Posts Tagged ‘Conferências’

CONF: “Conservação in-situ de âncoras, armas e navios de guerra”, 23 Set. 2011

septembre 21, 2011

A beneficiar do encontro do ICOM-CC realizam-se outros eventos em paralelo, como a conferência de Ian MacLeod intitulada “Conservação in-situ de âncoras, armas e navios de guerra/In-situ conservation of anchors, guns and warships”, que se realiza no Padrão dos Descobrimentos. É no dia 23 de Setembro (próxima sexta-feira), pelas 18h30. A não perder!

A entrada é livre, mas recomenda-se a confirmação de presença através do seguinte email:
padraodosdescobrimentos@egeac.pt

Mais informações: 21 30 319 50
Apoio: IGESPAR

Sobre Ian D MacLeod – Ian is the Executive Director of the Western Australian Museums in Fremantle and has been solving deterioration problems with shipwreck artefacts since 1978 when he joined the museum’s Department of Materials Conservation. He is passionately interested in the decay of glass, ceramics, wood and metals and was a Senior Fulbright Fellow in 1993 that allowed him to sneak into Canada and do his corrosion measurements on the wrecks in Tobermory Bay in Lake Huron. He has been a metals working group coordinator for ICOM-CC for several terms, a member of the ICOM-CC Directory Board for two terms and a Pre-prints committee member for several Triennial meetings. He has seen studied shipwrecks in Canada, Scotland, Finland, USA and in the Federated States of Micronesia. He is a member Royal Society of Chemistry, a Chartered Chemist, a Fellow of International Institute for Conservation of Artistic and Historic Works, a Fellow of the Royal Australian Chemical Institute, Fellow of the Australian Academy of Technological Sciences and Engineering, Fellow of the Society of Antiquaries of Scotland.

(Fonte: informação enviada pelo Instituto de História da Arte da Universidade Nova)

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Mais conferências em Setembro…

septembre 19, 2011

Eis mais algumas conferências no mês de Setembro:

– a conferência « Comunicação Pública da Arte e os Museus: Interacções * Intermédia * Interactividade« , no dia 23 de Setembro, no Museu Colecção Berardo. Mais informações:
http://www.cecl.com.pt/

– a conferência “Museus de Arte Hoje: perspectivas e expectativas museológicas”, no dia 29 de Setembro, pelas 18h00, Sala Multiusos 2, piso 4, Edifício I&D – Universidade Nova. A conferencista é Maria Cristina Oliveira Bruno (Professora Titular em Museologia, Museu de Arqueologia e Etnologia / Universidade de São Paulo). A conferência é organizada pelo Instituto de História da Arte – FCSH/UNL. Esta iniciativa parece ser indicadora das potencialidades que representa um maior intercâmbio entre Portugal e o Brasil na área da museologia.
Sobre este encontro, pode ler-se:

As expectativas museológicas em relação aos museus de arte na contemporaneidade acompanham as mesmas preocupações referentes a instituições de outras tipologias. Há reiterada indicação sobre a necessidade de renovação: das coleções e acervos, das estratégias de aproximação com os distintos segmentos de públicos no que se refere à dimensão social e às faixas etárias e, ainda, há demanda de inovação relativa aos modelos de gestão institucional e da delimitação das específicas funções sociais e educacionais.
Essas preocupações que são transversais ao universo dos museus, no caso dos museus de arte são acrescidas de questões referentes ao equilíbrio entre os avanços das experimentações artísticas e as estratégias museológicas empreendidas para a documentação e conservação dos objetos de arte, extroversão dos acervos e projeção de ações educativas. Há, sem dúvida, um dilema contemporâneo entre o registro do momento da criação e da proposição de poéticas estéticas e a intenção e ação relativas à preservação patrimonial e geração da herança cultural. Há, também, a concentração de esforços no desenvolvimento de propostas que valorizem a educação dos sentidos e suas respectivas correspondências em um cotidiano permeado pelo efêmero.
Localizamos as expectativas entre os dilemas que envolvem as renovações e inovações museológicas e podemos identificar algumas rotas que abrem caminhos para a atualização dessas instituições e seu melhor desempenho junto aos planos de políticas públicas patrimoniais, consolidando perspectivas para a fruição, valorização e projeção do legado artístico.
Entre várias menções, é possível sublinhar a relevância das metodologias educacionais de mediação apoiadas no triângulo articulado entre fruição estética, saber histórico e exercício de ateliê; da mesma forma é importante valorizar os projetos institucionais que buscam aproximar as comunidades em vulnerabilidade social dos museus ou mesmo aqueles que abrem seus espaços para os artistas residentes. Ainda no âmbito dessas perspectivas, as novas iniciativas inerentes à documentação do fazer artístico têm atraído a atenção dos profissionais especializados em sistemas de informação e merecem destaque no âmbito desta abordagem.
A partir desses enunciados, as expectativas relativas aos museus de arte serão delineadas e as perspectivas serão tratadas mediante a argumentação embasada em estudos de casos, a saber:
-Pinacoteca do Estado de São Paulo / São Paulo: a renovação dos processos museológicos e a busca da inclusão social;
-Casa das Onze Janelas / Belém: a arte inserida nos sistemas e redes museológicas;
-Museu de Arqueologia e Etnologia / São Paulo: a arte permeada pela perspectiva do outro;
-Museu Lasar Segal / São Paulo: a rota biográfica a serviço da fruição estética;
-Museu de Artes e Ofícios / Belo Horizonte: as reciprocidades entre arte e trabalho.
Esses casos servirão como exemplo de desafios pontuais que se encontram no específico dilema contemporâneo dos museus, ou seja: refinar as reciprocidades entre objetos interpretados e olhares interpretantes.
(Fonte: informação enviada pela organização do evento)

Mais informações, pode contactar:
iha@fcsh.unl.pt
iha.divulgacao@fcsh.unl.pt
Ou consultar: facebook.com/iha.fcshunl

E a 30 de Setembro realiza-se um seminário organizado pela Rede Portuguesa de Museus (o terceiro de 2011). O tema parte do projecto da exposição “A Taste of Europe – Sabores da Europa”, que resulta de uma parceria entre nove museus europeus. O objectivo destes encontros é “dar visibilidade a boas práticas e a experiências de referência no panorama museológico do país, com objectivos de reflectir sobre potencialidades, dificuldades, metodologias e processos.” (site IMC).
Mais informações: site IMC
Terá lugar no museu de Portimão (10.00h- 13.00h/14.30h-17.30h). A inscrição é gratuita (até 23 de Setembro).

