Posts Tagged ‘conferência’

Call for papers: « Museus e Sustentabilidade Financeira »

septembre 14, 2011

No próximo dia 7 de Novembro o ICOM-PT realiza uma jornada de reflexão em torno do tema « Museus e Sustentabilidade Financeira » no Museu Soares dos Reis, no Porto. O programa ainda não foi lançado, até porque a organização optou por fazer uma chamada pública para comunicações (que terminou no dia 10 de Setembro). Ainda que tenha havido pouco tempo para divulgação, parece interessante que seja cada vez mais frequente, entre nós, iniciativas de base « call for papers », um sinal claramente positivo para o desenvolvimento da museologia em Portugal. Sobre o enquadramento do tema do encontro, veja-se em baixo a informação veiculada pelo ICOM-PT

Não é segredo que a gestão dos museus requer um avultado investimento financeiro. No entanto, os museus em Portugal, e nomeadamente os museus públicos e ou apoiados financeiramente pelo Estado, têm vindo a sofrer um congelamento, e em alguns casos até, um decréscimo acentuado do orçamento operacional que lhes é atribuído. Por outras palavras, os museus têm que procurar fontes de rendimento autónomas.

O programa do recém-eleito governo apresenta para os museus uma linha estratégica – reavaliar a política de gratuitidade dos museus públicos. Será este posicionamento suficiente para resolver a situação, por muitos qualificada de penúria, de alguns dos nossos maiores museus ? Qual é o impacto – financeiro e identitário – desta revisão?

Que soluções têm os museus aplicado para compensar a falta de investimento das tutelas ? Qual o peso do rendimento das vendas de loja, restaurantes e cafetarias e do aluguer de espaços no orçamento dos nossos museus ? Os programas de voluntariado vieram alterar o mapa financeiro dos museus? De que modo? Com que custos éticos ?
E quais as implicações destas políticas financeiras na missão do museu ? Estará o museu a comprometer a sua essência identitária ao preocupar-se com a rendibilidade ?

Nesta Jornada ICOM.PT procuramos respostas para estas questões e dar a conhecer práticas e modelos orçamentais que funcionam e que permitem aos museus almejaram um verdadeiro desenvolvimento estratégico.

Propostas de comunicações (20 linhas máximo, para comunicações de 20 minutos), devem ser enviadas até 10 de Setembro para info@icom-portugal.org

Organização ICOM.PT: Inês Fialho Brandão e Maria Vlachou
Apoio institucional: Museu Nacional Soares dos Reis

(Fonte: ICOM-PT)

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Conf: « Permanência à luz de autochromes em ambiente anóxico »

décembre 15, 2010

Hoje, dia 15 de Dezembro, terá lugar no auditório do Museu Nacional de Arte Antiga, o ciclo de palestras “em torno da conservação”, organizado pelo Laboratório José de Figueiredo e pelo Departamento de Conservação e Restauro, unidades orgânicas que, no âmbito do Instituto dos Museus e da Conservação, são responsáveis pelo estudo, investigação laboratorial e conservação dos bens patrimoniais.

Título: Permanência à luz de autochromes em ambiente anóxico
Data: 15 de Dezembro de 2010, 16h00
Por Luisa Casella, Associate Photograph Conservator, Harry Ransom Center (Austin, Texas)

Resumo:
Os autochromes colocam problemáticas de preservação particulares que estão relacionadas com a fragilidade do suporte de vidro e com a sensibilidade dos vários componentes à temperatura, humidade relativa e luz. Esta última, em particular, é gravemente nociva para os colorantes presentes na camada de ecrãs de côr. A baixa permanência à luz destes componentes levou a que a maioria das instituições culturais adoptasse uma política de não-exibição de placas autochrome originais.

Esta investigação, levada a cabo no Metropolitan Museum of Art entre Setembro de 2007 e Agosto de 2010, teve por objectivo determinar os potenciais benefícios de recorrer a condições anóxicas para a exibição de autochromes. Amostras modernas foram preparadas seguindo formulações históricas. Um grupo de amostragem foi exposto à luz em condições ambientais e um segundo grupo foi exposto à luz em condições perto de anóxicas (abaixo de 0.1% de oxigénio). Foram recolhidos dados espectrofotométricos das amostras antes e depois de exposição à luz.

Os resultados demonstram um decréscimo do desvanecimento dos colorantes em condições de baixo oxigénio.

Alissandra Cummins no encerramento do colóquio « Os Museus e a República »

mai 21, 2010

Sessão de abertura do colóquio, 19 Maio 2010

Maria Bolaños, 19 Maio 2010

Alissandra Cummins, 20 Maio 2010

Nos dias 19 e 20 de Maio realizou-se no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) o colóquio “Os Museus e a República”, organizado pelo Instituto dos Museus e da Conservação (IMC).

O encontro pontuou pela qualidade dos conferencistas convidados, reunindo de forma bastante concertada investigadores, alguns, porventura, mais conhecidos da comunidade museológica portuguesa a par com outros investigadores com projectos de doutoramento em curso ou recentemente terminados. O colóquio organizou-se em torno de quatro painéis de comunicações, que no cômputo geral permitiram diversas aproximações à história dos museus na República (museus de arte e arqueologia, ciências, literatura). O programa do colóquio contemplava inicialmente um enquadramento mais internacional, com contribuições de Espanha, França e Grã-Bretanha, mas esse objectivo acabou por não ser alcançado, já que Dominique Poulot e Helen Rees Leahy não estiveram presentes. Todavia, sublinhe-se a participação de Maria Bolaños, sobejamente conhecida entre nós através de publicações como a “Historia de los museos en España” (Trea, 1997), “La memoria del mundo: Cien años de museologia 1900-2000” (Trea, 2002), entre outros.

Alissandra Cummins, Presidente do Conselho Internacional de Museus (ICOM), esteve presente no colóquio para o encerramento dos trabalhos, aproveitando para sublinhar a importância do tema escolhido este ano para celebrar o Dia Internacional dos Museus, a harmonia social. A Presidente do ICOM esteve em Portugal esta semana a convite da Federação de Amigos dos Museus de Portugal.

A publicação dos textos apresentados e as conclusões deste colóquio serão certamente um contributo importante para a museologia, iniciativa que o IMC pretende levar a cabo a breve trecho, tal como foi referido no final deste encontro pelo seu director, João Carlos Brigola.

