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Alissandra Cummins no encerramento do colóquio « Os Museus e a República »

mai 21, 2010

Sessão de abertura do colóquio, 19 Maio 2010

Maria Bolaños, 19 Maio 2010

Alissandra Cummins, 20 Maio 2010

Nos dias 19 e 20 de Maio realizou-se no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) o colóquio “Os Museus e a República”, organizado pelo Instituto dos Museus e da Conservação (IMC).

O encontro pontuou pela qualidade dos conferencistas convidados, reunindo de forma bastante concertada investigadores, alguns, porventura, mais conhecidos da comunidade museológica portuguesa a par com outros investigadores com projectos de doutoramento em curso ou recentemente terminados. O colóquio organizou-se em torno de quatro painéis de comunicações, que no cômputo geral permitiram diversas aproximações à história dos museus na República (museus de arte e arqueologia, ciências, literatura). O programa do colóquio contemplava inicialmente um enquadramento mais internacional, com contribuições de Espanha, França e Grã-Bretanha, mas esse objectivo acabou por não ser alcançado, já que Dominique Poulot e Helen Rees Leahy não estiveram presentes. Todavia, sublinhe-se a participação de Maria Bolaños, sobejamente conhecida entre nós através de publicações como a “Historia de los museos en España” (Trea, 1997), “La memoria del mundo: Cien años de museologia 1900-2000” (Trea, 2002), entre outros.

Alissandra Cummins, Presidente do Conselho Internacional de Museus (ICOM), esteve presente no colóquio para o encerramento dos trabalhos, aproveitando para sublinhar a importância do tema escolhido este ano para celebrar o Dia Internacional dos Museus, a harmonia social. A Presidente do ICOM esteve em Portugal esta semana a convite da Federação de Amigos dos Museus de Portugal.

A publicação dos textos apresentados e as conclusões deste colóquio serão certamente um contributo importante para a museologia, iniciativa que o IMC pretende levar a cabo a breve trecho, tal como foi referido no final deste encontro pelo seu director, João Carlos Brigola.

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Colóquio internacional « Os Museus e a República », 19 e 20 Maio 2010

avril 14, 2010

Nos dia 19 e 20 de Maio irá realizar-se o colóquio internacional « Os Museus e a República ». Entre os investigadores portugueses convidados para debater este tema estão José-Augusto França, Raquel Henriques da Silva, Jorge Custódio, Henrique Coutinho Gouveia, Luís Pequito Antunes, Joana Baião, Luís Raposo, Sandra Leandro, Duarte Freitas, Carlos Fiolhais, José Brandão, Joaquim Caetano e José Manuel de Oliveira. Para um olhar mais internacional sobre estas questões foram convidados Dominique Poulot, Helen Rees Leahy e Maria Bolaños, figuras sobejamente conhecidas da museologia.

Organização: Instituto dos Museus e da Conservação (IMC)
Apoio: Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência da Universidade de Évora (CEHFCi)

O evento terá lugar no auditório do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA).

Público-alvo: Técnicos de Museus, Palácios e Monumentos; Investigadores, docentes e alunos universitários

Pode encontrar a ficha de inscrição e programa no site do IMC:
http://www.ipmuseus.pt/pt-PT/Default.aspx

A proclamação da República em 5 de Outubro de 1910 constituiu um momento fundamental da História de Portugal, marcando profundamente a sociedade, as instituições e a cultura do país. É neste contexto, que o Instituto dos Museus e da Conservação (IMC) em parceria com o Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência da Universidade de Évora, irá realizar um colóquio internacional subordinado ao tema “Os Museus e a República”.
A coordenação científica está a cargo do Professor Doutor João Carlos Brigola, docente do Departamento de História da Universidade de Évora e Director do IMC.

O Programa do Colóquio contempla os seguintes temas: Museus ou colecções formados entre 1910 e 1932 (data da instituição do Estado Novo e da aprovação de nova legislação sobre Património e Museus); Museus ou colecções formados em período anterior e posterior; Personalidades marcantes (directores, museólogos, técnicos, coleccionadores); Labor legislativo e Política Cultural da 1ª República; Colecções e Museus em Espanha, França e Grã-Bretanha.

