Archive for the ‘Cultural Policies’ Category

Resolução da Assembleia da República n.º 69/2010

juillet 21, 2010

Diário da República, 1.ª série — N.º 138 — 19 de Julho de 2010

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Resolução da Assembleia da República n.º 69/2010

Recomenda ao Governo a imediata suspensão de todas as acções relativas à transferência de museus e à criação de novos museus no eixo Ajuda/Belém, designadamente da construção do novo Museu dos Coches, até à elaboração de um plano estratégico para a reconfiguração do seu conjunto.

A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo que:

a) Suspenda imediatamente todas as acções relativas à transferência de museus e à criação de novos museus no eixo Ajuda/Belém, incluindo o processo de construção do novo Museu dos Coches nas instalações das antigas Oficinas Gerais do Exército, até à elaboração de um plano estratégico que inclua avaliação de infra-estruturas, projectos museológicos, estudo de públicos e acessibilidades, previsão de custos, fontes de financiamento e calendarização;
b) Promova um amplo debate público sobre as alterações aos museus do eixo Ajuda/Belém, incluindo o projecto de construção do novo Museu dos Coches e suas consequências para outros museus e serviços do Ministério da Cultura, envolvendo nomeadamente as associações dos sectores da Museologia e da Conservação e Restauro, a Câmara Municipal de Lisboa, a Associação de Turismo de Lisboa e especialistas nacionais e internacionais das áreas do património, da museologia e da arquitectura;
c) Proceda à divulgação pública de todos os estudos e avaliações técnicas existentes relativamente às opções entretanto assumidas pelo Ministério da Cultura e promova a sondagem às fundações do Edifício da Fábrica Nacional de Cordoaria, a ser executada pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil, para averiguar as condições de estabilidade e de segurança daquele património, tendo em conta as características do edifício e do local onde está implantado;
d) Avalie os vários projectos museológicos e sua relação com os edifícios existentes, bem como com novos edifícios a construir, face às necessidades dos museus que já existem e à eventual criação de novos museus ou unidades museológicas;
e) Elabore um plano estratégico para a reconfiguração do conjunto de museus no eixo Ajuda/Belém, que inclua avaliação de infra-estruturas, projectos museológicos, estudo de públicos e de acessibilidades, bem como de sustentabilidade das instituições, previsão dos custos, fontes de financiamento e calendarização de todas as acções relativas à transferência de museus e à criação de novos museus no eixo Ajuda/Belém.

Aprovada em 28 de Maio de 2010.
O Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama.

(Fonte: Museum List)

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Conclusões sobre a jornada de reflexão do ICOM sobre o futuro do Museu da Cortiça

juin 1, 2010

Jornada de Reflexão e Debate
Museu da Cortiça da Fábrica do Inglês, em Silves: que Futuro?
26 de Junho de 2010

Conclusões

1 – É urgente assegurar a classificação da Fábrica do Inglês nos termos do Decreto-lei nº 309/2009 de 23 de Outubro, tendo em vista garantir a protecção legal do seu património imóvel e integrado. Esta classificação deveria pelo menos atingir o nível de “imóvel de interesse público”. Neste sentido, os participantes nesta Jornada de Reflexão apelam aos responsáveis da Administração Pública, local (Câmara Municipal de Silves) e nacional (Direcção Regional de Cultura), para que exerçam as suas competências neste domínio e mantenham a opinião pública informada sobre o desenvolvimento do processo. Esta classificação, da justificação que tem em si mesma, constituirá também uma mais-valia imprescindível para qualquer projecto futuro a desenvolver no local.

2 – É urgente assegurar a manutenção dos espaços de ar livre e o acesso ao núcleo museológico. A situação de encerramento actual da Fábrica do Inglês traduzir-se-á no futuro em encargo maior do que o da sua abertura, mesmo que mínima. Qualquer que seja a evolução futura do regime de propriedade, importa atalhar a degradação que se começa a fazer-se sentir. Neste sentido, recomenda-se à Câmara Municipal de Silves que, na defesa dos interesses patrimoniais em causa, desenvolva esforços para a celebração de um protocolo que lhe permita executar as operações mínimas de manutenção e segurança do espaço. Os custos desta manutenção devem ser considerados como investimento público no local e ser tidos em devida conta aquando da discussão das soluções de futuro que vierem a ser adoptadas.

3 – É recomendável proceder à identificação das entidades e as formas de participação dos potenciais intervenientes ou parceiros locais, nacionais e internacionais tendo em vista um projecto de reabertura e de reprogramação do conjunto patrimonial em que se integra o Museu da Cortiça – designado por Fábrica do Inglês.

4 – É consensual a convicção de que o “modelo de negócio” que esteve subjacente ao projecto inicial da Fábrica do Inglês está ultrapassado. Embora generoso e baseado em motivações essencialmente patrimonialistas, tratava-se de um modelo demasiado assente em actividades comerciais, de restauração e de animação, que não somente estavam muito para além da estrita valorização dos bens patrimoniais, como dependiam de variáveis de mercado totalmente alheias ao controlo dos promotores do projecto. Importa, pois, que a Fábrica do Inglês se centre de forma mais incisiva naquilo que deve constituir o seu núcleo central, ou seja, na valorização dos seus patrimónios e na projecção do Mundo da Cortiça. Neste sentido, seria recomendável uma maior participação das entidades públicas locais no capital social da futura estrutura gestionária do espaço.

