Archive for the ‘Museology’ Category

Livro « Património Cultural Imaterial »

octobre 10, 2011

Foi lançado, no passado dia 29 de Setembro, o livro « Património Cultural Imaterial-Convenção da UNESCO e seus contextos » de Clara Cabral (Edições 70, nº 98 da Col. Arte & Comunicação).

Sobre o livro:

A ratificação por Portugal, em 2008, da Convenção da UNESCO para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial tem suscitado grande curiosidade quanto à sua natureza, características e valor para a sociedade.

O que é o património cultural imaterial? Porque é importante a sua salvaguarda?

Qual a utilidade de um instrumento normativo internacional?

Estas são algumas das questões analisadas no presente livro, onde se dá a conhecer a Convenção da UNESCO de forma simples e objectiva para que todos possam colaborar eficazmente na salvaguarda do nosso extenso e riquíssimo património intangível.

(Fonte: Edições 70)

Conteúdos:

Prefácio
Introdução
1. Apontamentos sobre património e cultura
1.1. Essência e desígnios do património cultural
1.2. Questões culturais na sociedade global
1.3.Direitos culturais colectivos
1.3.1. Populações indígenas
1.3.2. Minorias
1.3.3. Grupos de migrantes
1.4. Folclore e cultura popular
2. Convenção do Património Cultural Imaterial
2.1. Criação da Convenção de 2003
2.2. Relação com a Convenção do Património Mundial
2.3. Órgãos e mecanismos da Convenção
3. Salvaguarda como processo participativo
3.1. Identificação, documentação e pesquisa
3.1.1. Inventários
3.1.2. Inventariação
3.2. Viabilização a longo prazo
4. Listas da Convenção
4.1. Lista Representativa
4.2. Lista de Salvaguarda Urgente
4.3. Programas, Projectos e Actividades
5. Impactos sobre as comunidades e grupos
5.1. Propriedade Intelectual
5.2. Turismo
5.3. Desenvolvimento sustentável
6. Aplicação da Convenção em Portugal
6.1. Contexto normativo
6.2. Entidades responsáveis e agentes no terreno
7. Notas finais
Bibliografia
Anexos
Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial
Directivas Operacionais para a Aplicação da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial (excertos)
Lei n.º 107/2001 de 8 de Setembro (excertos)
Decreto-Lei n.º 139/2009 de 15 de Junho
Portaria n.º 196/2010 de 9 de Abril

(fonte: informação enviada pela autora)

O livro pode ser adquirido aqui:
http://www.almedina.net/

ou aqui:
http://www.edicoes70.pt/site/node/440

Curso Património Cultural Imaterial

octobre 5, 2011

A Universidade Lusófona está a organizar uma pós-graduação sobre Património Cultural Imaterial.

Sobre o curso:

Duração | 1 trimestre |
20 ECTS

Director do curso: Luís Marques

Objectivos e plano do curso

Mais informações:
http://www.ulusofona.pt/index.php/ensino/escolas-faculdades-e-institutos/faculdade-de-ciencias-sociais-e-humanas/pos-graduacoes/pos-graduacao-em-patrimonio-cultural-imaterial.html

Património imaterial em destaque

septembre 29, 2011

Por estes dias, o património imaterial é território fértil de actividades.

Irá ter lugar, hoje (30 Set.) o festival Artes da Fala, organizado pela Câmara Municipal de Portel e pela Associação de Folcloristas do Alto Alentejo.

O programa do festival inclui (a partir das 21h30):
Cântico às Oliveiras Bentas [Alandroal]
Grupo Coral Os Almocreves [Portel]
Poetas Populares do Alentejo
Improviso em Ottava Rima:
Giampero Giamogante (voz) e Donato de Acutis (voz e organetto) [Itália]
Prazo&Label T. [rapper’s] [Sines]

No dia 1 de Outubro (sábado) realiza-se uma mesa-redonda dedicada a “Património Cultural Imaterial, Identidade, Turismo e Estratégias Locais”. O coordenador é Luís Tojo (vereador da Câmara Municipal de Portel).

De acordo com o programa:

16h00
Discussão urgente: de que falamos quando falamos de Património Cultural Imaterial, Pedro Félix (INET-MD- Universidade de Lisboa)

A materialidade do imaterial, José Rodrigues dos Santos (CIDEHUS, Universidade de Évora)

Inventário do PCI ou inventário-catálogo da Paisagem? Paulo Lima (Câmara Municipal de Portel)

Património imaterial, modos de recolha e representação, «Sinfonia do Imaterial», Tiago Pereira, realizador

INATEL, agência consultiva para o Património Cultural Imaterial, Carla Raposeira (Fundação INATEL)

17h45 – pausa para café

18h00 – Exibição do filme “SINFONIA IMATERIAL”, um filme de Tiago Pereira

21h30 Festival Artes da Fala
Grupo Etnográfico de Moldes (Arouca)
Bailinhos (Títeres da Ti Melindra) [Borba]
Improviso em Ottava Rima:
Giampero Giamogante (voz) e Donato de Acutis (voz e organetto) [Itália]
Prazo&Label T. [rapper’s] [Sines]

A entrada é livre

Local: auditório municipal

CONF: “Conservação in-situ de âncoras, armas e navios de guerra”, 23 Set. 2011

septembre 21, 2011

A beneficiar do encontro do ICOM-CC realizam-se outros eventos em paralelo, como a conferência de Ian MacLeod intitulada “Conservação in-situ de âncoras, armas e navios de guerra/In-situ conservation of anchors, guns and warships”, que se realiza no Padrão dos Descobrimentos. É no dia 23 de Setembro (próxima sexta-feira), pelas 18h30. A não perder!