CONF: « Os Museus e o Ensino da História », 8 Maio 2010

avril 27, 2010

Encontro “OS MUSEUS E O ENSINO DA HISTÓRIA”
8 de Maio de 2010, 15 horas
Museu Nacional de Arqueologia
Entrada livre

Organização conjunta de: Museu Nacional de Arqueologia e Associação dos Professores de História

Programa:

1ª Parte
Prof. Paulo Brito:
“Museus e Programas Escolares – Um Instrumento para a Prática Docente na Disciplina de História”
Profa. Raquel Henriques:
“Programar e realizar visitas de estudo em espaços museológicos – da teoria à prática”.
Dr. José Araújo Ribeiro:
“Formação Contínua de Professores com factor de inovação das Práticas Educativas”
Pausa para café

2ª Parte
Dra. Maria José Albuquerque:
“Actividades Educativas e de Extensão Cultural do Museu Nacional de Arqueologia”
Debate sobre o tema do Encontro

Fonte: Lista de discussão Museum

Colóquio internacional « Os Museus e a República », 19 e 20 Maio 2010

avril 14, 2010

Nos dia 19 e 20 de Maio irá realizar-se o colóquio internacional « Os Museus e a República ». Entre os investigadores portugueses convidados para debater este tema estão José-Augusto França, Raquel Henriques da Silva, Jorge Custódio, Henrique Coutinho Gouveia, Luís Pequito Antunes, Joana Baião, Luís Raposo, Sandra Leandro, Duarte Freitas, Carlos Fiolhais, José Brandão, Joaquim Caetano e José Manuel de Oliveira. Para um olhar mais internacional sobre estas questões foram convidados Dominique Poulot, Helen Rees Leahy e Maria Bolaños, figuras sobejamente conhecidas da museologia.

Organização: Instituto dos Museus e da Conservação (IMC)
Apoio: Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência da Universidade de Évora (CEHFCi)

O evento terá lugar no auditório do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA).

Público-alvo: Técnicos de Museus, Palácios e Monumentos; Investigadores, docentes e alunos universitários

Pode encontrar a ficha de inscrição e programa no site do IMC:
http://www.ipmuseus.pt/pt-PT/Default.aspx

A proclamação da República em 5 de Outubro de 1910 constituiu um momento fundamental da História de Portugal, marcando profundamente a sociedade, as instituições e a cultura do país. É neste contexto, que o Instituto dos Museus e da Conservação (IMC) em parceria com o Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência da Universidade de Évora, irá realizar um colóquio internacional subordinado ao tema “Os Museus e a República”.
A coordenação científica está a cargo do Professor Doutor João Carlos Brigola, docente do Departamento de História da Universidade de Évora e Director do IMC.

O Programa do Colóquio contempla os seguintes temas: Museus ou colecções formados entre 1910 e 1932 (data da instituição do Estado Novo e da aprovação de nova legislação sobre Património e Museus); Museus ou colecções formados em período anterior e posterior; Personalidades marcantes (directores, museólogos, técnicos, coleccionadores); Labor legislativo e Política Cultural da 1ª República; Colecções e Museus em Espanha, França e Grã-Bretanha.

ENQUADRAMENTO HISTÓRICO

Com a implantação da República Portuguesa, a 5 de Outubro de 1910, foi reforçada a vontade política e legal de dar corpo e coerência a uma rede de museus nacionais e regionais, de acordo com uma visão pedagógica, patrimonial e artística que se queria essencialmente divulgadora e descentralizadora. Entre 1912 e 1924 criaram-se vários museus regionais (de arte, arqueologia, história e numismática), ainda que quase todos derivados de iniciativas já conhecidas em período anterior. Criaram-se dois museus nacionais (o de Arte Antiga e o de Arte Contemporânea), assim como museus de tipologia inovadora, como é exemplo a Casa-Museu do escritor Camilo Castelo Branco, em S. Miguel de Seide, bem como a construção da Casa dos Patudos de Alpiarça, concebida pelo arquitecto Raúl Lino para albergar a colecção de arte de José Relvas e aberta ao público depois da sua morte. O Museu dos Coches, criado em 1905 por iniciativa da rainha D. Amélia, foi elevado em 1911 à categoria de museu nacional.

A primeira república estabeleceu assim uma coerente e promissora rede de museus nacionais e regionais. Da importante documentação legal produzida neste período deve ser destacado o Decreto n.º 1 do Governo Provisório, datado de 26 de Maio de 1911, visando a reorganização do ensino de Belas Artes, dos serviços de Museus e da protecção do Património artístico e arqueológico. A sua redacção foi da responsabilidade de uma comissão, cujo relator era o Dr. José de Figueiredo. Este museólogo, com intensas ligações aos meios museológicos europeus, pôde contar com a colaboração do pedagogo e museólogo coimbrão, António Augusto Gonçalves, cujos pareceres influenciaram, por exemplo, a instituição do Museu Machado de Castro.

Considerando, pois, a pertinência de se proceder à avaliação do labor cultural, patrimonial e museológico deste período histórico, pretende-se transmitir a este Colóquio um carácter científico e internacional, apostando no convite exclusivo a investigadores de créditos já firmados, incluindo algumas personalidades europeias com obra reconhecida nesta área disciplinar, de modo a que se possa estabelecer um panorama coevo da museologia europeia da primeira republica portuguesa.

(Fonte: site do IMC)

Colóquio “Espaço, Poder e Memória. A Sé de Lamego em Oito Séculos de História”. Lamego, 9 e 10 Abr. 2010

avril 6, 2010

« Espaço, Poder e Memória. A Sé de Lamego em Oito Séculos de História » é o tema de um colóquio que se realiza em Lamego nos próximos dia 9 e 10 de Abril.

Ficha de inscrição

O complexo catedralício da Sé de Lamego, construído em sucessivas etapas a partir da segunda metade do século XII, constitui um dos monumentos históricos mais emblemáticos da cidade de Lamego e da região Duriense, razão pela qual sempre despertou grande interesse e tem sido objecto de investigação e de problematização. No entanto, apesar do seu relevo no panorama patrimonial e historiográfico local e nacional, verifica-se que grande parte dos estudos até hoje dedicados a este edifício e às suas fábricas construtivas resultam de análises pontuais e dispersas, na sua maioria a partir de leituras parciais e lacunares, que não concorrem para uma sólida interpretação de conjunto e em tempo longo.

O Colóquio Internacional “Espaço, Poder e Memória. A Sé de Lamego em Oito Séculos de História”, mais do que apenas relembrar e comemorar a Catedral de Lamego, pretende colmatar essa lacuna, tendo como objectivo promover a investigação e o debate em torno deste monumento nacional e contribuir para a elaboração de sínteses coerentes e actualizadas sobre a Sé Duriense e os seus mais de 800 anos de história. Para esse efeito, reúne-se neste colóquio um leque de investigadores nacionais e estrangeiros, especialistas em diferentes áreas de trabalho (como a História, a História da Arte, a Arquitectura, a Conservação e o Restauro) e em diferentes períodos históricos (desde a Idade Média à Época Contemporânea), distribuídos por quatro sessões temáticas que compreendem os principais momentos da história da catedral.

Este esforço de contextualização e de síntese visa, também, e em última instância, contribuir para a divulgação consistente da história deste complexo monumental junto do público para que este o possa melhor compreender, valorizar e preservar.

Programa

Sexta-feira, 9 de Abril 2010

Local: Sé de Lamego
09.00h – Abertura
Dr. Agostinho Ribeiro (Director do Museu de Lamego)
Eng. Francisco Lopes (Presidente da Câmara Municipal de Lamego)
Dr. António Martinho (Presidente do Turismo do Douro)
09.30h – Conferência inaugural:
Prof. Doutor Eduardo Carrero Santamaría (Univ. Ilhas Baleares): La Sé medieval de Lamego, un vacío en la arquitectura catedralicia europea.