5 – É desejável continuar, e intensificar, as acções de sensibilização da opinião pública, em primeiro lugar da comunidade local silvense, para o reconhecimento da importância patrimonial do que está em causa e para a sua salvaguarda e valorização, como recurso de desenvolvimento cultural e identitário local, regional e até nacional. A Comissão Nacional Portuguesa do ICOM, pelo seu lado, manter-se-á atenta ao evoluir da situação e desenvolverá os contactos associativos que forem adequados à manutenção e reforço do movimento social em defesa do Complexo da Fábrica do Inglês.

Silves, em 26 de Junho de 2010.

O Presidente do ICOM Portugal,

Luís Raposo

(Fonte: Lista de discussão Museum)

Em defesa do Museu Nacional de Arqueologia (MNA)

mars 30, 2010

Em baixo, divulgamos a declaração e abaixo-assinado adoptado pela Assembleia-Geral da Comissão Nacional Portuguesa do Conselho Internacional dos Museus (ICOM), reunida ontem (29/03/2010) no Padrão dos Descobrimentos.

EM DEFESA DO MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA

Subscreva em: http://peticao.com.pt/mna
Mantenha-se informado e comente em: http://gamna.blogspot.com

Divulgue por todos os seus contactos

Quando há cerca de um ano o anterior Governo colocou a hipótese da transferência do Museu Nacional de Arqueologia (MNA) para a Cordoaria nacional, o seu Grupo de Amigos (GAMNA) chamou logo a atenção para os riscos inerentes, dos quais o mais importante é o da segurança geotécnica do local e do próprio edificado da Cordoaria, para aí se poderem albergar as colecções do Museu Nacional português com colecções mais volumosas e com o maior número de peças classificadas como “tesouros nacionais”.

Após as últimas eleições pareceu ser traçado um caminho que permitia encarar com seriedade esta intenção política. A ministra da Cultura afirmou à imprensa que fora pedido ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) um parecer acerca das referidas condições geotécnicas e que seria feito projecto de arquitectura coerente, respeitador tanto da Cordoaria Nacional como do programa do Museu. Ao mesmo tempo garantiu que esse complexo seria totalmente afecto ao MNA, sem a instalação antecipada de outros serviços no local. Sendo assim, deixaria também de ser necessário alienar espaços do MNA nos Jerónimos, a título de garantia da ocupação antecipada da Cordoaria.

Causa, pois, profunda estranheza a sucessão de acontecimentos das últimas semanas, os quais vão ao ponto de comprometer ou até inviabilizar a continuidade da gestão do Director do Museu, que nos cumpre elogiar pelo dinamismo que lhe conseguiu imprimir e de cujos interesses se constitui, perante todos nós, em legítimo garante.

O estudo tranquilizador que se dizia ter sido pedido ao LNEC, deu afinal lugar a parecer meramente pessoal do técnico convidado para o efeito. O GAMNA, encomendou estudo alternativo, que vai em sentido contrário. O Director do Museu recolheu, ele próprio, outros pareceres, dos mais reputados especialistas da área da engenharia sísmica, que igualmente corroboram e ampliam as preocupações existentes. É agora óbvia a necessidade da realização de um programa de sondagens e de verificações in loco, devidamente controlado por entidade idónea, de modo a poder definir com rigor a situação da Cordoaria em matéria de riscos sísmicos, maremoto, efeito de maré, inundação e infiltração de águas salgadas. A recente tragédia ocorrida na Madeira, onde se perdeu quase por completo o acervo do Museu do Açúcar, devido a inundação, aí está para nos lembrar como não pode haver facilidade e ligeireza neste tipo de decisões.

Enquanto não estiver garantida a segurança geotécnica da instalação do MNA na Cordoaria Nacional e enquanto não forem realizados os adequados estudos de planeamento urbano e circulação viária, importa manter todas as condições de operacionalidade do Museu nos Jerónimos. Neste sentido consideramos incompreensível a alienação pretendida da “torre oca” a curto prazo, até porque uma tal opção iria comprometer definitivamente qualquer hipótese futura de regressar a planos de remodelação e ampliação do MNA nos Jerónimos, conforme foi a opção consistente de sucessivos Governos, até há dois anos. O MNA merece todo o respeito e não pode ser considerado como mero estorvo num local onde aparentemente se quer fazer um novo Museu.

O poder político não pode actuar ignorando os pareceres técnicos qualificados e agindo contra o sentimento de todos os que amam o património e os museus. Apelamos ao bom senso do Governo, afirmando desde já a nossa disposição para apoiar o GAMNA na adopção de todas as medidas cívicas e legais necessárias para que seja defendida, como merece, a instituição mais do que centenária fundada pelo Doutor Leite de Vasconcelos, o antigo “museu do homem português” e actual Museu Nacional de Arqueologia.

Lisboa, em 29 de Março de 2010.