A entrada é livre, mas recomenda-se a confirmação de presença através do seguinte email:
padraodosdescobrimentos@egeac.pt

Mais informações: 21 30 319 50
Apoio: IGESPAR

Sobre Ian D MacLeod – Ian is the Executive Director of the Western Australian Museums in Fremantle and has been solving deterioration problems with shipwreck artefacts since 1978 when he joined the museum’s Department of Materials Conservation. He is passionately interested in the decay of glass, ceramics, wood and metals and was a Senior Fulbright Fellow in 1993 that allowed him to sneak into Canada and do his corrosion measurements on the wrecks in Tobermory Bay in Lake Huron. He has been a metals working group coordinator for ICOM-CC for several terms, a member of the ICOM-CC Directory Board for two terms and a Pre-prints committee member for several Triennial meetings. He has seen studied shipwrecks in Canada, Scotland, Finland, USA and in the Federated States of Micronesia. He is a member Royal Society of Chemistry, a Chartered Chemist, a Fellow of International Institute for Conservation of Artistic and Historic Works, a Fellow of the Royal Australian Chemical Institute, Fellow of the Australian Academy of Technological Sciences and Engineering, Fellow of the Society of Antiquaries of Scotland.

(Fonte: informação enviada pelo Instituto de História da Arte da Universidade Nova)

Mais conferências em Setembro…

septembre 19, 2011

Eis mais algumas conferências no mês de Setembro:

– a conferência « Comunicação Pública da Arte e os Museus: Interacções * Intermédia * Interactividade« , no dia 23 de Setembro, no Museu Colecção Berardo. Mais informações:
http://www.cecl.com.pt/

– a conferência “Museus de Arte Hoje: perspectivas e expectativas museológicas”, no dia 29 de Setembro, pelas 18h00, Sala Multiusos 2, piso 4, Edifício I&D – Universidade Nova. A conferencista é Maria Cristina Oliveira Bruno (Professora Titular em Museologia, Museu de Arqueologia e Etnologia / Universidade de São Paulo). A conferência é organizada pelo Instituto de História da Arte – FCSH/UNL. Esta iniciativa parece ser indicadora das potencialidades que representa um maior intercâmbio entre Portugal e o Brasil na área da museologia.
Sobre este encontro, pode ler-se:

As expectativas museológicas em relação aos museus de arte na contemporaneidade acompanham as mesmas preocupações referentes a instituições de outras tipologias. Há reiterada indicação sobre a necessidade de renovação: das coleções e acervos, das estratégias de aproximação com os distintos segmentos de públicos no que se refere à dimensão social e às faixas etárias e, ainda, há demanda de inovação relativa aos modelos de gestão institucional e da delimitação das específicas funções sociais e educacionais.
Essas preocupações que são transversais ao universo dos museus, no caso dos museus de arte são acrescidas de questões referentes ao equilíbrio entre os avanços das experimentações artísticas e as estratégias museológicas empreendidas para a documentação e conservação dos objetos de arte, extroversão dos acervos e projeção de ações educativas. Há, sem dúvida, um dilema contemporâneo entre o registro do momento da criação e da proposição de poéticas estéticas e a intenção e ação relativas à preservação patrimonial e geração da herança cultural. Há, também, a concentração de esforços no desenvolvimento de propostas que valorizem a educação dos sentidos e suas respectivas correspondências em um cotidiano permeado pelo efêmero.
Localizamos as expectativas entre os dilemas que envolvem as renovações e inovações museológicas e podemos identificar algumas rotas que abrem caminhos para a atualização dessas instituições e seu melhor desempenho junto aos planos de políticas públicas patrimoniais, consolidando perspectivas para a fruição, valorização e projeção do legado artístico.
Entre várias menções, é possível sublinhar a relevância das metodologias educacionais de mediação apoiadas no triângulo articulado entre fruição estética, saber histórico e exercício de ateliê; da mesma forma é importante valorizar os projetos institucionais que buscam aproximar as comunidades em vulnerabilidade social dos museus ou mesmo aqueles que abrem seus espaços para os artistas residentes. Ainda no âmbito dessas perspectivas, as novas iniciativas inerentes à documentação do fazer artístico têm atraído a atenção dos profissionais especializados em sistemas de informação e merecem destaque no âmbito desta abordagem.
A partir desses enunciados, as expectativas relativas aos museus de arte serão delineadas e as perspectivas serão tratadas mediante a argumentação embasada em estudos de casos, a saber:
-Pinacoteca do Estado de São Paulo / São Paulo: a renovação dos processos museológicos e a busca da inclusão social;
-Casa das Onze Janelas / Belém: a arte inserida nos sistemas e redes museológicas;
-Museu de Arqueologia e Etnologia / São Paulo: a arte permeada pela perspectiva do outro;
-Museu Lasar Segal / São Paulo: a rota biográfica a serviço da fruição estética;
-Museu de Artes e Ofícios / Belo Horizonte: as reciprocidades entre arte e trabalho.
Esses casos servirão como exemplo de desafios pontuais que se encontram no específico dilema contemporâneo dos museus, ou seja: refinar as reciprocidades entre objetos interpretados e olhares interpretantes.
(Fonte: informação enviada pela organização do evento)

Mais informações, pode contactar:
iha@fcsh.unl.pt
iha.divulgacao@fcsh.unl.pt
Ou consultar: facebook.com/iha.fcshunl

E a 30 de Setembro realiza-se um seminário organizado pela Rede Portuguesa de Museus (o terceiro de 2011). O tema parte do projecto da exposição “A Taste of Europe – Sabores da Europa”, que resulta de uma parceria entre nove museus europeus. O objectivo destes encontros é “dar visibilidade a boas práticas e a experiências de referência no panorama museológico do país, com objectivos de reflectir sobre potencialidades, dificuldades, metodologias e processos.” (site IMC).
Mais informações: site IMC
Terá lugar no museu de Portimão (10.00h- 13.00h/14.30h-17.30h). A inscrição é gratuita (até 23 de Setembro).

Call for papers: « Museus e Sustentabilidade Financeira »

septembre 14, 2011

No próximo dia 7 de Novembro o ICOM-PT realiza uma jornada de reflexão em torno do tema « Museus e Sustentabilidade Financeira » no Museu Soares dos Reis, no Porto. O programa ainda não foi lançado, até porque a organização optou por fazer uma chamada pública para comunicações (que terminou no dia 10 de Setembro). Ainda que tenha havido pouco tempo para divulgação, parece interessante que seja cada vez mais frequente, entre nós, iniciativas de base « call for papers », um sinal claramente positivo para o desenvolvimento da museologia em Portugal. Sobre o enquadramento do tema do encontro, veja-se em baixo a informação veiculada pelo ICOM-PT

Não é segredo que a gestão dos museus requer um avultado investimento financeiro. No entanto, os museus em Portugal, e nomeadamente os museus públicos e ou apoiados financeiramente pelo Estado, têm vindo a sofrer um congelamento, e em alguns casos até, um decréscimo acentuado do orçamento operacional que lhes é atribuído. Por outras palavras, os museus têm que procurar fontes de rendimento autónomas.

