Posts Tagged ‘Raquel Henriques da Silva’

Museus e Investigação

septembre 5, 2011

Inauguramos esta nova temporada de trabalho com uma notícia que não é nova, mas que merece especial destaque. A revista do Instituto de História da Arte (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas-UNL) publicou em Maio passado um número dedicado aos museus, uma vez que esta é uma das linhas de investigação do instituto. Este é mais um sinal claro da importância que a museologia tem como campo de estudo na actualidade.

Este número tem a coordenação de Raquel Henriques da Silva. Os artigos são, na sua maioria, de investigadores do Istituto de História da Arte, mas a revista não é esclusiva. A revista apresenta para além de uma secção generosa de artigos (14), uma secção para resenções, um espaço designado por « Varia » e ainda uma área para notícias sobre projectos e informação sobre teses de mestrado e doutoramento concluídas (desde 2008) e teses de doutoramento em curso, que de alguma forma se inscrevem nesta linha de investigação.

Índice:

Raquel Henriques da Silva, Editorial, p. 7

Afonso Ramos, Joana Cunha Leal, Mariana Pinto dos Santos, Entrevista com James Elkins, p. 9

(Artigos)

Angelo Cattaneo, Inventare musei per ordinare e rappresentare il mondo. La Guardaroba nuova di Palazzo Vecchio e le Sale delle cosmografia e delle matematiche agli Uffizi a Firenze, p. 25

Joaquim Oliveira Caetano, Os Projectos do Arquitecto Joaquim de Oliveira para as Bibliotecas-Museu de Frei Manuel do Cenáculo, p. 49

Hugo Xavier, O « Museu de Antiguidades » da Ajuda: numismática e ourivesaria das colecções reais ao tempo de D. Luís, p. 71

Sofia Lapa, Georges-Henri Rivière na génese do Museu Calouste Gulbenkian. Contributos para o estudo da colaboração entre o museólogo francês e a Fundação Calouste Gulbenkian, p. 89

Maria João Vilhena, Sérgio Guimarães de Andrade, o conservador e a sua colecção. A imaginária como conceito, p. 111

Rupert Cox, Objects that move: Japanese Namban screens in the realm of the senses, p. 127

José Alberto Seabra Carvalho, « Que hacen los conservadores? » A propósito do incomodativo problema da existência de mestres desconhecidos nas tabelas dos museus, p. 139

Leonor de Oliveira, A exposição « A Rainha D. Leonor » no quadro das exposições evocativas do Estado Novo, p. 153

Alexandra Curvelo, Mariano Piçarra, Luís Afonso, Os caminhos para a Casa Perfeitíssima, p. 169

Raquel Henriques da Silva, Investigar para expor. Duas exposições na Fundação Calouste Gulbenkian, 2007-2009, p. 179

Lúcia Almeida Matos, Vítor Silva, Expor a investigação – dois percursos pela obra de Henrique Pousão, p. 193

Lúcia Almeida Matos, Na Presença de Marina Abramovic – notas sobre musealização da performance, p. 207

Rita Macedo, Cristina Oliveira, A documentação de arte efémera como forma de preservação: O caso de Árvore Jogo/Lúdico em 7 Imagens Espelhadas de Alberto Carneiro, p. 217

Vivian van Saaze, Going Public: Conservation of Contemporary Artworks. Between Backstage and Frontstage in Contemporary Art Museums, p. 235

(Resenções Críticas)

Joana Baião, Jorge Custódio: « Renascença artística » e práticas de conservação e restauro arquitectónico em Portugal, durante a l.ª República. Tese de Doutoramento em Arquitectura. Universidade de Évora, 2009, p. 252

Miguel F. dos Santos, Peter Goldie e Elisabeth Schellekens, Who’s Afraid of Conceptual Art?, Londres e Nova Iorque: Routledge, 2010, p. 258

(Varia)

Paulo Simões Rodrigues, O Conde Athanasius Raczynski e a Historiografia da Arte em Portugal, p. 264

Afonso Ramos, José Rodrigues e o Cego Rabequista, p. 276

Maria Jesus Ávila, Encontros perdidos: objectos surrealistas destruídos, p. 286

(Notícias-Projectos de investigação financiados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia-FCT)

Raquel Henriques da Silva, Fontes para a História dos Museus de Arte em Portugal, p. 306

Lúcia Almeida Santos, Documentação de Arte Contemporânea, p. 308

Maria João Melo, Crossing Borders. História, Materiais e Técnicas na Pintura Portuguesa do Romantismo, Naturalismo e Modernismo: 1850-1918, p. 310