Parecer sobre a Cordoaria Nacional está disponível

février 9, 2010

O parecer sobre as condições geológico-geotécnicas dos terrenos da Cordoaria Nacional (Lisboa) para onde se pretende transferir o Museu Nacional e Arqueologia já estão disponíveis. Este relatório pode ser descarregado no seguinte endereço:
http://www.mnarqueologia-ipmuseus.pt/

Planeamento Estratégico: Museus para o séc. XXI

janvier 21, 2010

O Plano Estratégico do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC): Museus para o séc. XXI foi ontem (20/01/2010) apresentado diante de uma audiência que encheu por completo a sala do Museu de Arte Popular onde se realizou a conferência de imprensa.

A sessão foi inaugurada pelo Secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, que introduziu alguns dos tópicos que fazem hoje a actualidade e os problemas dos museus nacionais. Seguiu-se o director do IMC, João Carlos Brigola, que apresentou o plano estratégico, destacando alguns dos aspectos considerados mais relevantes do documento.

João Carlos Brigola começou por sublinhar que este não é um documento fechado, mas sim um conjunto de fundamentos gerais que deverão orientar a acção do IMC.

Este plano tem em linha de conta 31 prioridades de intervenção e estrutura-se em seis eixos de trabalho:

EIXO 1. Reenquadramento do sistema de gestão dos museus tutelados pelo MC/IMC.

EIXO 2. Inovação de modelos de funcionamento nos museus e palácios do MC/IMC.

EIXO 3. Governança de proximidade com os representantes e associações profissionais dos sectores da Cultura, das Universidades, da Museologia e da Conservação e Restauro, e com os municípios, as regiões autónomas, entidades públicas, as dioceses, as misericórdias, as fundações e outros agentes.

EIXO 4. Consolidação e crescimento sustentado da Rede Portuguesa de Museus.

EIXO 5. Política coerente e integrada de preservação, estudo, documentação e comunicação das colecções de bens materiais móveis e imóveis, sob a sua tutela, e do património imaterial.

EIXO 6. Qualificação profissional e formação académica e científica dos recursos humanos do IMC.

Para conhecer o documento em detalhe clique no seguinte endereço:
Planeamento Estratégico: Museus para o séc. XXI

Sugestão de leitura: « Património, Herança e Memória – A cultura como criação »

novembre 26, 2009

Património, Herança e Memória – A cultura como criação
Autor: Guilherme d’Oliveira Martins*
Edição: Gradiva, 2009
Descrição Física: 196 p.
ISBN: 978-972-616-305-1

* Guilherme d’Oliveira Martins (n. 1952) é Presidente do Centro Nacional de Cultura, ensaísta e docente universitário. Desempenha as funções de Presidente do Tribunal de Contas e foi Secretário de Estado da Administração Educativa, Ministro da Educação, da Presidência e das Finanças, deputado independente à Assembleia da República, Presidente da Sedes e Vice-Presidente da Comissão Nacional da Unesco. É ainda autor da obra Portugal – Identidade e Diferença, editada pela Gradiva. (in site da Gradiva)

Um pequeno excerto do livro:

A cultura ganha uma nova importância na vida política e económica contemporânea. O desenvolvimento humano não é compreensível nem realizável sem o reconhecimento do papel da criação cultural, em ligação estreita com a educação e a formação, com a investigação e a ciência. O que distingue o desenvolvimento e o atraso é a cultura, a qualidade, a exigência – numa palavra, a capacidade de aprender. Deixou de fazer sentido a oposição entre políticas públicas centradas no Património histórico, por contraponto à criação contemporânea. A complementaridade é óbvia e necessária. Basta olharmos os grandes marcos da presença humana ao longo do tempo para percebermos que há sempre uma simbiose de diversas influências, de diversas épocas, ligando Património material e imaterial, herança e criação. A nova Convenção-Quadro do Conselho da Europa sobre o Património cultural, assinada em Faro em Outubro de 2005 e já ratificada por Portugal, é um instrumento inovador da maior importância, onde pela primeira vez se reconhece que o Património cultural é uma realidade dinâmica, envolvendo monumentos, tradições e criação contemporânea. Segundo este documento, a diversidade cultural e o pluralismo têm de ser preservados contra a homogeneização e a harmonização. E se falamos de um «património comum europeu», como realidade a preservar, a verdade também é que estamos perante uma construção inédita e original baseada na extensão da dimensão tradicional do Estado de direito, no apelo à diversidade das culturas, no aprofundamento da soberania originária dos Estados-nações, na legitimidade dos Estados e dos povos, na criação de um espaço de segurança e de paz com repercussões culturais e numa maior partilha de responsabilidades nos domínios económico e do desenvolvimento durável.

Trinta anos depois de ter organizado o Ano Europeu do Património Arquitectónico, o Conselho da Europa continua a desempenhar um papel pioneiro na reflexão sobre o significado do Património nas nossas sociedades, em consonância com as preocupações universais da UNESCO, em especial quanto à necessidade de retirar consequências efectivas e positivas relativamente à diversidade cultural e ao conceito de Património imaterial. E a nova Convenção de Faro insere-se na linha das Convenções em vigor – de Granada de 1985, sobre o Património arquitectónico, de La Valetta de 1992, sobre o Património arqueológico, e de Florença de 2000, sobre a paisagem. Trata-se do culminar de uma reflexão levada a cabo pela comunidade científica e pelo Conselho da Europa, desde os anos 70, em matéria de «conservação integrada» dos bens culturais. Sem retornar a mecanismos de protecção já cobertos pelas Convenções precedentes, o novo texto insiste, como veremos, nas reflexões que ora publicamos, nas funções e no papel do Património.

