Archive for the ‘Collections’ Category

Colóquio « Cabinets de curiosités, collections techniques et musées d’arts et métiers: origines, mutations et usages des Lumières à la Seconde Guerre mondiale »

septembre 26, 2011

Musée des Arts et Métiers, Paris
Foto de Ana Carvalho, 2011

Merece aqui uma nota especial a realização do colóquio « Cabinets de curiosités, collections techniques et musées d’arts et métiers: origines, mutations et usages des Lumières à la Seconde Guerre mondiale », que se realiza em Paris entre 29 Setembro e 1 de Outubro 2011. Este encontro é organizado pelo Musée des Arts et Métiers (Cnam), Centre Maurice Halbwachs (EHESS) e pela Universidade de Évora(CIDEHUS).

Os organizadores são: Ana Cardoso de Matos, Marie-Sophie Corcy
Christiane Demeulenaere-Douyère e Irina Gouzévitch

Programa

Resumos das comunicações

Notas biográficas

« Thesaurus de Instrumentos Científicos », divulgação do projecto, 18 Nov. 2009

novembre 18, 2009

Transcrevemos, em baixo, email de Marta Lourenço e Marcus Granato sobre o projecto de thesaurus para colecções de instrumentos científicos. O tema suscita muito interesse, já que em Portugal não temos trabalhado muito na área da normalização, nomeadamente a criação de thesaurus, sobretudo na área dos museus.

Projecto ‘Thesaurus de Instrumentos Científicos em Língua Portuguesa

Apesar de existirem vários thesauri para museus, nunca foi desenvolvido um instrumento sistemático de referência para controlo e uniformização terminológica de colecções de instrumentos científicos em língua portuguesa (nem em outras línguas, de resto).

O ‘Thesaurus de Instrumentos Científicos em Língua Portuguesa’, um projecto de cooperação internacional iniciado em 2006 e envolvendo uma rede de 12 instituições de Portugal e do Brasil (ver lista em baixo), pretende dar resposta a esta necessidade.

De âmbito lusófono e pioneiro na sua natureza e na metodologia, o projecto tem um interesse múltiplo para a comunidade científica, para os profissionais de museus e para a sociedade em geral. Permitirá, por um lado, contribuir para o conhecimento nas áreas da museologia da ciência e da história da instrumentação. Constituirá um instrumento simples para os profissionais de museus, facilitando a gestão de colecções e as novas acessibilidades através da sociedade da informação. Finalmente, possibilitará uma maior visibilidade e reconhecimento do património científico, quer através da sua organização e acessibilidade a investigadores quer através da sua divulgação ao público em geral.

O Projecto é coordenado pelo Museu de Ciência da Universidade de Lisboa (MCUL) e pelo Museu de Astronomia e Ciências Afins do Rio de Janeiro (MAST).

Será apresentado publicamente, dia 18 de Novembro, no Museu de Ciência da Universidade de Lisboa, pelas 17 h (Anfiteatro Manuel Valadares),

Marta Lourenço, MCUL
Marcus Granato, MAST

REDE

Portugal
Museu de Ciência da Universidade de Lisboa (Instituição Coordenadora)
Museu da Ciência da Universidade de Coimbra
Museu de Ciência da Universidade do Porto
Museu da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto
Museu do Instituto Superior de Engenharia do Porto
Instituto Superior de Engenharia de Lisboa

Brasil
Museu de Astronomia e Ciências Afins, Rio de Janeiro (Instituição
Coordenadora)
Museu de Ciência e Técnica da Universidade Federal de Ouro Preto
Museu Dinâmico de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal de Juiz de Fora
Museu da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro
Colégio Pedro II, Rio de Janeiro
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, Ministério de Ciência e Tecnologia

O Projecto Thesaurus de Instrumentos Científicos é financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e pelo Conselho Nacional para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Conta com o apoio do Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia (CIUHCT – Pólo da Universidade de Lisboa).
Fonte: Lista de discussão MUSEUM

Seminário « Coleccionar Arte Contemporânea »

février 1, 2008

museu-serralves-area-expositiva.jpg

Museu Serralves (Porto), 2006
©Ana Carvalho

Está a decorrer em Serralves um seminário dedicado ao tema « Coleccionar Arte Contemporânea ». Teve início a 15 de Janeiro e termina no próximo dia 15 de Fevereiro de 2008.