ENQUADRAMENTO HISTÓRICO

Com a implantação da República Portuguesa, a 5 de Outubro de 1910, foi reforçada a vontade política e legal de dar corpo e coerência a uma rede de museus nacionais e regionais, de acordo com uma visão pedagógica, patrimonial e artística que se queria essencialmente divulgadora e descentralizadora. Entre 1912 e 1924 criaram-se vários museus regionais (de arte, arqueologia, história e numismática), ainda que quase todos derivados de iniciativas já conhecidas em período anterior. Criaram-se dois museus nacionais (o de Arte Antiga e o de Arte Contemporânea), assim como museus de tipologia inovadora, como é exemplo a Casa-Museu do escritor Camilo Castelo Branco, em S. Miguel de Seide, bem como a construção da Casa dos Patudos de Alpiarça, concebida pelo arquitecto Raúl Lino para albergar a colecção de arte de José Relvas e aberta ao público depois da sua morte. O Museu dos Coches, criado em 1905 por iniciativa da rainha D. Amélia, foi elevado em 1911 à categoria de museu nacional.

A primeira república estabeleceu assim uma coerente e promissora rede de museus nacionais e regionais. Da importante documentação legal produzida neste período deve ser destacado o Decreto n.º 1 do Governo Provisório, datado de 26 de Maio de 1911, visando a reorganização do ensino de Belas Artes, dos serviços de Museus e da protecção do Património artístico e arqueológico. A sua redacção foi da responsabilidade de uma comissão, cujo relator era o Dr. José de Figueiredo. Este museólogo, com intensas ligações aos meios museológicos europeus, pôde contar com a colaboração do pedagogo e museólogo coimbrão, António Augusto Gonçalves, cujos pareceres influenciaram, por exemplo, a instituição do Museu Machado de Castro.

Considerando, pois, a pertinência de se proceder à avaliação do labor cultural, patrimonial e museológico deste período histórico, pretende-se transmitir a este Colóquio um carácter científico e internacional, apostando no convite exclusivo a investigadores de créditos já firmados, incluindo algumas personalidades europeias com obra reconhecida nesta área disciplinar, de modo a que se possa estabelecer um panorama coevo da museologia europeia da primeira republica portuguesa.

(Fonte: site do IMC)

Sobre jornada de trabalho « Património Cultural Imaterial »

mars 11, 2010

Jornada de trabalho “Património Cultural Imaterial” – moderação: Ana Rodrigues Carvalho & Lorena Querol. Da esquerda para a direita vê-se: Paulo Ferreira da Costa, Lorena Querol, Ana Rodrigues Carvalho e Paulo Lima. Fundação Manuel Viegas Guerreiro. 8 Março 2010

No dia 8 de Março de 2010 realizou-se uma jornada de trabalho subordinada ao Património Cultural Imaterial (PCI) no âmbito da iniciativa “Técnicos dos Museus Encontram-se”, que a Rede de Museus do Algarve (RMA) promove. Estes encontros são espaços de diálogo destinados a potenciar a partilha de experiências entre os profissionais dos museus da RMA. Esta jornada de trabalho teve, porém um enquadramento particular, na medida em que trouxe contribuições de fora da RMA, ao contrário do que tem vindo a ser feito, de âmbito mais técnico e interno. Foi neste contexto, que fui convidada a participar, na qualidade de moderadora, representando, de algum modo a perspectiva da investigação.

A razão deste encontro prendeu-se com a necessidade de se reflectir sobre estratégias para a salvaguarda do PCI nos museus. O PCI é um tema que começa a ser uma preocupação trilhada por cada vez mais museus, um pouco na senda da adopção da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial (2003) da UNESCO, ratificada por Portugal em Março de 2008. Também o Conselho Internacional de Museus (ICOM) atribui competências aos museus na salvaguarda do PCI, tal como é patente em documentos de referência como a « Carta de Shanghai » (2002) e a « Declaração de Seoul » (2004). E por outro lado, note-se a mudança evidente de paradigma, quando em 2007 a definição de museu proposta pelo ICOM passaria a substituir “testemunhos materiais” por “património material e imaterial”. Pode dizer-se que este enquadramento internacional lança o repto aos actores culturais e aos museus em particular.