Trata-se de passar da perspectiva de «como preservar o Património, segundo que procedimento?», à questão do «por­quê e para quem lhe dar valor?». E esta ideia concretizou-se no entendimento segundo o qual o conhecimento e a prática respeitantes ao Património cultural têm a ver, antes do mais, com o direito dos cidadãos participarem na vida cultural, de acordo com os princípios do Estado de direito, conforme um conceito mais exigente de direitos e liberdades fundamentais. A Convenção considera, assim, o Património cultural como um valor e um recurso, que tanto serve o desenvolvimento humano em geral, como concretiza um modelo de desenvolvimento económico e social assente no uso durável dos recursos, com respeito pela dignidade da pessoa humana.

Estamos perante um instrumento de referência, apto a influenciar outros instrumentos jurídicos de âmbito nacional e internacional. Isto significa que se trata de um documento que, sem duplicar a acção da UNESCO (designadamente quanto ao conceito de Património imaterial), define objectivos gerais e identifica domínios de acção, bem como direcções e pistas em cujo sentido as partes contratantes aceitam progredir, deixando a cada Estado a capacidade de escolha e a autonomia para optar pelos meios de realização melhor adaptados à sua organização constitucional, e à sua tradição política e jurídica. Estamos, assim, diante de uma Convenção-Quadro, que, como veremos, não cria «direitos executórios» directamente aplicáveis nos países, mas lança um processo de cooperação entre os Estados, convidando-os à actualização e ao progresso das suas políticas do Património em benefício de toda a sociedade.

Já a originalidade do conceito de «património comum da Europa» tem de ser vista como um elemento dinamizador de uma cidadania aberta. O «valor» surge, assim, no «horizonte da experiência histórica», fora de qualquer uma concepção abstracta. Património comum está, deste modo, na encruzilhada das várias pertenças e no ponto de encontro entre memória, herança e criação. Assim se entende a adopção de um mecanismo de acompanhamento e de balanço da cooperação entre os Estados signatários. Uma base de dados comum e um centro de recursos servirão as administrações num sentido de eficiência e de apoio às boas práticas. Indo mais longe do que outros instrumentos jurídicos e políticos e do que outras convenções, o texto visa prevenir ainda os riscos do uso abusivo do Património, desde a mera deterioração a uma má interpretação como «fonte de conflitos» (todos nos lembramos dos exemplos da Ponte de Mostar e de Dubrovnik). A cultura de paz e o respeito das diferenças obriga, no fundo, a compreender de maneira nova o Patrimó­nio cultural como factor de aproximação, de compreensão e de diálogo.

A primeira parte desta obra resulta de uma reflexão pessoal suscitada pelo trabalho conjunto levado a cabo no grupo que foi constituído no Conselho da Europa, e a que tive a honra de presidir, e que propôs ao Conselho de Ministros da Cultura do Conselho da Europa, sob a Presidência portuguesa, a Convenção-Quadro do Conselho da Europa sobre o valor do Património cultural na sociedade contemporânea, que foi aprovada no dia 27 de Outubro de 2005, na cidade de Faro.

Acrescentei outros textos sobre alguns temas de cultura portuguesa, onde procurei ilustrar em concreto a importância da relação entre Património, Herança e Memória.

Livro: « Museus, Património e Identidade »

novembre 10, 2009

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Museus, Património e Identidade
Autor: Fernando Magalhães
Edição: Profedições, 2007
Descrição física: 96 p.
ISBN: 9789728562168

Sinopse

Museus, Património e Identidade é um livro que pretende contribuir para uma compreensão abrangente destes três conceitos e para a relação que mantêm entre si. Ao longo da obra, o autor, investigador na área do património e da identidade, coloca as questões fundamentais da antropologia contemporânea na análise dos factos culturais, em tensão entre tradição e modernidade, e articula a teoria e a prática das questões ligadas ao património e à identidade (in http://www.wook.pt/)

Curso: Financiamento de Projectos Culturais através de Patrocínio e Mecenato

août 27, 2009

Entre Setembro e Novembro de 2009 irá ter lugar em Lisboa um curso subordinado ao tema « Financiamento de Projectos Culturais através de Patrocínio e Mecenato ». Para mais informações veja em baixo:

Objectivo: Conhecer as metodologias e os processos necessários à angariação de financiamento através de Patrocínio e Mecenato Cultural.

Destinatários: Organizações culturais públicas ou privadas: associações, cooperativas, fundações, etc. Estudantes e todas as pessoas interessadas em obter informação sobre Financiamento de Projectos Culturais através de Patrocínio e Mecenato.

Metodologia: As sessões serão divididas em períodos expositivos, de debate e de trabalho em grupo ou individual. Conferindo-se uma fulcral importância à participação e à experiência particular dos participantes e dos seus projectos culturais específicos.

Materiais: Será fornecido o Manual completo do curso, bem como o acesso a uma compilação documental em suporte digital, e outros papers relativos à temática do curso.

Declaração: No final será entregue aos participantes uma declaração de frequência do curso.