História da museologia em foco

juillet 11, 2011

Painel de conferencistas. Da esquerda para a direita: José Brandão, Henrique Coutinho Gouveia, Clara Camacho e Luís Ceríaco
Auditório da Fundação Luso-Americana, Lisboa
© Ana Carvalho, 7 Julho 2011

No passado dia 7 de Julho de 20111 teve lugar em Lisboa uma sessão de trabalho e discussão intitulada « A importância da Museologia na História da Ciência ». Esta sessão enquadrou-se no contexto do « III Encontro de HIstória da Ciência » (Cf. programa), organizado pelo Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência (CEHFCi) da Universidade de Évora.

O encontro deu a conhecer algum do trabalho que está a ser desenvolvido pelo CEHFCi, convidando alguns dos seus investigadores para uma sessão temática sobre o papel da museologia na história da ciência.

A sessão, moderada por Clara Camacho, juntou investigadores de diferentes gerações. Henrique Coutinho Gouveia trouxe uma reflexão sobre a história do ensino da museologia e património em Cabo Verde. Note-se que muito recentemente tem havido laços de cooperação entre a Universidade de Évora (e Instituto Politécnico de Tomar) com a Universidade de Cabo Verde ao nível da docência no âmbito do mestrado em « Património, Turismo e Desenvolvimento » (2010/2011). Ainda no âmbito destas colaborações refira-se o seminário « Património, Museologia e Autarquias », coordenado por Coutinho Gouveia e que se realizou em Cabo Verde em Novembro de 2010 (cf. programa).

José Brandão dedicou a sua intervenção ao tema « Herança histórico-científica do Museu Nacional de Lisboa (Mineralogia e
Geologia) ». Recorde-se que Brandão apresentou em 2009 a tese de doutoramento sobre « Colecções e Museus Geológicos Portugueses: Valores Científico, Didáctico e Cultural » (cf. post) e que ganhou o prémio da APOM para melhor trabalho de museologia.

Apresentação de Luís Ceríaco
Auditório da Fundação Luso-Americana, Lisboa
© Ana Carvalho, 7 Julho 2011

Por sua vez, Luís Ceríaco, um dos doutorandos do CEHFCi apresentou o seu projecto « Colecções zoológicas. A importância dos museus para o desenvolvimento da zoologia em Portugal (XVIII_XX) », dando conta de alguns dos avanços na sua investigação. Este é um projecto orientado por João Carlos Brigola.

Posters de projectos de investigação
Auditório da Fundação Luso-Americana, Lisboa
© Ana Carvalho, 7 Julho 2011

Durante as várias sessões deste encontro, foram divugados os diferentes projectos em curso do CEHFCi, através da apresentação de posters. Neste contexto, também apresentei um poster intitulado « Diversidade Cultural e Museus no séc. XXI: o emergir de novos paradigmas ».

Programa III Encontros Historia da Ciência

Programa seminario « Patrimonio, Museologia e autarquias »

Mouseion – III Encontro transfronteiriço de museologia

novembre 29, 2010

Entre os dias 10 e 12 de Dezembro de 2010 realiza-se o III encontro transfronteiriço de Museologia – Museus para o Futuro: La Frontera que nos une. O evento realiza-se no Museu de Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco.

Mouseion – ficha e programa

IV Fórum Ibérico sobre Centros Históricos, 17-19 Nov. 2010

novembre 16, 2010

Começa já amanhão o IV Fórum Ibérico sobre Centros Históricos (de 17 a 19 Novembro de 2010). O fórum tem lugar no Centro Cultural de Cascais.

PROGRAMA Forum Ibérico Centros Históricos

Conferência Internacional: « Em nome das artes ou em nome dos públicos? Discursos, linguagens e dialectos, do mediador à mediação, em arte contemporânea »

septembre 23, 2010

Em Novembro, a Culturgest organzia uma conferência internacional com o seguinte título: « Em nome das artes ou em nome dos públicos? Discursos, linguagens e dialectos, do mediador à mediação, em arte contemporânea ».

Qua 17, Qui 18, Sex 19 de Novembro
Pequeno Auditório e Sala 6
Das 10h00 às 18h00 • 15 Euros
Requer inscrição prévia

Informações e inscrições:
Serviço Educativo
21 761 90 78
culturgest.servicoeducativo@cgd.pt

Mais informações:
http://www.culturgest.pt/actual/15-emnomedasartes.html

Sobre a conferência:

Que formas de relação com os públicos e que estratégias de mediação se configuram dentro dos museus e centros de arte contemporânea nos dias de hoje?
Públicos, artistas e mediadores revêem-se nessas estratégias de mediação?
Que novas formas de mediação desejamos para os espaços que apresentam arte contemporânea no século XXI?

Este ciclo de três dias de conferências dará voz a artistas, professores universitários, mediadores, curadores, assessores de serviços educativos e curadores pedagógicos de bienais e de eventos internacionais de arte contemporânea. Partindo dos seus discursos próprios, tentaremos analisar alguns dos paradoxos levantados pela apresentação pública da arte contemporânea.

Em que moldes se acompanha a acção do espectador sobre a recepção da arte contemporânea? A acção do espectador frente ao objecto artístico é descomprometida e livre ou pede a acção de um mediador? Será neutra a acção do mediador?

