Archive for the ‘Events’ Category

Jornada em defesa do Museu Nacional de Arqueologia (MNA), 8 Maio 2010

mai 6, 2010

JORNADA EM DEFESA DO MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA
8 de Maio de 2010

Lançamento do livro: « Artes de Cura e Espanta-Males – Espólio de Medicina recolhido por Michel Giacometti”, 5 Dez. 09

décembre 4, 2009

No próximo dia 5 de Dezembro realiza-se uma sessão de lançamento do livro “Artes de Cura e Espanta-Males – Espólio de Medicina recolhido por Michel Giacometti”. A obra foi coordenada por Ana Gomes de Almeida, Ana Paula Guimarães e Miguel Magalhães. O evento terá lugar no Museu do Trabalho Michel Giacometti, pelas 15h00.

Museu do Trabalho Michel Giacometti
Largo Defensores da República
2910-470 Setúbal
Tel+351 265 537 880
Fax +351 265 537 889
museu.trabalho@mun.setubal.pt
museutrabalho@iol.pt
http://www.mun-setubal.pt/MuseuTrabalho
GPS Google Earth: 38º31′23.84”N 8º53′11.30ºW

Sobre o livro:

Residente ainda hoje no Museu da Música Portuguesa, este notável espólio – recolhido por Michel Giacometti, organizado em 5500 fichas de doenças – foi, pelo entusiasmo e trabalho de Miguel Magalhães, Ana Paula Guimarães e Ana Gomes de Almeida, preparado, classificado e exposto perante olhares de médicos especialistas, poetas, artistas, investigadores, professores; afinal, gente com vontade de conhecer e comentar, como impulsivamente lhe apetecesse, os textos de rezas, ladainhas, provérbios, orações (frequentemente com ervas, às vezes através de pedras ou animais) para recuperar males de, por exemplo, tensão arterial, hemorróidas, gangrena, brotoeja, raquitismo, halitose, anorexia, leucorreia, anemia, coqueluche, nefrite, ciática, apoplexia, doenças dos olhos, tumores, epistaxis, fracturas, fogagem, bronquite, insónias, cãibras, blenorragia, picadas de abelhas, hemorragias, piolhos, afrontas, espigas das unhas…
Mezinhas para curar mazelas? Artes de cura e espanta-grandes-males? Ao leitor apetecerá decerto envolver-se nestas receitas desaconselhadas hoje em dia, mas concebidas, porventura, há milhares de anos e transmitidas de geração em geração, manifestando secretas crenças relativas ao corpo e à doença.

Fonte: email Museu do Trabalho

Lançamento do livro “Memória e Artifício: Matéria do Património II”, 4 Dez. 09

décembre 3, 2009

No próximo dia 4 de Dezembro irá decorrer o lançamento do livro “Memória e Artifício: Matéria do Património II”. O evento tem lugar na Sala de Convívio da Sociedade Sociedade de Geografia de Lisboa, pelas 18h30.

O Prof. Doutor Manuel Maria Carrilho, Embaixador de Portugal junto da UNESCO, em Paris, fará a apresentação desta obra.

O livro “Memória e Artifício: Matéria do Património II” constitui o segundo volume de uma série dedicada à análise inter-disciplinar do conceito de « património intangível » e da problemática do património em geral. A obra é coordenada pelos Profs. Doutores António Medeiros e Manuel João Ramos.

Colaboram no livro:

Luís Aires-Barros (Apresentação)

António Medeiros e Manuel João Ramos (Introdução)

James W. Fernandez e Renate L. Fernandez (Práticas Patrimoniais: Contextos Semânticos)

Werner Krauss (O Jardim do Paraíso: Memórias dos Poetas do Sudoeste Português)

Luísa Tiago de Oliveira (Memórias Decisoras e Decididas da Revolução)

António Motta (Cenografia da Última Casa: Memória e Processos Sociais nos Cemitérios Brasileiros)

Xaquín S. Rodríguez Campos (Os Perigos da Cultura-Espectáculo: Turismo e Identidades Locais)

Frances Slaney (Matéria e Memória no Museu Nacional do Canadá)

António Medeiros (Fronteira e Representações da Morte no Noroeste Ibérico)

Ana Paula Zacarias (No Cofre da Memória: Etnografia de um Enlace Diplomático na Unesco)

Francesco Romanello (Arte Indígena e Propriedade Intelectual: Desafio à Imaginação Legal)

Manuela Reis (Noções de Património na Sociedade Portuguesa)

Joana Cunha Leal (Baixa Pombalina: Estratégias de Legitimação Patrimonial)

Ascensión Barañano e María Cátedra (As Roupas Novas do Imperador: Os Museus de Antropologia em Madrid e a Criação do Museu do Traje)

Vitor Oliveira Jorge (Teatro e Arqueologia: Alguns Apontamentos para uma Nova/Antiga Interface)

Pedro Abreu (O Destino do Monumento)

José Duarte Gorjão Jorge (Os Artifícios da Memória)

Pedro Janeiro (Ressalvando as Aparências: Apontamentos sobre a Memória, a Imaginação e o Valor do Monumento)

Manuel João Ramos (O Património é um Roubo Intangível)

Prémios APOM de Museologia de 2008 – lista dos premiados

décembre 2, 2009

João Neto (Presidente da APOM) – Cerimónia de entrega de prémios APOM – 2008
Museu do Neo-Realismo (Vila Franca de Xira)
27 de Nov. 2009

A cerimónia de entrega dos prémios da APOM teve lugar no Auditório do Museu do Neo-Realismo (Vila Franca de Xira) e contou com a presença do recém-empossado Secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, da Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha e do presidente da APOM, João Neto, entre outras personalidades de relevo da museologia portuguesa. Perante uma audiência que encheu por completo o auditório do museu foram vários os discursos que apelaram à importância dos museus na sociedade e à necessidade de aperfeiçoar metodologias e competências face aos desafios actuais.