Assim, reconhece-se à partida que o PCI é também um campo de actuação dos museus, mas entre as intenções e as práticas permanecem muitas dúvidas sobre como agir sobre este património tão complexo. Como podem os museus abordar e responsabilizar-se mais pelo PCI? Foi a partir destas inquietações que o Museu Municipal de Loulé e a Direcção Regional de Cultura do Algarve organizaram este encontro no contexto da RMA.

Tendo em conta que Portugal tem um enquadramento relativamente recente sobre uma política cultural para a salvaguarda do PCI e que se reflecte em termos de legislação e tutela, a contribuição de Paulo Ferreira da Costa centrou-se no plano normativo nacional e na forma como o Instituto dos Museus e da Conservação, organismo com competências atribuídas em matéria de salvaguarda do PCI, perspectiva a implementação da Convenção 2003 em Portugal. Este contexto revelou-se fundamental, primeiramente porque é recente e ainda desconhecido para muitos museus e por outro lado, ainda está a ser definido, o que permite abrir a reflexão sobre um caminho que pauta pela possibilidade de muitas abordagens.

As Direcções Regionais de Cultura (DRC) têm desde 2007 também um papel importante relativamente ao PCI, articulando a estratégia definida pelo IMC no território, nomeadamente ao nível da inventariação. Todavia, em linhas gerais pode dizer-se que as discrepâncias na forma de actuação das DRC são evidentes. O trabalho desenvolvido pela DRC do Alentejo, que tomou a dianteira na formulação de um programa de salvaguarda do PCI nesta região é, de certo modo, uma proposta inovadora e que revela um entendimento mais pragmático e diferenciado da forma como se deve entender uma abordagem ao PCI. Paulo Lima pontuou por um discurso menos formal, deixando antever que abordar o PCI não é isento de incertezas e muitas angústias, um processo que se tem caracterizado por avanços mas também por vários recuos.

Ao longo da tarde, os profissionais dos museus da RMA tiveram a palavra. Em mesa-redonda e a partir dos reptos lançados da parte da manhã, os técnicos partilharam as iniciativas que já decorrem no âmbito do PCI. Metodologias, dificuldades, dúvidas, necessidades, inquietações e interrogações foram alguns dos aspectos abordados.

Nos museus de Lagos, Loulé, Portimão, Olhão, Faro, Alcoutim, S. Brás de Alportel, Vila Real de Santo António e Tavira decorrem ou decorreram já experiências pontuais em torno do PCI, que pontuam pela diversidade, tanto ao nível da profundidade como do tipo de abordagem. Todavia, em grande medida, alguns dos projectos enunciados centraram-se na contextualização e documentação das colecções existentes a partir dos testemunhos orais das comunidades. Os sistemas de inventário, nalguns casos não existem (inclusive para as colecções do museu), noutros estão definidos os softwares para o imaterial (em dois casos), mas estão por implementar. De uma forma muito transversal, as dificuldades identificadas foram as seguintes: recursos humanos e financeiros, mais formação específica em questões técnicas e tecnológicas e a ausência de estratégias que estabeleçam formas de colaboração continuadas com as comunidades.

Os inventários foram um tema recorrente, mas o debate também suscitou questões mais alargadas, sobre o direito de intervenção e interferência dos museus e dos profissionais neste domínio, sobre quem em última instância valida o que é e o que não é PCI? E, afinal, o que é o PCI? Por outro lado, falamos dos tradicionais terrenos antropológicos ou falamos de novos terrenos? Será que faz sentido este enfoque para o PCI, sob pena de que desapareça, quando em ritmo igualmente acelerado se produzem novas culturas, novos significados?

Algumas das questões levantadas não têm resposta fácil, muitas delas não têm uma única resposta, mas significam que os museus são também terreno fértil para a discussão e campo de paradoxos. O que hoje é entendido como património poderá amanhã não o ser, se extremarmos posições.

Mas em jeito de conclusão, pode dizer-se que os museus não estão alheios à importância do PCI e começam a dar pequenos passos nesta matéria. Não obstante as dificuldades inerentes a uma abordagem ao PCI e às formas de valorização, é possível verificar que existe muita vontade em conhecer melhor e identificar o PCI.