Necessitam os públicos da arte contemporânea de mediadores?
Na era da emancipação dos serviços educativos de museus e centros de arte não pretendemos discutir a sua implementação ou a sua importância, bem visível, a nível nacional e internacional mas antes discutir as problemáticas e os paradoxos que as práticas de mediação cultural vieram trazer.

Património Cultural: Memória comum

avril 15, 2010

Património Cultural|Memória Comum, Conversas ao fim da tarde é uma iniciativa do Grupo de Amigos do Museu Nacional de Arqueologia, que organiza entre os meses de Abril e Junho um conjunto interessante de conversas sobre temas da museologia e do património.

O próximo encontro é já no dia 20 de Abril e junta Natália Correia Guedes, Adília Alarcão e Simonetta Afonso para falar sobre o tema « Museus Nacionais: Arquivos da Memória ». Para conhecer o restante programa clique na imagem (em cima) para ampliar.

Local: Museu Nacional de Arqueologia, Mosteiro dos Jerónimos
Sempre às 18h00.

VIII Jornadas ICOM-PT « Museus e Harmonia Social », 29 Março 2010

mars 8, 2010

Museus e Harmonia Social: Contribuir para o diálogo intercultural, interpretar e reflectir sobre a sociedade e as suas mudanças

Ao adoptar como temática das suas Jornadas anuais o mesmo tema do ICOM Internacional, tanto para comemorar o Dia Internacional dos Museus 2010, como para a sua conferência trienal, que se realizará em Novembro em Xangai, o ICOM-PT pretende contribuir para a reflexão e a discussão de ideias sobre o papel dos museus e dos seus profissionais face aos problemas da sociedade e do tempo em que vivemos.

Além dos conceitos de museu e de património, também os conceitos de cultura, identidade, território, comunidade e desenvolvimento, entre outros, passaram a integrar o vocabulário de referência dos museus e as abordagens das instituições que os tutelam. Mas nem sempre são coincidentes as acepções pressupostas e, principalmente, as fundamentações que sustentam a sua aplicação, nem os objectivos a atingir e respectivos efeitos na sociedade e na vida das comunidades e das pessoas, a que os museus prestam serviço público.

Com intervenções de HUGUES DE VARINE, CLARA CAMACHO, ALICE SEMEDO, ALBERTO MELO E MARIA JOÃO LANÇA.

Entrada livre mas de inscrição obrigatória (limitada à capacidade da sala).

Preencha e envie o Formulário de Inscrição para info@icom-portugal.org até ao dia 22 de Março.

Serão passados certificados de presença.

Mais informações: info@icom-portugal.pt

Veja o programa em http://www.icom-portugal.org/

(Fonte: ICOM-PT)

« La restauración en el siglo XXI. Función, estética e imagen », 24-27 Nov. 2009

août 11, 2009

Nos dias 24, 25, 26, e 27 de Novembro de 2009 terá lugar em Cáceres um congresso subordinado ao tema – « La restauración en el siglo XXI. Función, estética e imagen ».

La creciente valoración social del Patrimonio Cultural que se ha experimentado en los últimos tiempos ha traído consigo un notable incremento de intervenciones de conservación y restauración. Sin embargo, este aumento no se ha visto acompañado de una revisión del marco teórico que, construido a mediados del siglo pasado por Cesare Brandi y la “restauración crítica”, ha guiado, con mayor o menor coherencia, la práctica de la restauración hasta nuestros días.

El concepto más amplio de Patrimonio que tenemos en la actualidad, con la incorporación de nuevas categorías de bienes, pone de relieve la necesidad de revisar los fundamentos teóricos que subyacen en todas estas operaciones de puesta en valor de la imagen del Bien Cultural .

El objetivo del IV Congreso del GEIIC es promover la reflexión y la crítica en torno a los conceptos teóricos que marcan actualmente los criterios de conservación y restauración, analizar la evolución experimentada desde el siglo pasado y conocer nuevas orientaciones y propuestas. Entre ellas son de especial interés aquellas intervenciones en las que hay que tomar una decisión crítica basada en el reconocimiento y la recuperación de sus valores culturales, sean estéticos, históricos o funcionales, y adoptar soluciones visuales argumentadas.

Este congreso, de carácter internacional, se convoca como un espacio de reflexión que trasciende nuestras fronteras, poniendo especial énfasis para integrar en él a conferenciantes y ponentes de otros países como Portugal, Italia e Iberoamérica.

(in http://4congreso.ge-iic.com/)

Pode encontrar informações relativamente ao programa e inscrições n seguinte endereço:
http://4congreso.ge-iic.com/

Congresso Internacional sobre Gestão Cultural, 5-7 Nov. 2009

août 10, 2009

Organizado pela Federacion Estatal de Associaciones de Gestores Culturales – FEAGC realiza-se entre 5 e 7 de Novembro do corrente ano em Almeria um “Congresso Internacional sobre Gestão Cultural” que terá como lema “Novas políticas culturais para o Séc. XXI na União Europeia”.

A AGECAL – Associação de Gestores Culturais do Algarve colabora com outras associações de Gestores Culturais de Espanha (Andaluzia, Astúrias, Madrid, Extremadura, Baleares, Catalunha, Navarra, Valência, Castilla la Mancha, …) na organização e dinamização deste importante Congresso.

A AGECAL, que assegura a Vice-Presidencia da recem criada Associação Ibérica de Gestores Culturais, participará num painel temático transversal e produzirá uma comunicação sobre “Gestão Cultural e Turismo”.

Os associados da AGECAL, no âmbito do acordo de reciprocidade com as congéneres espanholas, terão um desconto de 50% no preço da inscrição.

Informações sobre o programa disponíveis nos sites: http://www.federacion-agc.es ou http://www.agecal.pt

Jornadas Património Ferreira Alentejo, 21-22 Outubro 2008

octobre 1, 2008

Nos dias 21 e 22 de Outubro terão lugar as primeiras jornadas dedicadas ao Património em Ferreira do Alentejo.