Local: Associação Agostinho da Silva
Junta de Freguesia das Mercês | Príncipe Real > Lisboa (Rua do Jasmim, nº 11, 2º)

Início: 22 Setembro 2009| Fim: 3 Novembro 2009

Duração: 14 horas (7 sessões de 2 horas) | Horário: Terças-feiras, das 18 às 20 horas.

Nota1: O curso só se realiza com o minimo de 10 e o máximo de 20 participantes.

Nota2: Só serão consideradas inscrições as que forem efectivamente pagas até ao dia 18 de Setembro 2009.

Preço total: 55 euros (cinquenta e cinco euros) >>novo preço reduzido

Formador: Rui Matoso*

Conteúdos programáticos

1- Introdução:

a) Diferenças e semelhanças entre Patrocínio e Mecenato

b) O Marketing Cultural das empresas e o Marketing da Cultura dos projectos culturais

c) As Formas e os principais objectivos de Marketing Cultural das empresas

>>> Caso de estudo 1

2- Patrocínio de Projectos Culturais

a) O Patrocínio como ferramenta de marketing

b) Pesquisa e adequação de propostas

c) Etapas da construção de um projecto de Patrocínio

d) Organização e redacção da proposta de patrocínio (caderno/dossier de patrocínio)

e) Negociação

f) Estrutura base de um contrato de patrocínio

>>> Caso de estudo 2

3- Mecenato Cultural

a) Definição e tipos de Mecenato

b) Objectivos do Mecenato| Mecenato Cultural de empresa – conclusões de um estudo

c) Legislação do Mecenato

d) A dedução fiscal dos donativos

f) O Processo de Mecenato

+Ficha de Inscrição (em anexo)

+info: http://www.culturaviva.com.pt | rui.matoso@gmail.com | tlm. 967863646

* Rui Matoso é gestor e programador cultural. É membro da direcção da Associação Agostinho da Silva onde executa um projecto de digitalização e divulgação científica financiado pelo Instituto Camões e pelo Centro de Filosofia da Fac. Letras da Universidade de Lisboa . É membro da Academia de Produtores Culturais (http://academiadeprodutoresculturais.blogspot.com/), onde promoveu dois seminários com Toni Puig (Barcelona), com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa/EGEAC, em Maio de 2009.É Mestre em Práticas Culturais para Municípios na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (Dezembro 2008), tendo anteriormente realizado uma Pós-Graduação em Gestão Cultural na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (2006). É formador certificado pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (CAP). Ver C.V. completo.

Ficha Inscrição

“Novos Museus, Novas Competências, Novas Carreiras” – balanço…

mars 17, 2008

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VI Jornadas da Comissão Nacional Portuguesa do ICOM:
“novos museus, novas competências, novas carreiras”
Fundação Calouste Gulbenkian
©Ana Carvalho, 14 Mar. 2008

Decorreu na manhã da passada sexta-feira, 14 de Março 2008, a 6.ª edição das Jornadas da Comissão Nacional Portuguesa do ICOM subordinada ao tema: “Novos Museus, Novas Competências, Novas Carreiras », um assunto que não podia estar mais na ordem do dia.

O painel de oradores desta sessão temática foram destacadas figuras do panorama museológico português (ou com ele relacionado): Luís Calado (Fundação Ricardo Espírito Santo), Filipe Mascarenhas Serra (IGESPAR) e João Brigola (Universidade de Évora). A moderação coube a Paulo Henriques (Museu Nacional de Arte Antiga).

Procuraremos, tanto quanto possível, demarcar os aspectos que considerámos mais importantes sobre a discussão deste tema.

A sessão foi aberta pelo ainda director do ICOM, João Castelo Branco, que apresentou os oradores ali presentes. Seguiu-se Paulo Henriques, que sublinhou a importância de se discutir as novas competências dos profissionais de museus, no sentido em que há uma antiga visão sobre as carreiras nos museus que está obsoleta e que necessita urgentemente de ser objecto de reflexão, ressalvando a pertinência de adaptação às necessidades actuais dos museus.

Luís Calado apresentou um discurso centrado nas responsabilidades associadas à gestão dos museus nas suas diversas componentes (gestão de colecções, gestão de recursos humanos, gestão financeira, gestão dos espaços/instalações, gestão ao nível da administração central e políticas culturais, etc.). Para o efeito, apresentou diversos exemplos de museus e situações concretas ligadas a esta temática, salientando a dificuldade de implementar modelos de gestão na área dos museus. Na nossa opinião, esta foi uma apresentação que pautou sobretudo por uma chamada de atenção do que, na perspectiva de Luís Calado, foram ou são alguns dos problemas associados à responsabilidade de gerir museus e profissionais de museu, num balanço bastante inquitetante do que é a realidade portuguesa.

