Archive for the ‘Documentation & Cataloguing’ Category

Sobre o seminário: « Normalização em Museus: O quê?! »

mars 5, 2010


Museu da Ciência da Universidade de Lisboa
Auditório Manuel de Valadares, 4 Março 2010
©Ana Carvalho

“Normalização em Museus: O quê?!” foi o tema do seminário de cultura material, organizado pelo Museu de Ciência da Universidade de Lisboa e que se realizou ontem (4 de Março de 2009) no Museu da Ciência da Universidade de Lisboa.

A comunicação de Alexandre Matos, que pontuou pelo profissionalismo, como já vem sendo habitual, deu-nos a conhecer um pouco mais sobre o seu projecto de investigação de doutoramento (bolseiro da FCT). O tema da comunicação centrava-se no papel da normalização nos museus e sobre como este tema tem vindo a ser tratado em Portugal. Apresentou-nos o estado da arte sobre esta questão, comparando com outros casos, nomeadamente o espanhol e o inglês. Por outro lado, chamou-nos a atenção para a forma como deve ser encarada esta questão, sublinhando três importantes eixos da normalização: Estruturas de dados, Procedimentos e Terminologia, áreas que devem ser entendidas em estrita colaboração e comunicação. Sublinhada a importância e a necessidade de se reflectir mais em Portugal sobre estas questões, Alexandre Matos irá aventurar-se por um projecto de normalização, que nos deixa expectantes quanto aos resultados, que certamente irão contribuir para uma compreensão mais alargada e para a evolução científica desta área em Portugal. No Mundo dos Museus deseja-lhe os maiores sucessos!

O Alexandre brindou-nos ainda com uma novidade. É que o blogue Mouseion (http://newmouseion.wordpress.com/) vai mudar de “casa”, isto é, vai migrar para um novo site que ele oportunamente divulgará.

Thesaurus de Instrumentos Científicos em Língua Portuguesa tem site

février 9, 2010

Deve dizer-se máquina pneumática ou bomba de vácuo? Bússola marítima ou bússola de marinha? Ampola de Crookes ou campânula de Crookes? Em 2006, doze museus de ciência de Portugal e do Brasil constituiram uma rede internacional, de âmbito lusófono, com a finalidade de construir um ‘Thesaurus de Instrumentos Científicos em Língua Portuguesa’. Trata-se de um projeto de investigação pioneiro que produzirá, em 2011, um instrumento de controlo e nomalização terminológica para todos os museus da esfera lusófona.

Este projecto, já referido anteriormente neste blogue, já tem site próprio:
http://chcul.fc.ul.pt/thesaurus/

« Thesaurus de Instrumentos Científicos », divulgação do projecto, 18 Nov. 2009

novembre 18, 2009

Transcrevemos, em baixo, email de Marta Lourenço e Marcus Granato sobre o projecto de thesaurus para colecções de instrumentos científicos. O tema suscita muito interesse, já que em Portugal não temos trabalhado muito na área da normalização, nomeadamente a criação de thesaurus, sobretudo na área dos museus.

Projecto ‘Thesaurus de Instrumentos Científicos em Língua Portuguesa

Apesar de existirem vários thesauri para museus, nunca foi desenvolvido um instrumento sistemático de referência para controlo e uniformização terminológica de colecções de instrumentos científicos em língua portuguesa (nem em outras línguas, de resto).

O ‘Thesaurus de Instrumentos Científicos em Língua Portuguesa’, um projecto de cooperação internacional iniciado em 2006 e envolvendo uma rede de 12 instituições de Portugal e do Brasil (ver lista em baixo), pretende dar resposta a esta necessidade.