O programa do recém-eleito governo apresenta para os museus uma linha estratégica – reavaliar a política de gratuitidade dos museus públicos. Será este posicionamento suficiente para resolver a situação, por muitos qualificada de penúria, de alguns dos nossos maiores museus ? Qual é o impacto – financeiro e identitário – desta revisão?

Que soluções têm os museus aplicado para compensar a falta de investimento das tutelas ? Qual o peso do rendimento das vendas de loja, restaurantes e cafetarias e do aluguer de espaços no orçamento dos nossos museus ? Os programas de voluntariado vieram alterar o mapa financeiro dos museus? De que modo? Com que custos éticos ?
E quais as implicações destas políticas financeiras na missão do museu ? Estará o museu a comprometer a sua essência identitária ao preocupar-se com a rendibilidade ?

Nesta Jornada ICOM.PT procuramos respostas para estas questões e dar a conhecer práticas e modelos orçamentais que funcionam e que permitem aos museus almejaram um verdadeiro desenvolvimento estratégico.

Propostas de comunicações (20 linhas máximo, para comunicações de 20 minutos), devem ser enviadas até 10 de Setembro para info@icom-portugal.org

Organização ICOM.PT: Inês Fialho Brandão e Maria Vlachou
Apoio institucional: Museu Nacional Soares dos Reis

(Fonte: ICOM-PT)

Dicionário Museologia

septembre 13, 2011

Key Concepts of Museology
Editores: André Desvallées e François Mairesse
Edição: ICOM, Armand Colin, 2010.
ISBN 978-2-200-25398-1
Obs: Existe também versão em espanhol e francês

Foi publicada em formato digital uma versão resumida do « Dictionnaire encyclopédique de muséologie » (2011). Esta versão, dirigida a um público mais alargado, inclui a definição dos seguintes termos:

ARCHITECTURE
COLLECTION
COMMUNICATION
EDUCATION
ETHICS
EXHIBITION
HERITAGE
INSTITUTION
MANAGEMEN
MEDIATION(INTERPRETATION)
MUSEAL
MUSEALISATION
MUSEOGRAPHY (MUSEUM PRACTICE)
MUSEOLOGY (MUSEUM STUDIES)
MUSEUM, OBJECT [MUSEUM OBJECT] OR MUSEALIA
PRESERVATION
PROFESSION
PUBLIC
RESEARCH
SOCIETY

Este é um projecto desenvolvido pelo ICOFOM há vários anos com o objectivo de criar uma plataforma de entendimento comum. Trata-se de uma ferramenta importante tanto para estudantes como para os profissionais, uma vez que partilhando o mesmo vocabulário também a comunicação se torna mais eficiente.

Sobre como adquirir o dicionário na sua forma mais abrangente (« Dictionnaire encyclopédique de muséologie ») consulte o seguinte endereço:
http://network.icom.museum/

A versão mais curta está disponível para download no site do ICOM:
http://icom.museum/what-we-do/professional-standards/key-concepts-of-museology.html

Mais informação:
http://network.icom.museum/icofom/dictionnaire-encyclopedique-de-museologie.html

Em Setembro acontece…

septembre 6, 2011

Este mês é particularmente fértil em matéria de conferências na museologia. Destaco 4 iniciativas de dimensão internacional a decorrer em Lisboa:

International Symposium and workshop on Cultural Property Risk Analysis, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova, entre 14 e 16 de Set. (evento associado ao ICOM-CC). Ver o programa aqui: http://protectheritage.com/Lisbon2011/

Encontro do ICOM-CC: “Cultural Heritage/Cultural Identity – The Role of Conservation”, que se realiza em Lisboa (Centro de Congressos), entre 19 e 23 de Setembro. Ver o programa aqui: http://www.icom-cc2011.org/

International Committee of ICOM for University Museums and Collections (UMAC)” entre 21 e 25 de Setembro, na Universidade de Lisboa. Programa preliminar aqui: http://www.mc.ul.pt/umac2011/preliminary-programme

O VI Encontro de Museus dos Países de Comunidades de Língua Portuguesa, no Museu do Oriente, em Lisboa, nos dias 26 e 27 de Setembro. Pode encontrar mais informação aqui: http://www.icom-portugal.org/

Destaco também iniciativas de carácter nacional:

– V Curso de Verão da APOM nos dias 12, 13 e 14 de Setembro de 2011 (Casa da Torre em Caria- Belmonte). Ver programa aqui

Outras iniciativas fora de portas:

XIII JORNADAS DE PATRIMONIO INDUSTRIAL INCUNA – Patrimonio Inmaterial e Intangible de la Industria: Artefactos, Objetos, Saberes, Memoria, 29 e 30 Setembro, Gijón. Ver programa aqui: http://incuna.es/

Museus e Investigação

septembre 5, 2011

Inauguramos esta nova temporada de trabalho com uma notícia que não é nova, mas que merece especial destaque. A revista do Instituto de História da Arte (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas-UNL) publicou em Maio passado um número dedicado aos museus, uma vez que esta é uma das linhas de investigação do instituto. Este é mais um sinal claro da importância que a museologia tem como campo de estudo na actualidade.

Este número tem a coordenação de Raquel Henriques da Silva. Os artigos são, na sua maioria, de investigadores do Istituto de História da Arte, mas a revista não é esclusiva. A revista apresenta para além de uma secção generosa de artigos (14), uma secção para resenções, um espaço designado por « Varia » e ainda uma área para notícias sobre projectos e informação sobre teses de mestrado e doutoramento concluídas (desde 2008) e teses de doutoramento em curso, que de alguma forma se inscrevem nesta linha de investigação.