Sobre os prémios da APOM:

« Instituídos pela APOM, os prémios são atribuídos, anualmente, a personalidades ou entidades que se distinguem no plano museológico nacional nas categorias de Melhor Museu, Melhor Exposição, Personalidade do Ano, Site do Ano, Catálogo do Ano, Trabalho Científico do Ano, Órgão de Comunicação Social e Serviço Educativo.

As candidaturas partem das próprias instituições culturais ou são sugeridas pelo júri, constituído por João Neto (presidente da direcção da APOM e director do Museu da Farmácia), Pedro Inácio (vice-presidente da APOM e coordenador do Museu da Água), Dália Paulo (delegada da APOM em Faro, ex-directora do Museu de Faro e directora regional da Cultura do Algarve), João Brigola (vice-presidente da assembleia-geral da APOM, coordenador do Curso de Mestrado em Museologia, em Évora, e director do IMC) e António Nabais (presidente da assembleia-geral da APOM). » (in http://www.lpmcom.pt/)

Segundo João Neto na edição do próximo ano (Prémios APOM 2009) serão lançadas novas categorias, a saber: Melhor Aplicação Multimédia; Intervenção de Conservação e Restauro; Museografia.

PRÉMIO INOVAÇÃO E CRIATIVIDADE
GAM-Grupo para Acessibilidade nos Museus

MELHOR TRABALHO JORNALISTICO
Prémio Ex – Aequo: Jornal Publico e RTP2 – (Câmara Clara)
Menção Honrosa: Suplemento S- Cultural do Jornal Postal do Algarve

COMUNICAÇÃO ON-LINE
Prémio Ex -Aequo: Blog « No Mundo dos Museus » e Rede Social « Museologia Porto » –Universidade do Porto

MELHOR SITE
Prémio Ex Aequo: IMC – Nova Versão 2008 e Museu do Mar de Cascais
Menção Honrosa: Museu do Douro e Centro Interpretativo de Aljubarrota

MELHOR TRABALHO SOBRE MUSEOLOGIA
Prémio: Tese de Doutoramento, Ana Delicado, “Musealização da Ciência em Portugal”. FCG-FCT
Menção Honrosa: Cadernos do Museu-Museu da Pólvora Negra; Revista Códice, da Fundação Portuguesa das Comunicações; Revista Musa, Distrito de Setúbal

MELHOR CATÁLOGO
Prémio: Museu de São Roque
Menção Honrosa: Tavira, Patrimónios do Mar – Museu Municipal de Tavira

MELHOR SERVIÇO DE EXTENSÃO CULTURAL
Prémio Ex – Aequo: Museu da Farmácia e Museu Carlos Machado de Ponta Delgada
Menção Honrosa: Museu do Papel-moeda da Fundação Cupertino de Miranda; Museu do Canteiro de Alcains e Mosteiro de Alcobaça

MELHOR EXPOSIÇÃO
Prémio: Casa Museu Anastácio Gonçalves – « Os anos de exílio da rainha Dª. Amélia »
Menção Honrosa: (São Pedro entre o Céu e a Terra) Museu de Coruche e (O Tempo e a Moda) Museu das Terras de Basto

MELHOR MUSEU PORTUGUÊS
Prémio: Museu do Oriente
Menção Honrosa: Museu de Portimão, Museu do Fado e Museu da Escrita do Sudoeste, de Almodôvar

MELHOR PERSONALIDADE NA ÁREA DA MUSEOLOGIA
Prémio: Drª. Natália Correia Guedes

Natal do livro 2009

novembre 27, 2009

Para além do IMC, que lançou uma campanha de promoções na suas publicações a propósito desta quadra natalícia, também outras instituições culturais promovem campanhas similares. Referimo-nos ao Museu do Oriente, que promove a festa do livro (de 20 de Novembro a 6 de Dezembro) e a Fundação Gulbenkian, com a já tradicional Festa dos Livros (26 Nov. a 23 de Dez.). A não perder!

A situação actual da arqueologia

novembre 18, 2009

MEMORANDO

A SITUAÇÃO ACTUAL DA ARQUEOLOGIA EM PORTUGAL E AS MUDANÇAS NECESSÁRIAS

A Arqueologia constitui hoje uma importante actividade profissional, cultural e científica, com uma crescente expressão económica, sendo não só um importante factor de reforço da identidade colectiva, como também uma área estratégica relevante para o desenvolvimento sustentável, a nível local, regional e nacional;

Na sequência da corajosa decisão do governo de António Guterres e Manuel Carrilho de suspender, em 1996, a construção da barragem e Foz Côa para salvar o maior complexo de Arte Rupestre da Europa, classificado como Património da Humanidade em 1999, e da criação do Instituto Português de Arqueologia (IPA), em 1997, cuja missão principal era impedir que novas situações como a da barragem do Côa viessem a surgir, verificou-se um crescimento exponencial da actividade arqueológica em Portugal. Porém, esse crescimento, não foi acompanhado pela indispensável consolidação das infraestruturas necessárias ao enquadramento dessa actividade por parte do Ministério da Cultura.