De âmbito lusófono e pioneiro na sua natureza e na metodologia, o projecto tem um interesse múltiplo para a comunidade científica, para os profissionais de museus e para a sociedade em geral. Permitirá, por um lado, contribuir para o conhecimento nas áreas da museologia da ciência e da história da instrumentação. Constituirá um instrumento simples para os profissionais de museus, facilitando a gestão de colecções e as novas acessibilidades através da sociedade da informação. Finalmente, possibilitará uma maior visibilidade e reconhecimento do património científico, quer através da sua organização e acessibilidade a investigadores quer através da sua divulgação ao público em geral.

O Projecto é coordenado pelo Museu de Ciência da Universidade de Lisboa (MCUL) e pelo Museu de Astronomia e Ciências Afins do Rio de Janeiro (MAST).

Será apresentado publicamente, dia 18 de Novembro, no Museu de Ciência da Universidade de Lisboa, pelas 17 h (Anfiteatro Manuel Valadares),

Marta Lourenço, MCUL
Marcus Granato, MAST

REDE

Portugal
Museu de Ciência da Universidade de Lisboa (Instituição Coordenadora)
Museu da Ciência da Universidade de Coimbra
Museu de Ciência da Universidade do Porto
Museu da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto
Museu do Instituto Superior de Engenharia do Porto
Instituto Superior de Engenharia de Lisboa

Brasil
Museu de Astronomia e Ciências Afins, Rio de Janeiro (Instituição
Coordenadora)
Museu de Ciência e Técnica da Universidade Federal de Ouro Preto
Museu Dinâmico de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal de Juiz de Fora
Museu da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro
Colégio Pedro II, Rio de Janeiro
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, Ministério de Ciência e Tecnologia

O Projecto Thesaurus de Instrumentos Científicos é financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e pelo Conselho Nacional para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Conta com o apoio do Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia (CIUHCT – Pólo da Universidade de Lisboa).
Fonte: Lista de discussão MUSEUM

Conferência sobre Património Imaterial: « Inventário, Protecção, Representatividade », Museu Nacional do Teatro, 11 Abril 2008

avril 1, 2008

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Património Cultural Imaterial
Feira de S. Mateus, Elvas
©Ana Carvalho, 20 Set. 2007

A 2.ª conferência de um ciclo de colóquios dedicado ao Património Cultural Imaterial irá ter lugar no póximo dia 11 de Abril de 2008 no Museu Nacional do Teatro, desta vez subordinado ao tema: Inventário, Protecção, Representatividade.

Constituído no cruzamento das artes plásticas e das artes performativas, o Museu Nacional do Teatro é repositório da memória e do conhecimento sobre um tipo de manifestações de particular relevância para a interrogação do património imaterial, com expressão numa multiplicidade de suportes e testemunhos que o museu recolhe, preserva, estuda e divulga.

Conjuntamente com aquele Museu, também as colecções do Museu da Música e do Museu Nacional do Traje constituirão os cenários para a reflexão sobre os limites e os desafios que se colocam à documentação e à divulgação, em contexto museológico, de manifestações imateriais, sendo ainda abordadas outras questões relevantes no âmbito do estudo do património imaterial, tais como as fronteiras entre popular e erudito ou entre padrões sociais e criação individual.

Finalmente, este Colóquio constituirá também o lugar para o debate sobre os normativos nacionais e internacionais de referência para a salvaguarda do Património Cultural Imaterial, respectivamente a Lei de Bases do Património Cultural e a Convenção da UNESCO de 2003.


Programa:

09h30 | Recepção aos Participantes
10h00 | Abertura
10h15 Recolha, Estudo e Divulgação do Património Imaterial: as Colecções do Museu Nacional do Teatro
José Carlos Alvarez (Director do Museu Nacional do Teatro)
10h45 O Efémero, o Imaterial e a Moda
Madalena Braz Teixeira (Directora do Museu Nacional do Traje)
11h15 | Intervalo
11h45 Percursos do Património Imaterial nas Colecções do Museu da Música
Maria Helena Trindade (Directora do Museu da Música)