Local: Museu de Lamego
11.00-12.00h – 1ª Sessão: Construir e organizar
Prof. Doutora Maria do Rosário Barbosa Morujão (Univ. Coimbra): A organização de uma diocese: Lamego, da reconquista à restauração da dignidade episcopal.
Mestre Anísio Miguel de Sousa Saraiva (Univ. Coimbra): Monarquia e episcopado no Portugal Medieval: o patrocínio régio na construção das catedrais portuguesas.
12.15-13.15h – 2ª Sessão: A renovação e os seus mecenas
Prof. Doutor José Pedro Paiva (Univ. Coimbra): O episcopado lamecense de D. João de Madureira (1502) a D. Miguel de Portugal (1644)
Mestre Miguel Soromenho (IGESPAR): A actividade arquitectónica de Duarte Coelho, mestre na Sé de Lamego.
Pausa para almoço
15.30-16.30h – 3ª Sessão: A marca de Trento
Prof. Doutor António Filipe Pimentel (Univ. Coimbra): Um patriarca em Lamego: D. Tomás de Almeida.
Mestre Duarte Frias (CEAUCP/CAM): A fábrica barroca da Sé de Lamego e a pintura decorativa de Nicolau Nasoni.
Porto de Honra
Local: Sé de Lamego
21.30h – “Celestial Esplendor” – Documentário fotográfico sobre a iconografia da Sé de Lamego
Prof. José Pessoa (DDF/IMC, Pólo de Lamego)

Sábado, 10 de Abril 2010

Local: Museu de Lamego
10.00-11.00h – 4ª Sessão: Restaurar e recriar
Prof. Doutora Lúcia Rosas (Univ. Porto): A Sé de Lamego no século XX: restauro e conservação.
Joaquim Inácio Caetano (Conservador-Restaurador): Os limites da conservação e restauro. Algumas considerações a propósito do restauro das pinturas murais da Sé de Lamego.
11.00h – Conferência de encerramento:
Mestre Nuno Resende (Univ. Porto/CEPESE): Lamego e a sua catedral no códice 390 da colecção António Capucho (1679-1712): espaço e dinâmicas segundo um livro de despesas do Cabido lamecense.
12.00 h – Abertura da exposição: 8 Obras de Referência. A Sé de Lamego nas Colecções do Museu
13.00 h – Encerramento

Sobre a “Herança Nazarena: ao encontro dos patrimónios”, 27 Mar. 2010

mars 31, 2010

Conferência “Herança Nazarena: ao encontro dos patrimónios”
Biblioteca Municipal da Nazaré, 27 Março 2010
©Ana Carvalho

Sobre a “Herança Nazarena: ao encontro dos patrimónios”, conferência que teve lugar na Nazaré a 27 de Março de 2010, registamos algumas notas.

A qualidade da maioria das comunicações apresentadas foi evidente e suscitou um debate, pode dizer-se apaixonado em torno do património, quase sempre marítimo, fosse na sua dimensão material ou imaterial. Nazaré está profundamente marcada por uma cultura marítima, no passado mas ainda no presente. Falou-se bastante do passado, na história, nos processos culturais e da forma como a imagem da Nazaré foi sendo instrumentalizada, sobretudo no período do Estado Novo. Uma imagem, muitas vezes estereotipada, estilizada, selectiva, que em grande medida não correspondia ao quotidiano e à diversidade de aspectos que caracterizaram ou caracterizam a cultura dos nazarenos. Outras desmistificações foram feitas sobre os marítimos, sendo sublinhados aspectos mais dolorosos relativos aos problemas destas populações como a profunda pobreza, a miséria, a iletracia, a rudeza do trabalho do mar, etc. Pertinente foi também uma chamada de atenção para os problemas que afectam hoje estas comunidades tendo em conta políticas económicas (economia do mar, mas também o turismo) agressivas, que, de algum modo, vão expelindo estas gentes para um “lugar” e futuro incerto.

Foram vários os actores locais e culturais chamados a intervir: associações (anazArt, associação Biblioteca Nazaré, Mútua de Pescadores, Liga dos Amigos da Nazaré), universidades (ISCTE, IPL, Universidade Nova de Lisboa, Universidade de Coimbra, Universidade Fernando Pessoa), administração local (autarquia, biblioteca) e também o Museu. Sobre o Museu Dr. Joaquim Manso foi interessante perceber que novas dinâmicas se estão a forjar e que as comunidades ainda que, em muitos casos estejam desligadas do museu, querem apesar disso fazê-lo e têm uma palavra a dizer sobre o rumo do museu, especialmente no momento actual, em que há uma certa expectativa diante do novo projecto arquitectónico da autoria de Siza Vieira e também de alguma especulação sobre a passagem ou não do museu, tutelado até aqui pelo IMC, para a gestão da autarquia.

Esta amálgama de partilhas e diálogo foi enriquecida por uma participação expressiva da população, claramente interessada nos problemas, mostrando-se disponível em participar em projectos que possam dar mais dignidade aos patrimónios da Nazaré e dos nazarenos. Este foi, em nosso entender, um dos aspectos mais positivos deste encontro.

Ana R. Carvalho

Conf: « A Herança Nazarena: ao encontro dos patrimónios », 27 Mar. 2010

mars 16, 2010

A HERANÇA NAZARENA: ao encontro dos patrimónios

Data do evento: 27 de Março de 2010
Local: Auditório da Biblioteca Municipal da Nazaré
Organização: Liga dos Amigos da Nazaré

PROGRAMA

As questões relacionadas com o Património tem vindo a assumir um papel de destaque, que se reflecte nas iniciativas promovidas e/ou apoiadas pelos órgãos do Estado, reconhecendo-se assim, que a qualidade de vida, bem como o desenvolvimento social e cultural das populações, depende da relação e valorização dos seus bens patrimoniais. Para alem destas mais valias sociais, o Património revela‐se cada vez mais como um importante gerador de riqueza, tal como foi concluído num estudo recente (“Cultura, Conhecimento e Desenvolvimento Económico e Social”; Augusto Mateus, 2009), já que o turismo cultural, está associado a uma maior informação e interesse, sendo por isso mais rentável que outro tipo de turismo. Contudo, para que possa haver uma optimização destas mais‐valias, é necessário repensar e requalificar o património numa perspectiva de continuidade e de integração da mudança, evitando separar o Passado do Futuro. Este processo deverá ser acompanhado de um investimento nos equipamentos culturais, da mobilização de corpos técnicos qualificados e do envolvimento das populações, para que desta forma se possa promover a entrada das regiões com potencial turístico, nos circuitos culturais internacionais. Tendo por base estas linhas mestras, e os seus princípios estatutários, a Liga dos Amigos da Nazaré, promove a conferencia “A herança nazarena: ao encontro dos patrimónios”, que terá lugar no dia 27 de Marco no auditório da Biblioteca Municipal da Nazaré.