Após a queda do governo socialista, em 2002, o processo de instalação do IPA foi bruscamente interrompido, não tendo os seus quadros chegado a ser preenchidos (mais de 50% do seu pessoal manteve-se em situação de grande precariedade), sendo mesmo anunciada a intenção de fusão do IPA com o IPPAR. Essa anunciada fusão, na altura muito contestada, não só por toda a comunidade arqueológica, mas pelo próprio grupo parlamentar do PS, acabaria, porém, por ser concretizada, em 2007, pelo governo do PS, no âmbito do PRACE.

As consequências da extinção do IPA e da integração dos seus serviços IGESPAR foram muito negativas, diminuindo gravemente a
operacionalidade dos serviços prestados, e pondo em sério risco a
salvaguarda, a preservação e a valorização do património arqueológico
do país. Com efeito, não só se criou uma enorme indefinição de
competências entre o IGESPAR e as Direcções Regionais de Cultura,
como mesmo ao nível interno do IGESPAR se gerou um conflito permanente entre os serviços centrais e as estruturas desconcentradas herdadas das três instituições que o IGESPAR era suposto integrar.

Perante o enorme imbróglio criado, deu-se um nítido enfraquecimento da autoridade e da eficácia normativa e fiscalizadora do Estado na área
do património arqueológico e arquitectónico, habilmente aproveitada
por alguns promotores de obras públicas e privadas para contornarem as obrigações legais, no que respeita à minimização dos impactes sobre o património.

Mais grave do que isto se nos afigura a falta de empenhamento
demonstrada pelos actuais dirigentes do IGESPAR em defender os
interesses difusos dos cidadãos em detrimento dos interesses privados
e imediatos dos particulares e das grandes empresas promotoras de
obras públicas e privadas, bem como dos interesses políticos locais,
colocando-se numa inaceitável posição de subserviência, como que a
pedir desculpa pelos entraves postos pela legislação em vigor ao livre
exercício das suas actividades económicas.

Nestas circunstâncias, afiguram-se da maior importância as seguintes medidas:

1. Abertura ao público do Museu de Arte Rupestre do Côa e sua
integração no Parque Arqueológico do Vale do Côa, a fim de poder
cumprir a função para que foi criado: servir de polo dinamizador da
visita às gravuras e de centro internacional de investigação da arte
rupestre;

2. Restruturação do Ministério da Cultura, no sentido de restabelecer
a autonomia orgânica e funcional do sector de Arqueologia, e eventual
refundação do extinto IPA, com atribuições mais alargadas;

3. Regulamentação da Lei nº 107/2001 de 8 de Setembro (Lei de Bases do Património Cultural Português), no que respeita ao património
arqueológico;

4. Constituição e convocação da Secção de Património Arquitectónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura, criado em 2007 (Dec.regulamentar nº35/2007, de 29 de Março), mas que nunca reuniu,
para ajudar a definir e a desenvolver uma política nacional de
património coerente;

5. Revisão do Regulamento de Trabalhos Arqueológicos, de modo a
adequá-lo à realidade actual da actividade arqueológica;

6. Criação de um mecanismo eficaz de certificação e fiscalização da
actividade empresarial no sector da Arqueologia, tanto do ponto de
vista científico como laboral;

7. Reformulação e relançamento do Plano Nacional de Trabalhos Arqueológicos (única fonte de financiamento de projectos de
investigação arqueológica), suspenso nos últimos anos;

8. Reabertura da Biblioteca do ex-IPA, a melhor biblioteca
arqueológica do país, cumprindo os compromissos assumidos junto do
Instituto Arqueológico Alemão (entidade que doou o seu núcleo inicial)
e da opinião pública portuguesa;

9. Definição do destino dos laboratórios que integravam o antigo
Centro de Investigação em Paleoecologia Humana e Arqueociências
(CIPA), sob o risco de perda dos seus investigadores mais qualificados
a nível internacional e das suas colecções de referência, únicas no
país, e consideradas das melhores da Europa;

10. Resolução do problema da precariedade da maior parte dos
arqueólogos que exercem funções no Ministério da Cultura, e não
preenchimento das inúmeras vagas existentes nas suas extensões
territoriais, elementos fundamentais para a implementação de uma
arqueologia preventiva e de salvamento;

11. Criação de um regime sócio-profissional específico dos trabalhadores de arqueologia que preveja o acesso e certificação
profissionais, regulamente as relações laborais e melhore a sua
protecção social, a fim de por termo à situação de grande precariedade
em que a esmagadora maioria dos profissionais de arqueologia exerce as suas funções no sector privado, o que se reflecte de forma negativa na ualidade do trabalho realizado.

Lisboa, 27 de Outubro de 2009

A Direcção da Associação dos Arqueólogos Portugueses

Fonte: lista de discussão Museum

Prémios APOM, 27 de Nov. 09, Vila Franca de Xira

novembre 17, 2009

No próximo dia 27 de Novembro de 2009, pelas 18h30, terá lugar no Museu do Neo-Realismo a cerimónia de entrega dos prémios da Associação Portuguesa de Museologia (APOM).

Como vem sendo habitual, a APOM atribui anualmente os seguintes prémios:

– O Melhor Museu Português

– Melhor Exposição

– O Melhor Catálogo

– O Melhor Serviço de Extensão Cultural

E distingue bianualmente:

– O Melhor Trabalho sobre Museologia e/ou A Melhor Obra Museológica

Tudo indica que este ano haverão novidades, novas distinções serão criadas.