Local: Auditório do Museu Municipal de Ferreira do Alentejo
Organização: Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo
Apoio: CIDEHUS-Universidade de Évora

Entrada gratuita para estudantes
Público em Geral: 10 euros

Programa e Ficha de Inscrição

Cartaz

EITEC: Encontro Internacional Tecnologias Aplicadas à Museologia, Conservação e Restauro

juillet 23, 2008

O Departamento de Ciências e Técnicas do Património da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, o Instituto de Soldadura e Qualidade, e as empresas Sistemas do Futuro – Multimédia, Gestão e Arte, Lda. e Conservar-Inovar, Conservação e Restauro de Bens Patrimoniais, Lda. estão a promover a 3ª edição do EITEC – Encontro Internacional de Tecnologias Aplicadas à Museologia, Conservação e Restauro decorrerá no Porto, na Biblioteca Almeida Garrett, a 23 e 24 de Outubro.

Mais informações:
http://www.sistemasfuturo.pt/eitec/

FICHA INSCRIÇÃO
PROGRAMA

150º Aniversário do nascimento de José Leite de Vasconcelos

avril 29, 2008

O Museu Nacional de Arqueologia (MNA) promove em 2008, em cooperação com diversas outras entidades públicas e privadas, um programa comemorativo do 150º aniversário do nascimento do Doutor José Leite de Vasconcelos, fundador e primeiro director do Museu.

Transcreve-se em baixo o referido programa, que pode também pode ser obtido no site do MNA (www.mnarqueologia-ipmuseus.pt).

2 de Fevereiro: Sessão evocativa no auditório municipal do Alandroal, com uma conferência a proferir pelo Professor Doutor Amílcar Guerra sobre “Leite de Vasconcelos e Endovélico” (sessão antecedida de visita ao santuário de Endovélico, em S. Miguel da Mota)

22 Abril (data de abertura do MNA no Mosteiro dos Jerónimos)
Inauguração da exposição SIT TIBI TERRA LEVIS – Os rituais funerários romanos e paleocristãos em Portugal
Abertura do 1º Concurso de Composição para Estudantes da Escola Superior de Música de Lisboa (CCEESML), nas modalidades de Música para Orquestra e Música de Câmara, sob o tema “Homenagem a Leite de Vasconcelos”

7 de Julho (data no nascimento do Doutor Leite de Vasconcelos)
SESSÃO SOLENE NA ACADEMIA DAS CIÊNCIAS DE LISBOA
Lançamento de álbum de fotobiografia do Doutor José Leite de Vasconcelos (edição conjunta do MNA e da Editorial Verbo)
Lançamento pelos CTT de um INTEIRO POSTAL (com carimbo especial do dia) para colecção e uso no circuito postal geral
Lançamento pela Imprensa Nacional – Casa da Moeda de reimpressão da obra FILOLOGIA MIRANDESA; durante o ano de 2008 a INMC editará também a obra MÊS DE SONHO, assim como um estudo do Prof. Ivo Castro sobre a “Correspondência entre Leite de Vasconcelos e Hugo Schuchardt”
Inauguração no MNA da exposição IMPRESSÕES DO ORIENTE (do Canal de Suez a Leite de Vasconcelos)

18 de Dezembro (20 de Dezembro: data do decreto que criou o Museu)
Apresentação pública do projecto da próxima galeria de exposição permanente do MNA: OBRAS-PRIMAS DA ARQUEOLOGIA PORTUGUESA
Lançamento de um volume especial da revista “O Arqueólogo Português”, incluindo Cd-Rom com toda a colecção digitalizada
Lançamento de reedição fac-similada da obra DE TERRA EM TERRA, com introdução de António Valdemar (edição conjunta do MNA e de Arquimedes Livros)
Apresentação pública das obras vencedoras do Concurso de Composição para Estudantes da Escola Superior de Música de Lisboa (CCEESML).

(outras realizações)

24 a 26 de Junho: Ciclo de palestras promovido pela Grupo de Amigos do Museu Nacional de Arqueologia (dia 24: o Arqueólogo, por José Cardim Ribeiro e Carlos Fabião; dia 25: O Etnólogo, por David Pinto Correia e Joaquim Pais de brito; dia 26: O Linguista, por Ivo Castro).

25 de Junho: Sessão Solene evocativa de José Leite de Vasconcelos, realizada pela Academia Portuguesa da História.

Setembro (data a definir): Inauguração de exposição evocativa e sessão solene de homenagem na Torre Medieval da Ucanha.

Setembro (data a definir): Inauguração da exposição “O Rio da Memória: Arqueologia no Território do Leça”, promovida pela Câmara Municipal de Matosinhos e comissariado cientificamente por Ana Bettencourt, Armando Coelho Ferreira da Silva e Álvaro Moreira.

30 de Outubro: Sessão conjunta da Secções de Arqueologia e de História da Medicina da Sociedade de Geografia de Lisboa e inauguração de exposição documental sobre a vida e obra de José leite de Vasconcelos.

Fonte: Archport Mailing List

Conferência sobre Património Imaterial: « Inventário, Protecção, Representatividade », Museu Nacional do Teatro, 11 Abril 2008

avril 1, 2008

feira-s-mateus.jpg

Património Cultural Imaterial
Feira de S. Mateus, Elvas
©Ana Carvalho, 20 Set. 2007

A 2.ª conferência de um ciclo de colóquios dedicado ao Património Cultural Imaterial irá ter lugar no póximo dia 11 de Abril de 2008 no Museu Nacional do Teatro, desta vez subordinado ao tema: Inventário, Protecção, Representatividade.

Constituído no cruzamento das artes plásticas e das artes performativas, o Museu Nacional do Teatro é repositório da memória e do conhecimento sobre um tipo de manifestações de particular relevância para a interrogação do património imaterial, com expressão numa multiplicidade de suportes e testemunhos que o museu recolhe, preserva, estuda e divulga.