Actuar sobre este património exige reflexão e é a partir de pequenas experiências que podemos fazer balanços e tirar daí partido para nos lançarmos em novas aventuras. Este é um caminho que se faz actuando e experimentando. A frase “Don’t run, walk!”, parece ajustar-se bem neste contexto.

Para intervir é preciso conhecer. Como disse Lorena Querol, um inventário não é um fim, mas um caminho!

Por outro lado, os museus não devem responsabilizar-se por todo este património, dada a vastidão do tema. Exigem-se novas formas de colaboração, através da criação de redes e parcerias, nas quais os museus podem ter um papel importante, mas não deverão ser os únicos agentes (escolas, associações, comunidades, universidades, etc.).

Para além disso, nem todo o património precisa de ser salvaguardado, sendo necessário mapear prioridades e dialogar com as comunidades para se perceber o que querem preservar ou não.

Ana Carvalho

A RMA é uma rede informal criada a 16 de Outubro de 2007 e hoje constituída por 14 museus da região do Algarve*. Liberdade de adesão, cooperação em rede, serviço público e ética profissional, informação e comunicação, formação, inovação e programação museológica são alguns dos princípios de actuação desta rede, um projecto inovador em Portugal.

*Museu Marítimo Almirante Ramalho Ortigão, Museu Municipal de Portimão, Museu Municipal de Tavira, Museu Municipal de Faro, Museu do Trajo, Museu Municipal de Dr. José Formosinho, Museu Municipal de Lagoa, Museu Municipal de Arqueologia de Silves, Núcleos Museológicos de Alcoutim, Núcleo Museológico da Indústria Conserveira de Vila real de Santo António, Museu Municipal de Olhão e Museu do Mar e da Terra da Carrapateira

« Museologia.pt » disponível online

janvier 14, 2010

De louvar a iniciativa do IMC em tornar disponível na internet os dois primeiros números já publicados da revista Museologia.pt, de 2007 e 2008 respectivamente.

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A revista Museologia.pt, n.º 1/2007 está acessível no seguinte endereço:
http://www.imc-ip.pt/

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A revista Museologia.pt, n.º 2/2008 está acessível no seguinte endereço:
http://www.imc-ip.pt/

International Journal of Intangible Heritage, vol. IV, 2009

novembre 24, 2009

Foi publicado o 4.º número da revista “International Journal of Intangible Heritage” (http://www.ijih.org/)

Sobre a revista:

The International Journal of Intangible Heritage is an annual refereed academic and professional English language journal dedicated to the promotion of the understanding of all aspects of the intangible heritage of the world, and the communication of research and examples of good professional practice.

Este número tem uma pequena contribuição portuguesa. Paulo Ferreira da Costa apresentou um « short paper » sobre o papel do IMC na elaboração de um inventário nacional para o Património Cultural Imaterial. « Drawing-up a nation-wide inventory of intangible heritage in Portugal » é o título do texto.

Conteúdos:

Foreword – Shin Kwang Seop, Chairperson, Editorial Advisory Committee & Director, the National Folk Museum of Korea

Editorial – Amareswar Galla, Editor-in-Chief, Editorial Committee & Professor of Museum Studies, the University of Queensland

Main Papers

Finding the ‘First Voice’ in rural England: the challenges of safeguarding intangible heritage in a national museum – Rhianedd Smith

Conceptualising intangible heritage in the Tropenmuseum, Amsterdam: the Layla and Majnun story as a case study – Sadiah Boonstra

Reading the intangible heritage in tangible Akan art – Kwame Amoah Labi

Let the objects speak: online museums and indigenous cultural heritage – Saskia Vermeylen & Jeremy Pilcher

Len Dong- spirit journeys in contemporary urban Vietnam – Ngo Duc Thinh

Investigative research towards the designation of shamanic village rituals as ‘intangible cultural properties’ of the Seoul Metropolitan Government – Yang Jongsung

Safeguarding intangible heritage: five key obstacles facing museums of the North East of England – Michelle L. Stefano

Short Papers, Reports & Reviews

Seeking tangible benefits from linking culture, development and intellectual property – Wend B. Wendland

Drawing-up a nation-wide inventory of intangible heritage in Portugal – Paulo Ferreira da Costa