(Linha de Museum Studies: Dissertações e Teses de Doutoramento em Museologia – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e Faculdade de Ciência e Tecnologia da universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto)

Para saber mais, consulte:
http://iha.fcsh.unl.pt/

A publicação está à venda no Instituto de História da Arte:

Gab. 305, edifício I&D
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Nova de Lisboa
Av. de Berna 26 C 1069-061 Lisboa

iha.divulgacao@fcsh.unl.pt

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Alissandra Cummins no encerramento do colóquio « Os Museus e a República »

mai 21, 2010

Sessão de abertura do colóquio, 19 Maio 2010

Maria Bolaños, 19 Maio 2010

Alissandra Cummins, 20 Maio 2010

Nos dias 19 e 20 de Maio realizou-se no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) o colóquio “Os Museus e a República”, organizado pelo Instituto dos Museus e da Conservação (IMC).

O encontro pontuou pela qualidade dos conferencistas convidados, reunindo de forma bastante concertada investigadores, alguns, porventura, mais conhecidos da comunidade museológica portuguesa a par com outros investigadores com projectos de doutoramento em curso ou recentemente terminados. O colóquio organizou-se em torno de quatro painéis de comunicações, que no cômputo geral permitiram diversas aproximações à história dos museus na República (museus de arte e arqueologia, ciências, literatura). O programa do colóquio contemplava inicialmente um enquadramento mais internacional, com contribuições de Espanha, França e Grã-Bretanha, mas esse objectivo acabou por não ser alcançado, já que Dominique Poulot e Helen Rees Leahy não estiveram presentes. Todavia, sublinhe-se a participação de Maria Bolaños, sobejamente conhecida entre nós através de publicações como a “Historia de los museos en España” (Trea, 1997), “La memoria del mundo: Cien años de museologia 1900-2000” (Trea, 2002), entre outros.

Alissandra Cummins, Presidente do Conselho Internacional de Museus (ICOM), esteve presente no colóquio para o encerramento dos trabalhos, aproveitando para sublinhar a importância do tema escolhido este ano para celebrar o Dia Internacional dos Museus, a harmonia social. A Presidente do ICOM esteve em Portugal esta semana a convite da Federação de Amigos dos Museus de Portugal.

A publicação dos textos apresentados e as conclusões deste colóquio serão certamente um contributo importante para a museologia, iniciativa que o IMC pretende levar a cabo a breve trecho, tal como foi referido no final deste encontro pelo seu director, João Carlos Brigola.

CONF: « Os Museus e o Ensino da História », 8 Maio 2010

avril 27, 2010

Encontro “OS MUSEUS E O ENSINO DA HISTÓRIA”
8 de Maio de 2010, 15 horas
Museu Nacional de Arqueologia
Entrada livre

Organização conjunta de: Museu Nacional de Arqueologia e Associação dos Professores de História

Programa:

1ª Parte
Prof. Paulo Brito:
“Museus e Programas Escolares – Um Instrumento para a Prática Docente na Disciplina de História”
Profa. Raquel Henriques:
“Programar e realizar visitas de estudo em espaços museológicos – da teoria à prática”.
Dr. José Araújo Ribeiro:
“Formação Contínua de Professores com factor de inovação das Práticas Educativas”
Pausa para café

2ª Parte
Dra. Maria José Albuquerque:
“Actividades Educativas e de Extensão Cultural do Museu Nacional de Arqueologia”
Debate sobre o tema do Encontro

Fonte: Lista de discussão Museum

Colóquio internacional « Os Museus e a República », 19 e 20 Maio 2010

avril 14, 2010

Nos dia 19 e 20 de Maio irá realizar-se o colóquio internacional « Os Museus e a República ». Entre os investigadores portugueses convidados para debater este tema estão José-Augusto França, Raquel Henriques da Silva, Jorge Custódio, Henrique Coutinho Gouveia, Luís Pequito Antunes, Joana Baião, Luís Raposo, Sandra Leandro, Duarte Freitas, Carlos Fiolhais, José Brandão, Joaquim Caetano e José Manuel de Oliveira. Para um olhar mais internacional sobre estas questões foram convidados Dominique Poulot, Helen Rees Leahy e Maria Bolaños, figuras sobejamente conhecidas da museologia.

Organização: Instituto dos Museus e da Conservação (IMC)
Apoio: Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência da Universidade de Évora (CEHFCi)

O evento terá lugar no auditório do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA).