Índice:

Raquel Henriques da Silva, Editorial, p. 7

Afonso Ramos, Joana Cunha Leal, Mariana Pinto dos Santos, Entrevista com James Elkins, p. 9

(Artigos)

Angelo Cattaneo, Inventare musei per ordinare e rappresentare il mondo. La Guardaroba nuova di Palazzo Vecchio e le Sale delle cosmografia e delle matematiche agli Uffizi a Firenze, p. 25

Joaquim Oliveira Caetano, Os Projectos do Arquitecto Joaquim de Oliveira para as Bibliotecas-Museu de Frei Manuel do Cenáculo, p. 49

Hugo Xavier, O « Museu de Antiguidades » da Ajuda: numismática e ourivesaria das colecções reais ao tempo de D. Luís, p. 71

Sofia Lapa, Georges-Henri Rivière na génese do Museu Calouste Gulbenkian. Contributos para o estudo da colaboração entre o museólogo francês e a Fundação Calouste Gulbenkian, p. 89

Maria João Vilhena, Sérgio Guimarães de Andrade, o conservador e a sua colecção. A imaginária como conceito, p. 111

Rupert Cox, Objects that move: Japanese Namban screens in the realm of the senses, p. 127

José Alberto Seabra Carvalho, « Que hacen los conservadores? » A propósito do incomodativo problema da existência de mestres desconhecidos nas tabelas dos museus, p. 139

Leonor de Oliveira, A exposição « A Rainha D. Leonor » no quadro das exposições evocativas do Estado Novo, p. 153

Alexandra Curvelo, Mariano Piçarra, Luís Afonso, Os caminhos para a Casa Perfeitíssima, p. 169

Raquel Henriques da Silva, Investigar para expor. Duas exposições na Fundação Calouste Gulbenkian, 2007-2009, p. 179

Lúcia Almeida Matos, Vítor Silva, Expor a investigação – dois percursos pela obra de Henrique Pousão, p. 193

Lúcia Almeida Matos, Na Presença de Marina Abramovic – notas sobre musealização da performance, p. 207

Rita Macedo, Cristina Oliveira, A documentação de arte efémera como forma de preservação: O caso de Árvore Jogo/Lúdico em 7 Imagens Espelhadas de Alberto Carneiro, p. 217

Vivian van Saaze, Going Public: Conservation of Contemporary Artworks. Between Backstage and Frontstage in Contemporary Art Museums, p. 235

(Resenções Críticas)

Joana Baião, Jorge Custódio: « Renascença artística » e práticas de conservação e restauro arquitectónico em Portugal, durante a l.ª República. Tese de Doutoramento em Arquitectura. Universidade de Évora, 2009, p. 252

Miguel F. dos Santos, Peter Goldie e Elisabeth Schellekens, Who’s Afraid of Conceptual Art?, Londres e Nova Iorque: Routledge, 2010, p. 258

(Varia)

Paulo Simões Rodrigues, O Conde Athanasius Raczynski e a Historiografia da Arte em Portugal, p. 264

Afonso Ramos, José Rodrigues e o Cego Rabequista, p. 276

Maria Jesus Ávila, Encontros perdidos: objectos surrealistas destruídos, p. 286

(Notícias-Projectos de investigação financiados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia-FCT)

Raquel Henriques da Silva, Fontes para a História dos Museus de Arte em Portugal, p. 306

Lúcia Almeida Santos, Documentação de Arte Contemporânea, p. 308

Maria João Melo, Crossing Borders. História, Materiais e Técnicas na Pintura Portuguesa do Romantismo, Naturalismo e Modernismo: 1850-1918, p. 310

(Linha de Museum Studies: Dissertações e Teses de Doutoramento em Museologia – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e Faculdade de Ciência e Tecnologia da universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto)

Para saber mais, consulte:
http://iha.fcsh.unl.pt/

A publicação está à venda no Instituto de História da Arte:

Gab. 305, edifício I&D
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Nova de Lisboa
Av. de Berna 26 C 1069-061 Lisboa

iha.divulgacao@fcsh.unl.pt

Até Setembro!

août 1, 2011

Vamos fazer uma pausa, mas estamos de volta em Setembro!

Um périplo pelos museus de Copenhaga

juillet 18, 2011

Copenhaga
© Ana Carvalho, 2011

Esta foi a minha primeira visita ao país. Fui até Copenhaga especialmente para visitar o museu da cidade (Kobenhavns museum/Museum of Copenhagen). Acabei por visitar ainda dois dos museus nacionais mais icónicos, o National Museum of Denmark e o Statens Museum for Kunst (Danish National Gallery).

O Museum of Copenhagen foi a minha primeira paragem. “Becoming a Copenhagener” é uma das exposições temporárias do museu já sob a direcção de Jette Sandhal, fundadora do Museum of World Culture (2004), em Gotemburgo, e ex-directora do Te Papa Tongarewa, na Nova Zelândia. Para quem está familiarizado com o trabalho realizado por Sandhal reconhece a sua filosofia de trabalho: exposições com um discurso multivocal, participação das comunidades, utilização das novas tecnologias, objectos de diferente natureza: objectos históricos, objectos do quotidiano, objectos de carácter simbólico, instalações artísticas, filmes, fotografia, etc. O visitante é convidado quase sempre a participar, a ter experiências através do médium expositivo. A exposição é sobre a condição de ser imigrante em Copenhaga e as diferentes vagas de emigração, desde o séc. XVI à actualidade. Muitas comunidades estão ali representadas, desde os imigrantes dinamarqueses da província, aos ciganos, judeus, alemães, libaneses, etc. Descriminação, segregação e racismo atravessam a história de Copenhaga e fazem parte da realidade actual da cidade. Esta exposição encara o tema sem complexos, com frontalidade e irreverência. No final ficamos com a sensação que passamos a conhecer um pouco melhor a cidade, ligeiramente diferente do discurso propagandístico da cidade mais turística e mais visitada da Escandinávia. Foi uma das melhores experiências museológicas, sem margem para dúvidas. Todavia, nem todas as soluções museográficas contribuíam para uma visita confortável. Algumas legendas localizavam-se em posições pouco fáceis para leitura, falta de iluminação de algumas legendas, espaço para visionamento de filmes mal dimensionado. Para além disso, o problema da língua. A maior parte dos filmes não tinha legendas em inglês o que significou perda de muita informação, com muita pena minha dado o interesse dos temas.
No seguimento desta exposição desembocamos na exposição permanente do museu, mas o discurso é claramente outro. A opção é um discurso mais tradicional, povoado por uma infinitude de objectos, algumas recreações de ambiente de época, etc. Enfim, uma história demasiado longa para ser contada numa só visita.

