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“Le Patrimoine Culturel Immatériel de l’Europe: inventer son inventaire”

décembre 1, 2007

« No Mundo dos Museus » esteve presente no colóquio “Le Patrimoine Culturel Immatériel de l’Europe: inventer son inventaire”, que teve lugar em Paris no passado dia 30 de Novembro. Eis algumas imagens do evento:

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©Ana Carvalho, 30 Nov. 2007
Paris, Galerie Vivienne,
local onde se realizou o colóquio.

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©Ana Carvalho, 30 Nov. 2007
Paris, Galerie Vivienne.

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©Ana Carvalho, 30 Nov. 2007
Interior da Galerie Vivienne,
Institut national du patrimoine.

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©Ana Carvalho, 30 Nov. 2007
Auditorium Colbert. Apresentação de Mila Santova.
Da esquerda para a direita vê-se: Michèle Guelfucci (Córsega),
Chérif Khaznadar (França) e Mila Santova (Bulgária).

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©Ana Carvalho, 30 Nov. 2007
Auditorium Colbert. Apresentação de Laurier Turgeon.
Da esquerda para a direita vê-se: François Calame (França), Katérina Stenou (UNESCO), Irina Balotescu (Roménia) e Laurier Turgeon (Canadá).

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©Ana Carvalho, 30 Nov. 2007
Auditorium Colbert. Apresentação de Marc Jacobs.
Da esquerda para a direita vê-se: Katérina Stenou (UNESCO), Magne Velure (Noruega) e Mac Jacobs (Bélgica).

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©Ana Carvalho, 30 Nov. 2007
Auditorium Colbert. Encerramento do colóquio.
Da esquerda para a direita vê-se: Katérina Stenou (UNESCO), Chérif Khaznadar (França) e Rieks Smeets (UNESCO).

Eis algumas impressões sobre este colóquio:

– Constatação do uso recorrente de diferentes termos para a designação “Inventários”, nomeadamente: questionários, repertório, lista, etc.
– Tensão entre a pesquisa/investigação e a questão da subvenção e politização e reconhecimento do PCI.
– Evidentes contradições entre o que são os objectivos da administração/governos e a investigação propriamente dita.
– Necessidade de homogeneização versus diversidade cultural. A metodologia é a única maneira de salvaguardar esta questão.
– Um inventário ou a multiplicidade de inventários?
-Tensão ente perenidade versus efémero.
– O perigo dos inventários que, aparentemente, falam da oralidade e da imaterialidade, mas na realidade não reflectem a dimensão imaterial.
– Há evidentes dificuldades técnicas na construção de inventários de PCI, salientando-se o risco de destruir o “objecto”.
– Tensão entre a vontade de preservar, mas por outro lado a negação da palavra daquilo que se quer preservar.
– A categorização do PCI é porosa.
– Instrumentalização da noção da comunidade. Noção de comunidade e de PCI é muitas vezes confundida.
– A salvaguarda do PCI, muitas vezes entendida não apenas como estratégia de preservação de um património em risco de desaparecer, mas utilizada em prol do aumento de prestígio e valorização de uma região.
– Risco de perda da noção de PCI por uso abusivo. Por um lado, o imperativo da sua preservação, por outro o risco da sua desvirtuação.
– Nathalie Heinich propôs: Porque não uma salvaguarda imaterial, tendo em conta que o inventário não é a única maneira de salvaguardar este património?

É preciso começar por reconhecer a importância do debate em torno do PCI. O tema, à luz da Convenção para a salvaguarda do património cultural imaterial é relativamente recente, mas tem gerado movimentações políticas várias. Estima-se que até 2008 mais de cem países ratifiquem a Convenção da UNESCO. Portugal incluir-se-á neste rol de países. E tendo em conta o carácter obrigatório da realização de inventários pelos Estados partes importa reflectir em Portugal a breve trecho sobre esta matéria.
Como pudemos constatar a maioria dos países que ratificaram a Convenção encontram-se actualmente na fase de concepção dos seus inventários. Tal como referido neste colóquio apenas 11 países de um universo de 86 apresentaram iniciativas neste sentido. De facto, esta experiência é ainda muito embrionária e tendo em conta a flexibilidade da Convenção ao nível da elaboração de inventários, podemos constatar uma abordagem muito diversa por parte de cada país.
Os inventários são uma importante etapa na implementação da Convenção, no entanto, não são a única medida prevista. Como tal, podem e devem ser encarados como um primeiro passo para outras medidas de salvaguarda.