Tertúlia sobre património imaterial

novembre 5, 2009

tertuliaevora

Tertúlia “Património Material e Imaterial: Identidade de um povo »
Fundação Eugénio de Almeida
4 de Novembro de 2009

« A globalização e a transformação social criam, por um lado, condições para o diálogo entre as comunidades, promovendo uma maior reflexão e sensibilização para as questões do património; por outro lado, podem aumentar os riscos da sua deterioração, desaparecimento e eventual destruição.

Envolver as comunidades, as instituições locais e nacionais, numa abordagem multidisciplinar e transversal, é fundamental para a manutenção e salvaguarda do património cultural de um povo.

Apesar das convenções internacionais relativas ao património material e imaterial, estará efectivamente assegurada a sua preservação? Que legado deixamos às gerações vindouras? »

Foi com estas palavras que ontem (04/11/2009) teve início mais uma tertúlia na cafetaria da Fundação Eugénio de Almeida. Uma conversa informal em torno de alguns convidados que pretendeu reflectir sobre o património material e imaterial.

O interesse que parece suscitar o património imaterial começa a reflectir-se cada vez mais na realização de encontros e conferências, decorrente de um maior enfoque da comunicação social sobre este património. Naturalmente este interesse, cada vez mais visível em Portugal, deve-se à Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial (2003), que o Estado português ratificou e que entrou em vigor no nosso país em Agosto de 2008.

A conversa começou por questionar o papel das Convenções e se de facto podem assegurar que o património seja preservado. Efectivamente, como sublinhou a Dra. Clara Bertrand Cabral, só por si as Convenções não resolvem os problemas da preservação do património. É dos Estados-Partes a responsabilidade de implementar este documento normativo (Convenção 2003), que contém recomendações e orientações para actuar, mas que cada país deverá interpretar e adaptar à sua realidade. Portugal já assumiu o compromisso de implementar políticas de salvaguarda do património imaterial, consciente de que este tem sido um património claramente negligenciado. A forma como o Estado português conduzir esta questão será determinante para contribuir ou não para a preservação deste património. Tornar conhecida a Convenção 2003 e os princípios que advoga poderá ser essencial para uma maior consciencialização dos problemas que afectam o património imaterial e uma maior mobilização das comunidades para a sua salvaguarda.

Como bem lembrou o Prof. Jorge Rodrigues, o conceito de património cultural tem vindo a incorporar cada vez mais “patrimónios” e que reflecte, porventura, uma maior necessidade de protecção e maior responsabilização, não apenas dos órgãos governamentais, que detêm a tutela de grande parte do património cultural, mas exige também por parte dos cidadãos maior envolvimento nestas questões. Como referiu o Prof. Rodrigues, Portugal e a maior parte dos países do Sul partilham de uma noção de património que delega a responsabilidade de resolver os problemas do património para o Estado. Mas esta é uma situação que terá que ser inevitavelmente contrariada, pois não é exequível.
O Prof. Jorge Rodrigues é responsável em Portugal pelo programa HERITY (http://www.herity.pt/), uma organização dedicada à gestão de qualidade do património cultural.
“L’idea di HERITY nasce nel 1994 su iniziativa del DRI e dalla constatazione dell’esigenza che occorre amministrare al meglio il nostro capitale di beni culturali, nei quali risiede la memoria collettiva dell’Umanità e la storia di ogni essere umano o sua aggregazione nel tempo. Oggi, questo patrimonio riveste anche importanza strategica dal punto di vista dello sviluppo economico e del raggiungimento di una migliore comprensione reciproca fra i popoli; in altre parole le condizioni per la pace.” (in site http://www.herity.it/)

O Dr. José Nascimento (director da Direcção Regional de Cultura do Alentejo) falou de um projecto-piloto que está a ser implementado no domínio do imaterial, que terá começado por um mapeamento cultural que permitiu identificar algumas manifestações deste património para serem objecto de planos de salvaguarda, desde logo o cante alentejano, a viola campaniça, o cantar de improviso, entre outras.

Os temas abordados foram sendo variados ao longo da noite, recaindo sobretudo para aspectos ligados ao património cultural na sua vertente material, o que de certo modo reflecte que abordar a salvaguarda do património imaterial é ainda um terreno pouco conhecido nos termos que a Convenção defende. A subjectividade do tema e a ausência de uma política cultural neste domínio em Portugal nas últimas décadas ajuda à falta de enquadramento nesta área. Porém, embora se tenha dito nesta tertúlia que neste domínio terá que se partir do zero, creio que a realidade está longe de ser tão pessimista. Afinal, não podemos menosprezar que há um enormíssimo trabalho no domínio da antropologia e etnografia que tem sido feito por investigadores e académicos que têm documentado e estudado muito do nosso património imaterial. Poderiam ser citados inúmeros nomes, mas logo à memória vêm-me os nomes de Giacometti e Lopes Graça.

Passeios guiados « SOS » Azulejo

novembre 3, 2009

PASSEIOS GUIADOS ‘SOS AZULEJO’
1º Passeio-7 Novembro, 15,30h.
Hospital de S. José, Lisboa
Visita guiada por José Meco

INSCRIÇÃO GRATUITA MAS OBRIGATÓRIA para telef 21 9844232 ou museu.pj@pj.pt – Boletim Inscrição

O ‘Projecto SOS Azulejo’ anunciou uma nova actividade: passeios guiados pelos maiores especialistas a locais com património azulejar português de particular interesse, locais esses por vezes pouco conhecidos e/ou não muito acessíveis, e/ou em risco.