12h15 |Debate
12h45 | Intervalo para Almoço
14h00 | Visita livre ao Museu Nacional do Teatro
15h00 A Convenção da UNESCO: Inventários e Salvaguarda do Património Cultural Imaterial
Clara Bertrand Cabral (Especialista de Programa – Cultura, CN-UNESCO)
15h30 Aspectos Jurídicos do Património Cultural Imaterial
João Martins Claro (Coordenador da Comissão para o Desenvolvimento da Lei de Bases do Património Cultural, Ministério da Cultura)
16h00 | Debate
17h00 | Encerramento

Inscrição Gratuita (No entanto, é necessário proceder à inscrição)

Organização | Inscrições:
Instituto dos Museus e da Conservação
Departamento de Património Imaterial
Tel: 21-365 08 26 / Email: dpi@imc-ip.pt / http://www.ipmuseus.pt

Programa Ciclo de Colóquios Património Cultural Imaterial
Programa “Inventário, Protecção, Representatividade”
Ficha de Inscrição

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As próximas conferências:

Memória, Identidade e Projecto
Museu da Luz – 30 MAIO 2008

Saberes e Técnicas: entre o Registo e a Transmissão
Ecomuseu Municipal do Seixal – 27 JUNHO 2008

Terrenos Portugueses: O que Fazem os Antropólogos?
Faculdade de Ciências e Sociais e Humanas – OUTUBRO 2008

Museus Globais: Colecções Etnográficas e Multiculturalidade
Museu Nacional de Etnologia – 7 NOVEMBRO 2008

Instituto dos Museus e da Conservação e o Património Imaterial

mars 29, 2008

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Segundo notícia divulgada no Diário Digital, o Instituto dos Museus e da Conservação irá fazer um inquérito a várias entidades do país sobre o Património Cultural Imaterial, tendo em conta que este património passou a ser uma das responsabilidades deste instituto após a reestruturação da administração pública.

Além disso, é referido que o decreto lei de ratificação da Convenção para a salvaguarda do Património Cultural Imaterial foi publicado esta semana. Portugal ratificou finalmente a Convenção!

Ainda este ano « o IMC vai levar a efeito o inquérito nesta área – que abarca práticas, representações, expressões, artefactos e espaços culturais – para recolher informação junto de universidades, museus e associações de defesa do património. »

Uma outra iniciativa ligada ao PCI será a realização de conferências sobre este tema com o objectivo de estimular o debate, sendo o próximo colóquio no dia 11 de Abril no Museu Nacional do Teatro, intitulado « Inventário, Protecção, Representatitividade ».

Fonte: Diário Digital, 28/03/2008

Library of Congress no Flickr

février 11, 2008

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Site Library of Congress (EUA)

Em Junho de 2007 arrancou um projecto piloto entre a Library of Congress (EUA), uma das instituições mais prestigiadas do mundo e o Flickr, um dos portais de partilha de imagens com maior sucesso na internet. A Library of Congress passou a disponibilizar algumas das suas colecções fotográficas históricas no Flickr. Assim, qualquer pessoa pode colocar uma « tag », fazer comentários e porventura ajudar a identificar algumas das imagens.

A Library of Congress é a primeira instituição pública a tomar uma iniciativa deste tipo, acompanhando as novas tendências da internet, abrindo o caminho a outras instituições, sejam museus, bibliotecas, etc. a partilhar e alargar o conhecimento das colecções através da internet.

We are offering two sets of digitized photos: the 1,600 color images from the Farm Security Administration/Office of War Information and about 1,500 images from the George Grantham Bain News Service. Why these photos? They have long been popular with visitors to the Library; they have no known restrictions on publication or distribution, and they have high resolution scans. We look forward to learning what kinds of tags and comments these images inspire. (site Library of Congress)

Sobre o projecto no Flickr.

Para visualizar as fotografias da Library of Congress:
http://www.flickr.com/photos/Library_of_Congress
Para colococar « Tags » e deixar comentários tem que criar conta (gratuito) no Flickr.

