugal junto da UNESCO, em Paris, fará a apresentação desta obra.

O livro “Memória e Artifício: Matéria do Património II” constitui o segundo volume de uma série dedicada à análise inter-disciplinar do conceito de « património intangível » e da problemática do património em geral. A obra é coordenada pelos Profs. Doutores António Medeiros e Manuel João Ramos.

Colaboram no livro:

Luís Aires-Barros (Apresentação)

António Medeiros e Manuel João Ramos (Introdução)

James W. Fernandez e Renate L. Fernandez (Práticas Patrimoniais: Contextos Semânticos)

Werner Krauss (O Jardim do Paraíso: Memórias dos Poetas do Sudoeste Português)

Luísa Tiago de Oliveira (Memórias Decisoras e Decididas da Revolução)

António Motta (Cenografia da Última Casa: Memória e Processos Sociais nos Cemitérios Brasileiros)

Xaquín S. Rodríguez Campos (Os Perigos da Cultura-Espectáculo: Turismo e Identidades Locais)

Frances Slaney (Matéria e Memória no Museu Nacional do Canadá)

António Medeiros (Fronteira e Representações da Morte no Noroeste Ibérico)

Ana Paula Zacarias (No Cofre da Memória: Etnografia de um Enlace Diplomático na Unesco)

Francesco Romanello (Arte Indígena e Propriedade Intelectual: Desafio à Imaginação Legal)

Manuela Reis (Noções de Património na Sociedade Portuguesa)

Joana Cunha Leal (Baixa Pombalina: Estratégias de Legitimação Patrimonial)

Ascensión Barañano e María Cátedra (As Roupas Novas do Imperador: Os Museus de Antropologia em Madrid e a Criação do Museu do Traje)

Vitor Oliveira Jorge (Teatro e Arqueologia: Alguns Apontamentos para uma Nova/Antiga Interface)

Pedro Abreu (O Destino do Monumento)

José Duarte Gorjão Jorge (Os Artifícios da Memória)

Pedro Janeiro (Ressalvando as Aparências: Apontamentos sobre a Memória, a Imaginação e o Valor do Monumento)

Manuel João Ramos (O Património é um Roubo Intangível)

Sugestão de leitura: « Património, Herança e Memória – A cultura como criação »

novembre 26, 2009

Património, Herança e Memória – A cultura como criação
Autor: Guilherme d’Oliveira Martins*
Edição: Gradiva, 2009
Descrição Física: 196 p.
ISBN: 978-972-616-305-1

* Guilherme d’Oliveira Martins (n. 1952) é Presidente do Centro Nacional de Cultura, ensaísta e docente universitário. Desempenha as funções de Presidente do Tribunal de Contas e foi Secretário de Estado da Administração Educativa, Ministro da Educação, da Presidência e das Finanças, deputado independente à Assembleia da República, Presidente da Sedes e Vice-Presidente da Comissão Nacional da Unesco. É ainda autor da obra Portugal – Identidade e Diferença, editada pela Gradiva. (in site da Gradiva)

Um pequeno excerto do livro:

A cultura ganha uma nova importância na vida política e económica contemporânea. O desenvolvimento humano não é compreensível nem realizável sem o reconhecimento do papel da criação cultural, em ligação estreita com a educação e a formação, com a investigação e a ciência. O que distingue o desenvolvimento e o atraso é a cultura, a qualidade, a exigência – numa palavra, a capacidade de aprender. Deixou de fazer sentido a oposição entre políticas públicas centradas no Património histórico, por contraponto à criação contemporânea. A complementaridade é óbvia e necessária. Basta olharmos os grandes marcos da presença humana ao longo do tempo para percebermos que há sempre uma simbiose de diversas influências, de diversas épocas, ligando Património material e imaterial, herança e criação. A nova Convenção-Quadro do Conselho da Europa sobre o Património cultural, assinada em Faro em Outubro de 2005 e já ratificada por Portugal, é um instrumento inovador da maior importância, onde pela primeira vez se reconhece que o Património cultural é uma realidade dinâmica, envolvendo monumentos, tradições e criação contemporânea. Segundo este documento, a diversidade cultural e o pluralismo têm de ser preservados contra a homogeneização e a harmonização. E se falamos de um «património comum europeu», como realidade a preservar, a verdade também é que estamos perante uma construção inédita e original baseada na extensão da dimensão tradicional do Estado de direito, no apelo à diversidade das culturas, no aprofundamento da soberania originária dos Estados-nações, na legitimidade dos Estados e dos povos, na criação de um espaço de segurança e de paz com repercussões culturais e numa maior partilha de responsabilidades nos domínios económico e do desenvolvimento durável.

Trinta anos depois de ter organizado o Ano Europeu do Património Arquitectónico, o Conselho da Europa continua a desempenhar um papel pioneiro na reflexão sobre o significado do Património nas nossas sociedades, em consonância com as preocupações universais da UNESCO, em especial quanto à necessidade de retirar consequências efectivas e positivas relativamente à diversidade cultural e ao conceito de Património imaterial. E a nova Convenção de Faro insere-se na linha das Convenções em vigor – de Granada de 1985, sobre o Património arquitectónico, de La Valetta de 1992, sobre o Património arqueológico, e de Florença de 2000, sobre a paisagem. Trata-se do culminar de uma reflexão levada a cabo pela comunidade científica e pelo Conselho da Europa, desde os anos 70, em matéria de «conservação integrada» dos bens culturais. Sem retornar a mecanismos de protecção já cobertos pelas Convenções precedentes, o novo texto insiste, como veremos, nas reflexões que ora publicamos, nas funções e no papel do Património.