A escolha da palavra “herança” é simbólica e foi buscar a sua inspiração ao conceito de “Living Heritage” proposto pela UNESCO. Pretende‐se assim, introduzir o sentido de continuidade, que deve estar associado ao Património. “Heranca” remete para a ideia de algo que vem do Passado para se manifestar no Presente, devendo por isso ser preservado e gerido para que possa ser usufruído no Futuro. Já o plural dado a palavra “património” esta relacionado com a amplitude conceptual que esta noção encerra. A ideia é realçar que na realidade não existe “um Património”, mas sim vários. Tendo em conta as características da Nazaré, optou‐se por apresentar para debate, questões relacionadas como Patrimonio imaterial e artístico, marítimo e arquitectónico, na medida em que congregam elementos importantes da vivência nazarena, sobre os quais importa reflectir.

A organização dos conteúdos temáticos, tem subjacente uma lógica de “materialização” do património, já que se parte da apresentação de conceitos e exemplos do “Patrimonio imaterial e artístico”, passando pela questão do “Patrimonio marítimo” que reúne elementos de essência imaterial e material, para finalizar com a temática do “Patrimonio arquitectónico” que será o corpo metafórico desta materialização.

Os objectivos desta iniciativa passam pela identificação e formas de valorização dos patrimónios da Nazaré, procurando envolver a população, de modo a que os cidadãos possam assumir de modo informado e consciente, um papel activo na salvaguarda
dos bens que constituem a identidade nazarena. A lógica de continuidade que subjaz a esta iniciativa, torna imperativa a participação das gerações mais novas, por esse motivo, foi intenção da Liga dos Amigos da Nazaré, envolver individualidades e associações que de alguma forma podem contribuir para assegurar a dinamização de iniciativas futuras de cariz idêntico. Assim, assume‐se que esta conferência deverá ser entendida como um ponto de partida para outras da mesma natureza.

Inscrições:
Inscrições pelo e‐mail: liganazare@gmail.com

(A entrada e gratuita mas limitada ao numero de lugares disponíveis.)

Parcerias:
Câmara Municipal da Nazaré;
Jornal Região da Nazaré;
Restaurante Adega Oceano;

Com a colaboração de:
anazArt – Associacão Nazarena de Artes Plásticas;
Unimos – Associacão Tecnológica;
Museu Dr. Joaquim Manso;

Mais informações:
Liga dos Amigos da Nazaré: http://www.lanazare.blogspot.com/

e‐mail: liganazare@gmail.com

Localização da conferência:
Auditório da Biblioteca Municipal da Nazaré
Morada: Av. Grupo Desportivo “Os Nazarenos”
2450‐291 Nazaré

Sobre jornada de trabalho « Património Cultural Imaterial »

mars 11, 2010

Jornada de trabalho “Património Cultural Imaterial” – moderação: Ana Rodrigues Carvalho & Lorena Querol. Da esquerda para a direita vê-se: Paulo Ferreira da Costa, Lorena Querol, Ana Rodrigues Carvalho e Paulo Lima. Fundação Manuel Viegas Guerreiro. 8 Março 2010

No dia 8 de Março de 2010 realizou-se uma jornada de trabalho subordinada ao Património Cultural Imaterial (PCI) no âmbito da iniciativa “Técnicos dos Museus Encontram-se”, que a Rede de Museus do Algarve (RMA) promove. Estes encontros são espaços de diálogo destinados a potenciar a partilha de experiências entre os profissionais dos museus da RMA. Esta jornada de trabalho teve, porém um enquadramento particular, na medida em que trouxe contribuições de fora da RMA, ao contrário do que tem vindo a ser feito, de âmbito mais técnico e interno. Foi neste contexto, que fui convidada a participar, na qualidade de moderadora, representando, de algum modo a perspectiva da investigação.

A razão deste encontro prendeu-se com a necessidade de se reflectir sobre estratégias para a salvaguarda do PCI nos museus. O PCI é um tema que começa a ser uma preocupação trilhada por cada vez mais museus, um pouco na senda da adopção da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial (2003) da UNESCO, ratificada por Portugal em Março de 2008. Também o Conselho Internacional de Museus (ICOM) atribui competências aos museus na salvaguarda do PCI, tal como é patente em documentos de referência como a « Carta de Shanghai » (2002) e a « Declaração de Seoul » (2004). E por outro lado, note-se a mudança evidente de paradigma, quando em 2007 a definição de museu proposta pelo ICOM passaria a substituir “testemunhos materiais” por “património material e imaterial”. Pode dizer-se que este enquadramento internacional lança o repto aos actores culturais e aos museus em particular.

Assim, reconhece-se à partida que o PCI é também um campo de actuação dos museus, mas entre as intenções e as práticas permanecem muitas dúvidas sobre como agir sobre este património tão complexo. Como podem os museus abordar e responsabilizar-se mais pelo PCI? Foi a partir destas inquietações que o Museu Municipal de Loulé e a Direcção Regional de Cultura do Algarve organizaram este encontro no contexto da RMA.

Tendo em conta que Portugal tem um enquadramento relativamente recente sobre uma política cultural para a salvaguarda do PCI e que se reflecte em termos de legislação e tutela, a contribuição de Paulo Ferreira da Costa centrou-se no plano normativo nacional e na forma como o Instituto dos Museus e da Conservação, organismo com competências atribuídas em matéria de salvaguarda do PCI, perspectiva a implementação da Convenção 2003 em Portugal. Este contexto revelou-se fundamental, primeiramente porque é recente e ainda desconhecido para muitos museus e por outro lado, ainda está a ser definido, o que permite abrir a reflexão sobre um caminho que pauta pela possibilidade de muitas abordagens.

As Direcções Regionais de Cultura (DRC) têm desde 2007 também um papel importante relativamente ao PCI, articulando a estratégia definida pelo IMC no território, nomeadamente ao nível da inventariação. Todavia, em linhas gerais pode dizer-se que as discrepâncias na forma de actuação das DRC são evidentes. O trabalho desenvolvido pela DRC do Alentejo, que tomou a dianteira na formulação de um programa de salvaguarda do PCI nesta região é, de certo modo, uma proposta inovadora e que revela um entendimento mais pragmático e diferenciado da forma como se deve entender uma abordagem ao PCI. Paulo Lima pontuou por um discurso menos formal, deixando antever que abordar o PCI não é isento de incertezas e muitas angústias, um processo que se tem caracterizado por avanços mas também por vários recuos.

Ao longo da tarde, os profissionais dos museus da RMA tiveram a palavra. Em mesa-redonda e a partir dos reptos lançados da parte da manhã, os técnicos partilharam as iniciativas que já decorrem no âmbito do PCI. Metodologias, dificuldades, dúvidas, necessidades, inquietações e interrogações foram alguns dos aspectos abordados.