Tese em Museologia: « Os sistemas de informação na gestão de colecções museológicas… »

janvier 24, 2008

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Os sistemas de informação na gestão de colecções museológicas: Contribuições para a certificação de museus
Autor: Alexandre Manuel Ribeiro Matos
Orientador: Professor Doutor Rui Manuel Sobral Centeno
Instituição: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Nível: Mestrado (Museologia)
Ano: 2007

Resumo:
A normalização documental nos sistemas de informação dos museus tem sido a nossa preocupação e principal área de actividade profissional nos últimos sete anos. Em Portugal, face à inexistência de uma normalização de estrutura dos sistemas de informação de museus, são vários os casos de criação de bases de dados específicas que se tornam, em pouco tempo obsoletas. O objectivo da presente dissertação é propor uma normalização, ao nível estrutural, que possa ser seguida por todos os museus, independentemente do tipo de colecções, por todas as empresas que criam este tipo de software e, também, possa ser utilizada na verificação da qualidade do inventário e gestão das colecções no âmbito da certificação de museus agora em curso.
Apontamos também alguns caminhos a seguir no âmbito da normalização de conteúdos e de procedimentos que devem ser utilizados na documentação e gestão das colecções museológicas.

Para descarregar o PDF da tese pode aceder ao site:
http://www.museusportugal.org/alexandre/pagina2_33.aspx

No Museu de Alberto Sampaio aconteceu…

janvier 14, 2008

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Museu de Alberto Sampaio: sessão de apresentação do projecto «Inventariação do Património da Arquidiocese de Braga: criação de uma base de dados».

No dia 7 de Janeiro, segunda-feira, pelas 15 horas, no Museu de Alberto Sampaio, foram apresentados publicamente os resultados do projecto Inventariação do Património da Arquidiocese de Braga: criação de uma base de dados.

Este projecto foi coordenado pelo Instituto de História e Arte Cristãs da Arquidiocese de Braga, tendo sido apoiado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), através da ON: Operação Norte, Eixo 1, Medida 1.4.

A inventariação e estudo do espólio das igrejas vimaranenses foram coordenados pelo Museu de Alberto Sampaio que desde há já alguns anos vem apoiando a Igreja na salvaguarda e estudos das suas colecções de arte sacra.

Globalmente o projecto permitiu a: edição de oito livros (dois sobre as colecções do Museu Pio XII – a colecção de pintura e a de numismática; e os outros seis sobre as Igrejas de: N.ª Senhora da Oliveira, S. Domingos e Santos Passos, todas no Arciprestado de Guimarães; Matriz da Póvoa de Varzim; Matriz de Esposende e Museu de Arte Sacra (Caxinas); seis desdobráveis, um por igreja; seis quiosques multimédia, nos quais constam as principais peças de arte sacra de cada uma das igrejas; uma base de dados, contendo o inventário do espólio móvel das referidas igrejas, e que fica localizada no Museu Pio XII.

A primeira sessão de apresentação decorreu no Museu Pio XII, no dia 28 de Dezembro.

Na sessão de apresentação que se realizou no Museu de Alberto Sampaio (7.1.2008) foram lançados os roteiros das Igrejas de Guimarães – N.ª Senhora da Oliveira, S. Domingos e Santos Passos – bem como apresentados os respectivos quiosques multimédia e os desdobráveis. Nesta sessão estiveram presentes o Senhor Arcebispo Primaz de Braga, Dom Jorge Ortiga, e o Director do Instituto e Arte Cristãs, Cónego José Paulo Leite de Abreu.

Fonte: Lista de discussão Museum

Seminário: Sistemas de informação e Património Cultural, 17-18 Jan. 2008

janvier 11, 2008

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Nos próximos dias 17 e 18 de Janeiro de 2008 realiza-se um seminário dedicado aos « Sistemas de Infromação e Património Cultural » no Museu da Chapelaria (S. João da Madeira). O evento é organizado pela Área Metropolitana do Porto e conta com a colaboração das Câmaras Municipais do Porto e de S. João da Madeira.

