Posts Tagged ‘ICOM-PT’

Call for papers: « Museus e Sustentabilidade Financeira »

septembre 14, 2011

No próximo dia 7 de Novembro o ICOM-PT realiza uma jornada de reflexão em torno do tema « Museus e Sustentabilidade Financeira » no Museu Soares dos Reis, no Porto. O programa ainda não foi lançado, até porque a organização optou por fazer uma chamada pública para comunicações (que terminou no dia 10 de Setembro). Ainda que tenha havido pouco tempo para divulgação, parece interessante que seja cada vez mais frequente, entre nós, iniciativas de base « call for papers », um sinal claramente positivo para o desenvolvimento da museologia em Portugal. Sobre o enquadramento do tema do encontro, veja-se em baixo a informação veiculada pelo ICOM-PT

Não é segredo que a gestão dos museus requer um avultado investimento financeiro. No entanto, os museus em Portugal, e nomeadamente os museus públicos e ou apoiados financeiramente pelo Estado, têm vindo a sofrer um congelamento, e em alguns casos até, um decréscimo acentuado do orçamento operacional que lhes é atribuído. Por outras palavras, os museus têm que procurar fontes de rendimento autónomas.

O programa do recém-eleito governo apresenta para os museus uma linha estratégica – reavaliar a política de gratuitidade dos museus públicos. Será este posicionamento suficiente para resolver a situação, por muitos qualificada de penúria, de alguns dos nossos maiores museus ? Qual é o impacto – financeiro e identitário – desta revisão?

Que soluções têm os museus aplicado para compensar a falta de investimento das tutelas ? Qual o peso do rendimento das vendas de loja, restaurantes e cafetarias e do aluguer de espaços no orçamento dos nossos museus ? Os programas de voluntariado vieram alterar o mapa financeiro dos museus? De que modo? Com que custos éticos ?
E quais as implicações destas políticas financeiras na missão do museu ? Estará o museu a comprometer a sua essência identitária ao preocupar-se com a rendibilidade ?

Nesta Jornada ICOM.PT procuramos respostas para estas questões e dar a conhecer práticas e modelos orçamentais que funcionam e que permitem aos museus almejaram um verdadeiro desenvolvimento estratégico.

Propostas de comunicações (20 linhas máximo, para comunicações de 20 minutos), devem ser enviadas até 10 de Setembro para info@icom-portugal.org

Organização ICOM.PT: Inês Fialho Brandão e Maria Vlachou
Apoio institucional: Museu Nacional Soares dos Reis

(Fonte: ICOM-PT)

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Boletim Informação ICOM.PT (N.º 11, Dez 2010)

décembre 20, 2010

Chega-nos mais um boletim do ICOM-PT, uma das poucas ferramentas de divulgação e opinião à disposição dos profissionais e investigadores, que a cada 3 meses vai animando a cena museológica portuguesa. Neste número, entre outros aspectos, dá-se enfoque ao trabalho imenso realizado por museus e outras instituições na realização de exposições no âmbito do centenário da República. Sobre este tema, Jorge Custódio referiu-se ao desafio enorme que foi organizar a exposição “100 Anos de Património. Memória e Identidade. Portugal – 1910-2010” (em exibição no Palácio da Ajuda). De facto, ao visitar a exposição é possível constatar a qualidade do trabalho realizado. Só lamentamos que a exposição encerre ao público amanhã, após pouco mais de um mês e meio de exibição (30 de Setembro a 21 de Dezembro de 2010). Não apenas porque uma exposição desta envergadura deve poder ser usufruída por mais pessoas, mas também porque os esforços financeiros devem ter sido de tal monta, que só por si devem justificar a sua exibição por um período mais alargado, trata-se afinal de optimizar os recursos de que dispomos.

Informação ICOM.PT (Nº 11, II Serie, Dez-2010-Fev. 2011):

http://www.icom-portugal.org/multimedia/documentos/info%20II-11_dez10-fev11.pdf

Conteúdos:

01 Editorial, por Maria Vlachou
02 Artigo: “Valorização turística do Património Arqueológico em prol da sociedade: o paideia approach, por Fabio Carbone
11 Opiniões: “Os desafios da República”, por Jorge Custódio e Dulce Helena Borges
16 Novos, Recentes e Renovados: Museu do Oriente, por Maria Manuela d’Oliveira Martins
22 Entrevista com…Jorge Silva
25 Notícias ICOM
27 Calendário de iniciativas

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INFORMAÇÃO ICOM.PT é uma publicação trimestral da Comissão Nacional Portuguesa do ICOM
Editora Maria Vlachou (mariavlachou.pt@gmail.com)
Design Sistemas do Futuro