Nos museus de Lagos, Loulé, Portimão, Olhão, Faro, Alcoutim, S. Brás de Alportel, Vila Real de Santo António e Tavira decorrem ou decorreram já experiências pontuais em torno do PCI, que pontuam pela diversidade, tanto ao nível da profundidade como do tipo de abordagem. Todavia, em grande medida, alguns dos projectos enunciados centraram-se na contextualização e documentação das colecções existentes a partir dos testemunhos orais das comunidades. Os sistemas de inventário, nalguns casos não existem (inclusive para as colecções do museu), noutros estão definidos os softwares para o imaterial (em dois casos), mas estão por implementar. De uma forma muito transversal, as dificuldades identificadas foram as seguintes: recursos humanos e financeiros, mais formação específica em questões técnicas e tecnológicas e a ausência de estratégias que estabeleçam formas de colaboração continuadas com as comunidades.

Os inventários foram um tema recorrente, mas o debate também suscitou questões mais alargadas, sobre o direito de intervenção e interferência dos museus e dos profissionais neste domínio, sobre quem em última instância valida o que é e o que não é PCI? E, afinal, o que é o PCI? Por outro lado, falamos dos tradicionais terrenos antropológicos ou falamos de novos terrenos? Será que faz sentido este enfoque para o PCI, sob pena de que desapareça, quando em ritmo igualmente acelerado se produzem novas culturas, novos significados?

Algumas das questões levantadas não têm resposta fácil, muitas delas não têm uma única resposta, mas significam que os museus são também terreno fértil para a discussão e campo de paradoxos. O que hoje é entendido como património poderá amanhã não o ser, se extremarmos posições.

Mas em jeito de conclusão, pode dizer-se que os museus não estão alheios à importância do PCI e começam a dar pequenos passos nesta matéria. Não obstante as dificuldades inerentes a uma abordagem ao PCI e às formas de valorização, é possível verificar que existe muita vontade em conhecer melhor e identificar o PCI.

Actuar sobre este património exige reflexão e é a partir de pequenas experiências que podemos fazer balanços e tirar daí partido para nos lançarmos em novas aventuras. Este é um caminho que se faz actuando e experimentando. A frase “Don’t run, walk!”, parece ajustar-se bem neste contexto.

Para intervir é preciso conhecer. Como disse Lorena Querol, um inventário não é um fim, mas um caminho!

Por outro lado, os museus não devem responsabilizar-se por todo este património, dada a vastidão do tema. Exigem-se novas formas de colaboração, através da criação de redes e parcerias, nas quais os museus podem ter um papel importante, mas não deverão ser os únicos agentes (escolas, associações, comunidades, universidades, etc.).

Para além disso, nem todo o património precisa de ser salvaguardado, sendo necessário mapear prioridades e dialogar com as comunidades para se perceber o que querem preservar ou não.

Ana Carvalho

A RMA é uma rede informal criada a 16 de Outubro de 2007 e hoje constituída por 14 museus da região do Algarve*. Liberdade de adesão, cooperação em rede, serviço público e ética profissional, informação e comunicação, formação, inovação e programação museológica são alguns dos princípios de actuação desta rede, um projecto inovador em Portugal.

*Museu Marítimo Almirante Ramalho Ortigão, Museu Municipal de Portimão, Museu Municipal de Tavira, Museu Municipal de Faro, Museu do Trajo, Museu Municipal de Dr. José Formosinho, Museu Municipal de Lagoa, Museu Municipal de Arqueologia de Silves, Núcleos Museológicos de Alcoutim, Núcleo Museológico da Indústria Conserveira de Vila real de Santo António, Museu Municipal de Olhão e Museu do Mar e da Terra da Carrapateira

Seminário anual do GAM: Público sénior nos museus, 22 Março 2010

mars 3, 2010

O seminário anual do GAM é desta vez dedicado ao público sénior. O evento terá lugar no dia 22 de Março no auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian.

Inscrições através do seguinte email: gam.geral@gmail.com

Ficha Inscrição

Programa

Conferência « Museus e Sociedade », Caminha, 27 Nov. 09

novembre 12, 2009

A Câmara Municipal de Caminha vai levar a efeito no dia 27 de Novembro de 2009 a 4ª edição da Conferência Museus e Sociedade.

Este evento, que anualmente se realiza na Vila de Caminha, reúne especialistas da área da museologia num debate de ideias e experiencias de quem todos os dias se debate com as questões dos públicos dos museus e da relação que estes estabelecem com as comunidades e pelas quais são, directa ou indirectamente, influenciados.

Este ano a Conferência Museus e Sociedade conta com a presença do Dr. Ricardo Nicolau, da Fundação Museu de Serralves, do Dr. Álvaro Garrido, do Museu Marítimo de Ílhavo, da Dra. Silvana Bessone do Museu Nacional dos Coches, do Dr. João Teixeira Lopes, da Universidade do Porto, e do Dr. Carlos Teixeira do Museu Amadeo Sousa Cardoso.

A inscrição no evento é gratuita e pode ser efectuada através do e-mail museu@cm-caminha.pt ou do n.º 91 23 00 222.

Fonte: Informação enviada por Sérgio Cadilha para a lista de discussão MUSEUM

“A Arqueologia e o Património Cultural”

septembre 23, 2009

Estão disponíveis os resumos das intervenções realizadas à volta do tema “A Arqueologia e o Património Cultural”, discussão que teve ugar no passado dia 17 de Setembro de 2009 em Lisboa.

Pode encontrar a informação no blogue da Associação dos Arqueólogos Portugueses:

http://atribunadocarmo.wordpress.com/

Ciclo de Conversas em Rede: « Colecções de arqueologia em rede », 1 Out. 09

septembre 15, 2009

conversas em rede

Ciclo de Conversas
Museus em Rede
Maio – Outubro de 2009

3. Colecções de arqueologia em rede
Património arqueológico nos museus: parcerias e responsabilidades

Luís Raposo (MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA)
Isabel Silva (MUSEU D. DIOGO DE SOUSA)
Luiz Oosterbeek (MUSEU DE ARTE PRÉ-HISTÓRICA E DO SAGRADO DO VALE DO TEJO)
José Carlos Oliveira (MUSEU REGIONAL DE BEJA).
Moderação: José d´Encarnação (UNIVERSIDADE DE COIMBRA)

1 de Outubro de 2009 | 15h00 | MUSEU D. DIOGO DE SOUSA

Destinatários: Profissionais de museus, investigadores e estudantes.

Participação gratuita. Inscrição prévia.

Nº de participantes limitado ao nº de lugares disponíveis.

Mais informações:
IMC/Divisão de Credenciação e Qualificação de Museus
Tel.: 21 361 74 90 | info@rpmuseus-pt.org

Eis o programa e ficha de inscrição:

Programa Ciclo de Conversas MUSEUS EM REDE 2009

Ficha Inscrição 3. Colecções de arqueologia em rede

Seminário Novas Tecnologias em Museus, 1-2 Out. 09

septembre 14, 2009

O Museu da Presidência da República e a Câmara Municipal de Santarém realizam, nos próximos dias 1 e 2 de Outubro, no Auditório da Casa do Brasil (Santarém), o Seminário Novas Tecnologias em Museus.