Inscrição gratuita: (a data limite afixada era 28 de Dezembro)

Consulte o programa

Mais informações:
Tel: 223392020
E-mail: sipc@amp.pt

Por iniciativa do Conselho Metropolitano de Vereadores da Cultura, a Área Metropolitana do Porto promove a realização do Seminário Sistemas de Informação e Património Cultural. O objectivo deste Seminário consiste em promover o debate e analisar os modelos de cooperação que se podem estabelecer, a partir de projectos em curso no país e na Área Metropolitana do Porto.

O Inventário do Património Cultural, nas suas diferentes tipologias, é uma actividade que tem conhecido um significativo incremento e que conheceu apoios financeiros importantes no Quadro Comunitário que se encontra agora em fase de conclusão. Este contexto possibilitou a realização de inúmeros projectos na área do Património Móvel, Imóvel e Imaterial, da iniciativa de Autarquias, Administração Central, Dioceses, Fundações e outras entidades.

Os museus, nomeadamente os que integram a Rede Portuguesa de Museus, são claramente o exemplo desta realidade, que se manifestou através de projectos de inventariação e informatização das suas colecções e que deu início, para além do MatrizNet do Instituto Português dos Museus e da Conservação, a processos de divulgação pública dos seus acervos através da Internet.

No que respeita ao Património Imóvel, os projectos financiados nos últimos anos pelo Programa Operacional da Cultura evidenciam novas abordagens em que a integração de informação assume especial importância, a par da utilização de Sistemas de Informação Geográfica e da divulgação de conteúdos através da Internet.

Importa, portanto, aprofundar o debate sobre iniciativas que envolvem diversas áreas de conhecimento e uma grande complexidade técnica especialmente porque a tipologia das dificuldades são, nos seus diferentes patamares, em tudo muito semelhantes.

Fonte: http://www.amp.pt/

“Le Patrimoine Culturel Immatériel de l’Europe: inventer son inventaire”

décembre 1, 2007

« No Mundo dos Museus » esteve presente no colóquio “Le Patrimoine Culturel Immatériel de l’Europe: inventer son inventaire”, que teve lugar em Paris no passado dia 30 de Novembro. Eis algumas imagens do evento:

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©Ana Carvalho, 30 Nov. 2007
Paris, Galerie Vivienne,
local onde se realizou o colóquio.

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©Ana Carvalho, 30 Nov. 2007
Paris, Galerie Vivienne.

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©Ana Carvalho, 30 Nov. 2007
Interior da Galerie Vivienne,
Institut national du patrimoine.

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©Ana Carvalho, 30 Nov. 2007
Auditorium Colbert. Apresentação de Mila Santova.
Da esquerda para a direita vê-se: Michèle Guelfucci (Córsega),
Chérif Khaznadar (França) e Mila Santova (Bulgária).

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©Ana Carvalho, 30 Nov. 2007
Auditorium Colbert. Apresentação de Laurier Turgeon.
Da esquerda para a direita vê-se: François Calame (França), Katérina Stenou (UNESCO), Irina Balotescu (Roménia) e Laurier Turgeon (Canadá).

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©Ana Carvalho, 30 Nov. 2007
Auditorium Colbert. Apresentação de Marc Jacobs.
Da esquerda para a direita vê-se: Katérina Stenou (UNESCO), Magne Velure (Noruega) e Mac Jacobs (Bélgica).

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©Ana Carvalho, 30 Nov. 2007
Auditorium Colbert. Encerramento do colóquio.
Da esquerda para a direita vê-se: Katérina Stenou (UNESCO), Chérif Khaznadar (França) e Rieks Smeets (UNESCO).