The Wall, Museum of Copenhagen
© Ana Carvalho, 2011

De seguida visitei a principal praça da cidade, sobretudo para conhecer o “muro do museu”. O museu concebeu um muro digital do tipo “touch screen” que permite ao visitante descobrir as colecções do museu, sobretudo as fotográficas. O muro convida a participação das comunidades, podendo qualquer pessoa deixar comentários ou fazer o upload das suas fotografias sobre a cidade. Sobre os objectivos desta iniciativa, refere-se:

“The WALL is a dialogue about Copenhagen – its inhabitants, history and contemporary challenges. It is a rediscovery of the capital, a rallying point at street level where citizens can exchange memories, visions and mixed feelings about the city we live in. Through the WALL, you can tell your own stories about the different neighborhoods and their strengths and weaknesses, heroes, scapegoats and magical spaces. Or you can stroll back into history and explore the stories, themes and images already at the WALL. The WALL is a celebration of the city and its diversity, our lives and our tales. In the next 4 years the Wall will be set up in different spots of Copenhagen.” (Texto do museu)

Esta é uma iniciativa que se insere na nova estratégia de comunicação do museu e que se encontra nesta praça desde Maio de 2011. Por um lado, fiquei decepcionada com a qualidade de visionamento do ecrã e por outro, mais uma vez, língua, uma vez que a única língua disponível era o dinamarquês, o que limita a interpretação da informação. De qualquer forma parece-me uma solução inovadora e cujos efeitos será interessante avaliar a seu tempo.

Também me chamou a atenção uma outra iniciativa do museu junto do muro. A praça encontra-se em obras e decorrem trabalhos arqueológicos. Um cartaz divulga a realização de visitas guiadas às escavações, o que parece uma boa estratégia de serviço público, dando a conhecer à comunidade o trabalho do museu e a importância destes trabalhos para a história da cidade: “FREE GUIDED TOURS-Archeologists talk about the escavations at the City Hall Square”.

National Museum of Denmark
© Ana Carvalho, 2011

“Who are the Danes?” É com esta a pergunta que o folheto do museu nacional da Dinamarca me cativou para uma visita ao maior museu do país. Este é um discurso claramente nacionalista, que nos propõe um olhar sobre a história dos dinamarqueses, desde a pré-história até aos tempos modernos, balizados até ao ano de 2000. Nas galerias da pré-história as colecções arqueológicas são apresentadas de acordo com uma museografia depurada e elegante e relativamente recente.
Seguindo a organização cronológica do discurso segue-se a Idade Média e o Renascimento, que deverão ser as galerias mais antigas atendendo ao grafismo das tabelas, com um layout pouco apelativo e desactualizaado. Ainda neste piso estão musealizadas algumas áreas correspondentes do antigo palácio rococó do príncipe (Prinsens Palais) onde foram instaladas as colecções do museu desde o séc. XIX. Cedo se percebe que este não é um museu, mas vários museus dentro de um museu, que inclui a incorporação de colecções muito diversas, como é o caso de gabinetes de curiosidades do séc. XVIII, objectos da câmara de maravilhas real (Royal Kunstkammer, desmembrada em 1825) criada pelo rei Frederik III e que em 1655 adquiriu as colecções do físico dinamarquês Ole Worm – “Museum Wormianum”. O “Museum Wormianum” é para muitos uma imagem icónica da história da museologia.
Algumas das museografias de outros tempos, cuja forma de expor se cristalizou no tempo tornaram-se “per se” um objecto museológico. Este é o caso uma vitrine de um interior de uma quinta do séc. XIX, que foi exposto pela primeira vez numa exposição industrial em Copenhaga (1879), entre outros exemplos.
Na continuidade do discurso sobre quem são os dinamarqueses, a exposição permanente termina como uma galeria intitulada “Stories of Denmark 1660-2000”. Num primeiro momento pensei que seria expectável encontrar outras vozes no discurso, mas na realidade o que encontrei foi um discurso a monovocal dentro do que é comum encontrar. Trata-se da história da Dinamarca nos seus diferentes aspectos, como a vida no campo e na cidade, a religião, a política, a industrialização, a guerra, etc. Na verdade, acabamos por saber pouco sobre os quem são os dinamarqueses hoje. O único núcleo que poderia dar essa perspectiva localiza-se no final da exposição e intitula-se “Danskere 2000/Danes 2000”. O painel introdutório refere o seguinte:

“Eleven Danes tell about their lives and exhibit their belongings and photographs – a multitude of lives and lifestyles in Denmark today. The stories here are an extension of the TV series “Danes”, in which people filmed everyday events of their lives in the year 2000. Their recordings were edited by Denmark’s Radio 2 as short 2 minutes episodes – moments of life in Denmark.”

Para além de se poder questionar a representatividade das diferentes comunidades que fazem parte hoje de Copenhaga, que parece estar ausente, parece-me questionável o visionamento de vídeos na ausência de som e de legendas. Em jeito de conclusão pode dizer-se que a exposição diz pouco sobre quem são os dinamarqueses hoje pois está centrada no passado.
Mas o museu não termina aqui. Existem ainda muitas outras colecções, nomeadamente as colecções não-europeias – “Near Easter and Classical Antiquities” (que não consegui ver), e as colecções etnográficas, designadas como “Ethnographical Treasures”. Ao percorrer as galerias das colecções etnográficas, organizadas geograficamente, parecia percorrer as reservas, uma espécie de reservas visitáveis, onde vários objectos organizados, muitos deles por tipologias, são apresentados em grande número e diversidade. Em cada um das salas existia um painel multimédia que permitia aceder ao catálogo das colecções e à ficha de cada um dos objectos, o único sítio onde se podia aceder à informação sobre cada um dos objectos, apenas em dinamarquês, claro! Esta forma de apresentação ausente de contextualização aproxima-se um pouco da ideia de biblioteca, onde livros são colocados lado a lado, organizados dentro de uma determinada categoria. Neste caso temos objectos etnográficos, justapostos, reunidos de acordo com uma determinada categorização. Não me parece muito diferente.
E o museu continua, com o museu das crianças e outras coisas mais, que não tive tempo de explorar.