Filipe Mascarenhas Serra, após a interpelação de Luís Calado sobre a polémica do Côa e do futuro Museu do Côa, aproveita para esclarecer alguns aspectos relacionados com o futuro museu, tendo em conta que foi nomeado para integrar um grupo de trabalho com vista a acompanhar o processo de criação do museu. Num discurso muito positivo, salienta que todos os esforços estão a ser feitos para fazer deste projecto um projecto de sucesso. O Museu de Côa (não é definitiva a designação) será sobretudo um museu de território que terá uma componente muito forte de multimédia. Na preparação dos conteúdos estão envolvidas três universidades, a Universidade do Minho (componente multimédia), a Faculdade de Letras (no contexto do ordenamento do território, Geografia) e a Universidade Nova (componente da comunicação). A intenção é que o museu possa ser inaugurado daqui a um ano.
O grande enfoque da sua comunicação foi sobretudo ao nível das carreiras de museologia e C&R e da sua relação com o recém publicado diploma legal sobre as carreiras e os vínculos de trabalho (27 Fev. 2008) e das consequências que terá para o mundo dos museus. O panorama poderá não ser muito positivo e requer uma reflexão urgente deste tema por parte das várias associações ligadas aos museus para que se possam tomar medidas reinvidicativas adequadas para alterar algumas situações que em nada beneficiam os profissionais de museu. Além disso, Filipe Mascarenhas Serra sublinhou a importância da qualificação dos profissionais de museus, o necessário e imprecindível investimento das tutelas na formação e em capital humano. Por outro lado, salvaguardou que a qualificação pressupõe necessariamente a planificação, critério que deverá estar sempre presente. E aproveitou para chamar a atenção para o QREN, o último quadro de apoio da União Europeia, que privilegia a qualificação de RH como como uma das suas prioridades. Assim sendo, esta é uma oportunidade que os museus não podem perder.

João Brigola referiu que este é o momento oportuno para reflectir sobre duas décadas da formação em museologia em Portugal. Destaca um percurso que tem um balanço muito positivo e que de uma maneira geral foram dados passos importantes no contexto da qualificação dos profissionais de museu, a ver pelas últimas estatísticas realizadas. Este pode ser, no entanto, o fim de um ciclo e novas pistas poderão ser dadas para um novo ciclo da formação em museologia. Refere a remodelação dos cursos existentes de museologia em função das consequências decorrentes do processo de Bolonha e a necessidade de reflexão sobre a formação em museologia. Insistiu na possibilidade de se investir num 3.º ciclo em museologia – doutoramento, e da necessidade de se criarem parcerias em rede para levar a cabo esta intenção. Adiantou que a Universidade de Évora está empenhada em associar-se em rede com vista à internacionalização, factor determinante e fulcral para a formação avançada em museologia em Portugal, acrescentando o papel fundamental que o ICOM poderá ter neste contexto.

Em síntese, Paulo Henriques, refere entre várias coisas, a importância da articulação entre as universidades e a experiência prática nos museus, em termos de formação. Particular destaque para a chamada de atenção que fez para a necessidade das novas gerações de profissionais em serem mais combativos e se debaterem com um mercado de trabalho mais agressivo, gerações que considera que são mais propositivas, ou espera que o sejam. E da necessidade de haver mais abertura dos museus para a entrada desta nova geração no mercado de trabalho. Por outro lado, e relativamente ao quadro de apoio 2007-2013 constata que de facto deveria existir um gabinete de apoio que orientasse e colaborasse com os museus para eventuais candidaturas a projectos neste âmbito, dada a logística que comporta para os museus este tipo de candidaturas.

Houve tempo ainda para alguns esclarecimentos por parte de diversos elementos da assistência sobre alguns dos tópicos referidos nas apresentações, nomeadamente sobre o Museu Arqueológico do Carmo e Museu Nacional dos Coches, nas pessoas de José Arnaud e Silvana Bessone respectivamente. Destacamos os comentários de Luís Raposo (Museu Nacional de Arqueologia) e Graça Filipe (Ecomuseu municipal do Seixal) que sublinharam que o « museu é um organismo vivo » e não é apenas um conjunto de colecções, « é também um projecto social ». Por outro lado, Graça Filipe referiu a importância de se reflectir sobre o que é ser profissional de museu.

Estes foram alguns dos tópicos abordados e que em nosso entender não esgotaram de maneira nenhuma o tema. Seria oportuno e a breve trecho uma reflexão mais alargada deste tema, tendo em conta que este ano será decisivo para o futuro das carreiras em museologia. Referir ainda que se verificou, na nossa opinião, uma clara ausência na assistência de representatividade das novas gerações de profissionais de museu.

Seminário « Coleccionar Arte Contemporânea »

février 1, 2008

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Museu Serralves (Porto), 2006
©Ana Carvalho

Está a decorrer em Serralves um seminário dedicado ao tema « Coleccionar Arte Contemporânea ». Teve início a 15 de Janeiro e termina no próximo dia 15 de Fevereiro de 2008.

Destacamos aqui este seminário pela pertinência do tema:

Este seminário pretende ajudar a compreender o papel do coleccionismo privado no panorama da arte actual e as suas relações dinâmicas com os vários agentes que o constituem – artistas, curadores, críticos e directores de museus.

Numa paisagem cultural saturada de feiras de arte, bienais e revistas especializadas, e em que alguns agentes artísticos, nomeadamente os coleccionadores, são cada vez mais mediatizados, importa reflectir sobre o papel das colecções privadas de arte contemporânea, sobre as suas actuais especificidades, suas novas relações com os museus e os centros de arte.