Eis algumas impressões sobre este colóquio:

– Constatação do uso recorrente de diferentes termos para a designação “Inventários”, nomeadamente: questionários, repertório, lista, etc.
– Tensão entre a pesquisa/investigação e a questão da subvenção e politização e reconhecimento do PCI.
– Evidentes contradições entre o que são os objectivos da administração/governos e a investigação propriamente dita.
– Necessidade de homogeneização versus diversidade cultural. A metodologia é a única maneira de salvaguardar esta questão.
– Um inventário ou a multiplicidade de inventários?
-Tensão ente perenidade versus efémero.
– O perigo dos inventários que, aparentemente, falam da oralidade e da imaterialidade, mas na realidade não reflectem a dimensão imaterial.
– Há evidentes dificuldades técnicas na construção de inventários de PCI, salientando-se o risco de destruir o “objecto”.
– Tensão entre a vontade de preservar, mas por outro lado a negação da palavra daquilo que se quer preservar.
– A categorização do PCI é porosa.
– Instrumentalização da noção da comunidade. Noção de comunidade e de PCI é muitas vezes confundida.
– A salvaguarda do PCI, muitas vezes entendida não apenas como estratégia de preservação de um património em risco de desaparecer, mas utilizada em prol do aumento de prestígio e valorização de uma região.
– Risco de perda da noção de PCI por uso abusivo. Por um lado, o imperativo da sua preservação, por outro o risco da sua desvirtuação.
– Nathalie Heinich propôs: Porque não uma salvaguarda imaterial, tendo em conta que o inventário não é a única maneira de salvaguardar este património?

É preciso começar por reconhecer a importância do debate em torno do PCI. O tema, à luz da Convenção para a salvaguarda do património cultural imaterial é relativamente recente, mas tem gerado movimentações políticas várias. Estima-se que até 2008 mais de cem países ratifiquem a Convenção da UNESCO. Portugal incluir-se-á neste rol de países. E tendo em conta o carácter obrigatório da realização de inventários pelos Estados partes importa reflectir em Portugal a breve trecho sobre esta matéria.
Como pudemos constatar a maioria dos países que ratificaram a Convenção encontram-se actualmente na fase de concepção dos seus inventários. Tal como referido neste colóquio apenas 11 países de um universo de 86 apresentaram iniciativas neste sentido. De facto, esta experiência é ainda muito embrionária e tendo em conta a flexibilidade da Convenção ao nível da elaboração de inventários, podemos constatar uma abordagem muito diversa por parte de cada país.
Os inventários são uma importante etapa na implementação da Convenção, no entanto, não são a única medida prevista. Como tal, podem e devem ser encarados como um primeiro passo para outras medidas de salvaguarda.

CONF: « Le Patrimoine Culturel Immatériel de l’Europe: inventer son inventaire »

novembre 24, 2007

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« Le Patrimoine Culturel Immatériel de l’Europe: inventer son inventaire »
Colloque | 30 novembre 2007
L’Institut national du patrimoine – INP
Auditorium Colbert, 2 rue Vivienne, 75 002 Paris
Entrada livre

Au 1er février 2007, 74 États ont ratifié la convention de l’UNESCO sur le patrimoine culturel immatériel. Ce texte élargit la notion de patrimoine aux rites, coutumes, chants, danses et savoir-faire traditionnels et insiste sur l’implication des communautés dans la valorisation de leur patrimoine : il constitue pour nos pays européens un nouveau défi. L’objectif de cette rencontre, qui réunira des spécialistes européens (universitaires, membres d’institutions culturelles), est de développer la réflexion sur ce sujet en confrontant les différentes méthodes de réalisation des inventaires du patrimoine immatériel.

Programa
Comunicado de Imprensa

Colloque organisé avec le soutien scientifique de la mission Ethnologie et en partenariat avec la mission des Affaires Européennes et Internationales de la Direction de l’Architecture et du Patrimoine (DAPA), Ministère de la Culture et de la Communication.