Boletim Informação ICOM.PT (Nº 10, Set-Nov 2010)

septembre 13, 2010

Já se encontra disponível mais uma edição do boletim Informação ICOM.PT (Nº 10, II Serie, Set-Nov 2010).

http://www.icom-portugal.org/multimedia/info%20II-10_set-nov10.pdf

CONTEÚDOS:

01 EDITORIAL
02 ARTIGO TRÊS É O PAR PERFEITO: O TEXTO SENTA-SE ENTRE O VISITANTE E O OBJECTO
10 OPINIÕES E SE A BP QUISESSE SER MECENAS DO SEU MUSEU…?
12 NOVOS, RECENTES E RENOVADOS MUDE – MUSEU DO DESIGN E DA MODA
16 ENTREVISTA COM… JORGE SILVA MELO
18 NOTÍCIAS ICOM
18 NOVAS PUBLICAÇÕES
19 CALENDÁRIO DE INICIATIVAS

CONF: « Serviços educativos em Portugal: ponto da situação », 7 Fev. 2011

juillet 9, 2010

O ICOM Portugal vai organizar o encontro Serviços educativos em Portugal: ponto da situação, no dia 7 de Fevereiro de 2011, no Museu Nacional de Arte Antiga.

Para além de querer promover a reflexão sobre o estado actual dos serviços educativos em Portugal e as perspectivas para o futuro, com o objectivo de produzir um documento com recomendações, o encontro pretende ainda dar a conhecer o CECA, Comité Internacional do ICOM para a Educação e Acção Cultural.

O CECA é o segundo maior comité internacional do ICOM e conta com alguns membros em Portugal. A Coordenadora Regional da Europa do CECA, Emma Nardi, estará connosco no dia 7 de Fevereiro e apresentará a actividade e os objectivos do Comité.

ORGANIZAÇÃO: ICOM-PT

Mais informações a partir de Setembro em http://www.icom-portugal.org

(Fonte: Mailing list ICOM_PT)

Informação ICOM.PT (II Série, Nº 9, Jun-Ago 2010)

juin 7, 2010

Saiu novo número do boletim Informação ICOM.PT (II Série, Nº 9, Jun-Ago 2010). O boletim está inteiramente disponível na página do ICOM-Portugal (www.icom-portugal.org).

Conteúdos:

ARTIGO
DO CORAÇÃO DO MUSEU: Inventário e património imaterial em 11 museus portugueses, por Lorena Sancho Querol

OPINIÕES
SERVIÇO EDUCATIVO EM OUTSOURCING?
Inês Bettencourt da Câmara e Ana Isabel Apolinário

ENTREVISTA COM…
Steve Stoer

NOTÍCIAS ICOM
Novas publicações
CALENDÁRIO INICIATIVAS

Conclusões sobre a jornada de reflexão do ICOM sobre o futuro do Museu da Cortiça

juin 1, 2010

Jornada de Reflexão e Debate
Museu da Cortiça da Fábrica do Inglês, em Silves: que Futuro?
26 de Junho de 2010

Conclusões

1 – É urgente assegurar a classificação da Fábrica do Inglês nos termos do Decreto-lei nº 309/2009 de 23 de Outubro, tendo em vista garantir a protecção legal do seu património imóvel e integrado. Esta classificação deveria pelo menos atingir o nível de “imóvel de interesse público”. Neste sentido, os participantes nesta Jornada de Reflexão apelam aos responsáveis da Administração Pública, local (Câmara Municipal de Silves) e nacional (Direcção Regional de Cultura), para que exerçam as suas competências neste domínio e mantenham a opinião pública informada sobre o desenvolvimento do processo. Esta classificação, da justificação que tem em si mesma, constituirá também uma mais-valia imprescindível para qualquer projecto futuro a desenvolver no local.

2 – É urgente assegurar a manutenção dos espaços de ar livre e o acesso ao núcleo museológico. A situação de encerramento actual da Fábrica do Inglês traduzir-se-á no futuro em encargo maior do que o da sua abertura, mesmo que mínima. Qualquer que seja a evolução futura do regime de propriedade, importa atalhar a degradação que se começa a fazer-se sentir. Neste sentido, recomenda-se à Câmara Municipal de Silves que, na defesa dos interesses patrimoniais em causa, desenvolva esforços para a celebração de um protocolo que lhe permita executar as operações mínimas de manutenção e segurança do espaço. Os custos desta manutenção devem ser considerados como investimento público no local e ser tidos em devida conta aquando da discussão das soluções de futuro que vierem a ser adoptadas.