Destacamos aqui este seminário pela pertinência do tema:

Este seminário pretende ajudar a compreender o papel do coleccionismo privado no panorama da arte actual e as suas relações dinâmicas com os vários agentes que o constituem – artistas, curadores, críticos e directores de museus.

Numa paisagem cultural saturada de feiras de arte, bienais e revistas especializadas, e em que alguns agentes artísticos, nomeadamente os coleccionadores, são cada vez mais mediatizados, importa reflectir sobre o papel das colecções privadas de arte contemporânea, sobre as suas actuais especificidades, suas novas relações com os museus e os centros de arte.

O seminário contará com uma introdução que estabelece as diferenças entre uma colecção e um mero conjunto de obras, pensando o que distingue o coleccionador do amador ou do curioso. Para isso, e apesar de não se abordar o tema de forma exaustiva ou historicista, apresentar-se-ão exemplos de importantes colecções privadas, que ajudaram a definir o papel e o alcance da figura do coleccionador, não apenas enquanto comprador mas sobretudo enquanto mecenas, promotor e cúmplice dos artistas. Neste sentido, abordar-se-á a resposta dos coleccionadores aos desafios colocados por muita da arte contemporânea, especialmente desde a década de sessenta. Ter-se-á conseguido coleccionar o “não-coleccionável”, acompanhando as redefinições, conceptualizações e tentativas de desmaterialização do objecto artístico? Qual o impacto da visibilidade das colecções privadas que, cada vez mais, assumem um papel preponderante na relação com os museus, na constituição de arquivos, na edição de livros e catálogos, no apoio à produção de novas obras?

Entre as várias colecções internacionais a analisar destacam-se as de Peggy Guggenheim, Peter e Irene Ludwig, Panza di Biumo, John e Dominique de Menil, Annick e Anton Herbert, Ernst Beyeler, Emanuel Hoffman, Charles Saatchi e François Pinault. Também se abordarão algumas colecções portuguesas de referência.

Concepção/orientação: João Fernandes, Ricardo Nicolau

(in Site Fundação Serralves)

Mais informações:
http://www.serralves.pt/

Fundação Gulbenkian adquiriu pintura desaparecida de Amadeo Souza-Cardoso

décembre 10, 2006

“Avant la corrida” (1912) de Amadeo Souza-Cardoso

« Avant la corrida » (1912) de Amadeo Souza-Cardoso
Also exhibited in Chicago and Boston
Purchased from the « Armory Show » by Robert W. Chanler
Image from the original catalogue for the 1913 Armory Show
The Art Institute of Chicago,March 24-April 16, 1913 (ill. 16).

“Avant la corrida” é uma obra do pintor Amadeo Souza-Cardoso (1887-1918) da qual não se sabia o paradeiro desde 1913, altura em que foi exposta e vendida numa exposição realizada em Nova Iorque. A exposição, “International Exhibition of Modern Art” realizou-se no arsenal (“armory”) desocupado do 69º Regimento de Infantaria e ficou conhecida como “Armory Show”.

Para Helena de Freitas, comissária da exposição “Amadeo de Souza-Carsozo – Diálogo de Vanguardas”, “trata-se de uma obra magnífica, na linha do cubismo elegante e caligráfico do artista, que teve muito êxito no Armory Show, quando esteve exposta”.

Já há algum tempo que se procurava localizar esta obra. Através da publicação de um anúncio no site do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão foi possível reencontrar a obra. Encontrava-se na posse de um coleccionador americano.

“A história, aliás, é muito curiosa”, conta a comissária. “O proprietário desconhecia o autor da pintura, mas a sua qualidade despertou a atenção de uma historiadora sua amiga, que através da assinatura, chegou ao site, onde se deparou com a fotografia da obra desaparecida”.

Esta obra foi adquirida pela Fundação Gulbenkian e submetida a um cuidadoso restauro. Depois de 93 anos sem ser exposta publicamente, integra a actual exposição sobre Souza-Cardoso n0 edifício sede da Gulbenkian, piso 0 e 1.

Fonte: Newsletrer Fundação Gulbenkian, Nov./Dez. 2006