Conjuntamente com aquele Museu, também as colecções do Museu da Música e do Museu Nacional do Traje constituirão os cenários para a reflexão sobre os limites e os desafios que se colocam à documentação e à divulgação, em contexto museológico, de manifestações imateriais, sendo ainda abordadas outras questões relevantes no âmbito do estudo do património imaterial, tais como as fronteiras entre popular e erudito ou entre padrões sociais e criação individual.

Finalmente, este Colóquio constituirá também o lugar para o debate sobre os normativos nacionais e internacionais de referência para a salvaguarda do Património Cultural Imaterial, respectivamente a Lei de Bases do Património Cultural e a Convenção da UNESCO de 2003.


Programa:

09h30 | Recepção aos Participantes
10h00 | Abertura
10h15 Recolha, Estudo e Divulgação do Património Imaterial: as Colecções do Museu Nacional do Teatro
José Carlos Alvarez (Director do Museu Nacional do Teatro)
10h45 O Efémero, o Imaterial e a Moda
Madalena Braz Teixeira (Directora do Museu Nacional do Traje)
11h15 | Intervalo
11h45 Percursos do Património Imaterial nas Colecções do Museu da Música
Maria Helena Trindade (Directora do Museu da Música)

12h15 |Debate
12h45 | Intervalo para Almoço
14h00 | Visita livre ao Museu Nacional do Teatro
15h00 A Convenção da UNESCO: Inventários e Salvaguarda do Património Cultural Imaterial
Clara Bertrand Cabral (Especialista de Programa – Cultura, CN-UNESCO)
15h30 Aspectos Jurídicos do Património Cultural Imaterial
João Martins Claro (Coordenador da Comissão para o Desenvolvimento da Lei de Bases do Património Cultural, Ministério da Cultura)
16h00 | Debate
17h00 | Encerramento

Inscrição Gratuita (No entanto, é necessário proceder à inscrição)

Organização | Inscrições:
Instituto dos Museus e da Conservação
Departamento de Património Imaterial
Tel: 21-365 08 26 / Email: dpi@imc-ip.pt / http://www.ipmuseus.pt

Programa Ciclo de Colóquios Património Cultural Imaterial
Programa “Inventário, Protecção, Representatividade”
Ficha de Inscrição

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As próximas conferências:

Memória, Identidade e Projecto
Museu da Luz – 30 MAIO 2008

Saberes e Técnicas: entre o Registo e a Transmissão
Ecomuseu Municipal do Seixal – 27 JUNHO 2008

Terrenos Portugueses: O que Fazem os Antropólogos?
Faculdade de Ciências e Sociais e Humanas – OUTUBRO 2008

Museus Globais: Colecções Etnográficas e Multiculturalidade
Museu Nacional de Etnologia – 7 NOVEMBRO 2008

12.ª Mesa-Redonda de Primavera « Conhecimento e Prazer-Prazer do Conhecimento »

mars 25, 2008

Nos próximos dias 10 e 11 de Abril de 2008 terá lugar a 12.ª Mesa-Redonda de Primavera subordinada ao tema « Conhecimento e Prazer-Prazer do Conhecimento ». A organização do evento é do Departamento de Ciências e Técnicas do Património da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e a coordenação científica é do Prof. Doutor Vítor Oliveira Jorge.

Tema e Objectivos:

A nossa tradicional maneira de pensar destacou demasiado a cultura da vida, o saber do senso comum. Numa sociedade de cultura de massas, impõe-se que “o saber universitário” constitua cada vez mais um recurso público, não só porque isso é a própria justificação da sua constante produção e transmissão, mas também porque as sociedades complexas de hoje não podem prescindir de conhecimentos que tornem a vida mais digna de ser vivida.
As humanidades e as ciências sociais, em particular, acumularam um vasto património necessário ao equilíbrio e ao governo da comunidade, de que hoje pretendem usufruir todas as pessoas, tanto no seu trabalho como no seu lazer, embora com diferentes modos de recepção e fruição.

Ninguém gosta de se sentir ignorante, e todos sabem que a “escola da vida” não chega: para se sobreviver e sobretudo para se ser feliz e sentir realizado(a) são precisas competências novas. E o problema da formação, repetem todos, é o problema basilar do nosso país.
O objectivo principal desta mesa-redonda é responder à questão geral e absolutamente básica, sob diferentes pontos de vista: como podemos tornar a “cultura” “apetecível”, realizando melhor a fusão entre prazer e saber? Como é determinado campo de saber, que é mais uma perspectiva que um domínio fechado, pode contribuir para o nosso bem-estar e felicidade?
Os sub-temas abaixo indicados são apenas por ora indicativos, para se proceder a convites. Apelam muito à experiência de cada investigador, no sentido deste explicar, afinal, qual o prazer que lhe dá o saber que tem. Após os títulos, indica-se entre parêntesis rectos os domínios disciplinares em que podem integrar-se.

Programa

Dia 10 de ABRIL (quinta-feira)

09h00 Recepção dos participantes
09h15 Sessão de abertura, com a presença de autoridades académicas
09h30 Comunicação 1- O prazer da filosofia por PAULO TUNHAS
10h00 Comunicação 2 – O prazer da dança por EUGÉNIA VILELA
10h30 Comunicação 3 – O prazer das artes plásticas por CRISTINA MATEUS
11h00 Debate e Intervalo
11h30 Comunicação 4 – O prazer das artes visuais 1 por MIGUEL LEAL
12h00 Comunicação 5 – O prazer das artes visuais 2
por FERNANDO JOSÉ PEREIRA
12h30 Debate

13h00 Intervalo para almoço

15h00 Comunicação 6 – O prazer da música por JORGE CASTRO RIBEIRO
15h30 Comunicação 7 – O prazer da poesia por MANUEL ANTÓNIO PINA
16h00 Comunicação 8 – O prazer de ir ao teatro, estudando texto dramático por CRISTINA MARINHO