Os passeios decorrerão num sábado de cada mês, às 15.30h. Datas e locais já confirmados:
– 7 de Novembro – Hospital de S. José
– 5 de Dezembro – Hospital de Sta Marta.

O 1º conjunto temático destes passeios é dedicado ao ‘Circuito dos Hospitais de Lisboa’. Seguir-se-ão em 2010 e ainda em Lisboa, o ‘Circuito de Palácios’, o ‘Circuito de Conventos’, e circuitos pelos Bairros Históricos, em datas a anunciar.

As visitas serão guiadas pelos maiores especialistas em azulejaria portuguesa, estando já confirmadas as participações de: Vítor Veríssimo Serrão, José Meco, Ana Paula Rebelo Correia, Rosário Salema de Carvalho e Susana Flor.

Para a feliz prossecução dos ‘Passeios SOS Azulejo’, o ‘Projecto SOS Azulejo’ agradece a colaboração das seguintes instituições:

– ‘Rede Temática de Estudos de Azulejaria e Cerâmica João Miguel Santos Simões’, Centro de História de Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa;
– Unidades de Projecto dos Bairros Históricos, Câmara Municipal de Lisboa;
– Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central. EPE.

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 18 de Abril de 2009: Museu de S. Roque

avril 12, 2009

Património e Ciência Museu S Roque

Veja o Cartaz da programação.

Fonte: Museu de S. Roque

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 18 de Abril de 2009: Alvaiázere

avril 9, 2009

No âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios/2009 o Museu Municipal de Alvaiázere organizou as seguintes actividades:

17/04/2009

10h00
Passeio pedestre ao complexo megalítico do Ramalhal

14h00
Comunicação sobre Arquitectura popular
Arq. Alex Bernardo
Museu Municipal de Alvaiázere

18/04/2009

11h00 às 18h00
Visitas guiadas às exposições patentes no Museu Municipal de Alvaiázere

20/04/2009

10h00
Passeio pedestre à Serra de Alvaiázere

14h00
Comunicação sobre Arquitectura popular e desenvolvimento sustentável
Arq. Alex Bernardo
Museu Municipal de Alvaiázere

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Fonte: Lista de discussão MUSEUM

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 18 de Abril de 2009: Setúbal

avril 9, 2009

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios
18 de Abril
“Património e Ciência”

10.00 às 13.00h – Junto à Igreja de S. Julião – Monumento Nacional: Ateliers infantis sobre a temática

15.00h – Convento de Jesus – Monumento Nacional: Visita guiada ao Convento de Jesus

16.00h – Muralhas de Setúbal (Postigo do Largo da Ribeira Velha) – Monumento em vias de Classificação – Animação de rua pelo Teatro Animação de Setúbal

17.00h Junto à fábrica de Salga Romana (posto de Turismo da ex Costa Azul) – Imóvel de Interesse Público – Artes Circenses

17.30h – Casa do Corpo Santo – Imóvel Não Classificado – Visita guiada à exposição “Instrumentos de Ciência Náutica – Colecção de Ireneu Cruz”

18.30h – Museu do Trabalho Michel Giacometti – Imóvel Não Classificado – Visita guiada ao Museu do Trabalho; Conversa com Isabel Victor, Directora do Museu, acerca de “Quem diz o que é o Património?”; Passagem de documentário sobre a indústria conserveira

21.30h – Casa Bocage – Imóvel de Interesse Municipal – Conversa com António Nabais (museólogo e patrimonialista), representante da ICOMOS – Portugal (Comissão Nacional Portuguesa do Conselho Internacional dos Monumentos e dos Sítios)

Actuação dos Violinos do Conservatório Regional de Setúbal

Org: Câmara Municipal de Setúbal e Associação Cultural e Artística Elucid’arte
Apoio: IGESPAR – Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico / ICOMOS – Portugal (Comissão Nacional Portuguesa dos Monumentos e Sítios)

Informações: 265 547 900 / 265 229 255
Marcação da visita ao Museu do Trabalho (Isabel Santos 265 537 880
Marcação das visitas à Casa do Corpo Santo e Convento de Jesus /Idália Oliveira / Gina Santos 265 537 890

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Fonte: Email Museu do Trabalho

18 April 2009, the International Day for Monuments and Sites

avril 7, 2009

The International Day for Monuments and Sites
Theme for 2009 – “Heritage and Science”

About the theme:

There are two major streams to the theme of Heritage and Science that has been chosen for International Day for Monuments and Sites 2009: one being the role that science (and the scientific process) has played in the creation of heritage, and the other being the contribution that science (and technology) offers to the study of heritage.

It is now difficult to separate science and technology; whilst science (as a system of processes and a body of knowledge about the physical world) can often exist without technology, the converse is not true. Technology is a system of tools and procedures concerned with modifying the physical world, and to a great extent is based on science.