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CONF: « Le Patrimoine Culturel Immatériel de l’Europe: inventer son inventaire »

novembre 24, 2007

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« Le Patrimoine Culturel Immatériel de l’Europe: inventer son inventaire »
Colloque | 30 novembre 2007
L’Institut national du patrimoine – INP
Auditorium Colbert, 2 rue Vivienne, 75 002 Paris
Entrada livre

Au 1er février 2007, 74 États ont ratifié la convention de l’UNESCO sur le patrimoine culturel immatériel. Ce texte élargit la notion de patrimoine aux rites, coutumes, chants, danses et savoir-faire traditionnels et insiste sur l’implication des communautés dans la valorisation de leur patrimoine : il constitue pour nos pays européens un nouveau défi. L’objectif de cette rencontre, qui réunira des spécialistes européens (universitaires, membres d’institutions culturelles), est de développer la réflexion sur ce sujet en confrontant les différentes méthodes de réalisation des inventaires du patrimoine immatériel.

Programa
Comunicado de Imprensa

Colloque organisé avec le soutien scientifique de la mission Ethnologie et en partenariat avec la mission des Affaires Européennes et Internationales de la Direction de l’Architecture et du Patrimoine (DAPA), Ministère de la Culture et de la Communication.

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PROGRAMA

10h00 Introduction, Geneviève Gallot, directrice de l’Institut national du patrimoine, et Michel Clément, directeur de l’architecture et du patrimoine (DAPA).

10h20 Ouverture, La convention de l’UNESCO sur le patrimoine culturel immatériel, contexte et enjeux, Chérif Khaznadar, président de la Maison des Cultures du Monde.

1.Inventaires d’hier, inventaires d’ailleurs
Présidence: Chérif Khaznadar, président de la Maison des Cultures du Monde

10h40 Les formes et les pratiques de l’inventaire ethnographique du domaine européen (XIXe XXe siècles), Daniel Fabre, directeur du Laboratoire d’anthropologie et d’histoire de l’institution de la culture (LAHIC).

11h00 Pratiques des inventaires du patrimoine culturel immatériel dans le cadre de la convention de l’UNESCO, Chiara Bortolotto, LAHIC, et Sylvie Grenet, chargée de mission à la Mission ethnologie, Ministère de la Culture et de la Communication.

11h15-11h30 : Pause

2.La démarche globale: quelle implication des communautés?

11h30 Mila Santova, directrice de l’Institut de folklore de Bulgarie

11h50 Michèle Guelfucci, vice-présidente du Centre des musiques traditionnelles corses et Petru Guelfucci, chanteur.

12h10 : Questions

Déjeuner

3.Quelle grille d’enquête ?

Présidence: Katérina Stenou, directrice de la Division des politiques culturelles et du dialogue interculturel, UNESCO.

14h00 Irina Balotescu, conseillère, Ministère de la Culture et des Affaires Religieuses, Roumanie

14h20 Laurier Turgeon, professeur d’histoire et d’ethnologie, Faculté des Lettres, Université de Laval, Québec.

14h40 François Calame, conseiller en ethnologie, DRAC Haute-Normandie.

15h00: Questions

4.Des inventaires pour la sauvegarde : quelle articulation avec les politiques publiques de protection ?

15H20 Magne Velure, directeur, Ministère de la Culture et des Affaires religieuses, Norvège.

15h40 Marc Jacobs, directeur du Centre fl amand pour l’étude de la culture populaire, Belgique.

16h00 : Pause

5.Patrimoine matériel, patrimoine immatériel: l’effacement des frontières ?

16h20 La base de données Patrimoine immobilier, mobilier et immatériel du Québec et le Répertoire du patrimoine culturel du Québec. État des lieux et perspectives pour l’inventaire du patrimoine immatériel, Daniel Lauzon, conseiller en patrimoine, Ministère de la Culture, Québec.

16h40 Le patrimoine immatériel et matériel de l’Estaque, Marceline Brunet, conservateur régional, Conseil Régional de PACA, Service de l’Inventaire général, et Claudie Gontier,
cellule de recherche du Service de l’Inventaire général, Conseil Régional de PACA.

17h00 Synthèse et débats : Un inventaire pour l’Europe ?

Synthèse de Nathalie Heinich, directeur de recherche au CNRS, Centre de recherches sur les arts et le langage, EHESS
Chérif Khaznadar, président de la Maison des Cultures du Monde.
Katérina Stenou, directrice de la Division des politiques culturelles et du dialogue interculturel, UNESCO.
Rieks Smeets, chef de la section du patrimoine culturel immatériel, UNESCO.
Un représentant du Conseil de l’Europe (sous réserve).

Couverture :
1. Ange du village de Quelven en Bretagne©Chérif Khaznadar/Maison des Cultures du Monde
2. Albanie, polyphonies vocales du pays Lab. Chanteurs de Gjirokastër©Isabelle Montané/Maison des Cultures du Monde
3. Géant du Nord, Jean le Bûcheron, ville de Douai©Françoise Gründ/Maison des Cultures du Monde
4. Gwoka de Guadeloupe©Jean-Paul Dumontier/Maison des Cultures du Monde

Fonte: http://www.inp.fr/