16h30 Debate e Intervalo

17h00 Comunicação 9 – O prazer da memória por LEANDRO SURYA 17h30 Comunicação 10 – O prazer da paisagem por MARIA ASSUNÇÃO ARAÚJO
18h00 Comunicação 11 – O prazer do espaço por MÉRCIA CARRÉRA
18h30 Debate final do 1º dia (máximo 1 hora)

Dia 11 de ABRIL, (Sexta-feira)

09h30 Comunicação 12 – O prazer de escavar – VÍTOR OLIVEIRA JORGE
10h00 Comunicação 13 – O prazer dos museus – ALICE SEMEDO
10h30 Comunicação 14 – Como conciliar prazeres opostos? O prazer de guardar informação e o prazer de comunicar por ARMANDO MALHEIRO
11h00 Debate e Intervalo

11h30 Comunicação 15 – O prazer de conhecer o Outro – a busca do prazer partilhado por PAULO CASTRO SEIXAS
12h00 Comunicação 16 – O prazer de conhecer o Outro por CONCEIÇÃO NOGUEIRA
12h30 Debate

13h00 Intervalo para almoço

15h00 Comunicação 17 – O prazer de viajar por EMÍLIA ARAÚJO
15h30 Comunicação 18 – O prazer de viver na cidade por JOÃO MIGUEL TEIXEIRA LOPES
16h00 Comunicação 19 – O prazer de consumir por ISABEL CRUZ

16h30 Debate e Intervalo

17h00 Comunicação 20 – 
Memória na pele: Uma pele para as lembranças. Reflexões em torno da tatuagem de um paciente adolescente
MARTINE ESTRADE
17h30 Comunicação 21 – O prazer de narrar por ALEXANDRA SILVA
18h00 Comunicação 22- O prazer de se sentir único por CONSTANÇA PAUL
18h30 Comunicação 23 – O prazer do desejo por FÁTIMA CABRAL

19h00 Debate final do 2º dia e da Mesa-redonda (máximo 1 hora)

Local de realização/Horário:

Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Anfiteatro Nobre
10 de Abril de 2008 (Quinta-feira): 09h00-13h00; 15h00-19h30
11 de Abril de 2008 (Sexta-feira): 09h30-13h00; 15h00-19h30

Inscrições (Limitadas a capacidade do auditório – 100 lugares)
50€ / participantes
25€ / estudantes do ensino superior
20€ / estudantes da Universidade do Porto
10€ / estudantes da FLUP

Mais Informações:
Gabinete de Eventos e Relações com o Exterior
Dra. Fátima Lisboa
Via Panorâmica, s/n
4150-54 Porto
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“Novos Museus, Novas Competências, Novas Carreiras” – balanço…

mars 17, 2008

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VI Jornadas da Comissão Nacional Portuguesa do ICOM:
“novos museus, novas competências, novas carreiras”
Fundação Calouste Gulbenkian
©Ana Carvalho, 14 Mar. 2008

Decorreu na manhã da passada sexta-feira, 14 de Março 2008, a 6.ª edição das Jornadas da Comissão Nacional Portuguesa do ICOM subordinada ao tema: “Novos Museus, Novas Competências, Novas Carreiras », um assunto que não podia estar mais na ordem do dia.

O painel de oradores desta sessão temática foram destacadas figuras do panorama museológico português (ou com ele relacionado): Luís Calado (Fundação Ricardo Espírito Santo), Filipe Mascarenhas Serra (IGESPAR) e João Brigola (Universidade de Évora). A moderação coube a Paulo Henriques (Museu Nacional de Arte Antiga).

Procuraremos, tanto quanto possível, demarcar os aspectos que considerámos mais importantes sobre a discussão deste tema.

A sessão foi aberta pelo ainda director do ICOM, João Castelo Branco, que apresentou os oradores ali presentes. Seguiu-se Paulo Henriques, que sublinhou a importância de se discutir as novas competências dos profissionais de museus, no sentido em que há uma antiga visão sobre as carreiras nos museus que está obsoleta e que necessita urgentemente de ser objecto de reflexão, ressalvando a pertinência de adaptação às necessidades actuais dos museus.

Luís Calado apresentou um discurso centrado nas responsabilidades associadas à gestão dos museus nas suas diversas componentes (gestão de colecções, gestão de recursos humanos, gestão financeira, gestão dos espaços/instalações, gestão ao nível da administração central e políticas culturais, etc.). Para o efeito, apresentou diversos exemplos de museus e situações concretas ligadas a esta temática, salientando a dificuldade de implementar modelos de gestão na área dos museus. Na nossa opinião, esta foi uma apresentação que pautou sobretudo por uma chamada de atenção do que, na perspectiva de Luís Calado, foram ou são alguns dos problemas associados à responsabilidade de gerir museus e profissionais de museu, num balanço bastante inquitetante do que é a realidade portuguesa.

Filipe Mascarenhas Serra, após a interpelação de Luís Calado sobre a polémica do Côa e do futuro Museu do Côa, aproveita para esclarecer alguns aspectos relacionados com o futuro museu, tendo em conta que foi nomeado para integrar um grupo de trabalho com vista a acompanhar o processo de criação do museu. Num discurso muito positivo, salienta que todos os esforços estão a ser feitos para fazer deste projecto um projecto de sucesso. O Museu de Côa (não é definitiva a designação) será sobretudo um museu de território que terá uma componente muito forte de multimédia. Na preparação dos conteúdos estão envolvidas três universidades, a Universidade do Minho (componente multimédia), a Faculdade de Letras (no contexto do ordenamento do território, Geografia) e a Universidade Nova (componente da comunicação). A intenção é que o museu possa ser inaugurado daqui a um ano.
O grande enfoque da sua comunicação foi sobretudo ao nível das carreiras de museologia e C&R e da sua relação com o recém publicado diploma legal sobre as carreiras e os vínculos de trabalho (27 Fev. 2008) e das consequências que terá para o mundo dos museus. O panorama poderá não ser muito positivo e requer uma reflexão urgente deste tema por parte das várias associações ligadas aos museus para que se possam tomar medidas reinvidicativas adequadas para alterar algumas situações que em nada beneficiam os profissionais de museu. Além disso, Filipe Mascarenhas Serra sublinhou a importância da qualificação dos profissionais de museus, o necessário e imprecindível investimento das tutelas na formação e em capital humano. Por outro lado, salvaguardou que a qualificação pressupõe necessariamente a planificação, critério que deverá estar sempre presente. E aproveitou para chamar a atenção para o QREN, o último quadro de apoio da União Europeia, que privilegia a qualificação de RH como como uma das suas prioridades. Assim sendo, esta é uma oportunidade que os museus não podem perder.