The bulk of the World’s tangible heritage, excluding perhaps completely natural landscapes, is the result of this practical application of knowledge. A structure like the Ironbridge (UK) clearly shows the influence of science and technology in its construction; not only the bracing that disperses the load but also the mining, smelting, transport infrastructure and organised labour components that made the structure possible. The Temples of Angkor (Cambodia) not only illustrate an understanding of astronomy, but also of hydrology, mechanics and the requirements for tools suitable for the quarrying of the stone, placing the blocks, and the execution of the reliefs and frescos. The site of Maritime Greenwich (UK) is noted for its association with the science of astronomy and the determination of position and time; whilst being architecturally significant, it is primarily a monument to scientific endeavour. It is also a monument to the practical application of science, as the manufacture of the transit telescope and the precision timepieces depended on the availability of suitable materials and tools. Fundamentally, without science and technology, no monument or structure could exist.

The contribution that science and technology can now make to the conservation, preservation and even understanding of cultural heritage is rapidly evolving and expanding. For example: the use of lasers for the treatment of surfaces and the measurement of shape and form; non-destructive methods of exploration and examination; chemicals and compounds for treating artefacts and structures; isotope analysis to determine causes of stone deterioration; the analysis of compounds using X-ray diffraction and mass spectrometers; the use of information systems to store and analyse data; structural analysis and finite element modelling as a means of planning repair works; and even the use of communication technology for the dissemination of research and developments. Unfortunately, not all contributions are positive; the development of modern weapons explosives also facilitated the reduction of the Bamiyan Buddhas to rubble, and destroys much other tangible and intangible heritage on a daily basis.

The selection of the theme for the International Day for Monuments and Sites offers an opportunity to review and acknowledge the role of science (and technology) in cultural heritage from the two points-of view mentioned above. It also provides an incentive to discuss potential benefits and threats that science may provide in the future, with respect to the safeguarding of the ‘things we want to keep’.

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Fonte: ICOMOS international

International Museum Day 2009: »Museums and Tourism »

avril 1, 2009

ICOM and WFFM launch International Museum Day 2009 on « Museums and Tourism »

On or around 18 MAY 2009, thousands of museums on all continents will be celebrating ethical, responsible, sustainable tourism, showing how heritage can bring tourists and local communities together in new, mutually beneficial relationships.

Alissandra Cummins, President of the International Council of Museums (ICOM) and Carla Bossi-Comelli, President of the World Federation of Friends of Museums (WFFM/FMAM) unveiled a joint effort to showcase ethical tourism on International Museum Day 2009 this year. How can museums foster a new relationship between visitors and the local communities which rarely have a chance to meet to promote sustainable development?

Cummins suggests: « It’s the heritage connection. Heritage is our shared identity-as humanity, as community. It’s whatever people like to think about themselves, whatever they believe in and however they choose to express it. « Museums & Tourism » encourages museum professionals and volunteers to work together with visitors and tourists, creating interactions with local communities in order to experience heritage both inside and outside of the museum walls. »

ICOM created International Museum Day in 1977 to encourage awareness about the role of museums in the development of society. Momentum has been rising unabated ever since. In 2007, ICOM celebrated « Universal Heritage » and last year, ICOM inaugurated its own « Social Change and Development » with the first virtual global museums event ever at The Tech Museum of Innovation on Second Life. In real life, the Day garnered record-breaking participation in most museums holding events on 18th of
May 2008. More than 20,000 museums in 90 countries from Australia to Zimbabwe participated.

This May, museums will host contests, workshops, conferences, performances, stay open day and night, and devise new virtual or real tours where itineraries lead to and from museums and local sights. As opposed to the standard tour, museum itineraries are embracing awareness-raising, educational, thematic, historical or chronological tours, with spice and passion, based on collections and sharing expertise. Inspired by World Heritage tours and high-end museum travel, the aim is to bring deeper mutual understanding drawing knowledge from heritage experienced together. « For visitors, tourists and locals along with curators and volunteers, » -states Cummins – « International Museum Day can become a bonding experience. »
(http://icom.museum/2009_contents.html)

ICOM and the WFFM, along with UNESCO, UNWTO, ICOMOS, ICCROM and other organizations have long emphasized the importance of heritage awareness for sustainable tourism. « The WFFM and ICOM « Declaration for Worldwide Sustainable Cultural Tourism » is a first step in a long term project partnering our organizations to tackle this new challenge, » declared WFFM President Carla Bossi-Comelli. « Since friends deal more directly with visitors, a majority of whom are tourists, we are ideally positioned to promote respect for our heritage. It is fundamental to
focus clearly the role of associations of friends in undertaking actions louder than words, to « enjoy and not destroy »… ICOM and WFFM should bear in mind their own Code of Ethics as a fruitful source of principles to engage local communities. »

Reacting to public and private agendas to develop museums to boost tourism as new destinations and given the present financial crisis, ICOM and WFFM hope « ethical tourism » and « heritage bonding » will put communities back into the equation, starting on International Museum Day 2009. « There’s no reason why this won’t be the beginning of some new lifetime relationships! In any case, it’s surely a new way of looking at both tourism and museums! » adds Julien Anfruns, new Director General of ICOM.

Foi assim…

mars 19, 2009

A manifestação de ontem juntou alguns profissionais ligados aos museus e à arqueologia. De facto, os últimos acontecimentos fazem-nos crer que a cultura em Portugal continua desgovernada. É preciso uma estratégia concertada para a cultura e para a museologia em particular. Isto não é uma novidade, há anos que nos debatemos por isto, mas ainda assim… É preciso mobilizar o sector para que nos possamos fazer ouvir. Só assim poderemos mudar alguma coisa.