Conhecer, pensar e debater a utilização das novas tecnologias nos museus nacionais é o propósito deste encontro que decorre no âmbito das Jornadas Europeias do Património e conta com a participação de museólogos, responsáveis por equipamentos e empresas que trabalham na área da tecnologia digital.

Para além das sessões expositivas, o Seminário inclui, no seu programa, visitas à Casa Museu Anselmo Braancamp Freire, ao Núcleo Museológico de Arte e Arqueologia S. João de Alporão, ao Nucleo Museológico do Tempo e ao Centro de Interpretação Urbi Scalabis.

Programa, Ficha de inscrição, Cartaz e outras informações em:
http://www.museu.presidencia.pt/
http://www.cm-santarem.pt

Informações e Inscrições
Serviço de Património Cultural da Câmara Municipal de Santarém
243 304 453 / 243 304 491
patrimonio.museus@cm-santarem.pt

Fonte: lista de discussão Museum

Seminário: “Para que lado é que vamos agora? – Sinalização acessível”, 26 Out. 09

septembre 10, 2009

cartazparaquelado

No próximo dia 26 de Outubro o GAM (Grupo para a Acessibilidade nos Museus) organiza o seu 4º seminário, este ano subordinado ao tema: “Para que lado é que vamos agora? – Sinalização acessível”. O evento terá lugar no Auditório do Museu do Oriente.

« O seminário destina-se a profissionais de museus, designers e profissionais da área das necessidades especiais e pretende analisar e discutir, pela primeira vez no meio museal, o desenvolvimento de sinalização acessível, atendendo as necessidades do público em geral e do público com necessidades especiais em particular. »

A entrada é livre.

Pode encontrar mais informações no site do GAM (Ficha de inscrição, programa, cartaz e outras informações): www.gam.org.pt

ICME/2009/Seoul: « Museums for Reconciliation and Peace-Roles of Ethnographic Museums in the World »

avril 6, 2009

Call for Papers
ICME/2009/Seoul
Museums for Reconciliation and Peace
Roles of Ethnographic Museums in the World

Seoul, Korea
19-21 October 2009

ICME (the ICOM International Committee for Museums Ethnography) will hold its 2009 annual conference in Seoul, Korea on 19-21 October, 2009. The meeting will be hosted by The National Folk Museum of Korea (icme2009seoul.icom.museum).

ICME 2009/Seoul invites papers addressing one of two topics – Peace and Reconciliation, as addressed in ethnographic museums and The Role of Ethnographic Museums, in general. This conference invites museum ethnographers and others to address either this very focused topic or the more general topic both from the point of view of museum collecting activities and public programs including exhibitions and educational programming.

Reconciliation and peace is a topic much of concern in today’s world. Inherent in intercultural understanding are such values as mutual respect, trust and shared commitment to each other and to the institutions of multi-ethnic and multi-cultural societies. Museums stand poised as educational facilities to serve as neutral places where issues of difference and similarities and the historical, cultural, linguistic and religious particularities of their region can be presented and discussed openly. At this conference we seek to learn how ethnographic museums in many parts of the world have tackled this significant issue.

Authors may address questions such as:
· How committed are museums to collecting cultural materials representative of all cultures in the community-at-large?
· Are the history, cultural traditions, and values of all communities presented in exhibitions in an equal manner?
· Do public programs for youth and adults strive to bring together individuals from different cultural backgrounds?

In a more general sense, papers are invited on the general topic of Roles of Ethnographic Museums in the World. The conference seeks to serve as a forum to understand the place that ethnographic museums have sought to take in their own societies whether they are representing cultures living in their communities or the cultures of overseas peoples.

The exchange of ideas on these two topics promises to be rich and interesting.

This conference is open to museum professionals and all scholars involved in the issues and topics of the annual meeting. Presentations should not exceed 15 minutes. The main language of the conference will be English. We are encouraging the use of visual images wherever possible.

Abstracts, which should not exceed 250 words, should be sent to Dr. Yang Jongsong, Senior Curator, The National Folk Museum of Korea by 31 May 2009, at the latest. Abstracts will be submitted to our editorial committee and a decision on their suitability will be made by the end of June.

Dr. Yang Jongsung, Senior Curator, Folklorist
National Folk Museum of Korea
Samcheongdong-gil
Jongno-gu Seoul 110-820, Korea
Phone +82-2-3704-3101; fax +82-2-3704-3149
icme2009seoul@gmail.com.

Final details are still being confirmed. The general format of the annual meeting will consist of keynote speakers, papers, roundtables, and museum visits. Registration forms and other details will be available on the ICME and the conference websites in April at http://icme.icom.museum & icme2009seoul.icom.museum.

Note: There is no registration fee for the ICME/2009 conference. Hotel arrangements are being made with the Somerset Palace Hotel (http://www.somersetpalaceseoul.com), near the National Folk Museum of Korea. Hotel fees for all invited or accepted speakers will be paid by our hosts. One half of the hotel fees will be paid other conference attendees. All post conference fees will be paid by our host.

ICME 200 TENTATIVE SCHEDULE

CONFERENCE
Monday, October 19 – Opening Ceremony, Keynote Speeches, Paper sessions, Welcoming Reception and Performances

Tuesday, October 20 – Conference paper sessions, Gyeongbok Palace Tour, Museum Tour and Performance, Formal Dinner

Wednesday, October 21 – Conference papers sessions, Declaration, ICME meeting, Closing Ceremony and Farewell Dinner

POST-CONFERENCE TOUR (October 22-24)

Thursday, October 22 – Morning bus from Seoul, Travel east to North Kyungsang province, Andong City (http://www.andong.go.kr/open_content/en/)
Hahoe village (http://www.lifeinkorea.com/Travel2/nkyongsang/36).
Visit Andong Hahoe Mask Dance Drama designated as an Important Intangible Cultural Property by Korean government (http://whc.unesco.org/en/tentativelists/1106/).
Visit Korean Studies Advancement Centre (Museum of Confucian culture/ Library of wooden printing plate)

Friday, October 23 – North Kyungsang province, Kyungju city/ Korean traditional village (http://ws1.co.kr/t_island/trail/coolplace/kyungjuCity.htm)
Kyungju Sukgulam (stone Buddha grotto) (http://www.postech.ac.kr/iccm16/tour-gyeongju.htm) and Bulguk Buddhist Temple (http://www.lifeinkorea.com/travel/kyongju/pulguksa2.htm)

Saturday, October 24 – Kyungju National Museum of Korea (http://www.lifeinkorea.com/travel2/kyongju/122),
Visit traditional Winery, The Great Tumuli/ Chum-sung-dae (observatory)( http://eng.korean.net/wcms/list.jsp?bID=4529&pageID=04025277&byid=2 ) Hwangyong Buddhist Temple (http://en.wikipedia.org/wiki/Hwangnyongsa), return to Seoul

The program is subject to changes.

