Posts Tagged ‘Henrique Coutinho Gouveia’

História da museologia em foco

juillet 11, 2011

Painel de conferencistas. Da esquerda para a direita: José Brandão, Henrique Coutinho Gouveia, Clara Camacho e Luís Ceríaco
Auditório da Fundação Luso-Americana, Lisboa
© Ana Carvalho, 7 Julho 2011

No passado dia 7 de Julho de 20111 teve lugar em Lisboa uma sessão de trabalho e discussão intitulada « A importância da Museologia na História da Ciência ». Esta sessão enquadrou-se no contexto do « III Encontro de HIstória da Ciência » (Cf. programa), organizado pelo Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência (CEHFCi) da Universidade de Évora.

O encontro deu a conhecer algum do trabalho que está a ser desenvolvido pelo CEHFCi, convidando alguns dos seus investigadores para uma sessão temática sobre o papel da museologia na história da ciência.

A sessão, moderada por Clara Camacho, juntou investigadores de diferentes gerações. Henrique Coutinho Gouveia trouxe uma reflexão sobre a história do ensino da museologia e património em Cabo Verde. Note-se que muito recentemente tem havido laços de cooperação entre a Universidade de Évora (e Instituto Politécnico de Tomar) com a Universidade de Cabo Verde ao nível da docência no âmbito do mestrado em « Património, Turismo e Desenvolvimento » (2010/2011). Ainda no âmbito destas colaborações refira-se o seminário « Património, Museologia e Autarquias », coordenado por Coutinho Gouveia e que se realizou em Cabo Verde em Novembro de 2010 (cf. programa).

José Brandão dedicou a sua intervenção ao tema « Herança histórico-científica do Museu Nacional de Lisboa (Mineralogia e
Geologia) ». Recorde-se que Brandão apresentou em 2009 a tese de doutoramento sobre « Colecções e Museus Geológicos Portugueses: Valores Científico, Didáctico e Cultural » (cf. post) e que ganhou o prémio da APOM para melhor trabalho de museologia.

Apresentação de Luís Ceríaco
Auditório da Fundação Luso-Americana, Lisboa
© Ana Carvalho, 7 Julho 2011

Por sua vez, Luís Ceríaco, um dos doutorandos do CEHFCi apresentou o seu projecto « Colecções zoológicas. A importância dos museus para o desenvolvimento da zoologia em Portugal (XVIII_XX) », dando conta de alguns dos avanços na sua investigação. Este é um projecto orientado por João Carlos Brigola.

Posters de projectos de investigação
Auditório da Fundação Luso-Americana, Lisboa
© Ana Carvalho, 7 Julho 2011

Durante as várias sessões deste encontro, foram divugados os diferentes projectos em curso do CEHFCi, através da apresentação de posters. Neste contexto, também apresentei um poster intitulado « Diversidade Cultural e Museus no séc. XXI: o emergir de novos paradigmas ».

Programa III Encontros Historia da Ciência

Programa seminario « Patrimonio, Museologia e autarquias »

Alissandra Cummins no encerramento do colóquio « Os Museus e a República »

mai 21, 2010

Sessão de abertura do colóquio, 19 Maio 2010

Maria Bolaños, 19 Maio 2010

Alissandra Cummins, 20 Maio 2010

Nos dias 19 e 20 de Maio realizou-se no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) o colóquio “Os Museus e a República”, organizado pelo Instituto dos Museus e da Conservação (IMC).

O encontro pontuou pela qualidade dos conferencistas convidados, reunindo de forma bastante concertada investigadores, alguns, porventura, mais conhecidos da comunidade museológica portuguesa a par com outros investigadores com projectos de doutoramento em curso ou recentemente terminados. O colóquio organizou-se em torno de quatro painéis de comunicações, que no cômputo geral permitiram diversas aproximações à história dos museus na República (museus de arte e arqueologia, ciências, literatura). O programa do colóquio contemplava inicialmente um enquadramento mais internacional, com contribuições de Espanha, França e Grã-Bretanha, mas esse objectivo acabou por não ser alcançado, já que Dominique Poulot e Helen Rees Leahy não estiveram presentes. Todavia, sublinhe-se a participação de Maria Bolaños, sobejamente conhecida entre nós através de publicações como a “Historia de los museos en España” (Trea, 1997), “La memoria del mundo: Cien años de museologia 1900-2000” (Trea, 2002), entre outros.

Alissandra Cummins, Presidente do Conselho Internacional de Museus (ICOM), esteve presente no colóquio para o encerramento dos trabalhos, aproveitando para sublinhar a importância do tema escolhido este ano para celebrar o Dia Internacional dos Museus, a harmonia social. A Presidente do ICOM esteve em Portugal esta semana a convite da Federação de Amigos dos Museus de Portugal.

A publicação dos textos apresentados e as conclusões deste colóquio serão certamente um contributo importante para a museologia, iniciativa que o IMC pretende levar a cabo a breve trecho, tal como foi referido no final deste encontro pelo seu director, João Carlos Brigola.

Colóquio internacional « Os Museus e a República », 19 e 20 Maio 2010

avril 14, 2010

Nos dia 19 e 20 de Maio irá realizar-se o colóquio internacional « Os Museus e a República ». Entre os investigadores portugueses convidados para debater este tema estão José-Augusto França, Raquel Henriques da Silva, Jorge Custódio, Henrique Coutinho Gouveia, Luís Pequito Antunes, Joana Baião, Luís Raposo, Sandra Leandro, Duarte Freitas, Carlos Fiolhais, José Brandão, Joaquim Caetano e José Manuel de Oliveira. Para um olhar mais internacional sobre estas questões foram convidados Dominique Poulot, Helen Rees Leahy e Maria Bolaños, figuras sobejamente conhecidas da museologia.