Público-alvo: Técnicos de Museus, Palácios e Monumentos; Investigadores, docentes e alunos universitários

Pode encontrar a ficha de inscrição e programa no site do IMC:
http://www.ipmuseus.pt/pt-PT/Default.aspx

A proclamação da República em 5 de Outubro de 1910 constituiu um momento fundamental da História de Portugal, marcando profundamente a sociedade, as instituições e a cultura do país. É neste contexto, que o Instituto dos Museus e da Conservação (IMC) em parceria com o Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência da Universidade de Évora, irá realizar um colóquio internacional subordinado ao tema “Os Museus e a República”.
A coordenação científica está a cargo do Professor Doutor João Carlos Brigola, docente do Departamento de História da Universidade de Évora e Director do IMC.

O Programa do Colóquio contempla os seguintes temas: Museus ou colecções formados entre 1910 e 1932 (data da instituição do Estado Novo e da aprovação de nova legislação sobre Património e Museus); Museus ou colecções formados em período anterior e posterior; Personalidades marcantes (directores, museólogos, técnicos, coleccionadores); Labor legislativo e Política Cultural da 1ª República; Colecções e Museus em Espanha, França e Grã-Bretanha.

ENQUADRAMENTO HISTÓRICO

Com a implantação da República Portuguesa, a 5 de Outubro de 1910, foi reforçada a vontade política e legal de dar corpo e coerência a uma rede de museus nacionais e regionais, de acordo com uma visão pedagógica, patrimonial e artística que se queria essencialmente divulgadora e descentralizadora. Entre 1912 e 1924 criaram-se vários museus regionais (de arte, arqueologia, história e numismática), ainda que quase todos derivados de iniciativas já conhecidas em período anterior. Criaram-se dois museus nacionais (o de Arte Antiga e o de Arte Contemporânea), assim como museus de tipologia inovadora, como é exemplo a Casa-Museu do escritor Camilo Castelo Branco, em S. Miguel de Seide, bem como a construção da Casa dos Patudos de Alpiarça, concebida pelo arquitecto Raúl Lino para albergar a colecção de arte de José Relvas e aberta ao público depois da sua morte. O Museu dos Coches, criado em 1905 por iniciativa da rainha D. Amélia, foi elevado em 1911 à categoria de museu nacional.

A primeira república estabeleceu assim uma coerente e promissora rede de museus nacionais e regionais. Da importante documentação legal produzida neste período deve ser destacado o Decreto n.º 1 do Governo Provisório, datado de 26 de Maio de 1911, visando a reorganização do ensino de Belas Artes, dos serviços de Museus e da protecção do Património artístico e arqueológico. A sua redacção foi da responsabilidade de uma comissão, cujo relator era o Dr. José de Figueiredo. Este museólogo, com intensas ligações aos meios museológicos europeus, pôde contar com a colaboração do pedagogo e museólogo coimbrão, António Augusto Gonçalves, cujos pareceres influenciaram, por exemplo, a instituição do Museu Machado de Castro.

Considerando, pois, a pertinência de se proceder à avaliação do labor cultural, patrimonial e museológico deste período histórico, pretende-se transmitir a este Colóquio um carácter científico e internacional, apostando no convite exclusivo a investigadores de créditos já firmados, incluindo algumas personalidades europeias com obra reconhecida nesta área disciplinar, de modo a que se possa estabelecer um panorama coevo da museologia europeia da primeira republica portuguesa.

(Fonte: site do IMC)

CONF: « A Arte Nova em Portugal », 30 e 31 Maio 2008

mai 27, 2008

A Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves realiza, nos próximos dias 30 e 31 de Maio, um colóquio sobre o tema A Arte Nova em Portugal. Esta temática relaciona-se de perto com a Casa-Museu, já que o seu edifício, também conhecido como Casa Malhoa, é dos poucos sobreviventes da arquitectura Arte Nova lisboeta.

No atelier da Casa-Museu, especialistas de várias áreas juntam-se para abordar a Arte Nova aplicada em áreas tão distintas como a arquitectura, a azulejaria e o mobiliário, entre outros:

Raquel Henriques da Silva | FCSH-UNL: Desenho e cerâmica de Rafael Bordalo Pinheiro
Luísa Penalva | Museu Nacional de Arte Antiga: Ourivesaria e joalharia Arte Nova
Rui Afonso Santos | Museu do Chiado: Vidro e vitral
Ana Anjos Mântua | Museu Nacional do Azulejo: A azulejaria
António Miranda | CML: Serralharia Arte Nova
Pedro Bebiano Braga | CML: Mobiliário e decoração doméstica

A Arte Nova foi um novo estilo aplicado no design, na arquitectura e nas artes plásticas que vigorou na Europa e Américas entre finais do século XIX e a Iª Guerra Mundial.