ICME
The International Committee for Museums of Ethnography is an international committee within ICOM, the International Council of Museums. ICME is comprised of professionals working at and with museums of many names: museums of ethnography, ethnology, anthropology, folk museums, popular culture museums, völkerkunde- and volkskundemuseseums. Some of the museums deal with cultures from far away, some with their own cultures, and some with both. Some work for indigenous peoples, some for immigrants, some for minorities, some for majorities. Some are concerned with the historic past, others with the present. Some focus on small societies, others on continents or the whole world.

What these museums usually have in common is that they are about whole societies or cultures and their tangible and intangible heritage, rather than solely a specific class of objects.

The National Folk Museum of Korea
The National Folk Museum of Korea is one of the Korea’s leading institutions dedicated to the preserving the legacy of traditional Korean life, attracting more than two million visitors annually. As such we serve an educational and cultural role, providing you with opportunities to experience first-hand how Koreans lived in traditional times. The NFMK was established in 1945 and has remained dedicated to historical investigation and research as well as the collection, preservation and exhibition of artifacts related to Korean folkways. Over the years, we have presented our findings and collection in the form of theme exhibits, reports and public lectures. Today we are focusing on our visitors more than ever while adopting a more open and specialized approach to remain in step with the changing paradigm for museums in the 21st century.

REGISTRATION FORM
ICOM-ICME 2009 Seoul Conference
Museums for Reconciliation and Peace:
Roles of Ethnographic Museums in the World
Oct 19 Mon-Oct 21 Wed

(Please print clearly)
PERSONAL DATA

SURNAME
FIRST NAME
TITLE
ORGANIZATION
ADDRESS
CITY / TOWN
COUNTRY
POSTAL/ZIP CODE
TELEPHONE
FAX
LANGUAGE SPOKEN English □ French □
ANY SPECIAL REQUIREMENTS (dietary, disability, etc):

PARTICIPATION

I would like to participate with a paper (of up to 15 minutes in length): □Yes □ No
-If yes, please indicate any need of A/V REQUIREMENTS FOR PRESENTATION
(e.g.: slide projector, overhead projector, VCR, Power Point/PC, etc.):

I would like to join the optional post-conference tour (Oct 22-Oct 24): □ Yes □ No
I need a letter of invitation to use in funding or visa applications: □ Yes □ No

FEES

Accommodation fees are:

Single

Double

Rate

₩143,000

₩143,000
*Accommodation fee includes breakfast
*ICME Board Members, Invited Speakers, Keynote Speakers, Developing countries invited people, presenters (abroad), presenters (domestic: residents outside Seoul Metropolitan area)=100% cover
*ICME member participants=50% cover
*Non-ICME member participants=on one’s cost

Continued
-If you participate with a paper, please indicate:

TITLE OF PAPER

ABSTRACT (up to 250 words)

—–

Fonte: email de Annette Fromm

Table Ronde: Sauvegarder? Pourquoi? 6 Abril, Paris, 2009

mars 16, 2009

festival-imaginaire1

Como vai sendo há hábito a Maison des Cultures du Monde organiza em colaboração com a Comissão Francesa da UNESCO a 6.ª edição das Jornadas sobre o Património Cultural Imaterial. Este ano o tema corresponde às seguinte interrogações: « Salvaguarda? Porquê? ». A mesa-redonda terá lugar no próximo dia 6 de Abril em Paris no contexto do FESTIVAL De L’IMAGINAIRE 2009.

Uma pequena nota sobre as Jornadas anteriores:

1ère journée du patrimoine culturel immatériel en France (6 Abril 2004); 2ème journée du patrimoine culturel immatériel (22 Março 2005); 3ème journée du «patrimoine culturel immatériel en France d’outre-mer» (15 Março 2006); 4ème journée du patrimoine culturel immatériel: «Mise en oeuvre de la convention pour la sauvegarde du patrimoine culturel immatériel: des enjeux spécifiques pour les pays européens» (28 Março 2007); 5ème journée du patrimoine culturel immatériel: «L’Immatériel à la lumière de l’Extrême-Orient» (26 Março 2008);

Table Ronde: SAUVEGARDER ? POURQUOI ?
6ème journée du Patrimoine Culturel Immatériel en collaboration avec la Commission Nationale Française pour l’Unesco
Animée par Chérif Khaznadar

Lundi 6 avril
Entrée libre dans la limite des places disponibles sous réserve d’inscription obligatoire à partir du 23 mars 2009 au 01 45 44 72 30.

Maison des Cultures du Monde
101 boulevard Raspail
75006 Paris

Métro Saint-Placide ou Notre-Dame-des-Champs

Dans l’état du Kérala, au sud de la péninsule indienne, une vieille dame manipule des marionnettes de bois qu’elle tient en équilibre sur ses lèvres. Elle serait la dernière à maîtriser cette technique tout à fait particulière et unique au monde. L’art de ces marionnettes Nokkuvidya disparaîtra-t-il à jamais avec la seule détentrice de ses secrets ?

Au nord du Japon dans la préfecture de Tokushima, Ebisu et Sambaso deux immenses personnages de bois et de chiffons frappent aux portes des maisonnées des villages afin de conter, dans l’intimité de leur foyer, aux familles qui se regroupent autour d’eux des histoires d’hier et d’aujourd’hui. Deux jeunes femmes tentent de perpétuer les Sanbasomawashidu, cette tradition oubliée des répertoires du patrimoine. Tentative isolée et sans lendemain ou réponse à un besoin de société en quête de ses racines ?

Le vieux Hasan Pur’eydiân de Nishapur dans le Khorassan en Iran, qui chantait en kurde, turc et persan tout en manipulant la «poupée de chasse », une représentation de marionnette animale unique à cette région, qu’il nous a fait découvrir au Festival de l’Imaginaire il y a cinq ans, a-t-il eu le temps, avant de nous quitter, de transmettre à son fils Reza l’art dont il était le dernier détenteur ? La petite gazelle qui dansait au son du luth dotâr s’est-elle endormie à tout jamais ?

Et que devient le bonhomme gigueur du Canada qu’un violoneux faisait danser entre ses jambes ? Est-il remisé dans quelque musée ou continue-t-il à animer des veillées pour la plus grande joie des petits et des grands ?

Quelques exemples d’un patrimoine culturel immatériel en grand danger de disparition. Faut-il le sauvegarder à tout prix ? Le laisser mourir? Pourquoi ces formes, parmi tant d’autres, qui sont l’expression d’une créativité exceptionnelle et d’un art consommé sont-elles aussi menacées ?

Pour sa sixième journée consacrée au patrimoine culturel immatériel, la Maison des Cultures du Monde a invité quelques uns des derniers détenteurs de ces traditions en voie de disparition. Nous découvrirons leur technique et leur talent avec eux (ou, dans le cas de « la poupée de chasse » grâce à un document filmé du Centre de documentation sur les spectacles du monde).

Des spécialistes du patrimoine immatériel commenteront et analyseront la situation de ces expressions menacées et les moyens et procédés de sauvegarde à mettre en œuvre afin de préserver la diversité culturelle de notre planète.