O Statens Museum for Kunst não difere muito de outras galerias de arte nacionais, com a sua fachada monumental neo-clássica. Notável é a intervenção arquitectónica de ampliação de que foi objecto recentemente (1998), articulando harmoniosamente o antigo edifício com o jardim através de uma fachada envidraçada.

Ampliação do Statens Museum for Kunst
© Ana Carvalho, 2011

Grande parte da exposição permanente é dedicada às colecções nacionais (séc. XVIII-XX, mas tem colecções a partir do séc. XIV, que neste momento não estão expostas), incluindo representações de outros artistas nórdicos. Para além disso, o museu inclui uma galeria dedicada à arte francesa do séc. XX, com alguns dos modernistas familiares: Derain, Modigliani, Matisse, etc.

Digna de nota é a solução encontrada pelo departamento de educação do museu para promover a relação do público com a arte. Trata-se de uma sala de desenho no seguimento da exposição, onde se apresentam várias esculturas e onde o visitante é convidado a desenhar.

Sala de desenho
© Ana Carvalho, 2011

Segundo o museu:

“To draw is to see. Drawing hones our sense of observation. Drawing connects us more closely to what we seek to understand. Drawing encourages us to select with care. Drawing produces an excellent feel for shadow, surface, texture, and for the relationship between them.” (texto de parede).

O visitante tem à sua disposição lápis, borrachas, afias, pranchas e papel. Várias famílias pareciam divertir-se.

Os dois museus nacionais têm entrada gratuita, excepção para as exposições temporárias que têm entrada paga, como é no caso do museu de arte.

Tese de doutoramento: « Sociomuseologia e Género: Imagens da Mulher em exposições de Museus Portugueses »

juillet 14, 2011

Defesa de doutoramento de Aida Rechena
13 de Julho de 2011, Lusófona
Foto de Ana Carvalho

Sociomuseologia e Género: Imagens da Mulher em exposições de Museus Portugueses
Autora: Aida Rechena
Orientação: Judite Primo
Tese apresentada para a obtenção do Grau de Doutor em Museologia no Curso de Doutoramento em Museologia 3.º Ciclo da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
Jurí constituído por: Mário Moutinho (Presidente), Judite Primo (orientadora), Manuel Serafim (arguente), Ana Paula Fitas (arguente), Pedro Pereira Leite, Pedro Cardoso e José Diogo Mateus.
Ano: 2011

História da museologia em foco

juillet 11, 2011

Painel de conferencistas. Da esquerda para a direita: José Brandão, Henrique Coutinho Gouveia, Clara Camacho e Luís Ceríaco
Auditório da Fundação Luso-Americana, Lisboa
© Ana Carvalho, 7 Julho 2011

No passado dia 7 de Julho de 20111 teve lugar em Lisboa uma sessão de trabalho e discussão intitulada « A importância da Museologia na História da Ciência ». Esta sessão enquadrou-se no contexto do « III Encontro de HIstória da Ciência » (Cf. programa), organizado pelo Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência (CEHFCi) da Universidade de Évora.

O encontro deu a conhecer algum do trabalho que está a ser desenvolvido pelo CEHFCi, convidando alguns dos seus investigadores para uma sessão temática sobre o papel da museologia na história da ciência.

A sessão, moderada por Clara Camacho, juntou investigadores de diferentes gerações. Henrique Coutinho Gouveia trouxe uma reflexão sobre a história do ensino da museologia e património em Cabo Verde. Note-se que muito recentemente tem havido laços de cooperação entre a Universidade de Évora (e Instituto Politécnico de Tomar) com a Universidade de Cabo Verde ao nível da docência no âmbito do mestrado em « Património, Turismo e Desenvolvimento » (2010/2011). Ainda no âmbito destas colaborações refira-se o seminário « Património, Museologia e Autarquias », coordenado por Coutinho Gouveia e que se realizou em Cabo Verde em Novembro de 2010 (cf. programa).

José Brandão dedicou a sua intervenção ao tema « Herança histórico-científica do Museu Nacional de Lisboa (Mineralogia e
Geologia) ». Recorde-se que Brandão apresentou em 2009 a tese de doutoramento sobre « Colecções e Museus Geológicos Portugueses: Valores Científico, Didáctico e Cultural » (cf. post) e que ganhou o prémio da APOM para melhor trabalho de museologia.

Apresentação de Luís Ceríaco
Auditório da Fundação Luso-Americana, Lisboa
© Ana Carvalho, 7 Julho 2011

Por sua vez, Luís Ceríaco, um dos doutorandos do CEHFCi apresentou o seu projecto « Colecções zoológicas. A importância dos museus para o desenvolvimento da zoologia em Portugal (XVIII_XX) », dando conta de alguns dos avanços na sua investigação. Este é um projecto orientado por João Carlos Brigola.

Posters de projectos de investigação
Auditório da Fundação Luso-Americana, Lisboa
© Ana Carvalho, 7 Julho 2011

Durante as várias sessões deste encontro, foram divugados os diferentes projectos em curso do CEHFCi, através da apresentação de posters. Neste contexto, também apresentei um poster intitulado « Diversidade Cultural e Museus no séc. XXI: o emergir de novos paradigmas ».

Programa III Encontros Historia da Ciência

Programa seminario « Patrimonio, Museologia e autarquias »

Relatório Museologia: « Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE): Percurso Museológico »

juillet 8, 2011

Defesa relatório, Membros do júri, Universidade de Évora
Foto Ana Carvalho, 5 Julho 2011

Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE): Percurso Museológico
Autora: Margarida Pais Ribeiro
Orientação: Filipe Themudo Barata e João Pinharanda
Relatório apresentado à Universidade de Évora para obtenção do grau de Mestre em Museologia (Bolonha)
Ano: 2011. Tese defendida a 5 de Julho de 2011
Nota: Júri constituído por Paulo Alexandre Rodrigues Simões Rodrigues (Presidente), Camões Gouveia (arguente), Sandra Leandro, Filipe Themudo Barata (orientador) e João Pinharanda (co-orientador).