Manifestação 18 de Março 2009
Av. da Índia, Lisboa
©Ana Carvalho

A manifestação é hoje…

mars 18, 2009

É hoje a manifestação organizada pela Plataforma pelo Património Cultural. Transcreve-se em baixo o comunicado de imprensa com os principais argumentos desta manifestação.

Se concorda com os argumentos apresentados não deixe de participar. É hoje, pelas 18h00 na Av. da Índia.

Comunicado de Imprensa

Salvemos os Museus dos Coches e da Arqueologia,
a Cordoaria e os acervos arqueológicos nacionais

Basta de Trapalhadas: Quem quer o novo Museu dos Coches ?

Reunidos em 9 de Março de 2009, o Secretariado Permanente da Plataforma Pelo Património Cultural (PP-CULT), o Fórum Cidadania LX e os promotores e primeiros subscritores da petição “Salvem os Museus dos Coches e de Arqueologia e a Cordoaria nacional”, tomando conhecimento da tentativa actualmente em curso de dar início ao processo de demolição de algumas das áreas onde se pretende vir a edificar um novo Museu Nacional dos Coches, sem para o efeito estarem sequer reunidas as condições de mínimas de segurança respeitadores de pessoas, arquivos, colecções e equipamentos aí instalados, entendem tomar a seguintes medidas:

Denunciar veementemente a gravidade da acção assim empreendida, e considerar desde já passível de responsabilização, cível e criminal, todos os seus autores pelos eventuais danos pessoais e patrimoniais que daí possam advir;

Exigir a imediata suspensão dessas acções, por limitadas que sejam, pelo menos até que esteja garantida e concretizada em condições dignas um Plano de Transferência para outras instalações de todos os arquivos, colecções e equipamentos do Ministério da Cultura actualmente localizados naquele espaço;

Solicitar a intervenção das competentes autoridades fiscalizadoras e inspectivas das condições de higiene e segurança no trabalho, em ordem a serem certificadas os requisitos que a lei impõe nestes domínios, garantindo os basilares direitos a segurança e saúde no local de trabalho a todos os funcionários do Ministério da Cultura instalados naquele espaço;

Acentuar a extrema importância e o carácter único e insubstituível do acervo patrimonial e arqueológico existente naquele espaço, no qual se inclui nomeadamente o arquivo Histórico da Arqueologia Portuguesa, o mais importante espólio de Arqueologia Náutica e Subaquática, a maior e melhor biblioteca nacional de Arqueologia, os laboratórios de Arqueociências, com colecções de referência únicas à escala nacional, a base de dados do sistema de informação Endovélico que armazena todas as informações respeitantes aos sítios arqueológicos nacionais e milhares de contentores, distribuídos por três depósitos distintos, com espólio proveniente de numerosos sítios arqueológicos. Este acervo preenche funções essenciais em domínios tais como a monitorização e a fiscalização de trabalhos arqueológicos ou o acompanhamento de estudos de impacte ambiental, casos em que qualquer diminuição de operacionalidade do Estado não apenas terá consequência potencialmente dramáticas para o património nacional, como implicará as consequentes queixas e penalidades impostas pela legislação europeia;

Reafirmar a convicção absoluta, unanimemente partilhada por todos os especialistas e meros observadores das questões patrimoniais, de que a construção de um novo Museu dos Coches não constitui de modo nenhum prioridade da política museológica nacional, possuindo mesmo um efeito devastador pelo encadeamento de consequências em monumentos e museus adjacentes. Com efeito, sendo já de si inaceitável o desperdício de verbas tão elevadas na construção de um novo museu que ninguém quer, salvo talvez os seus promotores e directos beneficiários financeiros na área da Economia, a circunstância de tal projecto poder vir a ter efeitos altamente perversos na Cordoaria Nacional, classificada ela própria como monumento nacional, e no Museu Nacional de Arqueologia, que remotamente se admite transferir para esse local, conferem a toda esta operação uma dimensão de dominó arrasador.

Nestes termos e tendo em conta os dados e considerandos anteriores, entendemos lançar um apelo urgente a todos os cidadãos de boa vontade para que se mobilizem mais uma vez, no dealbar do século XXI, debaixo das mesmas consignas que já Herculano lançava na primeira metade do século XIX, ou seja, contra a política do camartelo, contra os « Hunos modernos », à solta num país que não obstante a mudança do tempo e dos regimes continua a estar « desamparado de Deus e da Arte »;

Em concreto, decidimos tomar as seguintes iniciativas:

Constituir uma delegação para, no dia 11 de Março, pelas 15 horas, proceder à entrega na residência oficial (Rua da Imprensa à Estrela, 4) de uma carta de protesto dirigida ao Primeiro-Ministro, aproveitando a ocasião para prestar aos órgãos de comunicação presentes as declarações que a situação exija;

Convocar uma Concentração pública de Protesto, a ter lugar no dia 18 de Março, pelas 18,00 horas, junto às instalações onde se pretende vir a construir o novo Museu dos Coches (Avenida da Índia, nº 136) concentração esta subordinada às seguintes consignas:

SALVEMOS OS MUSEUS DOS COCHES E DE ARQUEOLOGIA, A CORDOARIA E O ACERVO ARQUEOLÓGICO NACIONAL
BASTA DE TRAPALHADAS: Quem quer o novo Museu dos Coches ?
BASTA DE ESBANJAMENTO: Se não sabem gastar dinheiro, perguntem
BASTA DE INCOMPETÊNCIA: Já não temos paciência

Apoiar os trabalhadores do Ministério da Cultura que permanecem nas instalações onde se pretendem começar as obras de demolição preparatórias do novo Museu dos Coches, afirmando a nossa solidariedade activa em relação a todas as acções de resistência cívica que entendam desencadear;

Convocar oportunamente, depois de ultrapassada a presente crise e garantida a tranquilidade e boa fé de todos os intervenientes, uma jornada de reflexão e debate sereno, subordinada ao título “Política Museológica Nacional: como se fazem e desfazem museus”.