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PROGRAMA

10h00 Introduction, Geneviève Gallot, directrice de l’Institut national du patrimoine, et Michel Clément, directeur de l’architecture et du patrimoine (DAPA).

10h20 Ouverture, La convention de l’UNESCO sur le patrimoine culturel immatériel, contexte et enjeux, Chérif Khaznadar, président de la Maison des Cultures du Monde.

1.Inventaires d’hier, inventaires d’ailleurs
Présidence: Chérif Khaznadar, président de la Maison des Cultures du Monde

10h40 Les formes et les pratiques de l’inventaire ethnographique du domaine européen (XIXe XXe siècles), Daniel Fabre, directeur du Laboratoire d’anthropologie et d’histoire de l’institution de la culture (LAHIC).

11h00 Pratiques des inventaires du patrimoine culturel immatériel dans le cadre de la convention de l’UNESCO, Chiara Bortolotto, LAHIC, et Sylvie Grenet, chargée de mission à la Mission ethnologie, Ministère de la Culture et de la Communication.

11h15-11h30 : Pause

2.La démarche globale: quelle implication des communautés?

11h30 Mila Santova, directrice de l’Institut de folklore de Bulgarie

11h50 Michèle Guelfucci, vice-présidente du Centre des musiques traditionnelles corses et Petru Guelfucci, chanteur.

12h10 : Questions

Déjeuner

3.Quelle grille d’enquête ?

Présidence: Katérina Stenou, directrice de la Division des politiques culturelles et du dialogue interculturel, UNESCO.

14h00 Irina Balotescu, conseillère, Ministère de la Culture et des Affaires Religieuses, Roumanie

14h20 Laurier Turgeon, professeur d’histoire et d’ethnologie, Faculté des Lettres, Université de Laval, Québec.

14h40 François Calame, conseiller en ethnologie, DRAC Haute-Normandie.

15h00: Questions

4.Des inventaires pour la sauvegarde : quelle articulation avec les politiques publiques de protection ?

15H20 Magne Velure, directeur, Ministère de la Culture et des Affaires religieuses, Norvège.

15h40 Marc Jacobs, directeur du Centre fl amand pour l’étude de la culture populaire, Belgique.

16h00 : Pause

5.Patrimoine matériel, patrimoine immatériel: l’effacement des frontières ?

16h20 La base de données Patrimoine immobilier, mobilier et immatériel du Québec et le Répertoire du patrimoine culturel du Québec. État des lieux et perspectives pour l’inventaire du patrimoine immatériel, Daniel Lauzon, conseiller en patrimoine, Ministère de la Culture, Québec.

16h40 Le patrimoine immatériel et matériel de l’Estaque, Marceline Brunet, conservateur régional, Conseil Régional de PACA, Service de l’Inventaire général, et Claudie Gontier,
cellule de recherche du Service de l’Inventaire général, Conseil Régional de PACA.

17h00 Synthèse et débats : Un inventaire pour l’Europe ?

Synthèse de Nathalie Heinich, directeur de recherche au CNRS, Centre de recherches sur les arts et le langage, EHESS
Chérif Khaznadar, président de la Maison des Cultures du Monde.
Katérina Stenou, directrice de la Division des politiques culturelles et du dialogue interculturel, UNESCO.
Rieks Smeets, chef de la section du patrimoine culturel immatériel, UNESCO.
Un représentant du Conseil de l’Europe (sous réserve).

Couverture :
1. Ange du village de Quelven en Bretagne©Chérif Khaznadar/Maison des Cultures du Monde
2. Albanie, polyphonies vocales du pays Lab. Chanteurs de Gjirokastër©Isabelle Montané/Maison des Cultures du Monde
3. Géant du Nord, Jean le Bûcheron, ville de Douai©Françoise Gründ/Maison des Cultures du Monde
4. Gwoka de Guadeloupe©Jean-Paul Dumontier/Maison des Cultures du Monde

Fonte: http://www.inp.fr/