João Brigola referiu que este é o momento oportuno para reflectir sobre duas décadas da formação em museologia em Portugal. Destaca um percurso que tem um balanço muito positivo e que de uma maneira geral foram dados passos importantes no contexto da qualificação dos profissionais de museu, a ver pelas últimas estatísticas realizadas. Este pode ser, no entanto, o fim de um ciclo e novas pistas poderão ser dadas para um novo ciclo da formação em museologia. Refere a remodelação dos cursos existentes de museologia em função das consequências decorrentes do processo de Bolonha e a necessidade de reflexão sobre a formação em museologia. Insistiu na possibilidade de se investir num 3.º ciclo em museologia – doutoramento, e da necessidade de se criarem parcerias em rede para levar a cabo esta intenção. Adiantou que a Universidade de Évora está empenhada em associar-se em rede com vista à internacionalização, factor determinante e fulcral para a formação avançada em museologia em Portugal, acrescentando o papel fundamental que o ICOM poderá ter neste contexto.

Em síntese, Paulo Henriques, refere entre várias coisas, a importância da articulação entre as universidades e a experiência prática nos museus, em termos de formação. Particular destaque para a chamada de atenção que fez para a necessidade das novas gerações de profissionais em serem mais combativos e se debaterem com um mercado de trabalho mais agressivo, gerações que considera que são mais propositivas, ou espera que o sejam. E da necessidade de haver mais abertura dos museus para a entrada desta nova geração no mercado de trabalho. Por outro lado, e relativamente ao quadro de apoio 2007-2013 constata que de facto deveria existir um gabinete de apoio que orientasse e colaborasse com os museus para eventuais candidaturas a projectos neste âmbito, dada a logística que comporta para os museus este tipo de candidaturas.

Houve tempo ainda para alguns esclarecimentos por parte de diversos elementos da assistência sobre alguns dos tópicos referidos nas apresentações, nomeadamente sobre o Museu Arqueológico do Carmo e Museu Nacional dos Coches, nas pessoas de José Arnaud e Silvana Bessone respectivamente. Destacamos os comentários de Luís Raposo (Museu Nacional de Arqueologia) e Graça Filipe (Ecomuseu municipal do Seixal) que sublinharam que o « museu é um organismo vivo » e não é apenas um conjunto de colecções, « é também um projecto social ». Por outro lado, Graça Filipe referiu a importância de se reflectir sobre o que é ser profissional de museu.

Estes foram alguns dos tópicos abordados e que em nosso entender não esgotaram de maneira nenhuma o tema. Seria oportuno e a breve trecho uma reflexão mais alargada deste tema, tendo em conta que este ano será decisivo para o futuro das carreiras em museologia. Referir ainda que se verificou, na nossa opinião, uma clara ausência na assistência de representatividade das novas gerações de profissionais de museu.

Comemorações Museu Nacional História Natural, Lisboa

mars 11, 2008

COMEMORAÇÕES DOS 150 ANOS DO MNHN NA POLITÉCNICA (1858 – 2008)

No dia 9 de Março, há 150 anos, o Rei D. Pedro V assinou o decreto que determinava a instalação do Museu Nacional de História Natural no edifício da Escola Politécnica. O Museu, inicialmente designado por Museu Real da Ajuda, havia sido criado junto ao Palácio Real em 1768. Entre 1836 e 1858 esteve entregue à Academia das Ciências. Nesse ano, com o acordo das duas instituições implicadas, foi transferido, por aquele decreto régio, para o edifício onde se encontra. A efeméride convida a revisitar a história do Museu, a reflectir sobre a sua identidade e sobre os desafios que agora lhe são colocados.

Mas a 18 de Março passam 30 anos do incêndio que destruiu grande parte das colecções do MNHN. Também a memória do incêndio nos incita à reflexão sobre avaliação e prevenção de riscos em Museus, hoje.

CICLO DE CONFERÊNCIAS

12 de MARÇO

“O Museu na Politécnica – 150 anos do Museu Nacional de História Natural”
Conferência pelo Prof. Fernando Barriga (Director do MNHN)

Testemunho do Prof. Galopim de Carvalho (1º Presidente da direcção do MNHN após o incêndio de 1978)

17 horas no MNHN

Veja o programa detalhado aqui

CICLO DE CONFERÊNCIAS REALIZADO COM O APOIO DE MUSEU DE CIÊNCIA DA UNIVERSIDADE DE LISBOA E DO BRITISH COUNCIL

Fonte: Lista de discussão « Museum »

CONF: Re-thinking the Role of Intangible Heritage in Museums, Monuments, Landscapes, and Living Communities

février 21, 2008

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Between Objects and ideas – Re-thinking the Role of Intangible Heritage in Museums, Monuments, Landscapes, and Living Communities. Este é o título de um conjunto de conferências sobre Património Cultural Imaterial a ter lugar entre os dias 26 e 29 de Março em Ghent, na Bélgica.

Organização: Province of East-Flanders e Ename Center for Public Archaeology and Heritage Presentation.

Com a colaboração de: ICOMOS International Scientific Committee on Interpretation and Presentation (ICIP); ICOMOS International Scientific Committee on Intangible Cultural Heritage (ICICH); FARO, the Flemish Foundation for Cultural Heritage, and the French Ministry of Culture, Sous-direction Archéologie, Ethnologie, Inventaire et Systèmes d’Information (SDARCHETIS), Mission ethnologie; Gent Congres vzw.