Investigating the impact of World Heritage site tourism on the intangible heritage of a community: Tsodilo Hills World Heritage site, Botswana – Susan Keitumetse & Olivia Nthoi

The role of cultural and heritage education at Bakoni Malapa Open Air Museum: demonstrations of cultural practices and craftwork techniques – Dan Musinguzi & Israel Kibirige

Brief Biographies of the Contributors
Instructions to Contributors

Seminário – Inventário do Património Cultural Imaterial: Contextos e Metodologias, 9-13 Fev. 09

février 20, 2009

Decorreu em Ponta Delgada, entre 9 a 13 Fevereiro de 2009, o Seminário “Inventário do Património Cultural Imaterial: Contextos e Metodologias”, realizado pelo Departamento de Património Imaterial do Instituto dos Museus e da Conservação.

O Seminário teve como destinatários formandos da Licenciatura em Património Cultural pela Universidade dos Açores, bem como profissionais de Museus e outras entidades culturais.

……..

Fonte: IMC

Balanço de Visitantes dos Museus e Palácios do IMC – 2008

février 12, 2009

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Duomo Florença
©Ana Carvalho, 2006

Divulgamos informação veiculada na Lista de discussão MUSEUM sobre o balanço do n.º de visitantes de 2008 relativamente aos museus e palácios dependentes do Instituto dos Museus e da Conservação. Tudo indica que o saldo é bastante positivo!

O número total de visitantes nos museus e palácios do Instituto dos Museus e da Conservação no ano de 2008 foi de 2.358.232, o que representa um aumento de 3 % em relação ao ano anterior.

Os maiores picos de afluência registaram-se nos meses de Maio (280.551), ilustrando de forma clara o impacto das celebrações em todo o País do Dia Internacional de Museus e da Noite dos Museus, e em Agosto (317.361). Este aumento estará relacionado com o período de férias, mas também a iniciativas como o projecto-piloto 5.as à Noite nos Museus. Verão 2008 que, durante dois meses, disponibilizou em 4 museus de Lisboa um programa cultural diversificado, para o qual se prolongou o horário de funcionamento dos museus até às 23h00.

Entre as exposições mais visitadas durante o ano de 2008 destacam-se “Olhar de Perto. Os Primitivos Flamengos do Museu de Évora” (Museu Nacional de Arte Antiga), “D. Carlos, um Homem do seu tempo” (Museu Nacional dos Coches) e “Rituais de Inverno com Máscara” (Museu Nacional de Soares dos Reis).

5ªs à Noite nos Museus – Novo projecto do IMC

juillet 21, 2008

O Projecto 5ªs à Noite nos Museus. Verão 2008 tem o objectivo de oferecer nas noites de Verão, às 5ªs feiras, de uma forma lúdica, descontraída e pedagógica, vivências em espaços museológicos, através de actividades culturais diversificadas que visam atrair novos públicos, fidelizando os já existentes, mas também captar turistas em visita à cidade de Lisboa.

A par da oferta educativa de Verão dirigida a crianças e jovens, com este programa o IMC organiza um projecto-piloto com os Museus Nacionais de Arte Antiga, Arqueologia, Azulejo e Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, que se desdobra numa programação cultural diversificada com desconto de 50% na entrada e extensão do horário de funcionamento dos museus até às 23h00.

Consulte a programação em http://www.imc-ip.pt

Instituto dos Museus e da Conservação e o Património Imaterial

mars 29, 2008

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Segundo notícia divulgada no Diário Digital, o Instituto dos Museus e da Conservação irá fazer um inquérito a várias entidades do país sobre o Património Cultural Imaterial, tendo em conta que este património passou a ser uma das responsabilidades deste instituto após a reestruturação da administração pública.

Além disso, é referido que o decreto lei de ratificação da Convenção para a salvaguarda do Património Cultural Imaterial foi publicado esta semana. Portugal ratificou finalmente a Convenção!

Ainda este ano « o IMC vai levar a efeito o inquérito nesta área – que abarca práticas, representações, expressões, artefactos e espaços culturais – para recolher informação junto de universidades, museus e associações de defesa do património. »

Uma outra iniciativa ligada ao PCI será a realização de conferências sobre este tema com o objectivo de estimular o debate, sendo o próximo colóquio no dia 11 de Abril no Museu Nacional do Teatro, intitulado « Inventário, Protecção, Representatitividade ».