O seminário contará com uma introdução que estabelece as diferenças entre uma colecção e um mero conjunto de obras, pensando o que distingue o coleccionador do amador ou do curioso. Para isso, e apesar de não se abordar o tema de forma exaustiva ou historicista, apresentar-se-ão exemplos de importantes colecções privadas, que ajudaram a definir o papel e o alcance da figura do coleccionador, não apenas enquanto comprador mas sobretudo enquanto mecenas, promotor e cúmplice dos artistas. Neste sentido, abordar-se-á a resposta dos coleccionadores aos desafios colocados por muita da arte contemporânea, especialmente desde a década de sessenta. Ter-se-á conseguido coleccionar o “não-coleccionável”, acompanhando as redefinições, conceptualizações e tentativas de desmaterialização do objecto artístico? Qual o impacto da visibilidade das colecções privadas que, cada vez mais, assumem um papel preponderante na relação com os museus, na constituição de arquivos, na edição de livros e catálogos, no apoio à produção de novas obras?

Entre as várias colecções internacionais a analisar destacam-se as de Peggy Guggenheim, Peter e Irene Ludwig, Panza di Biumo, John e Dominique de Menil, Annick e Anton Herbert, Ernst Beyeler, Emanuel Hoffman, Charles Saatchi e François Pinault. Também se abordarão algumas colecções portuguesas de referência.

Concepção/orientação: João Fernandes, Ricardo Nicolau

(in Site Fundação Serralves)

Mais informações:
http://www.serralves.pt/

CONF: « An integrated approach to safeguard tangible and intangible heritage… »

janvier 22, 2008

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Participantes do seminário, CULTNAT, Cairo
© Alessandro Pernice

O seminário « An integrated approach to safeguard tangible and intangible heritage in the Mediterranean historical centre », que se realizou no passado dia 14 de Janeiro de 2008 deu lugar a mais uma discussão profícua sobre o Património Cultural Imaterial.

Este encontro foi organizado pela HERIMED e CULTNAT no âmbito do projecto MEDINS – Identity is future: Mediterranen Intangible Space., permitindo a participação de diversas universidades e instituições ligadas à Cultura. Representando a Universidade de Évora esteve presente o Prof. Doutor Filipe Themudo Barata, coordenador da equipa portuguesa do projecto MEDINS.

Museu do Douro e Museu do Côa adiados?

janvier 17, 2008

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« A ministra da Cultura admite estar com dificuldades financeiras para cumprir a promessa de abrir três novos museus este ano. Por isso, dois só deverão estar funcionais em 2009. (…)

[No entanto] Está garantida a abertura do Museu do Mar da Língua […]”, afirma a ministra da Cultura. »

Para ver o resto da notíca clique aqui.

O Museu Mar da Língua em risco?

janvier 9, 2008

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Sinaléptica do Museu de Arte Popular, 2007
©Ana Carvalho

Segundo notíca publicada no Expresso de 5 de Janeiro de 2008 (Primeiro Caderno, p.31), o Museu Mar da Língua terá que abrir ainda este ano tendo em conta que o seu financiamento, no contexto do Qradro de Apoio termina em 2008. A candidatura do Museu do Mar da Língua foi apresentada ao POC (Plano Operacional da Cultura) atingindo um valor de 3 milhões de euros, sendo 50% da verba obtida através do FEDER.

O edifício do Museu de Arte popular não será alvo de grandes alterações, sendo que as pinturas murais de Tomás de Melo (Tom), Estrela Faria, Manuel Lapa, Eduardo Anahory, Carlos Botelho e Paulo Ferreira irão supostamente manter-se.

Relativamente ao espólio museu de arte popular, já terá sido transferido para o Museu nacional de Etnologia, onde está a ser objecto de inventariação.

Sem objectos físicos, o espaço será um museu virtual, com recurso às novas tecnologias, robótica, multimédia e formas de comunicação interactivas. Um « Laboratório dos sentidos », uma « biblioteca falante », uma parede de murmúrios », um « cinema da língua », um labirinto de palavras » e um « túnel da rádio » (…)

ProMuseus

novembre 16, 2007

Cerimónia de assinatura dos contratos do ProMuseus

No próximo dia 19 de Novembro, 2ª feira, pelas 11h00, no Museu Nacional do Teatro, em Lisboa, terá lugar a assinatura dos contratos do Programa ProMuseus entre o Instituto dos Museus e da Conservação e as entidades de tutela dos museus integrados na Rede Portuguesa de Museus que irão receber apoio financeiro ao abrigo daquele Programa.

A cerimónia contará com a presença da Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima.

O ProMuseus é o novo programa de apoio financeiro do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC) destinado aos museus integrados na Rede Portuguesa de Museus não dependentes da Administração Central.

Para 2007 foram definidas as seguintes áreas prioritárias: Informatização do inventário; Conservação e segurança; Reservas; e Parcerias.

Na sequência da análise das candidaturas por júri nomeado para o efeito, foram aprovados 57 dos projectos apresentados por 31 museus de diversas tutelas, nomeadamente 24 dependentes de Câmaras Municipais, 3 de Associações, 3 de Fundações, 1 da Igreja. Foram ainda apresentados 3 projectos no âmbito das Parcerias envolvendo 3 museus do IMC.

Entre os projectos apoiados, destacam-se:

– O projecto de investigação e divulgação que dará origem a uma exposição intitulada “Olaria Romana da Quinta do Rouxinol” apresentado pelo Ecomuseu Municipal do Seixal em parceria com o Museu Nacional de Arqueologia;

– O projecto de investigação e de produção de uma exposição sobre as Linhas de Torres promovido em parceria pelo Museu Municipal de Vila Franca de Xira, pelo Museu Municipal de Loures e pelo Museu Municipal Leonel Trindade, de Torres Vedras.