Since the adoption by UNESCO of the 2003 Convention for the Safeguarding of the Intangible Cultural Heritage, the public role of this major new aspect of heritage documentation, conservation, interpretation, and community involvement has been expanding, offering both challenges and opportunities to scholars and heritage professionals all over the world.

The 78 states-parties who have already ratified or accepted the Convention have initiated national inventories of Intangible Heritage, even as the precise definition, context, and administration procedures for its preservation are still being discussed.

The 4th Annual Ename Colloquium seeks to enrich this ongoing international discussion by presenting innovative contributions from heritage administrators, cultural economists, archaeologists, historians, educators, and cultural policy specialists – as well as practitioners of traditional intangible heritage – under the following three programme themes:

Theme 1. Defining the Boundary between Tangible and Intangible
Is Intangible Heritage merely a new category of heritage subjects? Or does it represent an entirely new approach that must effectively integrate cu-rated objects, protected places, living traditions, and collective memory? Through examples and case-studies we would like to examine how we can identify the tangible dimensions of Intangible Heritage; the intangible dimensions of Material Heritage; and complexity of their interrelation. Is the concept of Intagible Cultural Heritage merely one of classification, or is it perhaps of an entirely different interpretive quality?

Theme 2. The Challenge: Safeguarding or Facilitating?
The UNESCO Convention defines Intangible Cultural Heritage as being transmitted from generation to generation and constantly recreated by communities and groups in response to their environment, their interaction with nature, and their history. In light of this dynamic definition, to what extent can we ever capture or safeguard essential expressions of Intangible Cultural Heritage when they are necessarily and constantly evolving? Does this challenge require as much attention to the frameworks of public participation in heritage as to specific expressions or sites? What innovative projects or programmes have succeeded in bridging this gap?

Theme 3. Who Owns Intangible Heritage?
The traditional structures of heritage administration are often focused on a national level. Certainly this is true in the case of both UNESCO conventions (1972 World Heritage and 2003 ICH), where the States Parties are the critical voices. But if Intangile Cultural Heritage is an expression of community identity on all levels, what of local or regional expressions of culture and identity that may actually be in conflict or tension with the State? What role do traditional rituals, art forms, and crafts play in the political, economic, social, and cultural lives of the individuals and communities that maintain them?

(in site http://www.enamecenter.org)

Mais sobre o programa aqui!

Mais informações:
http://www.enamecenter.org/

I Forum do Património Imaterial do Douro

décembre 8, 2007

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Douro
Transmissores de património imaterial devem ser valorizados

O director do Museu Nacional de Etnologia, Pais de Brito, defendeu hoje a valorização daqueles que dão a conhecer o património imaterial das regiões, encontrando formas que vão além de colocar as suas informações num arquivo ou num museu

Ao intervir hoje, em Tabuaço, no I Fórum do Património Imaterial do Douro, Pais de Brito afirmou que este património não é «algo de absolutamente configurado, que preexista, expectante», aguardando que o vão lá buscar.

«Será um erro repetir hoje modos de recolha que passavam muito por este pressuposto, de o colector ser apenas o veículo que transportava para o caderno, o arquivo ou o museu coisas materiais ou imateriais que em qualquer lugar se encontravam», considerou.

Segundo o investigador, «hoje a sua procura tem de transportar consigo um processo de partilha onde se redescobrem e se encontram novos sentidos para aquilo que se recolhe».

Neste âmbito, defende a necessidade de a relação que, por exemplo, um etnógrafo estabelece com o seu informante ser «transposta para o acto do presente em que ela se processa, também enquanto criação social», para que estes não fiquem «acorrentados» ao passado.

Pais de Brito afirmou que, actualmente, os etnógrafos podem «ir mais longe» do que os seus colegas dos séculos XIX e XX, valorando de forma dinâmica «os protagonistas do património imaterial».

Deu o exemplo de um homem de uma aldeia que sabe fazer instrumentos de música e é um grande tocador.

«Ao recolher o seu saber, as indicações de construção ou as suas músicas, provavelmente pode ir-se mais longe e ele vir a ser um professor no Conservatório ou numa escola secundária e montar uma oficina onde ensine outras pessoas», explicou.

Também no património imaterial oral pode acontecer o mesmo, sem que se dê atenção «exclusivamente ao objecto oral em si, como a narrativa, o romance, o conto ou o provérbio que depois vai para um arquivo e pode ser consultado e estudado», acrescentou.

Lembrou que a designação de património imaterial é recente e que, mesmo os museus, não trabalhavam muito com esta dimensão.

«É agora a altura de pensar nas metodologias, até no modo de constituição dos arquivos, porque há meios tecnológicos mais sofisticados», frisou, propondo, por exemplo, a gravação em vídeo da pessoa que transmitiu o saber oral e que «pode ser surpreendida e encantada com a sua voz já no museu ou no arquivo».

O I Fórum do Património Imaterial do Douro, dedicado ao tema ‘Novos desafios para velhas memórias’, está a decorrer no âmbito de um projecto-piloto, lançado este ano pelo Museu do Douro, que pretende fazer o levantamento, a salvaguarda e o estudo deste tipo de património da região.

«A intenção do Museu do Douro é tratar o património imaterial como um repositório do saber popular, transmitido de geração em geração, que nos permitirá ir à origem dos mitos, das lendas», justificou o seu director, Fernando Maia Pinto.

Hoje foi já lançada a primeira obra deste projecto, do investigador Alexandre Parafita, que integra narrações orais recolhidas no concelho de Tabuaço.

Segundo Fernando Maia Pinto, o objectivo é continuar o levantamento pelos outros concelhos do Douro, obtendo «tudo o que for possível para ajudar a ter uma compreensão da realidade humana desde a origem dos tempos».

Lusa / SOL

Fonte: site do Sol, 8/12/2007