3 – É recomendável proceder à identificação das entidades e as formas de participação dos potenciais intervenientes ou parceiros locais, nacionais e internacionais tendo em vista um projecto de reabertura e de reprogramação do conjunto patrimonial em que se integra o Museu da Cortiça – designado por Fábrica do Inglês.

4 – É consensual a convicção de que o “modelo de negócio” que esteve subjacente ao projecto inicial da Fábrica do Inglês está ultrapassado. Embora generoso e baseado em motivações essencialmente patrimonialistas, tratava-se de um modelo demasiado assente em actividades comerciais, de restauração e de animação, que não somente estavam muito para além da estrita valorização dos bens patrimoniais, como dependiam de variáveis de mercado totalmente alheias ao controlo dos promotores do projecto. Importa, pois, que a Fábrica do Inglês se centre de forma mais incisiva naquilo que deve constituir o seu núcleo central, ou seja, na valorização dos seus patrimónios e na projecção do Mundo da Cortiça. Neste sentido, seria recomendável uma maior participação das entidades públicas locais no capital social da futura estrutura gestionária do espaço.

5 – É desejável continuar, e intensificar, as acções de sensibilização da opinião pública, em primeiro lugar da comunidade local silvense, para o reconhecimento da importância patrimonial do que está em causa e para a sua salvaguarda e valorização, como recurso de desenvolvimento cultural e identitário local, regional e até nacional. A Comissão Nacional Portuguesa do ICOM, pelo seu lado, manter-se-á atenta ao evoluir da situação e desenvolverá os contactos associativos que forem adequados à manutenção e reforço do movimento social em defesa do Complexo da Fábrica do Inglês.

Silves, em 26 de Junho de 2010.

O Presidente do ICOM Portugal,

Luís Raposo

(Fonte: Lista de discussão Museum)

Em defesa do Museu Nacional de Arqueologia (MNA)

mars 30, 2010

Em baixo, divulgamos a declaração e abaixo-assinado adoptado pela Assembleia-Geral da Comissão Nacional Portuguesa do Conselho Internacional dos Museus (ICOM), reunida ontem (29/03/2010) no Padrão dos Descobrimentos.

EM DEFESA DO MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA

Subscreva em: http://peticao.com.pt/mna
Mantenha-se informado e comente em: http://gamna.blogspot.com

Divulgue por todos os seus contactos

Quando há cerca de um ano o anterior Governo colocou a hipótese da transferência do Museu Nacional de Arqueologia (MNA) para a Cordoaria nacional, o seu Grupo de Amigos (GAMNA) chamou logo a atenção para os riscos inerentes, dos quais o mais importante é o da segurança geotécnica do local e do próprio edificado da Cordoaria, para aí se poderem albergar as colecções do Museu Nacional português com colecções mais volumosas e com o maior número de peças classificadas como “tesouros nacionais”.

Após as últimas eleições pareceu ser traçado um caminho que permitia encarar com seriedade esta intenção política. A ministra da Cultura afirmou à imprensa que fora pedido ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) um parecer acerca das referidas condições geotécnicas e que seria feito projecto de arquitectura coerente, respeitador tanto da Cordoaria Nacional como do programa do Museu. Ao mesmo tempo garantiu que esse complexo seria totalmente afecto ao MNA, sem a instalação antecipada de outros serviços no local. Sendo assim, deixaria também de ser necessário alienar espaços do MNA nos Jerónimos, a título de garantia da ocupação antecipada da Cordoaria.

Causa, pois, profunda estranheza a sucessão de acontecimentos das últimas semanas, os quais vão ao ponto de comprometer ou até inviabilizar a continuidade da gestão do Director do Museu, que nos cumpre elogiar pelo dinamismo que lhe conseguiu imprimir e de cujos interesses se constitui, perante todos nós, em legítimo garante.

O estudo tranquilizador que se dizia ter sido pedido ao LNEC, deu afinal lugar a parecer meramente pessoal do técnico convidado para o efeito. O GAMNA, encomendou estudo alternativo, que vai em sentido contrário. O Director do Museu recolheu, ele próprio, outros pareceres, dos mais reputados especialistas da área da engenharia sísmica, que igualmente corroboram e ampliam as preocupações existentes. É agora óbvia a necessidade da realização de um programa de sondagens e de verificações in loco, devidamente controlado por entidade idónea, de modo a poder definir com rigor a situação da Cordoaria em matéria de riscos sísmicos, maremoto, efeito de maré, inundação e infiltração de águas salgadas. A recente tragédia ocorrida na Madeira, onde se perdeu quase por completo o acervo do Museu do Açúcar, devido a inundação, aí está para nos lembrar como não pode haver facilidade e ligeireza neste tipo de decisões.