– Vários projectos destinados ao apetrechamento de reservas e à melhoria das condições de conservação e segurança de museus, como o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, o Museu Anjos Teixeira, de Sintra, o Museu Bernardino Machado, de Vila Nova de Famalicão, e o Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, entre outros.

– Vários projectos apresentados à área da informatização do inventário por museus como o Museu Municipal de Penafiel, o Museu da Vila Romana do Rabaçal, o Museu Arqueológico do Carmo e o Museu da Fundação Cupertino de Miranda em Vila Nova de Famalicão.

No que respeita à localização dos museus apoiados, verifica-se uma predominância de museus da região Norte e da região de Lisboa e Vale do Tejo, mas também da região Centro e Sul do País.

O montante global do apoio financeiro a atribuir pelo Instituto dos Museus e da Conservação, aos museus beneficiários do ProMuseus em 2007 é de 580.968,86 Euros.

Fonte: Nota de Imprensa, 15 de Novembro de 2007/Instituto dos Museus e da Conservação – IMC, IP.

Extinção de 14 serviços e organismos do Ministério da Cultura

novembre 2, 2006


Palácio da Ajuda

O Ministério da Cultura vai extinguir 14 dos seus serviços e organismos, no âmbito do Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE).

O PRACE irá levar a cabo a criação, extinção, fusão e reestruturação de um conjunto de organismos e serviços do Ministério da Cultura, visando «a promoção da cidadania, do desenvolvimento económico e da qualidade dos serviços públicos».

Segundo o diploma, publicado em Diário da República, a reestruturação pretende obter «ganhos de eficiência pela simplificação, racionalização e automatização que permitam a diminuição do número de serviços e dos recursos a eles afectos».

Reportamos neste post apenas algumas das novas mudanças, com particular destaque para a área dos museus e património:

Os Instituto Português de Arqueologia e o Instituto Português do Património Arquitectónico passam a pertencer ao novo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico.

Segundo informou a Lusa, o Instituto Português de Conservação e Restauro, o Instituto Português de Museus e a Estrutura de Missão «Rede Portuguesa de Museus» serão também extintos e passam a integrar o novo Instituto dos Museus e da Conservação.

Também serão extintos o Conselho Superior de Bibliotecas, o Conselho Superior de Arquivos, o Conselho Nacional do Direito de Autor e o Conselho de Museus, sendo as suas competências integradas no novo Conselho Nacional de Cultura.

Fonte: Fábrica de Conteúdos, 27/10/2006

Ministra da cultura fala em valorização do património e descentralização cultural para 2007

octobre 23, 2006


Pormenor dos cavalos: as duas cabeças enlaçadas
Ribeira de Piscos, Foz Côa

Após a última notícia do corte de orçamento previsto para a cultura em 2007, a ministra da cultura fala de prioridades. A valorização do património e à descentralização cultural parecem ser uma das intenções da ministra.

Em 2007 para a área dos Museus e Património destacam-se os seguintes projectos (ou intenções):

Novos Museus: Côa e Douro. A construção do Museu do Côa e a adaptação de instalações para o Museu do Douro.

Em recuperação: O Ministério anunciou também as obras no Convento de Santa Clara-a-Velha, Mosteiro de Tibães, Museu Machado de Castro, Museu José de Malhoa, Museu de Évora e Museu de Aveiro.

Irá ainda financiar projectos de investigação em arqueologia mediante concurso.

O actual Museu da Música Portuguesa (Cascais), museu da autraquia de Cascais, será transformado em Fonoteca Nacional/Museu da Música.

Fonte: Correio da Manhã, 23/10/2006

Cultura em 2007 com orçamento mais baixo

octobre 20, 2006


Interior do Palácio da Ajuda

Para o ano de 2007 o Ministério da Cultura terá o orçamento mais baixo de sempre desde 1999.

Os dados divulgados dão conta de que o Instituto Português de Museus (IPM) passará a ter menos 23, 2 por cento. Segundo o director do IPM, Manuel Bairrão Oleiro, « todos os sinais apontavam para que 2007 fosse um ano extremamente difícil », tendo em conta o fim do quadro comunitário de apoio.

« É um cenário de grande preocupação, mas estamos satisfeitos porque os museus não tiveram cortes no funcionamento e as obras do Museu Nacional de Machado de Castro (Coimbra), Museu de José Malhoa (Caldas da Rainha), Museu de Évora e Museu de Aveiro estão asseguradas ».

O corte previsto no orçamento poderá inviabilizar obras em diversos museus, nomeadamente no Museu Etnográfico e Arqueológico Dr. Joaquim Manso (Nazaré), Museu de Lamego, Museu da Terra de Miranda (Miranda do Douro) e Museu Nacional do Traje.

Face a isto, o IPM terá reequacionar prioridades e reduzir na programação.
« Infelizmente não poderemos corresponder às expectativas de todos os directores de museus. Parte da programação ficará por concretizar. »

O Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) também será um dos institutos penalizados pelo corte do orçamento de 2007.

Fonte: Público, 18 Out