Fonte: Diário Digital, 28/03/2008

Debate sobre a crise nos Museus portugueses?

décembre 12, 2007

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Debate « Como tornar os museus acessíveis? »
Fundação Calouste Gulbenkian, Sala 1, 11 Dez. 2007
©Ana Carvalho

Ontem teve lugar um interessante encontro de profissionais de museus para levar à discussão o tema « Como tornar os museus acessíveis? ».

No Mundo dos Museus esteve presente neste debate. De acordo com o que foi dito, esta foi a primeira vez que se reuniram para a realização de um encontro: ICOM-Portugal, APOM e IMC, o que não deixa de ser um balanço positivo a priori.

Entre as intervenções dos representantes da mesa de debate, nomeadamente, João Castel-Branco Pereira (Presidente ICOM-Portugal), Manuel Bairrão Oleiro (Director IMC), José d’Encarnação (administrador da lista de discussão MUSEUM), João Neto (Presidente da APOM) e Luís Raposo (membro dos corpos gerentes da CN do ICOM) e as intervenções dos presentes na sala, eis algumas impressões que nos deixou o debate:

Os museus portugueses debatem-se contra algumas dificuldades, nomeadamente, com os hábitos culturais da sociedade portuguesa, que em geral não tem o hábito de ir aos museus, contra algum analfabetismo e um poder de compra dos portugueses cada vez mais reduzido. Por outro lado, verifica-se a ausência de uma política cultural integrada por parte do governo que vise a mudança deste paradigma na sociedade portuguesa.

A responsabilização por este « estado de coisas » é repartida, ou seja, é da sociedade civil em contexto mais alargado e em particular dos profissionais, que tendo conhecimento desta situação não reinvindica, não se manifesta.

A ideia de que existe uma « crise de subdesenvolvimento social » geral em Portugal, que se traduz numa política cultural fragmentada na sua acção, mais virada para acções pontuais sem procurar uma planificação a médio e longo prazo, e que muito concretamente nos remete para a ausência evidente de uma política museológica. A este propósito, saliente-se a crítica a uma política do governo, actualmente mais virada para a realização de « eventos », com maior preocupação no imediato e no efémero. Neste contexto, foram citadas as teorias de Francis Haskell sobre a crise dos museus anglosaxónicos no que diz respeito a efemeridade das exposições « acontecimento » em que o marketing cultural predomina sobremaneira.

Numa perspectiva de encarar alguns dos problemas com que se debatem os museus portugueses foi sugerido:

– Luta por uma maior desburocratização dos serviços.
– Aumento da automomia dos museus.
– Uma maior acção militante dos museus e respectivos profissionais sobre as questões principais problemas da museologia actual.
– Maior responsabilização dos museus no que diz respeito à avaliação de programas, exposições, etc.
– Combate à precarização dos contratos de trabalho nos museus.
– Exigir um aumento do orçamento para os museus.
– Flexibilização da entrada de recursos humanos nos museus e o direito ao trabalho de profissionais de museologia.
– A necessidade de captar públicos.
– Melhoria das acessibilidades, sejam de ordem física, intelectual e económica aos museus.
– Criação de uma galeria nacional de exposições temporárias em articulação com os museus nacionais.
– Criação de uma « ilha de museus » na praça do Comércio que concentrasse os museus históricos.
– Estabelecer estratégias a longo prazo para os museus, por oposição a uma estratégia de carácter pontual em função dos projectos.
– Necessidade de maior flexibilidade dos museus para a captação de recursos financeiros de mecenato.
– Necessidade de debater o papel dos museus e sua relação com o turismo em Portugal.
– Necessidade de refexão sobre o papel actual do profissional de museologia em Portugal.

Em jeito de conclusão, podemos dizer que o debate foi alargado aos mais diferentes problemas que afectam hoje em dia a museologia em Portugal, arriscando-se a ser mais um debate sobre a crise que atravessam os museus portugueses na actual conjuntura. A necessidade urgente de se realizarem mais debates, temáticos e incisivos, ficou claramente demonstrado pela pluralidade dos tópicos abordados.