Enquanto não estiver garantida a segurança geotécnica da instalação do MNA na Cordoaria Nacional e enquanto não forem realizados os adequados estudos de planeamento urbano e circulação viária, importa manter todas as condições de operacionalidade do Museu nos Jerónimos. Neste sentido consideramos incompreensível a alienação pretendida da “torre oca” a curto prazo, até porque uma tal opção iria comprometer definitivamente qualquer hipótese futura de regressar a planos de remodelação e ampliação do MNA nos Jerónimos, conforme foi a opção consistente de sucessivos Governos, até há dois anos. O MNA merece todo o respeito e não pode ser considerado como mero estorvo num local onde aparentemente se quer fazer um novo Museu.

O poder político não pode actuar ignorando os pareceres técnicos qualificados e agindo contra o sentimento de todos os que amam o património e os museus. Apelamos ao bom senso do Governo, afirmando desde já a nossa disposição para apoiar o GAMNA na adopção de todas as medidas cívicas e legais necessárias para que seja defendida, como merece, a instituição mais do que centenária fundada pelo Doutor Leite de Vasconcelos, o antigo “museu do homem português” e actual Museu Nacional de Arqueologia.

Lisboa, em 29 de Março de 2010.

Informação ICOM n.º 3

janvier 5, 2009

Já se encontra disponível o 3.º número da publicação do ICOM-PT. Pode descarregar o documento a partir do site do ICOM-PT.

INFORMAÇÃO ICOM.PT
DEZ08 ~ FEV09

CONTEÚDOS

EDITORIAL
ARTIGO
CULTURA ACESSÍVEL ÀS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NOS PAÍSES VIZINHOS
OPINIÕES
« APRENDER PARA FAZER, FAZER PARA APRENDER: O ENSINO E A PRÁTICA DA MUSEOLOGIA (PARTE I) »

ENTREVISTA COM…
JOÃO CEPEDA, DIRECTOR DA REVISTA TIME OUT

NOTÍCIAS ICOM
RELATÓRIO DE PARTICIPAÇÃO NO 9º ENCONTRO ANUAL DEMHIST

NOVAS PUBLICAÇÕES

Calendário de iniciativas

Disponível em http://www.icom-portugal.org

Referencial Europeu das Profissões Museais

septembre 22, 2008

O Comité Internacional do ICOM para a Formação (ICTOP) lançou recentemente um documento de referência sobre as profissões dos museus, intitulado ‘Referencial Europeu das Profissões Museais’. Já existe uma tradução portuguesa disponível no site do ICOM-PT:

http://www.icom-portugal.org/

Pode visualizar directamente o documento aqui:
http://www.icom-portugal.org/multimedia/File/ReferencialPT.pdf

Debate: Profissões Museais… a situação portuguesa, 8 Out. 2008

août 1, 2008

Divulgamos aqui o debate que se realizará no dia 8 de Outubro de 2008 sobre o tema das profissões de museu no contexto actual português.

As profissões dos museus são cada vez mais complexas, quer do ponto de vista de descrições funcionais, quer ainda do ponto de vista da legislação e da formação. Este é um assunto que está na ordem do dia, não só em Portugal como por toda a Europa, Brasil, e muitos outros países.

Aproveitando a reunião anual do ICTOP em Lisboa (Comité Internacional do ICOM para a Formação), o ICOM-PT vai promover, no dia 8 de Outubro, um encontro para debater estas questões de grande actualidade.

São convidados Angelika Ruge (Presidente do ICTOP), Graça Filipe (ICOM-PT) e Filipe Mascarenhas Serra (ICOM-PT), num debate iniciado e orientado por Luís Raposo (Presidente do ICOM-PT).

Local: Auditório da Biblioteca Victor de Sá, Universidade Lusófona
Data: 8 de Outubro de 2008, 15 h

Organização conjunta: ICOM-PT e ICTOP

No âmbito do Encontro Profissões Museais: O Referencial Europeu e a Situação Portuguesa (8 de Outubro de 2008), o ICOM-PT vai promover a divulgação de um importante documento de referência sobre o tema, produzido recentemente pelo ICTOP – Comité Internacional do ICOM para a Formação: Referencial Europeu das Profissões Museais.

(in site ICOM Portugal)

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Mais informações:
http://www.icom-portugal.org/