Da presente tomada de posição será dado conhecimento ao Presidente da República, Primeiro-Ministro, Grupos Parlamentares, Ministros das Cultura e da Economia.

Lisboa, em 9 de Março de 2009.

O Secretariado Permanente da Plataforma pelo Património Cultural

O Fórum Cidadania LX

Os promotores da petição “Salvem os Museus dos Coches e de Arqueologia e a Cordoaria Nacional”

Concentração de protesto

mars 12, 2009

concentracao

Hoje no Museu da Presidência acontece…

février 19, 2009

tropas-port-na-flandres-museu-de-angra-do-heroismo

Tropas Portuguesas na Flandres
©Museu da Presidência da República

Lançamento
VISÃO HISTÓRIA E MUSEU DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA MOSTRAM O OUTRO LADO DA PARTICIPAÇÃO PORTUGUESA NA I GUERRA MUNDIAL

– Lançamento da Revista Visão História na quinta-feira, dia 19 de Fevereiro, às 19 horas, no Museu da Presidência da República

No ano em que se assinalam os 90 anos do Tratado de Versalhes, a revista “Visão História” e o Museu da Presidência da República lançam, em conjunto, um número dedicado ao tema, para relembrar a participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial, as figuras mais destacadas do Corpo Expedicionário Português e o quotidiano nas trincheiras.

O Museu da Presidência da República está a preparar um conjunto de iniciativas que evocam a I Guerra Mundial. Uma grande exposição temporária, um ciclo de cinema, concertos e um conjunto de publicações são algumas das actividades que se encontram em preparação e que vão desenrolar-se ao longo do ano.

O primeiro evento será o lançamento da revista “Visão História”, totalmente dedicada a este tema, realizado em parceria com o Museu da Presidência da República. Diogo Gaspar, director do Museu, Cláudia Lobo, directora da revista “Visão História”, e Elsa Santos Alípio, investigadora do Museu da Presidência da República, vão dar a conhecer, na sessão de lançamento, alguns aspectos menos conhecidos sobre a participação portuguesa na I Guerra Mundial.

Durante décadas conhecido por “Grande Guerra”, o conflito sangrento que ocorreu entre 1914 e 1918 semeou o luto em muitas famílias portuguesas, mas é agora praticamente ignorado pelas novas gerações, apesar do sacrifício dos mais de 50 mil compatriotas mobilizados para as trincheiras no Norte de França e das sete mil vítimas que provocou.

(Fonte: Informação enviada Museu da Presidência da República)

TEMPUS, I Salão Internacional dos Museus e Património, 20-23 Nov. 2008

octobre 26, 2008

TEMPUS: I Salão Internacional dos Museus e do Património

O TEMPUS visa reunir os profissionais e as organizações públicas, associativas e privadas que intervêm no estudo,conservação, valorização ou comunicação do património cultural.

– Entes públicos, do 3º sector e privadas (organismos da administração central, regional e local, associações e empresas ) que queiram dar a conhecer património, tangível ou intangível (museus, monumentos e sítios históricos, áreas protegidas, rotas culturais, gastronomia…)

– Fornecedores de bens e serviços especializados (conservação e restauro, organização, exposição e eventos, turismo cultural, arqueologia, educação, formação, equipamento, segurança, estudos e consultoria, tecnologias de informação, soluções de interactividade, bilheteira, merchandising, seguros, financiamentos…)

Local: Exponor, Pavilhão 6, de 20 a 23 de Novembro de 2008.

Abertura: dia 20, às 15h00. Encerramento: dia 23, às 20h00

Horário (dias 21, 22 e 23): das 10h00 às 20h00

Programa:

Dia 20: só para profissionais.

Dia 21: gratuito para estudantes maiores de 12 anos.

Programação Paralela:

20: Conservação em Contexto Autárquico (Área Metropolitana do Porto)
21: Evento ICOM (International Council of Museums) sobre formação
20 a 22: Ciclo « 2008-2013 Estratégias para o Património »
23: Encontro informal de BLOGGERS de Cultura e Criatividade
19 a 22: Confrarias Gastronómicas (jantares por pré-inscrição)

Mais informação:
http://www.inovaforum.org/

Salão Internacional do Património Cultural, 6-9 Nov. 2008, Paris

octobre 20, 2008

Entre os próximos dias 6 e 9 de Novembro de 2008 irá ter lugar mais um salão international dedicado ao Património Cultural.

Local: Carrousel du Louvre, Paris

Mais informações:
http://www.patrimoineculturel.com/

Ouvert à tous les domaines de la vie patrimoniale, alliant culture et économie, le Salon International du Patrimoine Culturel est à la fois une vitrine des métiers d’excellence, des lieux et sites patrimoniaux. Il contribue au développement économique des entreprises.

Le Salon se fait depuis 1997 « l’avocat » des grandes causes patrimoniales. L’édition 2008 aborde une fois encore des sujets forts: Patrimoine et Mécénat, Patrimoine et Tourisme Culturel.

(in site http://www.patrimoineculturel.com/)