Neste período, normalmente designado por Belle Époque, os objectos Arte Nova floresceram, valorizando o trabalho artesanal e materiais inesperados como o ferro e o vidro. Visualmente, predominam as formas curvas e assimétricas inspiradas na natureza, recusando historicismos e particularidades culturais nacionais.

Em Portugal, o gosto apela Arte Nova fez-se sentir, sobretudo no azulejo, na cerâmica, na ourivesaria, nos têxteis, no mobiliário, na serralharia, e também, em casos pontuais, na arquitectura.

Programa detalhado e ficha de inscrição disponível em: http://blogdacmag.blogspot.com

INSCRIÇÃO: €100 / € 90 (Amigos da CMAG)

Mais Informações:
José Alberto Ribeiro, Director CMAG
Tel. 91 401 9699
cmag.director@ipmuseus.pt

Fonte: Lista de discussão MUSEUM

Para onde vai o museu de arte contemporânea?

janvier 7, 2008

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Para onde vai o museu de arte contemporânea?
Culturgest, 3 Janeiro 2008
©Ana Carvalho

Teve lugar a primeira sessão do ciclo de conversas em torno da exposição « Museus do Século XXI – Conceitos, projectos, edifícios ». « Para onde vai o museu de arte contemporânea? » foi o mote da conversa da passada quinta-feira e que contou com a presença de Raquel Henriques da Silva*, João Pinharanda* e Ricardo Nicolau* (moderador).

Como era esperado, a avaliar pelos convidados, esta conversa pontuou, na nossa opinião pela pertinência e qualidade das intervenções. Qual a relação da arte com a arquitectura? Qual o papel do coleccionador dos nossos tempos? Arte, mercado e museus, que relação?
Das colecções aos museus. O caso concreto do MACE – Museu de Arte Contemporânea de Elvas. Contexto e expectativas para o futuro.
O nascimento dos museus de arte contemporânea no ínicio do séc. XX e sua evolução. O questionamento dos museus como locais de legitimação, locais de fabricação, o « museu laboratório », etc. Também se chamou a atenção para o papel dos museus como potenciais instumentos para a regeneração do tecido urbano e como motor do desenvolvimento ao nível do turismo.
A discusão em torno da arquitectura de museus não podia deixar de mencionar o fenómeno Bilbao. O museu Guggenheim Bilbao alimenta acesas discussões como foi evidente ao longo desta conversa, uns gostam outros detestam. De qualquer maneira faz-nos pensar nessa característica que os museus têm que é da sua constante capacidade de mutação e transformação.
A conversa acabou por disparar em muitas direcções, todas elas actuais, como a questão do papel dos directores de museu e a questão dos concursos públicos, natureza e carácter dos protocolos entre coleccionadores e museus, a existência ou não de políticas culturais, linhas programáticas, o papel do marketing, serviços educativos, etc.

Destacamos como sugestão de leitura – « What Makes a Great Exhibition? », uma das referências bibliográficas, entre outras, mencionadas no decorrer da conversa:

what-makes-a-great-exhibition.jpg

What Makes a Great Exhibition?
Autor: Paula Marincola (Edição)
Publicação: University of the Arts, Philadelphia Exhibitions Initiative, US
2007-07-21, Inglês
Descrição Física: 184 p.
ISBN-10: 0970834616
ISBN-13: 978-0970834614

Pode adquirir este livro nos seguintes endreços:
http://www.amazon.ca/
http://www.bookdepository.co.uk/

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*Raquel Henriques da Silva é Professora na FCSH/UNL, foi directora do Museu Chiado (1994-97) e do Instituto Português de Museus (1997-2002). Integrou a partir de 2000, o Conselho de Administração da Fundação de Serralves, em representação do Ministro da Cultura.
*João Pinharanda é o actual director do Museu de Arte Contemporânea de Elvas – MACE. Historiador de arte, crítico de arte, comissariou inúmeras exposições, colabora com a Fundação EDP.
*Ricardo Nicolau (Tomar, 1976) é crítico de arte e comissário de exposições. Tem escrito regularmente para catálogos de artistas e integrado júris de prémios e residências, em Portugal e no estrangeiro. Entre 2003 e 2005 foi editor e director da publicação sobre arte contemporânea Pangloss. Tem colaborado com várias revistas de arte portuguesas e internacionais, designadamente a Contemporary e a W-art. Actualmente é assessor do director do Museu de Arte Contemporânea de Serralves.
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Parabéns à Culturgest por esta iniciativa!