Resumo:

O Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE) faz parte de um recente grupo de museus de arte contemporânea, bem como de centros de arte moderna surgidos nos últimos anos em Portugal, procurando afirmarem-se, quer no tecido cultural das cidades onde se integram, quer no país em geral, com programas museológicos de qualidade. Inaugurado em 2007, o MACE afigura-se, tanto no contexto local como nacional com uma proposta positiva e inovadora, em torno do qual existem muitas expectativas. Trata-se, pois, do momento oportuno para reflectir sobre os primeiros anos da sua actividade. Entre as intenções e a realidade, qual é o estado da arte? Tendo como ponto de partida o trabalho que desenvolvi durante três anos no MACE, o qual acompanhou de perto, não apenas a sua implementação, mas também os primeiros anos de vida do museu, este trabalho pretende não só contar como surgiu este espaço museológico, mas também fazer uma análise crítica do trabalho até hoje realizado, reflectindo sobre o presente mas lançando também pistas de trabalho para o futuro.

De volta…

juillet 8, 2011

Ontem perguntavam-me, então o blogue acabou? Não, continuamos por aqui. Provou-se que a mudança para a nova casa poderá ser mais demorada. Enquanto isso não acontece, permanecemos no endereço do costume…

http://nomundodosmuseus.hypotheses.org/

mai 30, 2011

« No Mundo dos Museus » está prestes a mudar-se para uma nova « casa ». Vou dar assim início a uma nova etapa a partir da « Hypotheses.org« , uma plataforma francesa de blogues no âmbito das ciências sociais, que também muito em breve terá uma edição em português.

Trata-se de uma nova roupagem, mas continuo fiel aos objectivos que me guiam desde o início, ou seja, o de tornar este blogue uma ferramenta de divulgação da actividade museológica em Portugal. Sem pretensões de dar a conhecer tudo aquilo que acontece neste domínio, este blogue pressupõe uma abordagem crítica (sempre que possível) das principais notícias no mundo dos museus.

Espero que todos aqueles que têm acompanhado o « Mundo dos Museus » não o deixem de fazer no futuro:

http://nomundodosmuseus.hypotheses.org

Procura-se historiador de arte para Alentejo

mai 24, 2011

Segundo informação divulgada através da lista de discussão « Museum », a empresa « Spira – revitalização patrimonial Ldaa » lançou uma oferta de emprego para historiador de arte.

« Spira – revitalização patrimonial Lda procura Historiador da Arte ou pessoa com outra formação, profundamente conhecedora de História e Património da região do Alentejo para levar a cabo visitas temáticas sobre frescos (pintura mural) e outras especificidades artísticas desta região do país. Procuramos alguém muitíssimo apaixonado pela matéria em causa, com um enorme prazer de partilha de conhecimento com todo o tipo de interessados, bom domínio de línguas (inglês e espanhol mínimo), responsável, autónomo e criativo. Obrigatório: carta de condução e carro. Trabalho pontual. Agradecemos envio de CV por parte de todos os interessados. »

Mais informações:
Catarina Valença Gonçalves (Directora-geral)
Rua 5 de Outubro, 20, 7920-368 Vila Nova da Baronia
http://www.spira.pt
ww.rotadofresco.com
http://www.campopatrimonio.com
+ 351 93 835 46 41 | + 351 284 475 413
skype: cvgvs1976

Encontro de Museus do Centro, 20 Maio 2011

mai 19, 2011

A Direcção Regional de Cultura do Centro promove um encontro de museus. Cooperação parece ser palavra-chave. O encontro é já amanhã.

Sobre os objectivos:

Dando con­ti­nui­dade ao de­bate ini­ci­ado no Seminário Redes Regionais de Museus, no dia 13 de Abril, onde fo­ram abor­da­das, de forma mais teó­rica, as es­tru­tu­ras de or­ga­ni­za­ção em rede, as po­lí­ti­cas es­tra­té­gi­cas, os di­fe­ren­tes mo­de­los exis­ten­tes e as pers­pe­ti­vas de par­ce­rias, pretende-se neste Encontro de Museus do Centro par­tir à des­co­berta de al­gu­mas das ins­ti­tui­ções mu­se­o­ló­gi­cas da Região Centro. Isto, para pro­mo­ver o diá­logo e a re­fle­xão, de forma mais prá­tica, atra­vés de cur­tas, in­ci­si­vas e ex­pli­ca­ti­vas apre­sen­ta­ções. Um diá­logo que se pre­tende re­ve­la­dor das po­ten­ci­a­li­da­des e das afi­ni­da­des nas re­la­ções en­tre mu­seus, sem des­cu­rar os an­seios e as di­fi­cul­da­des de cada ins­ti­tui­ção ou do sec­tor em ge­ral. Assim, deseja-se me­lho­rar o co­nhe­ci­mento mú­tuo do te­cido mu­se­o­ló­gico da re­gião num pro­cesso que se quer gra­dual, rei­te­rado e com di­nâ­mi­cas pró­prias, sendo de es­pe­rar que este evento não te­nha um fim em si mesmo. Para tal, am­bi­ci­ona a Direção Regional de Cultura do Centro com este pro­grama, ilus­trar a plu­ra­li­dade dos mu­seus da re­gião, ao ní­vel da tu­tela, da te­má­tica ou da lo­ca­li­za­ção. Previsivelmente, es­tas co­mu­ni­ca­ções se­rão o mote para a pro­cura de com­pa­ti­bi­li­da­des, a par­ti­lha de ex­pe­ri­ên­cias, o de­sen­vol­vi­mento de co­o­pe­ra­ções ou a iden­ti­fi­ca­ção de po­ten­ci­a­li­da­des e di­fi­cul­da­des co­muns. No fundo, o au­mento de co­nhe­ci­mento do sec­tor e o es­trei­tar de re­la­ções en­tre os mu­seus da re­gião é ob­je­tivo deste Encontro.

Pode consultar o programa aqui.