Chérif Khaznadar

Programa

CONF: Putting University Collections to Work in Research and Teaching, 10-13 Set. 09, Califórnia

février 26, 2009

Putting University Collections to Work in Research and Teaching
ICOM/UMAC’s 9th International Conference
10th -13th September 2009, Berkeley, California

University museums and collections occupy a critical nexus within the university, serving as they do all of the university’s primary missions of research, teaching and public service, which correspond roughly to
the user groups of students, faculty and non-academics. Having devoted the 8th International UMAC conference to the public face of niversity collections, we turn this year to consider their relationships o and roles in research and teaching.

According to the 1952 Polski Slownik Archiwalny-the Polish Archival Dictionary – the archive is:

« . an institution called upon to guard, collect, sort, preserve, keep and render accessible documents, which, although they are no longer useful on a daily basis as before, nonetheless merit being preserved. »

It is worth considering the relevance of this definition to the status of university museums and collections. The archival role of public museums, their responsibilities to preserve the material heritage they contain, seems clear enough. In the case of university museums and collections, however, the description of being « no longer useful on a daily basis as before » is seldom accurate. Very frequently, the objects held in academic collections are still quite actively used in research and in the classroom. The dividing lines among the accumulation of objects in individual faculty laboratories, departmental teaching collections and fully-fledged university museums are blurry. Indeed, university museums are full of objects, specimens and artifacts that entered the university in the course of faculty research and teaching activities. In justifying the relevance (and in some cases even the continued existence) of university collections, their ongoing utility in relation to the teaching and research missions can be paramount.

We particularly welcome presentations from the full range of university collections: universities are very different from public museums in containing research materials that may be lodged in formal museums, departments, and individual faculty labs and offices, and that span the full disciplinary range of the university. This multiplicity of collections, and the slippage among them, has created challenges and opportunities that may be analyzed and even celebrated as part of the unique culture and history of university museums. How do collections respond to changes in their user communities, to conflicting demands by different user groups, or to changing research technologies Collections of historical scientific instruments are good examples of artifacts that have shifted from being research tools (in the sciences) to objects of research themselves (in the humanities). How might these sorts of transformations be encouraged? What are some examples of renewed scholarly or scientific activity that have resulted from either new museum initiatives? How can preservation as a primary mission be balanced with active research and providing classroom access? We encourage papers that give an historical perspective to these questions, papers that address instances of current programs, difficulties and successes, and papers that suggest new models for developing the research and teaching potential of museum collections for diverse user communities.

– Where are university collections and museums placed within the administrative structure of the university? Are they allied to one particular department or discipline, or are they freestanding in their research affiliations? How has administrative placement affected research uses, demands by different user groups, and other functions of the museum? How can collections make themselves more visible to new scholars and students so that they can maximize their research potential?

– All disciplines change over time, asking new questions, employing new methods and exploring new objects. Inevitably this means that the relationships of material collections to their disciplines also shift.
How have these changes affected the research potential of collections?
One dramatic instance in recent decades has been the emergence of increasingly sophisticated forms of DNA analysis, which have changed not only the nature of cladistics but also transformed the relevance and viability of natural history collections.

– Interdisciplinary and multi-disciplinary collaborations are now at the forefront of most research, even in the humanities. How have such collaborative research programs affected the use of collections?

– How are collections used for teaching? Are there accessibility issues that must be solved? In particular, how are they made available to undergraduates for research as well as teaching or display purposes?Are there instances where public or community groups become involved in the teaching or research functions of the museum? How can university museums and collections best convey the findings of current research to students and the general public? Can and should the research mission of a museum be integrated into its public mission?

Further information will be provided on UMAC’s Website:
http://publicus.culture.hu-berlin.de/umac/2009/

Call for Papers

UMAC is currently inviting submissions for oral and poster papers focusing on the Conference’s theme Putting University Collections to Work in Research and Teaching.

Papers may be presented in three forms:
a) 15 minute formal talks
b) 10 minute informal ‘experiences’
c) posters

Authors of papers will be asked to participate in a discussion session following the presentation. The language of the conference will be English.

If you would like to offer a paper, please send an abstract (in English) to: Mark Meadow, Chair of the 2009 Review Committee, meadow@arthistory.ucsb.edu, or Cornelia Weber, UMAC Chair, chair@umac.icom.museum. Abstracts will be accepted electronically until March 31, 2009. If you wish to present a paper please supply us with the following information:

– Title of submitted paper
– Type of paper: 15 minutes, 10 minutes or poster
– Name(s) of Author(s)
– Affiliation(s) & full address(es)
– Email, phone & fax of corresponding author
– Abstract in English (not to exceed 300 words)
– Support equipment required

All submissions will be considered by the Review Committee who will assess each abstract for relevance to the theme and clarity of ideas and expression.

Authors of papers accepted will be asked to give UMAC the right to publish the paper on UMAC’s Website and in the conference proceedings University Museums and Collections 3/2010 (see: http://edoc.hu-berlin.de/umacj/). All presenters must supply a digital copy of their paper on arrival in Berkeley and before their paper is presented.

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Fonte: Museum Mailing List

Conf: 200 anos de defesa do Património Cultural Português, 10 Fev. 09

février 9, 2009

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No próximo dia 10 de Fevereiro, pelas 18h30, terá lugar uma conferência comemorativa dos 200 anos de defesa do Património Cultural. O evento decorrerá no auditório Manuel Valadares no Museu da Ciência da Universidade de Lisboa. Jorge Custódio será o conferencista.

VII Jornadas ICOM Portugal: Museus e Turismo

janvier 22, 2009

27 e 28 de Abril 2009
Museus e Turismo: Antagonistas ou parceiros? Competidores ou colaboradores?

Os museus, estando ao serviço da sociedade, têm o dever de preservar o património cultural, mas também de encorajar a participação da comunidade, desempenhando ao mesmo tempo o papel de educador e mediador cultural e promovendo, especificamente, um melhor entendimento à volta das questões da protecção de e respeito pelo património cultural, tangível e intangível.

O turismo é essencialmente uma actividade comercial, procurado por vários destinos pelo facto de trazer benefícios económicos. O turismo cultural é também, e antes de mais, uma forma de turismo, que, tal como as outras, envolve o consumo de experiências e produtos. O que se pretende, neste caso, é transformar um bem cultural em algo que o turista poderá consumir.

Serão os objectivos destas duas áreas incompatíveis? Haverá formas de conciliar a obrigação de educar para a preservação do património e a vontade de criar produtos atractivos, comercialmente viáveis e lucrativos? Será que existem objectivos comuns, que possam levar à criação de parcerias para o desenvolvimento de um turismo cultural sustentável?

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Em 2009, o tema proposto pelo ICOM para o Dia Internacional dos Museus (18 de Maio) é ‘Museus e Turismo’. Esse será igualmente o tema das VII Jornadas do ICOM-Portugal, a realizar em 28 e 29 de Abril na Fundação Calouste Gulbenkian.

O Programa será anunciado muito brevemente.

Mais Informações: info@icom-portugal.org

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Consulte a página do ICOM (http://www.icom-portugal.org/), nomeadamente a lista de recursos e links úteis sobre este tema que é apresentada.