Organização: Instituto dos Museus e da Conservação (IMC)
Apoio: Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência da Universidade de Évora (CEHFCi)

O evento terá lugar no auditório do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA).

Público-alvo: Técnicos de Museus, Palácios e Monumentos; Investigadores, docentes e alunos universitários

Pode encontrar a ficha de inscrição e programa no site do IMC:
http://www.ipmuseus.pt/pt-PT/Default.aspx

A proclamação da República em 5 de Outubro de 1910 constituiu um momento fundamental da História de Portugal, marcando profundamente a sociedade, as instituições e a cultura do país. É neste contexto, que o Instituto dos Museus e da Conservação (IMC) em parceria com o Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência da Universidade de Évora, irá realizar um colóquio internacional subordinado ao tema “Os Museus e a República”.
A coordenação científica está a cargo do Professor Doutor João Carlos Brigola, docente do Departamento de História da Universidade de Évora e Director do IMC.

O Programa do Colóquio contempla os seguintes temas: Museus ou colecções formados entre 1910 e 1932 (data da instituição do Estado Novo e da aprovação de nova legislação sobre Património e Museus); Museus ou colecções formados em período anterior e posterior; Personalidades marcantes (directores, museólogos, técnicos, coleccionadores); Labor legislativo e Política Cultural da 1ª República; Colecções e Museus em Espanha, França e Grã-Bretanha.

ENQUADRAMENTO HISTÓRICO

Com a implantação da República Portuguesa, a 5 de Outubro de 1910, foi reforçada a vontade política e legal de dar corpo e coerência a uma rede de museus nacionais e regionais, de acordo com uma visão pedagógica, patrimonial e artística que se queria essencialmente divulgadora e descentralizadora. Entre 1912 e 1924 criaram-se vários museus regionais (de arte, arqueologia, história e numismática), ainda que quase todos derivados de iniciativas já conhecidas em período anterior. Criaram-se dois museus nacionais (o de Arte Antiga e o de Arte Contemporânea), assim como museus de tipologia inovadora, como é exemplo a Casa-Museu do escritor Camilo Castelo Branco, em S. Miguel de Seide, bem como a construção da Casa dos Patudos de Alpiarça, concebida pelo arquitecto Raúl Lino para albergar a colecção de arte de José Relvas e aberta ao público depois da sua morte. O Museu dos Coches, criado em 1905 por iniciativa da rainha D. Amélia, foi elevado em 1911 à categoria de museu nacional.

A primeira república estabeleceu assim uma coerente e promissora rede de museus nacionais e regionais. Da importante documentação legal produzida neste período deve ser destacado o Decreto n.º 1 do Governo Provisório, datado de 26 de Maio de 1911, visando a reorganização do ensino de Belas Artes, dos serviços de Museus e da protecção do Património artístico e arqueológico. A sua redacção foi da responsabilidade de uma comissão, cujo relator era o Dr. José de Figueiredo. Este museólogo, com intensas ligações aos meios museológicos europeus, pôde contar com a colaboração do pedagogo e museólogo coimbrão, António Augusto Gonçalves, cujos pareceres influenciaram, por exemplo, a instituição do Museu Machado de Castro.

Considerando, pois, a pertinência de se proceder à avaliação do labor cultural, patrimonial e museológico deste período histórico, pretende-se transmitir a este Colóquio um carácter científico e internacional, apostando no convite exclusivo a investigadores de créditos já firmados, incluindo algumas personalidades europeias com obra reconhecida nesta área disciplinar, de modo a que se possa estabelecer um panorama coevo da museologia europeia da primeira republica portuguesa.

(Fonte: site do IMC)

Mesa redonda no Museu do Douro com Hugues de Varine, 28 Mar. 2010

mars 23, 2010

No seguimento das notícias que temos vindo a publicar sobre a vinda de Hugues de Varine a Portugal, divulgamos mais um evento do qual recebemos informação agora. A visita ao Douro por Hugues de Varine será marcada por um momento público no Museu do Douro na forma de uma mesa redonda. Sobre este evento, Natalia Fauvrelle fez-nos chegar a seguinte informação:

No âmbito de uma visita de trabalho de Hugues de Varine, Consultor de Desenvolvimento Local e Comunitário, e de Graça Filipe, Subdirectora do Instituto dos Museus e da Conservação, ao Museu do Douro nos próximos dias 27 e 28 de Março, será realizada uma mesa-redonda no dia 28, pelas 10h30, cujo tema é “Museu do Douro – museu para o território e para o desenvolvimento”. Além dos já referidos Hugues de Varine e Graça Filipe, o painel de discussão é composto por Henrique Coutinho Gouveia, Prof. da Universidade Nova, Maria do Céu Esteves, Presidente da Associação dos Amigos do Museu do Douro, Fernando Maia Pinto, Director do Museu do Douro e Elisa Pérez Babo, Presidente da Fundação Museu do Douro.

As conclusões deste momento de reflexão serão, certamente, da maior importância para traçar a estratégia de desenvolvimento do nosso Museu, pelo que contamos com a participação de toda a comunidade duriense, bem como da comunidade científica.

Natália Fauvrelle
Coordenadora dos Serviços de Museologia do Museu do Douro

Mais informações: natalia.fauvrelle@museudodouro.pt