Trata-se de passar da perspectiva de «como preservar o Património, segundo que procedimento?», à questão do «por­quê e para quem lhe dar valor?». E esta ideia concretizou-se no entendimento segundo o qual o conhecimento e a prática respeitantes ao Património cultural têm a ver, antes do mais, com o direito dos cidadãos participarem na vida cultural, de acordo com os princípios do Estado de direito, conforme um conceito mais exigente de direitos e liberdades fundamentais. A Convenção considera, assim, o Património cultural como um valor e um recurso, que tanto serve o desenvolvimento humano em geral, como concretiza um modelo de desenvolvimento económico e social assente no uso durável dos recursos, com respeito pela dignidade da pessoa humana.

Estamos perante um instrumento de referência, apto a influenciar outros instrumentos jurídicos de âmbito nacional e internacional. Isto significa que se trata de um documento que, sem duplicar a acção da UNESCO (designadamente quanto ao conceito de Património imaterial), define objectivos gerais e identifica domínios de acção, bem como direcções e pistas em cujo sentido as partes contratantes aceitam progredir, deixando a cada Estado a capacidade de escolha e a autonomia para optar pelos meios de realização melhor adaptados à sua organização constitucional, e à sua tradição política e jurídica. Estamos, assim, diante de uma Convenção-Quadro, que, como veremos, não cria «direitos executórios» directamente aplicáveis nos países, mas lança um processo de cooperação entre os Estados, convidando-os à actualização e ao progresso das suas políticas do Património em benefício de toda a sociedade.

Já a originalidade do conceito de «património comum da Europa» tem de ser vista como um elemento dinamizador de uma cidadania aberta. O «valor» surge, assim, no «horizonte da experiência histórica», fora de qualquer uma concepção abstracta. Património comum está, deste modo, na encruzilhada das várias pertenças e no ponto de encontro entre memória, herança e criação. Assim se entende a adopção de um mecanismo de acompanhamento e de balanço da cooperação entre os Estados signatários. Uma base de dados comum e um centro de recursos servirão as administrações num sentido de eficiência e de apoio às boas práticas. Indo mais longe do que outros instrumentos jurídicos e políticos e do que outras convenções, o texto visa prevenir ainda os riscos do uso abusivo do Património, desde a mera deterioração a uma má interpretação como «fonte de conflitos» (todos nos lembramos dos exemplos da Ponte de Mostar e de Dubrovnik). A cultura de paz e o respeito das diferenças obriga, no fundo, a compreender de maneira nova o Patrimó­nio cultural como factor de aproximação, de compreensão e de diálogo.

A primeira parte desta obra resulta de uma reflexão pessoal suscitada pelo trabalho conjunto levado a cabo no grupo que foi constituído no Conselho da Europa, e a que tive a honra de presidir, e que propôs ao Conselho de Ministros da Cultura do Conselho da Europa, sob a Presidência portuguesa, a Convenção-Quadro do Conselho da Europa sobre o valor do Património cultural na sociedade contemporânea, que foi aprovada no dia 27 de Outubro de 2005, na cidade de Faro.

Acrescentei outros textos sobre alguns temas de cultura portuguesa, onde procurei ilustrar em concreto a importância da relação entre Património, Herança e Memória.

Lançamento do livro « Romanceiro da Tradição Oral »

novembre 25, 2009

Divulgamos informação enviada pela Directora do Museu da Música Portuguesa, Dra. Conceição Correia, através da lista Museum.

Desde 1965, Michel Giacometti iniciou o trabalho de recolha e estudo da literatura popular portuguesa a par e passo com recolha musical. Entre 1972 e 1980, fez parte da equipa de investigadores da Faculdade de Letras de Lisboa, Instituto de Geografia, integrado no projecto Linha de Acção de Recolha e Estudo da Literatura Popular. Com o Plano Trabalho e Cultura, em 1975, intensificou-se esta recolha, existindo no Museu da Música Portuguesa milhares de fichas com contos e lendas, romances e canções narrativas, provérbios e adágios, rezas e benzeduras, autos pastoris e outros textos teatrais.

A obra, sob o título “Romanceiro da tradição oral, recolhido no âmbito do Plano de Trabalho e Cultura dirigido por Michel Giacometti”, foi organizado em dois volumes: o primeiro dedicado aos Romances Narrativos e o segundo aos Romances épicos de assunto carolíngio, históricos de assuntos peninsulares, religiosos e novelescos.

É uma edição das Edições Colibri e teve o apoio da Câmara Municipal de Cascais. A edição foi coordenada pelo Instituto de Estudos de Literatura Tradicional da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, com quem a Câmara Municipal de Cascais assinou um Protocolo de Colaboração.

Lançamento no próximo dia 27 de Novembro, pelas 18h30, no Museu da Música Portuguesa.

Museu da Música Portuguesa

Livro: « Museus, Património e Identidade »

novembre 10, 2009

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Museus, Património e Identidade
Autor: Fernando Magalhães
Edição: Profedições, 2007
Descrição física: 96 p.
ISBN: 9789728562168

Sinopse

Museus, Património e Identidade é um livro que pretende contribuir para uma compreensão abrangente destes três conceitos e para a relação que mantêm entre si. Ao longo da obra, o autor, investigador na área do património e da identidade, coloca as questões fundamentais da antropologia contemporânea na análise dos factos culturais, em tensão entre tradição e modernidade, e articula a teoria e a prática das questões ligadas ao património e à identidade (in http://www.wook.pt/)