Local Vocabularies of “Heritage”: Variabilities, Negotiations, Transformations, 8-10 Feb. 2012

mai 18, 2011

Local Vocabularies of “Heritage”
Variabilities, Negotiations, Transformations,

8-10th February 2012

University of Évora – Portugal

Organisation:
Cidehus-University of Évora-FCT
and Network of Researchers on Heritagisations

Call for paper
Dead-line 1st of June 2011

Concern for “heritage”, in its French version of “patrimoine” or the Anglo-Saxon one of “heritage”, is often associated with Western cultural history’s originality and the spreading of the values related to it with a universalist and globalizing vocation. But the objects (artifacts, monuments, sites, animals, plant species and social practices) and the uses (memory and identity processes, transmission dynamics, links with the past and with history) today covered by the sphere of the Western “cultural heritage” are sometimes already part of the cultural practices and collective representations of non-Western societies. This plurality of “heritage” conceptions makes it possible to go beyond the rhetorical motif of the “great division” and to better redefine what makes world cultures different and what connects them. Moreover, though all societies do not attribute the same meaning or the same values to their heritage terminology, they are nonetheless part of a recent semantic and conceptual translation process of the international norms propagated by “heritage” institutions.

The difficulty in analyzing the layers and the differentiations of “heritage” vocabularies stems from the fact that international bodies have gradually included in the “heritage” field very different objects (architecture, town planning, art, landscape, environment, languages or practices and social representations) and have thus encouraged the actors to interpret certain local terminologies in terms of “heritage”, even though “tradition”, “culture”, “custom”, “memory” or “transmission” could have been considered autonomously. Moreover, the division of the “heritage” field into “cultural heritage”, “natural heritage” and “intangible heritage” contains in itself a classification of the real which is not directly transferred to social situations and which also obliges local actors to redefine their own categories of thought.

Besides, Western “heritage” terminology is perhaps only pertinent to the extent that the actors themselves assert their right to this vocabulary and use it. This relativistic position makes it possible to speculate on three aspects : firstly, on the terminologies applied to “heritage” type activities already at work locally in cultures outside international frameworks ; secondly, on the translations of the terms “heritage”, “safeguarding”, “preservation”, “restoration”, “valorization” etc. in conceptual negotiations which take place locally and, thirdly, on the differences existing between these two levels and on the incomprehension this disparity creates in the local implementation of programs using international categories.

Is it possible to draw up a comparative inventory of “heritage” notions present throughout human societies? What are the local notions that come into play in the contemporary “heritage” arena? What exactly do these notions cover in the autonomous regions of Europe or in those seeking independence and in the nations resulting from decolonization? How are the meanings and requalifications of vocabulary distributed in minority and fringe groups? To what extent can the heritage field be taken as a vantage point for a society’s historical evolution?

The central idea of this symposium is to carry out an international comparison of vocabulary variants and local linguistic uses of “heritage”, both in the context of contact with international institutions and in the limited one of indigenous and customary uses. The symposium therefore proposes to take seriously the emic definitions and redefinitions of “indigenous terms” and to draw up a critical inventory of them, by going beyond the fiction of a continuous and globalized homogeneous “heritage” field. A comparative analysis and the confrontation of related concepts in the different local vocabularies would also make it possible to get the measure of the transactions, mutations, misunderstandings and transfers that may arise from the global contact initiated in cultural exchanges over the last two centuries.

In this perspective, four main fields of reflection seem to emerge:
1. The variability of “heritage” vocabularies and the social effects of this in different cultural, historical and political contexts. How should we today consider the originality of Western systems of preservation, transmission and archiving and those of “other” cultures?
2. The conceptual negotiations at stake in the adjustments of local terms on a regional, national or international level. How are these negotiations part of the public space of terminological requalification of “heritage” vocabularies and practices, sometimes embodied in the form of “heritage” specialists or collective organizations?
3. The transformations the artifacts go through in the translation and exchange processes. What material changes do heritagized objects and representations have to undergo in order to correspond to local and/or international criteria?
4. The variability of scientific uses of the term “heritage” in academic traditions and the repercussions of this in experts’ practices and in interdisciplinary dialogue.

The symposium is open to all researchers working on the political, cultural, historical and social uses of “heritage”, in a perspective of exchange and interdisciplinary comparison, and able to provide a detailed account of a specific geographical area in order to contribute an element to the group reflection. Working languages will be English, French and Portuguese.

Proposition (250 words, contact details, scientific affiliation and biographical note of 50 words) should be submitted before the 1st of June 2011 to lvh2…@uevora.pt. The results will be made public on the 1st of July 2011.

Keynote Speakers
Crispin Paine, University College London, Great-Britain
Ismail Ali Ahmed El-Fihail, Ministery of Culture, United Arab Emirates
Salia Malé, National Museum, Mali
Organisation committee
Julien Bondaz, Musée du Quai Branly, France
Sylvie Grenet, Ministery of Culture and Communication, France
Cyril Isnart, Cidehus-University of Évora, Portugal
Anais Leblon, University of Aix-Marseille I, France
Maria Cardeira da Silva, FCSH/ Lisbon New University, Portugal
Elsa Peralta, ISC-IL, Portugal
Regina Bendix, University of Gottingen, Germany
Pascale Maizi, Centre Nationale d’Etudes Agronomiques des Régions Chaudes, France

Fees
The price of 150 € includes 3 lunches, 3 dinners, 6 coffee breaks, the guided tour of the historical center of Evora (Unesco World Heritage), Wifi access and documentation. The registration will only be complete once we have received the full registration fee. Cancellation and reimbursement will be possible till 2 months before the congress.

Agenda
1st of June: Dead-line for the proposal
1st of July: List of accepted papers – Call for registration
1st of November: Dead-line registration
15 of November: Final program

More information:
lvh2012@uevora.pt
or Site of the Congress

Património imaterial em documentário

mai 16, 2011

Amanhã (17 de Maio), no Teatro da Trindade será apresentada a ante-estreia do documentário « Sinfonia Imaterial », do realizador Tiago Pereira.

Recebemos por email o convite para assistir ao documentário, que subinha o seguinte:

« Este documentário é representativo da riqueza, diversidade e valor único do património imaterial português. O filme documenta o património oral e musical, recolhendo as práticas existentes de norte a sul do país incluindo as ilhas, descobrindo a riqueza rítmica de cada paisagem sonora e explorando a ideia de um Portugal culturalmente diversificado. »

Teatro da Trindade, Largo da Trindade, Lisboa
17 de Maio de 2011 | 21h30

Organização: Fundação INATEL

Confirmações até dia 16 de Maio através do 210027141 ou cultura@inatel.pt